segunda-feira, 29 de junho de 2015

Política de arrocho imposta pela Troika levou Grécia à falência! - Marcos Doniseti!

Política de arrocho imposta pela Troika levou Grécia à falência! - Marcos Doniseti!
Depois que a política de arrocho imposta pela Troika foi adotada, a dívida pública grega disparou, chegando a quase 175% do PIB. 
Vejam o que aconteceu com a Dívida Pública, o PIB, o desemprego (entre a população em geral e entre os jovens) da Grécia após a imposição das políticas de arrocho da Troika (BCE, UE, FMI): Tais indicadores tiveram uma piora brutal.

Quando a política de arrocho da Troika foi adotada, dizia-se que o endividamento iria diminuir e que a economia do país voltaria a crescer rapidamente, mas nada disso aconteceu, muito pelo contrário.

Mas a dívida pública disparou e, agora, ela chega a 174,9% do PIB, transformando-a numa dívida literalmente impagável. 

E a taxa de desemprego na Grécia chegou a 27,7% no início de 2014. Em outubro do mesmo ano ela ainda estava em um patamar gigantesco, de 25,8%, o maior da Europa.

A taxa de desemprego na Grécia chegou a níveis absurdos, atingindo os 27,7% no início de 2014. E em Outubro de 2014 ela ainda estava em 25,8%. Taxas assim somente acontecem quando temos uma Depressão Econômica.
Entre os jovens gregos, a taxa de desemprego chegou a passar de 60% e ainda está acima dos 50% atualmente.

Taxas assim somente tivemos na época da Grande Depressão dos anos 1930, a mesma que foi a responsável por levar os Nazistas ao poder na Alemanha.

E o PIB da Grécia despencou cerca de 23% entre 2009 e 2014, caracterizando uma verdadeira Depressão Econômica.

Entre os jovens gregos, a taxa de desemprego chegou a inacreditáveis 60% em 2013. Atualmente, ela se encontra em cerca de 50%. Assim, toda uma geração de jovens gregos está sendo condenada devido à criminosa política de arrocho imposta pela Troika.
Portanto, a política da Troika piorou e muito a situação econômica, social e financeira da Grécia, sendo a grande responsável pela virtual quebra do país.

O governo do Syriza quer, justamente, abandonar essa política criminosa, que tantos prejuízos já trouxe ao povo e à nação gregas.

Todo apoio ao Syriza!

O PIB da Grécia despencou cerca de 23% após a imposição das políticas de arrocho da Troika, contrariando todas as previsões feitas que a economia grega voltaria a melhorar rapidamente. 

Link: 

Paul Krugman: Porque a Grécia deve dizer não:

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Porque a 'Nova Direita' é reacionária e golpista e não tem nada de 'liberal'! - Marcos Doniseti!

Porque a 'Nova Direita' é reacionária e golpista e não tem nada de 'liberal'! - Marcos Doniseti!
Após as sucessivas vitórias de governos progressistas na América Latina, os EUA passaram a financiar grupos direitistas, reacionários e golpistas, que visam desestabilizar tais países, a fim de inviabilizar as políticas nacionalistas e reformistas que os mesmos adotaram.
Algumas pessoas dizem por aí que esta 'nova direita' que surgiu na América Latina e no Brasil nos últimos anos seria formada por organizações liberais.

Este fenômeno se desenvolveu, principalmente, após a ascensão dos governos nacionalistas e reformistas na região (Chávez, Lula, Dilma, Kirchner, Evo Morales, Rafael Correa, Pepe Mujica) e que implementaram uma séria de políticas que visam promover o fortalecimento do papel do Estado na economia e na área social, com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e a justiça social.

Mas tais organizações não são liberais coisa alguma. Elas são reacionárias, elitistas, golpistas, entreguistas e atacam a própria concepção de Democracia, que prega o respeito à alternância de diferentes forças políticas e sociais no governo, desde que devidamente consagradas nas urnas, pela vontade popular.

Para estes 'liberais', a Democracia só é válida quando os direitistas e reacionários vencem eleições. Quando é a esquerda ou a centro-esquerda, nacionalista e reformista, que vence, daí as eleições não valem mais nada e eles passam a defender movimentos golpistas para se derrubar tais governos (eleitos democraticamente). Isso já aconteceu, inúmeras vezes na Venezuela, Argentina, Bolívia, Equador, e, agora, essa onda golpista chegou ao Brasil, com a patética tese da defesa do Impeachment de Dilma.

Oras, um liberal autêntico respeita sempre o resultado das eleições e jamais participa de tentativas de Golpes de Estado, que terminam por rasgar a Constituição e implantar Ditaduras. 



Na Venezuela, a pobreza e a pobreza extrema tiveram uma significativa redução durante os governos de Hugo Chávez. 
Assim, elas não aceitam, de fato, as regras do regime Liberal Democrático, a não ser quando os resultados lhes são favoráveis.

E no aspecto econômico, elas também não são liberais, pois criticam a atuação do Estado apenas quando a mesma se faz em benefício dos mais pobres e dos assalariados.

Mas quando se trata de usar dinheiro público para ajudar a salvar grandes empresas privadas (bancos, indústrias, etc), daí eles ficam em silêncio total e absoluto.

Exemplo disso é o fato de que nenhum desses 'liberais' de araque jamais critica o fato de que os governos dos EUA e da União Europeia injetaram quase US$ 20 trilhões nos sistemas financeiros privados de suas economias, a fim de evitar a total quebradeira dos mesmos, visto que eles literalmente faliram após o início da crise neoliberal global de 2007-2009. O governo britânico chegou a estatizar totalmente o sistema financeiro do país, a fim de evitar a sua quebradeira e, com isso, assumiu as dívidas e obrigações do mesmo.

Desta maneira, o governo britânico praticamente dobrou a sua dívida pública, pois as dívidas e obrigações do sistema financeiro privado falido passaram para o Estado.

E depois os mesmos 'liberais' hipócritas passaram a defender que o Estado cortasse fortemente os gastos sociais, a fim de diminuir o endividamento público, que havia crescido rapidamente devido à operação de salvamento do setor financeiro privado.

Com isso, sobrou para os trabalhadores britânicos e de outros países desenvolvidos a responsabilidade por pagar a conta de uma crise econômica que foi provocada pelos grandes capitalistas, que foram os grandes estimuladores da especulação financeira desenfreada que se apossou das economias dos países ricos desde, principalmente, os anos 1970, quando começaram a ser adotadas as políticas de desregulamentação financeira pelos governos neoliberais e que ganharam muita força, tornando-se hegemônicas, após as vitórias eleitorais de Margaret Thatcher (1979), no Reino Unido, e de Ronald Reagan (1980), nos EUA.

Logo, para tais 'liberais' fajutos e hipócritas, o Estado pode, sim, intervir na economia, desde que seja única e exclusivamente em benefício dos interesses do Grande Capital. Já quando se trata de beneficiar aos mais pobres e assalariados, daí isso já não é tolerado, pois se trata de 'populismo'. 


A taxa de pobreza despencou no Brasil entre 2003 e 2012, caindo de 35,75% para 15,93% no período. 
Aqui no Brasil, por exemplo, os ditos 'liberais' criticam o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, entre outros programas sociais de distribuição de renda, mas nunca fizeram uma crítica sequer ao fato de que o governo FHC injetou o equivalente a 2,5% do PIB (algo em torno de R$ 138 bilhões atualmente) para salvar bancos privados falidos por meio do Proer.

Assim, para os 'liberais' hipócritas, 'populismo' bom é apenas aquele que beneficia aos mais ricos e aos grandes capitalistas. 'Populismo' para os capitalistas pode, mas para os trabalhadores, jamais.

Haja hipocrisia. 


Link:

Nova Direita cresce na América Latina com financiamento externo (dos EUA)

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2015/06/nova-direita-cresce-com-financiamento-de-conservadores-3960.html

Brasil, Venezuela e Equador lideram a redução da pobreza na América Latina:

http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2013/12/brasil-venezuela-e-equador-tem-melhor-ritmo-de-reducao-da-pobreza-na-a-latina-1577.html

Venezuela: Pobreza diminuiu fortemente durante o governo de Hugo Chávez:

http://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090130_venezuela_social_cj_cq.shtml

Governo de Evo Morales aumenta salário mínimo, reduz pobreza e promove forte crescimento econômico:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/39239/ao+assumir+3+mandato+na+bolivia+evo+reforca+demanda+de+saida+ao+mar+voltar+ao+pacifico+com+soberania.shtml

Equador: Governo de Rafael Correa reduziu pobreza de 38,3% para 25,8% em 8 anos:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/04/equador-tira-13-milhao-de-pessoas-da-pobreza-em-oito-anos.html

Peru: Governo de Ollanta Humala reduziu a pobreza de 30,8% para 22,7% entre 2011-2014:

http://www.notimerica.com.br/politica/noticia-peru-reduz-pobreza-uem-em-tres-anos-20150424182839.html

quinta-feira, 25 de junho de 2015

ONU: Brasil foi o 5o. país do mundo que mais recebeu investimento produtivo estrangeiro em 2014! - Marcos Doniseti!

ONU: Brasil foi o 5o. país do mundo que mais recebeu investimento produtivo estrangeiro em 2014! - Marcos Doniseti!
Dilma visitando o Acre em Março deste ano.
Ranking do investimento estrangeiro produtivo no Mundo em 2014 (segundo a ONU):
China: US$ 129 bilhões;
Hong Kong: US$ 103 bilhões;
EUA: US$ 92 bilhões;
Reino Unido: US$ 72 bilhões;
Cingapura: US$ 68 bilhões
Brasil: US$ 62 bilhões.

O investimento destinado a Hong Kong deve, de fato, ser contabilizado como investimento na China, da qual a ex-colônia britânica faz parte desde 01/07/1997.
Na América Latina, depois do Brasil, os países que mais receberam investimentos externos produtivos em 2014 foram os seguintes:
Chile: US$ 22,9 bilhões;
México: US$ 22,8 bilhões;
Colômbia: US$ 16,1 bilhões;
Peru: US$ 7,6 bilhões.
Assim, o investimento estrangeiro produtivo no Brasil, em 2014, foi de US$ 62 bilhões, superando a soma de Chile, México e Colômbia (que é de US$ 61,8 bilhões).
Link:

Brasil no ranking dos países que mais receberam investimentos externos produtivos em 2014:

sábado, 20 de junho de 2015

Afinal, porque as empresas brasileiras da Construção Civil precisam ser protegidas e salvas? - Marcos Doniseti!

Afinal, porque as empresas brasileiras da Construção Civil precisam ser protegidas e salvas? - Marcos Doniseti!
A direita neoliberal, entreguista, reacionária e vende-pátrias dizia que a Petrobras não iria conseguir produzir nada no pré-sal. Mas a empresa bate sucessivos recordes de produção de petróleo no mesmo. O complexo de vira-latas foi derrotado novamente. 
Os reacionários golpistas tentaram destruir a Petrobras, mas fracassaram.

Agora, o alvo são as empreiteiras nacionais (Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão), que são altamente eficientes e que são competitivas no mundo todo, fazendo inúmeras obras de grande porte na África, América Latina e Oriente Médio. Tais empresas são 'top de linha', mesmo quando comparadas com as suas similares dos países desenvolvidos. 

Mas agora elas estão sendo alvo de uma campanha midiática e judiciária de desmoralização, tal como aconteceu com a Petrobras, que visa, basicamente, destruir as mesmas. Se isso acontecer, um setor fundamental para a economia brasileira será inteiramente destruído. 

Petróleo e Construção Civil são dois dos raros setores da economia brasileira em que predomina o capital nacional (público e privado) e que dependem, fundamentalmente, da atuação do Estado brasileiro. A Petrobras tem a maior parte do seu capital acionário nas mãos do Estado e as empreiteiras, mesmo sendo privadas, dependem fundamentalmente dos investimentos públicos feitos em usinas hidrelétricas, metrôs, rodovias, ferrovias, aeroportos, entre outros. 

Logo, tais setores são fortemente dependentes da atuação do Estado brasileiro. Sem essa decisiva participação estatal, eles nem existiriam, de fato.

Eles foram de grande importância, por exemplo, quando o governo Lula combateu os efeitos da grande crise financeira global que começou em 2007-2008. 

Entre as principais medidas tomadas pelo Presidente Lula, na época, para combater a crise que era originária dos países ricos (EUA, UE e Japão), tivemos o aumento dos investimentos da Petrobras e dos investimentos públicos na área da Construção Civil (com a ampliação do PAC e a criação do Minha Casa Minha Vida).

Como resultado disso, o PIB da Construção Civil brasileira cresceu 52,5% entre 2004 e 2013. 

Portanto, o governo Dilma precisa acordar e fazer alguma coisa para proteger as empreiteiras brasileiras, sim, antes que todas elas fechem as portas.
Atualmente, a Petrobras já extrai 726 mil barris diários de petróleo no pré-sal. Mas segundo Reinaldo Azevedo e Carlos A. Sardenberg, isso jamais aconteceria, pois 'o petróleo do pré-sal só existe na campanha do governo'. Sabem tudo sobre o assunto, esses dois 'brilhantes analistas', não é mesmo?
Afinal, se as empreiteiras brasileiras quebrarem, quem fará as obras de infra-estrutura do pacote de concessões, no valor de R$ 200 bilhões? Papai Noel? A cegonha? O Monstro do Lago Ness? Claro que não. Serão as Empreiteiras estrangeiras, mesmo, principalmente as da Europa e dos EUA, que estão sedentas por entrar no mercado brasileiro da construção civil, que é um dos maiores do mundo e que irá se expandir muito nas próximas décadas, em função de todos os investimentos que precisarão ser feito para se ampliar e melhorar a infra-estrutura do país.  

Porém, tal mercado já é dominado, há várias décadas, por empreiteiras brasileiras, de capital nacional, e que estão entre as melhores e mais desenvolvidas do mundo, sendo extremamente competitivas mesmo no mercado internacional. 

Logo, claramente estamos assistindo a uma ofensiva do capital estrangeiro (e dos seus sócios minoritários e virtuais lobistas que atuam no país) para se apossar do petróleo e do pré-sal, da Petrobras, do setor financeiro e do setor da Construção Civil, que são os setores mais importantes da economia brasileira e nos quais o capital nacional é inteiramente dominante.
A Usina hidrelétrica de Belo Monte será a quarta maior do mundo quando estiver concluída e está sendo construída por empreiteiras brasileiras, com tecnologia própria e que usam força de trabalho nacional. Mas se a operação Lava-Jato resultar na destruição das empreiteiras nacionais, isso estará com os dias contados. Aliás, o BNDES emprestou R$ 22,5 bilhões para que a obra fosse viabilizada. 
Toda esta tentativa do capital estrangeiro de destruir a Construção Civil brasileira e de se apossar do pré-sal (vide o projeto do senador tucano José Serra no Senado) está sendo feito com a ajuda dos neoliberais colonizados e entreguistas de sempre, que são os mesmos que foram contra a criação da Petrobras e do monopólio estatal do petróleo e que sempre sabotaram as tentativas de se promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil em bases autônomas e soberanas e com significativa atuação do Estado.

Aliás, não é à toa, também, que tais setores colonizados e entreguistas iniciaram uma campanha para desmoralizar e enfraquecer o BNDES, um banco de fomento e que foi fundamental para que o Brasil fosse uma das economias que mais cresceu no mundo no Pós-Guerra. 

Até porque, se o BNDES reduzir substancialmente a sua atuação, os bancos privados (nacionais e estrangeiros) irão ganhar mercado, aumentando ainda mais os seus já imensos lucros (somente o Itaú, em 2014, lucrou a 'modesta' quantia de R$ 20,2 bilhões). 

E de quebra, os entreguistas e colonizados ainda conseguirão inviabilizar o governo Dilma, que acabou de lançar um pacote de obras de R$ 200 bilhões em infra-estrutura, mas que sem as empreiteiras brasileiras, não terão como ser realizadas, a não ser que elas sejam feitas, bingo, por empreiteiras da Europa e dos EUA.

Logo, tal iniciativa contra a Construção Civil de capital nacional irá, também, criar as condições para que a Direita Neoliberal e reacionária volte a governar o país, bem antes do que se pensa.

Assim, entendo que já passou da hora do governo Dilma agir, claramente, no sentido de se proteger e salvar, sim, o setor da Construção Civil brasileira, que é de fundamental importância para a economia do país. E também sou contra a vinda de empreiteiras estrangeiras para cá.

A Construção Civil brasileira tem um padrão de qualidade de nível mundial e tudo o que o setor utiliza (os insumos) é produzido aqui mesmo. Com a vinda de empreiteiras estrageiras, isso também irá acabar, pois é claro que elas irá trazer equipamentos, mão-de-obra e insumos dos seus países de origem (EUA e União Europeia), que ainda estão longe de se recuperarem da crise econômica e social que começou em 2007-2008.

Lembram-se quando as empresas de telecomunicações estrangeiras (Telefonica, por exemplo) compraram a Telebras e as suas empresas (Telesp, Telerj, etc). Elas trouxeram força de trabalho e equipamentos de seus países de origem, gerando desemprego para centenas de milhares de trabalhadores brasileiros. 
A Presidenta Dilma e o então governador baiano Jacques Wagner na inauguração da primeira linha do Metrô de Salvador, que está sendo construído pelas  empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Tal ofensiva contra Petrobras, o BNDES e a Construção Civil brasileiras, portanto, pode muito bem ser compreendida como mais uma tentativa do Imperialismo Capitalista, que já tem mais de 600 anos de existência, de aumentar o saque e a exploração das riquezas e da força de trabalho dos países emergentes (que foram, durante vários séculos, antigas colônias destes Impérios) a fim de superar a crise na qual mergulharam, há 8 anos, e que ainda está longe de terminar. 

Basta ver que a taxa de desemprego na União Europeia está em 9,8%, possuindo mais de 23,8 milhões de trabalhadores desempregados. E na Zona do Euro a taxa de desemprego é ainda maior, chegando aos 11,2%. 

E uma excelente maneira de reduzir o desemprego nos países ricos é mandando os seus trabalhadores para os países emergentes, depois que as suas empresas passarem a dominar setores fundamentais da economia destes países, como são os da Construção Civil, Petróleo e o Sistema Financeiro. 

Isso explica, e muito, os motivos que estão por trás dessa campanha ostensiva e violenta que se faz contra empresas brasileiras (Petrobras, BNDES, Empreiteiras nacionais) e que atuam em três setores de grande importância na economia brasileira e mundial. 

O Brasil é um dos poucos países do mundo no qual temos um conjunto de empreiteiras de primeiro nível em termos globais, tanto que elas ganham inúmeras concorrências pelo mundo todo (América Latina, África, Oriente Médio).

E a Construção Civil é um dos poucos setores da economia brasileira em que predomina, inteiramente, o capital nacional e no qual todos os insumos utilizados são produzidos internamente.

Este é um cenário totalmente diferente, por exemplo, da indústria automobilística existente em nosso país, que é de capital 100% estrangeiro e que importa grande parte das peças e componentes que utiliza.

Além disso, o Brasil é, atualmente, um dos maiores canteiros de obras do mundo.

São bem poucos os países no qual se faz tantas obras como as que são construídas no Brasil atualmente: usinas hidrelétricas, ferrovias, rodovias, aeroportos, transposição do São Francisco, etc.

Afinal, quantos países estão construindo obras do porte de uma usina de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, bem como de uma Transposição do Rio São Francisco? Em quantos países do mundo ainda há tanto a ser feito nos setores de habitação, transporte coletivo (metrôs, corredores exclusivos de ônibus), saneamento básico, saúde e educação?

Estes são setores da economia e da sociedade brasileira que irão exigir Trilhões de Reais de investimentos nas próximas décadas.

Portanto, existe um verdadeiro 'pré-sal da Construção Civil' no Brasil, com mercado crescente e lucros garantidos, e por muitos anos, ainda.

E é justamente por isso que empreiteiras estrangeiras querem destruir as brasileiras e, assim, poder dominar o setor, que é uma verdadeira mina de ouro para o grande capital.
O BNDES financiou a Odebrecht, que ampliou o porto de Mariel, em Cuba, e cujas obras geraram 150 mil empregos no Brasil, pois 80% de tudo o que foi usado nas obras do porto foi produzido no Brasil. A exportação de serviços é o principal item do comércio internacional, embora a oposição neoliberal entreguista e colonizada do Brasil desconheça totalmente este fato. No Brasil, o setor de serviços representa 68,5% do PIB e é responsável por 78,5% dos empregos formais existentes no país. 
E os setores reacionários, colonizados e entreguistas de sempre que existem em nosso país (que são os mesmos que diziam que a Petrobras​ não conseguiria extrair uma gota de petróleo do pré-sal sequer) estão fazendo de tudo para que isso aconteça.

Caso estes setores reacionários e entreguistas consigam atingir os seus objetivos, então a capacidade de atuação do Estado brasileiro, na área econômica e social, será dizimada e, daí, podem dizer adeus a este país e começar a procurar outro para morar.

E dizer que depois ainda vejo intelectuais, supostamente de esquerda, afirmarem que não há um movimento golpista em andamento no Brasil. 

Se tudo isso não faz parte de uma ação que visa inviabilizar o governo Dilma e destruir a capacidade do Estado brasileiro de formular e aplicar políticas que promovam o desenvolvimento econômico, social, científico, tecnológico e cultural do país, é o que, então?


Links:

A prisão dos empreiteiros e a economia brasileira:

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/185673/Com-o-PIB-na-cadeia-o-que-acontece-na-economia.htm

Petrobras bate novo recorde de produção no pré-sa em Maio:

http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/dois-novos-recordes-de-producao-no-pre-sal-alcancados-em-maio.htm


Entre 1999 e 2002 (governo FHC) o PIB do setor da Construção Civil cresceu apenas no ano 2000, caindo em 1999, 2001 e em 2002. Já entre 2004 e 2012,  ele cresceu continuamente. Em 2012 a expansão foi de 1,4% e em 2013 foi de 1,9% (ver links abaixo).O ano de 2009 foi atípico, com uma pequena queda de 0,7%, devido aos efeitos da crise global iniciada em 2007-2008 nos países ricos, mas que foi rapidamente compensada pela forte expansão do ano seguinte (2010), que chegou a 11,6%. 
Expansão do PIB da Construção Civil brasileira:

http://monografias.brasilescola.com/engenharia/estudo-sobre-mercado-trabalho-construcao-civil-brasileira.htm

http://construcaomercado.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/negocios/pib-da-construcao-cresce-19-em-2013-308051-1.aspx

http://www.cbicdados.com.br/menu/home/construcao-civil-cresce-14-em-2012

Lucro do Itaú cresceu de R$ 15,7 bilhões em 2013 para R$ 20,2 bilhões em 2014 (crescimento de 28,7%).

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2015/02/lucro-do-itau-unibanco-sobe-para-r-20242-bilhoes-em-2014.html

Taxa de desemprego na União Europeia é de 9,8%; Na Zona do Euro chega a 11,2%:


Exportações de serviços do Brasil e sua participação no PIB e na geração de empregos:

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Mercado financeiro prevê inflação de apenas 5,5% em 2016! - Marcos Doniseti!

Mercado financeiro prevê inflação de apenas 5,5% em 2016! - Marcos Doniseti!
Joaquim Levy, Nelson Barbosa e Alexandre Tombini comandam a equipe econômica do segundo mandato de Dilma. 
Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a inflação prevista para o ano que vem é de apenas 5,5%. 

Essa notícia não ganhará nenhum destaque na Grande Mídia. E pelo que observo, nem mesmo os chamados blogueiros progressistas comentam a informação. 

E tal notícia é muito importante. Porque? Simples. Com uma taxa de inflação em 2016 que será bem menor do que a de 2015, e que ficará novamente dentro da meta estipulada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central poderá iniciar um processo sustentado de redução da taxa Selic (que hoje está em 13,75% ao ano) o que irá colaborar para uma retomada mais forte da expansão da economia brasileira já a partir do próximo ano. 

Daí você soma isso com a notícia de que em apenas 15 dias de Junho deste ano o Brasil teve um superávit comercial de expressivos US$ 2,6 bilhões, o que aponta para a obtenção de um significativo superávit comercial para todo o ano de 2015 (o que irá reduzir o déficit externo) e com o fato de que o superávit primário entre Janeiro e Abril deste ano atingiu a quase 49% da meta prevista para todo o ano de 2015 (melhorando a situação das contas públicas), e percebe-se nitidamente que a economia do país aponta para uma recuperação, talvez já a partir do último trimestre deste ano. 

Um déficit externo e público menores irão colaborar para uma redução da taxa Selic. E por dois motivos:

1) Um déficit externo menor fará com que não exista necessidade de manter uma taxa de juros tão alta para atrair capital externo para poder cobrir esse déficit. 

2) Com um déficit público nominal menor, o sistema financeiro poderá aceitar juros menores, devido à melhoria da situação das contas públicas nacionais. 

Assim, o governo federal poderá reduzir a dívida pública, implicando em gastos menores com os juros da mesma (pois a taxa Selic será reduzida e o déficit público irá diminuir), sobrando mais recursos para investimentos públicos.

Logo, déficits menores (externo e público) levam a uma redução da dívida pública, o que, por sua vez, colabora para a diminuição da taxa Selic. Com isso, teremos mais recursos disponíveis no Orçamento para se fazer investimentos. 

E ainda teremos os investimentos de quase R$ 200 bilhões do pacote de concessões em infra-estrutura (ferrovias, portos, aeroportos e rodovias), anunciado há poucos dias pela Presidenta Dilma, e que também irão contribuir para a retomada do crescimento econômico. 

E déficits (externo e público) e juros menores e investimentos maiores são iguais a crescimento econômico, o que irá gerar mais empregos, salários melhores e aumento do consumo, melhorando as condições de vida da população. E com a retomada do crescimento econômico ainda teremos, também, um aumento da arrecadação de impostos, permitindo que o governo melhore a situação das contas públicas e faça investimentos maiores. 

Logo, aquilo que a Presidenta Dilma diz, ou seja, que as dificuldades econômicas brasileiras atuais são momentâneas e que o governo federal está criando as condições necessárias para a retomada do crescimento da economia brasileira, é mais do que correto.



Links:

Mercado financeiro prevê inflação de 5,5% para 2016:


Superávit primário de Janeiro a Abril de 2015 chega a R$ 32,4 bilhões:


Superávit primário para o ano de 2015 é de R$ 66,3 bilhões: 


Superávit comercial brasileiro supera os US$ 2,6 bilhões em apenas 15 dias de Junho:



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Cadê a política de comunicação do governo Dilma para desmascarar as mentiras? - Marcos Doniseti!

Cadê a política de comunicação do governo Dilma para desmascarar as mentiras? - Marcos Doniseti!
Somente as economias da China e da Índia cresceram mais do que a do Brasil entre 2007-2014, segundo o FMI.
Segundo as pesquisas mais recentes, a popularidade da Presidenta Dilma ainda está patinando na faixa dos 10%. 
Mas é difícil ser popular quando não se tem uma política de comunicação efetiva por parte do governo federal.
Em Maio deste ano, mesmo com toda essa tal 'crise', sobre a qual a Grande Mídia tanto comenta, as vendas no comércio varejista brasileiro cresceram 3,4% em relação ao mesmo mês de 2014, segundo a Serasa. Mas quantas pessoas ficaram sabendo disso?
Quantas pessoas sabem, também, que o Brasil reduziu a fome em 82%, segundo a ONU? E quantos outros sabem que, segundo o FMI, a economia brasileira cresceu 22,6% entre 2007-2014 e que, no mesmo período, a economia dos EUA cresceu 8,1%, quase três vezes menos?
Então, ou o governo Dilma trata de informar corretamente a população ou então ele continuará sendo vítima de uma Grande Mídia mentirosa, manipuladora, reacionária e entreguista, que foi beneficiada e apoiou a Ditadura Militar e que deseja entregar o Pré-Sal, a Petrobras e a Construção Civil do país para os EUA e Europa.
Se o governo Dilma não definir uma política de comunicação que leve em consideração o fato de que toda a Grande Mídia o critica o tempo inteiro e que mentiras se espalham pelas redes sociais e pelo Whatsapp com extrema rapidez e facilidade, atingindo milhões de pessoas, e que acabam ganhando ares de verdade justamente porque o governo federal não combate esses absurdos, então ficará cada vez mais difícil recuperar a popularidade perdida.
Exemplo disso: Essa boataria em torno do 'confisco da poupança' está levando com que essa perca recursos de bilhões de Reais todos os meses, pois muitas pessoas estão acreditando nisso e sacando os seus recursos. Inclusive, isso até obrigou o governo federal a reduzir o crédito imobiliário oferecido com recursos da poupança.
Agora, me respondam, por favor: O que o governo Dilma fez, de concreto, para combater essa mentira abjeta? Nada. E quantos dos responsáveis por espalhar esse absurdo foram intimados, indiciados ou presos? Que eu saiba, isso não aconteceu com ninguém.
Então, ou paramos de nos iludir com fantasias ou então, quando abrirmos os olhos será tarde demais. E daí não adiantará nada acusar a CartaCapital de coxinhice ou qualquer besteira do tipo.
Obs: O que cobro do governo Dilma são respostas imediatas para as mentiras e falsidades que a direita reacionária espalha o tempo todo pela Internet, redes sociais, Whatsapp (como essas mentiras nojentas sobre o 'confisco da poupança'). E isso não acontece, o que é um grave erro. Com relação ao Presidente Lula, é claro que ele será o candidato do PT à Presidente da República em 2018, mas é mais do que evidente de que uma recuperação na popularidade da Presidente Dilma iria ajudar muito vitória do nosso eterno Presidente.

Links:

Vendas do comércio varejista brasileiro em Maio:


FMI: PIB do Brasil cresceu 22,63% entre 2007-2014:


Banco Mundial: Brasil lidera a redução da pobreza extrema:


ONU: Fome cai 82% no Brasil entre 2002 e 2014:

A sórdida e abjeta campanha contra o BNDES! - Marcos Doniseti!

A sórdida e abjeta campanha contra o BNDES! - Marcos 
Doniseti!
Se não fosse pelos financiamentos do BNDES, a Embraer não conseguiria exportar um único avião sequer.
Primeiro os coxinhas reacionários e entreguistas tentaram destruir a Petrobras, sob o falso pretexto de 'combater a corrupção', mas felizmente fracassaram. E agora eles 
tentam destruir o BNDES. Irão fracassar novamente.

Aliás, notem como esses reacionários e entreguistas escolhem a dedo as empresas 
contra as quais eles promovem essas campanhas nojentas e mentirosas: Petrobras e BNDES são duas das principais e mais importantes empresas públicas brasileiras.

Elas desempenharam um papel fundamental em todo o processo de desenvolvimento 
econômico, industrial, social e tecnológico do Brasil desde que ambas foram criadas, ainda no governo democrático de Getúlio Vargas (o BNDES foi criado em 1952 e a Petrobras em 1953).

A Petrobras é a empresa de maior faturamento entre todas que atuam no Brasil, 
sendo também aquela que mais faz investimentos produtivos e em desenvolvimento tecnológico, pelo qual já recebeu vários prêmios. Sua tecnologia, desenvolvida no Brasil, para extração de petróleo em águas profundas é a mais avançada e sofisticada. Nenhuma outra empresa petrolífera a domina. 

E o BNDES é um banco de fomento (os coxinhas idiotas e imbecis nem devem saber o 
que significa isso), ou seja, é um banco que financia investimento e atividades 
produtivas, que geram riquezas, empregos, salários, impostos, crescimento 
econômico, melhorando as condições de vida dos brasileiros.

Ele é o único agente financeiro brasileiro que faz empréstimos para investimentos 

produtivos de longo prazo (indústria automobilística, telecomunicações, infra-
estrutura, exportações, micros e pequenas empresas) e desempenhou um papel 
fundamental no crescimento e na modernização da economia brasileira desde a sua 
criação.

Nenhum banco privado, seja nacional ou estrangeiro, desempenha o papel que o 

BNDES faz, de financiar investimentos produtivos de longo prazo de maturação, e que demoram, portanto, para começar a gerar lucros, mas que são essenciais à 
continuidade do processo de desenvolvimento econômico e social do Brasil. 

E as duas empresas continuam fazendo isso, sendo que tiveram, por exemplo, uma 

atuação fundamental no combate aos efeitos da crise global do Neoliberalismo, 
iniciada em 2007-2008. Sem os investimentos feitos pela Petrobras e sem o aumento 
da oferta de crédito promovida pelo BNDES (bem como pela CEF e pelo BB) teria sido literalmente impossível ao Estado brasileiro (nos governos Lula e Dilma) conseguir combater os efeitos catastróficos da crise global neoliberal que se iniciou há oito anos.

Logo, se o Brasil foi (como acabou de divulgar o FMI) um dos países que mais cresceu 
entre 2007-2014, acumulando uma expansão de 22,6% do seu PIB, e conseguiu reduzir o desemprego para o menor patamar da sua história (ficou em apenas 4,8%, na média anual, em 2014), que os governos Lula e Dilma implantaram por meio do BNDES, BB, CEF e da Petrobras, em especial.

Isso somente aconteceu em função da adoção das políticas anti-cíclicas keynesianas 
(aumento de investimentos públicos, redução de juros, diminuição de impostos, aumentos de salários e elevação da oferta de crédito na economia) que os governos Lula e Dilma implantaram por meio do BNDES, BB, CEF e da Petrobras, em especial. 

Sem tais empresas públicas, o Brasil teria mergulhado numa brutal crise econômica e 
social, da dimensão daquela que atingiu a Europa, por exemplo, onde a taxa de 
desemprego está em 26% na Grécia e em 23,8% na Espanha. 

Então, questiono: A quem interessa promover essa campanha sórdida contra o BNDES, 
tal como já se fez contra a Petrobras?

Ao Brasil e ao seu povo é que não é.



Links:

terça-feira, 9 de junho de 2015

Dilma vira o jogo usando da estratégia de Muhammad Ali! - Marcos Doniseti!

Dilma vira o jogo usando da estratégia de Muhammad Ali! - Marcos Doniseti!
É como se a Presidenta Dilma estivesse dizendo: 'Quer aprovar o meu Impeachment?... Sem chance. Tente novamente em 2018, quando teremos outra eleição, ok?'.
Luís Nassif fez uma observação extremamente interessante a respeito da estratégia política adotada pela Presidenta Dilma no início do seu segundo mandato. 
Tal como fez Muhammad Ali na luta contra George Foreman, travada no Zaire, em 1974, Dilma deixou a oposição ficar dando bordoadas por um bom tempo em seu governo.
E quando o discurso oposicionista radical se esgotou, caindo no vazio, Dilma contra-atacou, tomando medidas de estímulo à economia (Plano Safra, Concessões de Infra-Estrutura, entre outras que virão pela frente), visando retomar o processo de crescimento econômico.
Agora, a oposição não tem mais o que dizer.
Tanto isso é verdade que essa postura agressiva já está sendo alterada e o PSDB tenta, a duras penas, encontrar um discurso propositivo, algo que nunca fez, de fato, nem mesmo na campanha eleitoral de 2014.
Afinal, alguém se lembra de alguma proposta feita pelo candidato tucano à Presidência da República no ano passado, durante a campanha eleitoral? Qual?
Não teve nenhuma. Ele simplesmente limitou-se a distribuir bordoadas no governo Dilma e, agora, em 2015, continiou com a mesma postura, levando junto os seus eleitores, frustrados com a quarta derrota consecutiva para um candidato do PT em uma eleição presidencial. 
De agora em diante, com a ideia do Impeachment já tendo ido para o buraco, não restará à oposição senão apresentar propostas alternativas de governo.
Com isso, o governo Dilma é que irá, daqui em diante, pautar o debate para encontrar soluções para os problemas do país, pois caso o PSDB apresente propostas, elas terão que se contrapor ao que o governo federal estará fazendo.
Assim, justifica-se a postura de Dilma, que foi muito criticada nos primeiros meses de governo, de não confrontar a oposição (incluindo aqui a Grande Mídia, que é o maior partido de direita troglodita do país, o já famoso PIG), quando esta ainda falava de Impeachment e fazia duras críticas, e de não fazer o discurso de 1o. de Maio pela TV, mas por meio das redes sociais.
Com isso, o governo Dilma deixou a oposição falando sozinha. 
E a partir de agora, o governo Dilma é que poderá tomar a iniciativa, pois terá mais 3 anos e 6 meses para colocar a 'casa em ordem', sem correr o risco de sofrer qualquer ameaça de Impeachment.
E com isso, ao longo deste período de tempo, a Presidenta Dilma poderá ir, gradualmente, recuperando a popularidade. 
E desta maneira, o ex-Presidente Lula poderá chegar a 2018 com uma grande chance de vitória, não apenas em função de sua popularidade ainda ser muito elevada, mas porque o país já terá deixado para trás a fase mais dificil na economia e já poderá estar em franco processo de crescimento econômico, que será ainda mais forte se, até lá, a economia mundial também passar por uma retomada semelhante.
Então, a partir de agora a Presidenta Dilma poderá se dedicar, única e exclusivamente, à tarefa para a qual o povo brasileiro a escolheu em 2014: governar em benefício da maioria da população, pobre e assalariada, dando continuidade ao processo de distribuição de renda e de inclusão social que foram iniciados pelo governo Lula. 

Obs: Há um excelente documentário a respeito da luta entre Muhammad Ali X George Foreman, que se chama ''Quando Éramos Reis'... assistam... é excelente.

Link:
Nassif: Começa o segundo tempo do governo Dilma:

Vídeo - Muhammad Ali nocauteando George Foreman:

domingo, 7 de junho de 2015

Espanha: Pesquisa eleitoral mostra Centro-Esquerda/Esquerda com 48,6% das intenções de voto, contra 37,5% da Direita neoliberal! - Marcos Doniseti!

Espanha: Pesquisa eleitoral mostra Centro-Esquerda/Esquerda com 48,6% das intenções de voto, contra 37,5% da Direita neoliberal! - Marcos Doniseti!

Pesquisa feita para a eleição de Novembro, que escolherá o novo governo do país, mostra provável derrota do governo neoliberal. Partidos direitistas e neoliberais (PP e Ciudadanos somam 37,5% das intenções de voto! 
Mariano Rajoy (PP), Albert Rivera (C's), Pedro Sánchez (PSOE) y Pablo Iglesias (Podemos).
Pesquisa eleitoral feita na Espanha pelo instituto Metroscopia mostra a Esquerda e a Centro-Esquerda, somadas, chegando próximas dos 50% dos votos.

A Espanha terá eleição, em Novembro próximo, para escolher o seu novo governo.

Se as eleições fossem hoje, os resultados seriam os seguintes:

PP 24,5%;
PSOE 23,0%;
Podemos 21,5%;
Ciudadanos 13,0%;
Izquierda Unida​ 4,1%;
UPyD 0,4%.

Somando as intenções dos partidos de oposição ao atual governo do PP (direita neoliberal), que são o PSOE, Podemos​ e Izquierda Unida, temos uma soma de 48,6% das intenções de votos, contra 37,9% dos três partidos de Direita Neoliberal (PP, Ciudadanos e UPyD). É uma diferença de 10,7 p.p. a favor dos partidos de Esquerda e Centro-Esquerda. 

Assim, há uma grande possibilidade de que uma possível aliança entre PSOE/Podemos/Izquierda Unida possa vir a governar a Espanha a partir do final deste ano, o que representará uma clara derrota do projeto Neoliberal que em quase toda a União Europeia, impõe políticas de arrocho salarial e de eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, o que resulta em aumento brutal da concentração de renda, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. 

O Podemos (Centro-Esquerda) já tem, praticamente, garantida uma aliança com a Izquierda Unida, cujo principal líder (Alberto Garzón) defende a criação de uma grande Unidade Popular que unifique as forças de esquerda e centro-esquerda espanholas.

Simultameamente, Podemos (liderado por Pablo Iglesias) e PSOE (liderado por Pedro Sánchez) já estão dialogando, procurando promover uma aproximação política para formar os governos municipais e regionais no país, junto com outras forças progressistas, bem como visando derrotar os partidos da Direita Neoliberal em Novembro próximo.

Portanto, caso as forças políticas de oposição ao atual governo espanhol venham a promover essa aproximação política, aumenta consideravelmente as chances de que a Espanha venha a ter um governo de Centro-Esquerda, anti-arrocho e anti-neoliberal, a partir do final de 2015.

Que assim seja. 

Obs: A Espanha possui 30% das suas crianças vivendo abaixo da linha da pobreza, índice que, na União Europeia, é inferior apenas ao da Romênia (34,6%):

http://www.diarioliberdade.org/mundo/laboral-economia/47698-no-estado-espanhol,-3-em-cada-10-crian%C3%A7as-vivem-abaixo-da-linha-da-pobreza.html


Links:

Guinada progressista do PSOE e diálogo das Esquerdas visando unificação:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2015/06/espanha-psoe-promove-guinada.html

Pesquisa eleitoral mostra Esquerda e Centro-Esquerda liderando na Espanha:

http://www.publico.es/politica/izquierda-obtendria-50-votos-generales.html

Pesquisa eleitoral mostra Esquerda e Centro-Esquerda liderando na Espanha:

http://politica.elpais.com/politica/2015/06/05/actualidad/1433521754_182709.html