sábado, 28 de fevereiro de 2015

As políticas de inclusão social e o ajuste econômico! - Marcos Doniseti!

As políticas de inclusão social e o ajuste econômico! - Marcos Doniseti!


Acompanhada do governador baiano Rui Costa e da presidente da CEF, Miriam Belchior, Dilma entrega chave de casa de residência do 'Minha Casa Minha Vida' para família de Feira de Santana (Fevereiro de 2015)

Neste segundo mandato, alguns críticos do governo Dilma, inclusive eleitores que votaram na presidenta, estão dizendo que, com a adoção da política de ajuste econômico, ela estaria abandonando as políticas de inclusão social e de distribuição de renda que são uma das grandes marcas dos governos Lula e Dilma. 

Nada mais falso do que isso.

Senão, vejamos:

1) Dilma reajustou o salário mínimo em 8,8% em 2015 (e o mesmo subiu para R$ 788,00) acumulando um ganho de 2,4% em relação à inflação de 2014, que foi de 6,4%. Com isso, ele atingiu, em Janeiro, o seu maior poder de compra dos últimos 50 anos;

2) O Piso Salarial Nacional dos Professores foi reajustado em 13% e subiu para R$ 1.917,00. Foi um dos maiores reajustes já concedidos para o PSN.

Obs: Reajuste de 13% e valor de R$ 1.917 (ano da Revolução Russa)... sei não... isso está com cara de propaganda comunista subliminar... rs...;

3) Ampliação do programa 'Minha Casa Minha Vida', cuja terceira fase será lançada no final de Março e que prevê a construção de mais 3 milhões de novas moradias até o final de 2018. 

4) Ampliação do programa 'Mais Médicos', com a contratação de mais 4.146 novos médicos, o que ampliará o alcance do mesmo para 63 milhões de pessoas;

5) O número de Bolsas oferecidas pelo ProUni ultrapassou os 213 mil em 2015, crescendo 11% em relação a 2014. 

Agora, me respondam, por favor: Como tais iniciativas poderiam ser consideradas como um sinal do abandono das políticas de inclusão social e de distribuição de renda? 

Desde quando aumentar o salário mínimo e o piso salarial nacional dos professores acima da inflação, ampliar o Mais Médicos, o ProUni e o Minha Casa Minha Vida é sinônimo de 'política de austeridade', hein? 

Isso é ficção científica.

Governos que adotam políticas de 'austeridade' não adotam medidas como essa. O governo grego, quando implantou as medidas de 'austeridade', ou seja de arrocho, reduziu os salários e as pensões dos aposentados gregos em 40%, privatizou inúmeras estatais e demitiu milhares de funcionários públicos, além de eliminar inúmeros direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. 

Isso, sim, é política de austeridade e de arrocho. 

O que acontece é que o Brasil precisa, sim, neste momento, fazer um ajuste econômico, nas suas contas públicas e nas contas externas, mas sem que isso resulte no abandono das políticas sociais. 

Na verdade, o ajuste econômico é necessário justamente para que o país possa voltar a crescer e tais políticas possam vir a ser devidamente financiadas com os frutos deste crescimento, garantindo a sua ampliação e o seu aprofundamento futuramente. 

Sem o ajuste, tudo isso desmoronaria. 

E as consequências (políticas, econômicas, sociais, etc) seriam trágicas para o Brasil e o seu povo. E com exceção dos eternos reacionários e golpistas, é claro que a imensa maioria da população não deseja isso. 

E tampouco desejam isso os mais de 54 milhões de brasileiros que votaram em Dilma e que querem promover a construção de um país onde todos possam viver com dignidade.


Link:

Salário Mínimo é reajustado em 8,8% sobe para R$ 788 em Janeiro de 2015:

http://www.vermelho.org.br/noticia/256273-1

Salário Mínimo atinge o seu maior poder de compra em 50 anos:

http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/02/salario-minimo-atinge-maior-poder-de-compra-em-50-anos-informa-bc

Programa 'Máis Médicos' é ampliado e atingira 63 milhões de pessoas:

http://www.brasil.gov.br/saude/2015/02/mais-medicos-18-estados-tiveram-todas-vagas-preenchidas-na-2a-chamada

Piso Salarial Nacional dos Professores é reajustado em 13% e sobe para R$ 1.917,00:


Número de bolsas do ProUni cresce 11% em 2015 e passa de 213 mil:

Ajuste econômico de Joaquim Levy começa a dar resultados positivos! - por Marcos Doniseti!

Ajuste econômico de Joaquim Levy começa a dar resultados positivos! - por Marcos Doniseti!


Alexandre Tombini, Joaquim Levy e Nelson Barbosa. 

Parece que o ajuste econômico que está sendo promovido pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy, e que é tão criticado por aí, já está produzindo bons resultados.

O superávit primário de Janeiro de 2015 passou dos R$ 21 bilhões, o que é um excelente resultado. Este valor equivale a 4,88% do PIB do mês, mostrando que o ajuste econômico que está sendo colocado em prática é para valer. 

Para se ter uma ideia da dimensão do mesmo, o superávit primário previsto para todo o ano de 2015 é de R$ 66,3 bilhões (1,2% do PIB, que está em torno de R$ 5,5 trilhões).

Assim, em apenas um mês o governo Dilma fez um resultado primário que é equivalente a quase um terço (31,8% para ser exato) daquele que é previsto para todo o ano de 2015. 

Mas é claro que tal fato foi totalmente ignorado e escondido pela Grande Mídia reacionária e golpista do país. 

E tal superávit é muito importante porque sinaliza para o setor empresarial que o governo Dilma não está brincando e que o ajuste econômico veio para ficar, é para valer, e que o déficit público nominal será substancialmente reduzido em 2015. 

Tal indicador (déficit público nominal) fechou 2014 em 6,6% do PIB, que é um patamar muito elevado e que destoou totalmente dos resultados obtidos no período 2003-2013, quando ele foi muito inferior (ficando em torno de 2,5% a 3% do PIB na maioria dos anos). 


Entre 2003 e 2012 (um período de 10 anos) o Brasil acumulou um superávit comercial de cerca de US$ 28 bilhões com a Venezuela. 

Mas com este nível de superávit primário alcançado em Janeiro deste ano, inevitavelmente o déficit público nominal voltará a diminuir, e de forma bastante considerável, visto que o mesmo foi equivalente a 4,88% do PIB do mês de Janeiro, o que é um patamar bastante elevado.

Assim, o governo Dilma, neste inicio de segundo mandato, está promovendo uma política devreequilíbrio das contas públicas brasileiras, o que tornará tal déficit totalmente financiável, bem como a um custo menor, já que com um déficit menor, o governo poderá reduzir, futuramente, a taxa Selic, pois os credores sabem que o Estado brasileiro terá os recursos suficientes para honrar os seus compromissos. 

Outra notícia boa para a economia brasileira vem da cotação do dólar, que se valorizou em relação ao Real e que ficou em R$ 2,85 ontem. 

Com esse patamar, as exportações brasileiras ficarão mais competitivas, pois o preço delas em Dólar irá diminuir e uma quantidade maior de Reais irá entrar no país. 

E com as importações acontecerá o contrário, é claro, ou seja, elas ficarão mais caras, o que irá estimular a substituição das mesmas pela produção nacional. Inclusive, já tivemos uma redução no déficit comercial no meses de Janeiro e Fevereiro deste ano. Em Janeiro de 2015, o déficit comercial brasileiro foi 22% menor do que o do mesmo mês de 2014. 

Mas é claro que quando trata do assunto, a Grande Mídia trata de esconder o fato de que uma desvalorização do Real, desde que não seja muito exagerada e o governo mantenha, depois, a cotação estável, trará muitos benefícios econômicos ao país. 

Desta maneira, já no ano de 2015 o Brasil deverá terminar com o retorno do superávit comercial, o que irá implicar na redução do déficit externo, que chegou a 4,2% do PIB em 2014, o que também é um nível muito alto e que é insustentável a médio e longo prazo. 

É bom que se diga, claramente,  que o Real estava supervalorizado em relação às outras moedas, pois inúmeros países e economias promoveram maxidesvalorizações das mesmas após o estouro da crise de 2008. 

Agora, com essa desvalorização do Real que tivemos nos últimos meses, grande parte do problema já foi solucionado. A partir de agora deveremos ter uma recuperação da balança comercial brasileira, que deverá voltar a registrar superávit em 2015.

Mas é bom lembrar, também, que os preços das principais commodities de exportação do Brasil diminuíram nos últimos anos. Somente em 2014 o preço do minério de ferro exportado pelo Brasil desabou 42% no mercado internacional e atingiu o seu menor valor em 5 anos. E isso, é claro, prejudicou imensamente ao desempenho comercial do país. 

Somente a queda dos preços da soja e do minério de ferro irão provocar um prejuízo de US$ 11 bilhões para as exportações brasileiras em 2015. Em um período de apenas 12 meses (Novembro de 2013-Outubro de 2014) o preço da soja desabou 26% e o do minério de ferro despencou 33% no mercado internacional. 

Se tem uma coisa que arrebenta com a economia de um país é o mesmo ter uma moeda supervalorizada. Com isso, as importações ficam muito baratas e disparam, as exportações encarecem e diminuem, a produção nacional é substituída pelas importações, os gastos de turistas brasileiros no exterior crescem demais (superou os US$ 25,6 bilhões em 2014, o que também é muita coisa) e o déficit comercial e externo fogem do controle. 


Na questão do emprego, o Brasil enfrentou duas realidades completamente distintas nos governos Lula-Dilma (2003-2014) e FHC (1995-2002)

Foi esse tipo de situação que gerou as crises do México em 1994, da Ásia em 1997, da Rússia e do Brasil em 1998 e da Argentina em 2001. 

Então, com a elevação do superávit primário e com a recente desvalorização do Real consegue-se resolver os dois grandes problemas econômicos e financeiros que o Brasil enfrentou em 2014, que foram o déficit público nominal e o déficit em transações correntes (contas externas) muito elevados. E ao se resolver esses dois grandes problemas, então o país estará pronto para retomar o crescimento econômica de forma sustentável. 

Aliás, é bom lembrar que foi essa combinação de déficits altíssimos (público e externo) que levou o governo FHC a fracassar, gerando uma brutal fuga de capitais do país (já em 1998 as reservas internacionais da época viraram pó) e levando o mesmo a ter que recorrer ao FMI (em 3 oportunidades, em 1998, 2001 e em 2002) para não ter que decretar moratória da dívida externa. 

Afinal, como já dizia grande economista Maria da Conceição Tavares: 'Crise inflacionária aleija. Crise cambial mata.'.


Taxa de inflação brasileira, que ficou em 6,4% em 2014, está dentro da meta desde 2004. Já são 11 anos consecutivos em que isso acontece. Logo, não há nenhuma explosão inflacionária acontecendo no Brasil. 

Também não se pode esquecer que o governo Lula também promoveu um duro ajuste econômico entre 2003-2015, período no qual o superávit primário superou os 4% do PIB, mas com uma grande vantagem, que foi o fato de que na época o cenário econômico mundial era altamente positivo, com grande crescimento econômico global e do comércio internacional, bem com o preço das principais commodities de exportação brasileiras (soja, minério de ferro) atingindo preços elevados no mercado externo. 

Agora, isso não acontece mais, muito pelo contrário, pois o atual cenário econômico mundial é muito ruim, com as maiores economias do mundo passando por uma grande desaceleração (China, Índia) ou por uma recessão (são os casos Rússia, União Europeia, Argentina, Venezuela, Japão). 

É bom que se diga que o Brasil foi um dos país menos afetados pela crise global de 2008 devido às políticas anticiclícas keynesianas adotadas pelos governos Lula e Dilma. 

Tanto isso é verdade que, no final de 2014, as taxas de desemprego pelo mundo afora eram as seguintes:

1) Grécia 25,7%;
2) Espanha 23,7%;
3) Portugal 13,9%;
4) Itália 13,3%;
5) Zona do Euro 11,5%;
6) Turquia 10,4%;
7) França 10,1%;
8) União Europeia 10%;
9) Holanda 7,2%;
10) Canadá 6,7%;
11) Índia 6,3%;
12) Austrália 6,1%;
13) Reino Unido 5,8%;
14) Indonésia 5,7%;
15) EUA 5,6%;
16) Rússia 5%;
17) Áustria 4,9%;
18) Alemanha 4,8%;;
19) Brasil 4,3%;
20) China 4,1%;
21) México 3,8%;
22) Coréia do Sul 3,5%;
23) Japão 3,4%;
24) Suíça 3,4%.

Nota-se que o Brasil, no final de 2014, tinha uma das 6 menores taxas de desemprego entre as principais economias do mundo, e era um dos 8 países que possuía uma taxa inferior a 5%. 

E depois a Grande Mídia e a oposição reacionária e golpista quer convencer a população brasileira de que o país está afundando... E o pior é que temos muitos desinformados que acreditam nessa baboseira monumental. 

Link: http://pt.tradingeconomics.com/russia/unemployment-rate


Ajuste das contas públicas e externas é essencial para continuar com políticas de inclusão social:

Logo, promover o ajuste das contas públicas e externas é absolutamente essencial para que tudo aquilo que foi conquistado durante os 12 anos de governos Lula e Dilma seja preservado (como o fato do Brasil ter terminado o ano de 2014 com uma das menores taxas de desemprego do mundo, de apenas 4,3% em Dezembro de 2014). 



Aeroporto de Guarulhos foi ampliado e modernizado no governo Dilma.

Esse será um ano difícil, complicado, mas se o ajuste econômico funcionar, como tudo indica que irá acontecer (e os sinais neste início de ano já são positivos neste sentido), então o Brasil estará pronto para dar início a um novo ciclo de crescimento econômico sustentado, mantendo as contas públicas e as contas externas equilibradas e sob controle.

Feito isso, poderemos voltar à normalidade e retomaremos o ciclo de crescimento econômico que começou no primeiro mandato de Lula e que é fundamental para poder continuar financiando e garantir a continuidade das políticas de inclusão social e de distribuição de renda implantadas nos governos Lula e Dilma.

Entre estas políticas, nós tivemos: 

1) O aumento real anual do salário mínimo: O mesmo foi reajustado em 294% entre 2003-2015, contra uma inflação acumulada de 97,4% entre 2003-2014). Seu reajuste beneficia cerca de 48 milhões de pessoas, incluindo cerca de 21 milhões de pensionistas do INSS. E o seu poder de compra é o maior dos últimos 50 anos. 

2) A expansão da oferta de crédito (cresceu de 23% para 56% do PIB entre 2003-2014), que barateou o mesmo, tornando-o acessível a dezenas de milhões de pessoas que, anteriormente, não tinham como fazer um financiamento para comprar um carro, casa ou terreno, para poder viajar, etc. 

3) A redução dos juros: a taxa Selic caiu de 25% ao ano (final de 2002) para 12,25% ao ano (2015); 

4) Redução de impostos sobre imóveis, móveis, automóveis, computadores, linha branca, etc. Como resultado disso o Brasil se tornou o terceiro maior mercado mundial de computadores e o quarto maior mercado mundial de automóveis. E somente no primeiro mandato de Dilma foram vendidos quase 14 milhões de automóveis zero km no mercado interno brasileiro;


Economia chinesa, tal como aconteceu com toda a economia mundial, desacelerou de forma significativa nos ultimos anos e atualmente cresce em torno de 7% ao ano.
5) O aumento dos investimentos públicos (com a criação do PAC) e a realização, pela primeira vez em 30 anos, de grandes obras de infra-estrutura pelo país inteiro, com a modernização e expansão dos aeroportos, a construção das usinas hidrelétricas de Jirau, Belo Monte e Santo Antônio, a realização da Transposição do Rio São Francisco, a construção das Ferrovias Norte-Sul, Leste-Oeste e da Transnordetina, a duplicação e modernização de milhares de quilômetros de rodovias;

5) A criação de programas sociais como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida), ProUni, Pronatec, Pronaf, Mais Médicos, que contribuíram para melhorar a distribuição de renda (o índice de Gini atingiu o menor patamar da história, desde que começou a ser usado no Brasil, em 1960) e promover a expansão do mercado consumidor brasileiro, que ganhou mais 40 milhões de novos integrantes a partir do governo Lula. 


Uma combinação de políticas pró-crescimento econômico, de estabilidade macroeconômica, de inclusão social e distribuição de renda e de inserção soberana do Brasil no cenário mundial contribuíram decisivamente para a ascensão social e econômica de 50 milhões de brasileiros nos governos Lula e Dilma (2003-2014). 

Porém, é importante que o governo Dilma não descontinue tais programas de inclusão social, que são a razão primordial dela ter vencido a eleição presidencial de 2014.

O fato de que o salário mínimo foi reajustado em 8,8% em 2015, contra uma inflação acumulada de 6,4% em 2014 (ou seja, ele teve um ganho real de 2,4% em apenas um ano), que o Piso Salarial Nacional dos Professores foi reajustado em 13% neste ano (o mesmo subiu para R$ 1917).

E a presidenta Dilma já anunciou que o governo federal irá lançar a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida no final de Março, sendo que a nova fase irá viabilizar a construção de mais 3 milhões de novas moradias até 2018, ou seja, até o final do seu segundo mandato. 

Outro exemplo dessa continuidade das políticas sociais é que o programa 'Mais Médicos' está sendo ampliado em 2015, com a contratação de mais 4146 novos médicos, o que fará com que o programa passe a beneficiar um total de 63 milhões de brasileiros. 

Assim, tudo aponta para a continuidade das políticas de inclusão social e de distribuição de renda que foram iniciadas pelo governo Lula e que tiveram continuidade e foram aprofundadas no governo Dilma, bem como para o seu aprofundamento nos próximos anos, porém dentro de um contexto econômico e financeiro que viabilize as mesmas, o que é fundamental, sem dúvida alguma. 

E após a finalização do ajuste econômico e financeiro que será levado adiante em 2015 e em 2016, principalmente, então, como já foi dito aqui, o Brasil estará pronto para retomar um novo ciclo de crescimento econômico sustentado, mantendo a estabilidade macroeconômica. 

Assim, será possível dar continuidade às políticas inclusivas, de distribuição de renda, de desenvolvimento econômico, bem como à uma política externa soberana, visando contruir uma Nação moderna, justa, democrática, independente e que ofereça uma vida digna a todos os brasileiros.

Que assim seja. 


Como se percebe, o Brasil acumula um significativo superávit comercial com a China (superávit de US$ 9 bilhões em 2013) e com o Mercosul (superávit de US$ 5,4 bilhões em 2013), mostrando a importância destes mercados para o país. 

Links:

Superávit Primário de Janeiro de 2015 fica em R$ 21 bilhões:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-02/setor-publico-consolidado-tem-superavit-primario-de-r-21-bilhoes-em-janeiro#.VPG2YTZYfoF.twitter

Superávit Primário previsto para 2015 é de R$ 66,3 bilhões:

http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/12/governo-fixa-em-r-663-bi-meta-fiscal-para-2015-e-ve-alta-de-08-para-pib.html

Déficit nas contas externas chegou a 4,17% do PIB em 2014:

http://brasil.elpais.com/brasil/2015/01/23/politica/1422042978_340049.html

Déficit comercial do Brasil dimimuiu 22% em Janeiro de 2015 em relação ao mesmo mês de 2014:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,balanca-comercial-comeca-2015-com-deficit-de-us-3-1-bilhoes,1628411

Preço do minério de ferro despencou 42% apenas em 2014:

http://noticias.r7.com/economia/preco-do-minerio-de-ferro-cai-42-em-2014-e-atinge-valor-minimo-em-5-anos-04112014

Subsídios agrícolas dos EUA prejudicam exportações de Soja do Brasil:

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,produtores-de-soja-estudam-acao-na-omc-contra-eua-imp-,1636909

Maria da Conceição Tavares e a crise cambial:

http://fetecsc.org.br/2010/11/25/e-preciso-administrar-o-cambio-e-o-capital-especulativo/

Terceira fase do 'Minha Casa Minha Vida' irá viabilizar a construção de mais 3 milhões de moradias até o final de 2018:

http://www.brasil.gov.br/infraestrutura/2015/02/minha-casa-minha-vida-beneficiara-mais-de-25-milhoes-ate-2018

Piso Salarial Nacional dos Professores é reajustado em 13% e chega a R$ 1917:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2015-01/piso-dos-professores-tera-reajuste-de-1301-passando-para-r-191778

Reajuste do Salário Mínimo eleva valor para R$ 788 em 2015:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-12/partir-de-1o-de-janeiro-salario-minimo-sera-de-r-788

Salário Mínimo atinge o maior poder de compra dos últimos 50 anos:

http://www.ebc.com.br/noticias/economia/2015/02/salario-minimo-atinge-maior-poder-de-compra-em-50-anos-informa-bc

Preço da soja e do minério de ferro despencaram no mercado internacional em 2013-2014; Prejuízo para o Brasil chegará a US$ 11 bilhões apenas em 2015:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/10/1536683-brasil-deve-perder-us-11-bilhoes-em-2015-com-queda-das-commodities.shtml

Vendas de veículos atingiram quase 14 milhões de veículos no primeiro mandato de Dilma:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2015/01/vendas-de-veiculos-atingiram-quase-14.html

Brasil se torna o 3o. maior mercado mundial na venda de computadores:

http://www.comerciariosdeguarulhos.org.br/index.php/convenios/62-acontece/acontece/1685-brasil-e-terceiro-no-mundo-em-vendas-de-computadores

Governo Dilma prorroga até 2018 a renúncia fiscal para computadores e smartphones:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-08/governo-prorroga-ate-2018-renuncia-fiscal-na-venda-de-computadores-e

Taxas de Desemprego na Europa:

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/portugal_tem_a_quarta_taxa_de_desemprego_mais_elevada_da_uniao_europeia.html

Programa 'Mais Médicos' chama mais 4146 novos médicos e beneficiários chegarão a 63 milhões de pessoas:

http://www.brasil.gov.br/saude/2015/02/mais-medicos-18-estados-tiveram-todas-vagas-preenchidas-na-2a-chamada

Economia chinesa cresceu 7,3% no terceiro trimestre de 2014, o menor ritmo desde 2009:

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/10/21/economia/1413878192_937963.html

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Como os EUA promovem processos de desestabilização! E porque a vitória de Dilma foi um verdadeiro milagre! - Marcos Doniseti!

Como os EUA promovem processos de desestabilização! E porque a vitória de Dilma foi um verdadeiro milagre! - Marcos Doniseti!

Livro de Moniz Bandeira mostra como os EUA promovem a desestabilização e a derrubada de governos que não se submetem aos seus interesses. 
Quem deseja conhecer melhor como os EUA promovem o processo de desestabilização e a derrubada de governos, mundo afora, que não se submetem aos seus interesses, então quero sugerir que leiam o livro 'A Segunda Guerra Fria', de Luiz Alberto Moniz Bandeira. No mesmo, vocês perceberão que muito do que os EUA fazem pelo mundo afora (Venezuela, Ucrânia, Egito, etc) também foi aplicado no Brasil em 2013.

E no Brasil, tal como em muitos outros países, a Direita Reacionária local é mera pau-mandada dos interesses dos EUA. 

Para se constatar isso, basta ver quem criou a Rede Globo. 

Esta que é uma das maiores corporações midiáticas do planeta foi uma criação da Ditadura Militar, que concedeu dois canais de TV para Roberto Marinho - um em SP e outro no RJ - em 1965. E a Globo também recebeu uma significativa ajuda dos EUA, por meio da Time-Life (outra grande corporação midiática ianque), que foi quem modernizou a Globo, enviando dinheiro, equipamentos modernos e recursos humanos para a emissora carioca.

Além disso, vejam que praticamente toda a Grande Mídia brasileira defende a aplicação, no país, das políticas neoliberais, de livre-mercado, que promovem arrocho salarial, aumento do desemprego, crescimento da concentração de renda, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. 

Oras, estas são exatamente as políticas que os EUA e a Troika (BCE, Comissão Europeia, FMI) defendem que sejam implementadas em todos os países que, de uma forma ou de outra, dependem e ou estão submetidos aos interesses do capital especulativo globalizado.

Tais políticas resultam na virtual destruição e eliminação dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários e acabam por reduzir a classe média à pobreza, levando-a a mesma sofrer um processo de proletarização. Os únicos beneficiários com a adoção das políticas de arrocho são os grandes capitalistas do sistema financeiro e as grandes corporações, dos mais variados setores da economia, que são dependentes ou são controladas pelo mesmo capital financeiro especulativo globalizado. 

Também quero sugerir que leiam o livro 'Todos os Homens do Xá', de Stephen Kinzer, que mostra como a CIA e o MI5 (serviço secreto britânico) organizaram um Golpe de Estado vitorioso no Irã, em 1953, que derrubou o governo democrático de Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo iraniano que, anteriormente, era controlado pela British Petroleum (na época a empresa tinha outro nome). 


Além disso, Mossadegh também criou um conjunto amplo de leis trabalhistas.

É como se Mossadegh sintetizasse, em sua figura, as personalidades de D.Pedro I e de Getúlio Vargas. D.Pedro I porque ao promover a nacionalização do petróleo iraniano, isso representou, na prática, uma virtual declaração de independência para o Irã. E a comparação com Getúlio Vargas é válida porque foi o governo de Mossadegh que criou as leis trabalhistas. 

Não é à toa que, até os dias atuais, Mossadegh é a liderança política mais popular da história do Irã, superando até mesmo o falecido Aiatolá Khomeini.

Aliás, não é nenhuma coincidência que esse processo de desestabilização que tivemos no Brasil em 2013-2014 tenha acontecido logo depois que foram descobertas as gigantescas reservas de petróleo do pré-sal e que o governo Lula tenha aprovado e sancionado o Regime de Partilha do pré-sal.

Na prática, ao aprovar o Regime de Partilha, o governo Lula estatizou esse petróleo, já que 75% da renda líquida gerada pelo mesmo ficará com o Estado Brasileiro. Além do mais, a Petrobras será a única operadora do pré-sal (ou seja, nenhuma outra empresa poderá extrair o petróleo do pré-sal), tendo sido criada ainda uma nova empresa, a PetroSal, que irá gerir os contratos de exploração e que tem o poder de vetar qualquer decisão que as empresas investidoras tomarem.

É claro que tal modelo de exploração, fortemente nacionalizado e estatizado, não é do interesse das grandes empresas petrolíferas americanas e europeias (Exxon, BP, Shell, Chevron, etc). Para estas, seria muito mais interessante a adoção do modelo de concessão, no qual o petróleo é da empresa que o descobrir. 

Excelente livro de Stephen Kinzer mostra como a CIA e o MI5 organizaram um processo de desestabilização que levou à derrubada do governo democrático, nacionalista e reformista de Mossadegh.
Oras, no caso do pré-sal, não há mais o que descobrir. Todos sabem da existência das imensas reservas de petróleo existentes na camada do pré-sal. Basta perfurar, que o petróleo é descoberto. 

Então, se o modelo de concessão fosse adotado, é claro que as grandes empresas petrolíferas investiriam maciçamente para confirmar a existências das reservas e poderem se tornar as donas deste petróleo, pois no regime de concessão o petróleo não pertence ao Estado (tal como ocorre no Regime de Partilha) mas à empresa que confirmar a sua descoberta. 

E será coincidência, também, que a Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo (quase 300 bilhões de barris) viva sofrendo tentativas de Golpes de Estado e processos de desestabilização que são, comprovadamente, financiados pelos EUA? Já foram divulgados inúmeros documentos que comprovam o financiamento dos grupos de oposição direitistas venezuelanos pelos EUA, seja pelo governo ianque (CIA, NED, USAID) ou por parte de entidades privadas. 

A fundação Open Society, pertencente ao especulador financeiro George Soros, é uma das entidades que vive financiando estes processos de desestabilização pelo mundo afora e que sempre visam derrubar, é claro, governos que não aceitam se submeter às vontades e aos interesses do Império Ianque. 

Tais políticas de desestabilização, que são sempre promovidos contra governos de perfil nacionalista e reformista, são resultados da adoção, pelo governo dos EUA, do chamado PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que visa impor uma Ditadura Global dos EUA e que não tolera a existência de qualquer governo, em todo o mundo, que resista aos interesses dos EUA, que são, essencialmente, os interesses do grande capital finaceiro globalizado, do complexo industrial-militar, das empresas petrolíferas e das empresas de alta tecnologia ianques.  

No caso do Golpe de Estado que derrubou o governo nacionalista e reformista de Mossadegh, uma das táticas usadas pela CIA no Irã, em 1953, foi a de pagar para que 'manifestantes' saíssem pelas ruas da capital do país, Teerã, quebrando tudo, promovendo distúrbios, tal como aconteceu no Brasil em 2013-2014 com os tais Black Blocks e que ocorreu na Ucrânia no início de 2014 e também acontece na Venezuela.


Ótimo livro de Tim Weiner, que mostra como a CIA agiu desde a sua fundação de maneira a desestabilizar e derrubar governos que contrariam os interesses dos EUA, promovendo Golpes de Estado, assassinados de líderes políticos e revolucionários, fraudando eleições e manipulando a Mídia pelo mundo afora. 
No Irã, a CIA chegou ao ponto de disfarçar 'manifestantes' de comunistas e pagou para que eles saíssem por Teerã arrebentando com tudo. Daí, a própria CIA mandou espalhar a notícia de que os comunistas estavam promovendo um Golpe de Estado.

Com isso, ela apresentou o Golpe de Estado dela como sendo um Golpe 'preventivo', para evitar que os comunistas tomassem o poder no Irã, o que era uma deslavada mentira, pois esse perigo era inexistente. 

Então, podem ter certeza de que muitos dos supostos 'esquerdistas' e outros fantasiados de Black Blocks que saíram quebrando tudo no Brasil em 2013-2014 eram pagos, sim, para provocar distúrbios e promover um processo de desestabilização que levasse à queda de Dilma.

Desta maneira, um governo direitista e neoliberal assumiria o poder e colocaria em prática as políticas que são, única e exclusivamente, dos interesses dos EUA e do capital financeiro especulativo globalizado. 

Porém, as violências e pancadarias promovidas pelos tais Black Blocs e a oposição virulenta promovida pela Grande Mídia reacionária e golpista que tivemos no Brasil, em 2013-2014, não foram suficientes para provocar a derrota de Dilma na eleição presidencial do ano passado. 

Livro de Daniel Yergin mostra como o Petróleo, e os interesses gigantescos associados ao mesmo, já foi a causa de inúmeros Golpes de Estado e de Guerras pelo mundo afora. Mas parece que poucos se dão conta disso aqui no Brasil. 
Era mais do que evidente que o objetivo deste processo de desestabilização era jogar o Brasil numa crise econômica e social brutal, que levasse à derrota de Dilma na eleição presidencial. 

E com isso teríamos a ascensão de um governo que iria promover o desmonte das políticas de distribuição de renda e de inclusão social implantadas pelos governos Lula e Dilma,  bem como o mesmo acabaria com o Regime de Partilha do pré-sal, adotando o Regime de Concessão para a exploração do mesmo, o que significaria, na prática, entregar estes 100 bilhões de barris para o total controle das empresas petrolíferas estrangeiras, americanas e europeias em especial. 

Aliás, a proposta de acabar com o Regime de Partilha do pré-sal estava presente nos planos de governo dos dois principais candidatos de oposição ao governo Dilma (do PSDB e do PSB). Basta ler o plano de governo que eles divulgaram na época para se constatar isso. 

Aliás, olhando em retrospectiva, não deixa de ser incrível constatar como o governo Dilma conseguiu resistir a uma campanha de desestabilização tão brutal e violenta como essa que tivemos nos dois últimos anos do seu primeiro mandato. 

Este é um assunto que terá de ser exaustivamente estudado, pesquisado e analisado futuramente a fim de se comprender melhor como é que, afinal, o governo Dilma conseguiu resistir a essa fúria golpista e reacionária e, mesmo sofrendo ataques odiosos e virulentos, durante 24 horas diárias, todos os dias, o ano inteiro, por inúmeros meios de divulgação e de informação (rádio, jornais, revistas, TV, Internet, redes sociais, Whatsapp) Dilma ainda tenha conseguido obter aquela que foi a mais difícil e significativa vitória e que foi alcançada contra a mais poderosa coligação de forças reacionárias e entreguistas da história do país. 

Vejam que no segundo turno da eleição presidencial o candidato do PSDB recebeu apoio de quase todos os outros candidatos, com a exceção dos candidatos dos pequenos partidos de Esquerda (PSOL, PSTU, PCO, PCB). Os demais candidatos (do PV, PSB, etc) apoiaram o candidato tucano, que é um notório defensor do Neoliberalismo e da total submissão do Brasil aos interesses dos EUA e do capital financeiro especulativo globalizado. 

Mesmo Getúlio Vargas, quando se elegeu Presidente da República em 1950, enfrentou forças oposicionistas bem mais fracas, tanto que ele teve 48% dos votos e o candidato da oposição, Brigadeiro Eduardo Gomes, não passou de 30%. 

Afinal, nunca, na história do Brasil, tivemos algo parecido com a pancadaria midiática e oposicionista que o governo Dilma sofreu em 2013-2014 e que chegou às ruas de grande parte do país (via os famigerados Black Blocks). Nem mesmo os governos de Vargas e Jango foram tão violentamente atacados, o tempo inteiro, pela oposição midiática golpista. 

Portanto, não é nenhum absurdo concluirmos que se levarmos em consideração tudo o que aconteceu no Brasil em 2013-2014, podemos considerar que a vitória de Dilma na eleição presidencial foi um verdadeiro milagre.
Black Blocs: Afinal, quem os financiou? Talvez a CIA, NED, USAID e o George Soros saibam quem foi, não é mesmo?
Links:

Moniz Bandeira, o Império Americano e o PNAC:

Aécio e Marina defendem o fim do Regime de Partilha do pré-sal:

George Soros admite participação no Golpe de Estado na Ucrânia:

As vantagens, para o Brasil, do Regime de Partilha do pré-sal:

Advogados diz que jovens participavam de manifestações em troca de pagamento de R$ 150:

Golpistas do Brasil e da Venezuela pagam a manifestantes:

A Guerra Fria nunca terminou:

A conexão existente entre a Ditadura Global dos EUA, a Petrobras e a tentativa golpista contra o governo Dilma:

EUA e o PNAC: 

O modelo dos Golpes da CIA, da época da Guerra Fria, volta à cena:

Venezuela: Tentativas golpistas no país estão ligadas ao petróleo:

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Saiba como foi o entreguismo descarado dos tucanos durante o governo FHC! E veja como os governos Lula e Dilma recuperam e modernizam as Forças Armadas!

Saiba como foi o entreguismo descarado dos tucanos durante o governo FHC! E veja como os governos Lula e Dilma recuperam e modernizam as Forças Armadas! - por Marcos Doniseti! 


O Brasil comprou 36 caças suecos Gripen NG. Além dos caças, o país também garantiu a transferência total de tecnologia. 

O jornalista Paulo Henrique Amorim publicou um excelente texto em seu blog, o Conversa Afiada, no qual mostra quais foram os principais pecados capitais que o governo FHC cometeu contra o Brasil em seus 8 anos de mandato. 

Vamos aos mesmos:

1) O governo FHC desmantelou o setor de Engenharia da Petrobras​. E foi por isso que o Brasil ficou mais de 20 anos sem poder projetar e construir uma nova refinaria. 

A empresa simplesmente não tinha mais pessoas qualificadas para projetar e construir novas refinarias.

Isso somente voltou a acontecer nos governos nacionalista-reformista-trabalhista de Lula-Dilma, que recuperaram e fortaleceram a empresa. 

2) O governo FHC privatizou e desnacionalizou a Embratel, entregando junto (para uma empresa ianque, é claro, a MCI) os satélites brasileiros por onde transitavam todas as comuniçações sigilosas feitas pelas Forças Armadas brasileiras. 

Assim, os EUA, graças ao FHC, passou a ter acesso a todas as informações e comunicações sigilosas das nossas Forças Armadas. Isso mesmo.

Somente agora, nos governos Lula-Dilma, é que o Brasil voltou a possuir satélites próprios por onde são transmitidas as comunicações feitas pelas nossas Forças Armadas. 


O novo avião de transporte de cargas, para uso civil e militar, que irá equipar a FAB. Suas unidades serão construídas no Brasil, pela Embraer, e a FAB já garantiu a encomenda de 28 unidades. O primeiro protótipo foi apresentado no inicio deste ano.

3) O governo FHC e assinou o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, antes do Brasil construir as suas bombas, e sem exigir nada em troca, enfraquecendo a capacidade do Brasil de defender o seu vasto território e as suas imensas riquezas. 

Obs: E dizer que, depois de tudo isso, a tucanada ainda tem a cara-de-pau de pedir a volta dos militares ao poder. 

Se isso acontecesse, suspeito seriamente que iria voar pena de tucano para tudo quanto é lado. 

Os militares, de fato, devem odiar os tucanos. 

Afinal, o governo FHC sucateou e enfraqueceu as Forças Armadas brasileiras, que somente voltaram a ser reequipadas e modernizadas agora, durante os governos Lula e Dilma. E os tucanos acabaram com a soberania das mesmas, visto que tudo o que estas faziam de importante acabava sendo transmitido e informado aos EUA. 


O futuro submarino nuclear brasileiro. A primeira unidade deverá ficar pronta em 2023. 

Exemplos dessa modernização das Forças Armadas brasileiras feita pelos governos Lula-Dilma são o novo e moderno blindado Guarani (o Exército irá comprar 2000 unidades do mesmo), o novo avião de transporte KC-390 (que será feito no Brasil, pela Embraer), a compra dos caças suecos Gripen NG (também em acordo do qual a Embraer participa) e o acordo feito com a França para a compra de navios e de submarinos nucleares.

Além disso, os acordos feito com os suecos e com os franceses inclui a transferência total de tecnologia para o Brasil, que passará, assim, a produzir e desenvolver os seus próprios caças e submarinos nucleares, fortalecendo a capacidade de defesa do país. 

Então, com tudo isso, eu questiono: De quem será que os militares brasileiros gostam mais: Do PT ou do PSDB? O que vocês acham? 

Eu tenho a leve impressão de que é do PT... 


O novo e moderno blindado Guarani, que irá equipar o Exército brasileiro, com o efetivo total chegando a 2000 unidades.

Link:

PHA e o entreguismo descarado do governo FHC:

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2015/02/17/tres-dos-pecados-capitais-do-entreguista-fhc/

O submarino nuclear brasileiro:

https://guerraearmas.wordpress.com/armas-brasileiras/futuras-armas-do-brasil/snbr-submarino-nuclear-brasileiro/

Brasil construirá 5 submarinos nucleares:

http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/12/12/brasil-construira-submarinos-nucleares-para-defender-o-pre-sal/

Nacionalismo: De quem é essa bandeira?

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/11/06/nacionalismo-de-quem-e-essa-bandeira/


Primeior vôo do KC-390 foi uma experiência marcante, diz piloto! 

http://blog.planalto.gov.br/primeiro-voo-do-kc-390-foi-uma-experiencia-marcante-diz-piloto/

Brasil compra caças Suecos Gripen NG, que modernizam a Força Aérea Brasileira; 

https://www.youtube.com/watch?v=H6bh4j8UxxA

Brasil compra 36 caças suecos e obtém transferência total de tecnologia:

http://www.defesanet.com.br/gripenbrazil/noticia/14249/Brasil-recebe-transferencia-de-tecnologia-de-cacas-suecos/

Conheça o novo blindado brasileiro, o Guarani:

https://www.youtube.com/watch?v=SCmjmTI5YEk


Conheça as principais características do novo blindado do Exército Brasileiro, o Guarani.


Exército Brasileiro recebe centésima unidade do Blindado Guarani:

http://www.brasil.gov.br/defesa-e-seguranca/2014/09/centesima-unidade-do-blindado-guarani-e-entregue-ao-exercito

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A conexão existente entre a Ditadura Global dos EUA, os BRICS, a Petrobras e a tentativa da Direita Golpista de inviabilizar o governo Dilma! – Marcos Doniseti!

A conexão existente entre a Ditadura Global dos EUA, os BRICS, a Petrobras e a tentativa da Direita Golpista de inviabilizar o governo Dilma! – Marcos Doniseti!

Reunião dos BRICS em Fortaleza, em 2014: A participação do Brasil no grupo é um dos principais motivos que levam os EUA e a Direita Reacionária tupiniquim a desejar promover a desestabilização e derrubada do governo Dilma.
1   BRICS e Pré-Sal: O que os EUA mais desejam, atualmente, é tirar o Brasil do grupo dos BRICS e se apossar do pré-sal.

Mas a política externa dos governos Lula e Dilma vai na direção contrária aos desejos do Império Ianque.

Durante o governo Dilma o Brasil continuou aprofundando a sua integração com os demais países-membros dos BRICS.

Exemplo disso é a criação do Banco dos BRICS, que será uma alternativa muito mais progressista do que o Banco Mundial e o FMI.

E nenhum dos governos petistas abre mão da manutenção do Regime de Partilha do pré-sal, que garante ao Estado Brasileiro uma participação mínima de 75% na renda líquida gerada pelo mesmo.

Dilma deixou bem claro, quando da nomeação de Aldermir Bendine e da nova diretoria da Petrobras, que não existe nenhuma possibilidade do país abandonar o Regime de Partilha do pré-sal, de privatizar a empresa e tampouco de abandonar a política de conteúdo nacional para o setor petrolífero.

E nenhuma destas políticas é do interesse dos EUA, para dizer o mínimo;

2) China e Rússia: A China e a Rússia estão aumentando a sua presença econômica e militar na América Latina (olha o Canal da Nicarágua aí, gente...), o que não interessa aos EUA, é claro. A Rússia vendeu caças para a Venezuela e a China irá construir o novo Canal da Nicarágua, uma obra gigantesca, avaliada em US$ 50 bilhões.

Empresas chinesas já estão participando da extração do pré-sal no Brasil (no campo de Libra), o que também não interessa aos EUA. Esta participação chinesa se dá apenas como investidora, pois somente a Petrobras pode operar nos campos de petróleo do pré-sal. 

Muitas das guerras e intervenções militares que os EUA promovem pelo mundo afora (na África, Ásia Central, Oriente Médio) ocorrem em regiões que são ricas em matérias-primas. O objetivo dos EUA com as mesmas é passar a controlar tais regiões e, assim, dificultar e até impedir o acesso da China às matérias-primas (petróleo, minério de ferro, etc) que são fundamentais para a continuidade do seu crescimento econômico;

3) Ditadura Global dos EUA: Barrar o crescimento e a expansão da China e da Rússia são essenciais para o projeto imperial dos EUA, que visa impor uma Ditadura Global ianque por meio do PNAC (Projeto para um Novo Século Americano), que foi elaborado pelos Neocons Imperialistas dos EUA... Dick Cheney (ex-Vice Presidente de Bush Jr)  e Donald Rumsfeld (ex-chefe do Pentágono no governo de Bush Jr) são dois dos seus principais líderes;

4) PNAC: Um dos itens fundamentais do PNAC ianque é o de tentar impedir que qualquer outro país, mundo afora, possa vir a se fortalecer de maneira a que venha a adquirir condições de desafiar o Império Global Ianque. E quais os países em melhores condições de opor uma forte resistência ao projeto de domínio global dos EUA? Oras, os países membros dos BRICS, é claro;

5) O PNAC e os Processos de Desestabilização: Quando algum país começa a se fortalecer e o mesmo tem um governo que não se submete aos desígnios dos EUA, o governo deste (por meio da CIA, NED, USAID), bem como usando de entidades privadas ultraconservadoras (como a 'Open Society' de George Soros, que já admitiu publicamente que procura, sim, desestabilizar governos que não se submetem aos seus interesses, ou seja, os do capital especulativo globalizado). Então, não demora muito e logo começa um processo de desestabilização do país, visando derrubar tal governo e, assim, substituí-lo por outro, totalmente dócil aos interesses da Ditadura Global dos EUA.

Exemplo perfeito desta política ianque é a Ucrânia, cujo governo pró-Rússia, eleito democraticamente, foi derrubado desta maneira.

E como resultado disso, atualmente a Ucrânia tem um governo totalmente submisso aos interesses dos EUA (e formado por neoliberais e neonazistas) e enfrenta uma guerra civil, que foi deliberadamente provocada pelo governo Obama com o objetivo de promover o envolvimento da Rússia numa guerra que seria catastrófica para esta nação.

Os neocons (neonazistas, de fato, que desejam fazer dos EUA um IV Reich, já que o III Reich hitlerista fracassou) que comandam a política externa do governo Obama acreditam que o envolvimento da Rússia numa guerra em grande escala na Ucrânia poderia fazer com que Putin se tornasse um Presidente extremamente impopular e que isso poderia levar à derrubada do seu governo, o que possibilitaria a ascensão de um governo submisso aos interesses dos EUA no país, tal como foi o de Boris Ieltsin, por exemplo.

Até o momento essa estratégia está fracassando, pois a popularidade de Vladimir Putin cresceu bastante (chegou a 80% de aprovação) após o início da crise ucraniana, devido à postura firme que ele manteve em relação à crise do país vizinho, do qual uma grande parte da população é, culturalmente, de origem russa.

6) China e Rússia: Os dois países em melhores condições de fazer isso, ou seja, desafiar os EUA, são a China (devido ao seu crescimento econômico, muito mais rápido do que o dos EUA-UE) e a Rússia (pelo seu poderio militar e nuclear);

7) BRICS - O Brasil virou alvo dos EUA devido ao fato de que, durante os governos Lula e Dilma, o mesmo tornou-se membro ativo dos BRICS , que procuram construir, gradualmente, um pólo de poder alternativo ao do Império Ianque e criar um mundo multipolar.

Os BRICS estão aprofundando a colaboração entre si e já deram início à adoção de várias medidas que são prejudiciais aos interesses dos EUA, como é o caso da criação de um Fundo de Reservas e de um Banco próprio do Bloco. 

E recentemente os países membros dos BRICS iniciaram um diálogo visando usar apenas as moedas dos países membros no comércio entre si, deixando de usar o dólar, o que é altamente prejudicial aos interesses dos EUA, sem dúvida alguma.

Afinal, é o fato de que o dólar é a principal moeda de reserva do planeta, bem como dela ser a mais utilizada nas transações financeiras e comerciais internacionais, é que torna possível aos EUA financiar o seu consumismo desenfreado, os seus gigantescos gastos militares (que representam 50% dos gastos globais) e as suas guerras; 

Produção de petróleo e gás natural brasileira cresceu 18% entre Dezembro de 2013 e Dezembro de 2014, ultrapassando os 3 milhões de barris/dia. Que outra empresa do mundo conseguiu obter o mesmo resultado? 

8) Integração Latino-Americana: O Brasil também tornou-se um grande alvo dos EUA porque é um aliado fundamental e apoia os governos progressistas latino-americanos (Venezuela, Bolívia, Equador, Nicarágua, Cuba, El Salvador, Uruguai...), que, tal como os governos Lula e Dilma fizeram no Brasil, também procuram desenvolver políticas soberanas e de promoção da justiça social.

Lula, em seu governo, teve um papel fundamental para ajudar a impedir que Golpes de Estado fossem vitoriosos na Venezuela e na Bolívia, em especial. E a criação e o fortalecimento da Celac e da Unasul aumentaram o grau de cooperação e de integração da América Latina, o que resultou na perda de influência dos EUA na região.

E o Brasil também colaborou muito com o fim do isolamento de Cuba, seja integrando o governo da Ilha na Celac (que é formada pelos países da América Latina e do Caribe), sejam financiando a construção da reforma, ampliação e modernização do Porto de Mariel, bem como financiando, agora, a construção de uma Zona de Desenvolvimento Econômico ao lado do porto.

O Porto de Mariel, junto com a ‘ZDE’ e o Canal da Nicarágua, irá viabilizar um novo ciclo de crescimento econômico de longo prazo em Cuba e trará imensos benefícios às empresas brasileiras que terão privilégios para se instalar na 'ZDE" cubana justamente porque foi o governo brasileiro que financiou as duas obras. Com isso, as empresas do Brasil terão acesso não apenas ao mercado centro-americano (de mais de 70 milhões de pessoas) como também ao do NAFTA e aos dos países asiáticos, devido à construção, pelos chineses, do Canal da Nicarágua. 

Nestas circunstâncias, qualquer tentativa de isolar ou bloquear Cuba estará totalmente fadada ao fracasso. E o Brasil de Lula e Dilma teve um papel fundamental neste processo de colocar fim ao odioso e ilegal bloqueio econômico que os EUA promoveram contra Cuba desde 1960 e que foi condenado pela Assembleia Geral da ONU em inúmeras oportunidades.

O governo Lula também teve um papel fundamental no financiamento do governo da FMLN, de Maurício Funes, em El Salvador. Quanto este venceu a eleição presidencial, o governo Lula liberou um empréstimo de US$ 800 milhões do BNDES para o novo governo. Com isso, a situação econômica e social de El Salvador melhorou bastante durante o governo da FMLN e esta conseguiu eleger o sucessor de Funes, Sanchez Cerén, em 2014;

9) Quando o segundo turno da campanha eleitoral brasileira de 2014 ainda estava em andamento, perguntaram ao presidente Pepe Mujica se o candidato do seu partido à Presidência da República,Tabaré Vasquez, iria ganhar a eleição no Uruguai. Sabem o que ele respondeu? Ele disse que isso iria depender do resultado da eleição no Brasil;

10) Assim, o que acontece no Brasil tem uma grande influência na América Latina, na América do Sul em especial. E é claro que os EUA sabem disso e muito bem. Logo, para derrubar e inviabilizar os governos progressistas latino-americanos é fundamental fazer o mesmo com o governo progressista do maior, mais rico, mais populoso e mais influente destes países, que é o Brasil, é claro; 

11) E o Império Ianque também sabe que enquanto o PT governar o Brasil, este não sairá dos BRICS e tampouco irá deixar de apoiar os governos de esquerda e progressista latino-americanos.

Daí a necessidade, na visão dos EUA, é claro, de ter que derrubar Dilma de qualquer jeito (ou de, pelo menos, levar o seu governo ao fracasso) e, assim, inviabilizar de qualquer maneira a mais do que provável vitória de Lula na eleição presidencial de 2018;

12) O Brasil foi, como é do conhecimento de qualquer pessoa minimamente bem informada, um dos últimos países a sofrer os efeitos da crise econômica mundial iniciada em 2007-2008, quando tivemos a crise das hipotecas subprime, a falência do Lehman Brothers e o colapso do ‘sistema financeiro paralelo’, não regulado pelas autoridades dos governos dos países desenvolvidos.

E o Brasil também foi o primeiro país a superar os efeitos desta crise, com a sua economia retomando o crescimento econômico já no segundo trimestre de 2009. Como disse o então Presidente Lula, a crise no Brasil não passou de uma ‘marolinha’.

 E isso somente aconteceu porque os governos Lula e, depois, Dilma adotaram um amplo conjunto de políticas, econômicas e sociais, anti-ciclícas tipicamente keynesianas.

Aeroporto de Curitiba é um dos que foi ampliado e modernizado durante o primeito mandato de Dilma. Esse é o típico investimento público que melhora a infra-estrutura e contribui para o desenvolvimento econômico e social de um país.

Entre as principais medidas, tivemos:

1) Aumento dos gastos públicos, na área social e na infra-estrutura, especialmente em grandes obras de energia elétrica (vide as usinas de Jirau, Belo Monte e Santo Antônio, cuja potência geradora será quase 33% maior do que a da Usina de Itaipu), as Ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Leste-Oeste, a Transposição do Rio São Francisco, o programa de concessão de rodovias e de aeroportos (muitos foram ampliados e modernizados, tais como os de Guarulhos, Rio de Janeiro, Curitiba, Fortaleza, Brasília e Manaus; Natal ganhou um aeroporto novo, zero km);

2) Aumento da oferta de crédito pelos bancos públicos (BB, CEF, BNDES), que compensaram o corte do crédito pelo sistema financeiro privado, tirando participação de mercado dos mesmos. Este é um dos principais motivos pelos quais o sistema financeiro privado promove uma fortíssima oposição ao governo Dilma;

3) Aumentos reais de salário, em especial para o salário mínimo, que foi reajustado em 294% entre 2003-2015, passando de R$ 200 para R$ 788, e atingindo o seu maior poder de compra dos últimos 50 anos, segundo o Banco Central brasileiro;

4) Criação do Minha Casa Minha Vida, um programa subsidiado e financiado pelo governo federal e que viabilizou a contratação, até o momento, de 3.400.000 novas moradias, em benefício da população de baixa renda, que nunca teve casa própria;

5) Aumento dos investimentos da Petrobras, que passou a ter um ambicioso programa para investir no aumento da produção do pré-sal e na construção de novas refinarias (Rio de Janeiro e Pernambuco), entre outros setores (fertilizantes, etanol, biocombustíveis, construção naval).

Todas estas medidas somente foram possíveis porque o Estado brasileiro dispõe de várias empresas estatais fortes que tornaram possível o financiamento e os investimentos promovidos pelos governos Lula e Dilma, tanto na área social, como na infra-estrutura. 

O Minha Casa Minha Vida, por exemplo, se beneficia de subsídios estatais e de financiamentos públicos que são viabilizados por meio, principalmente, dos bancos públicos existentes (Banco do Brasil e CEF). 

A agricultura brasileira, por sua vez, é inteiramente financiada pelo Estado brasileiro e isso é válido tanto para o agronegócio, como para a agricultura familiar (via Pronaf). E o Banco do Brasil é o principal agente financiador da mesma, que é a grande responsável tanto pelo abastecimento interno (agricultura familiar), como por parte importante das exportações do país (agronegócio). E o agronegócio teve acesso a R$ 156 bilhões em financiamento para a safra 2014/2015. 

Não é à toa, portanto, que as estimativas apontam para um novo recorde na safra de grãos para 2015, que deverá ultrapassar os 200 milhões de toneladas pela primeira vez na história do país. 

Da mesma forma que, atualmente, as Organizações Globo fazem campanha contra a Petrobras, o governo Dilma e o PT, no passado ela fazia campanha contra a criação do 13o. Salário. 

O BNDES, por sua vez, é a principal fonte de financiamento de investimentos produtivos de longo prazo, emprestando bilhões de Reais anualmente para setores como o de telecomunicações, infra-estrutura, micros e pequenas empresas, exportações, energia elétrica, energia eólica, etc. 


Um Estado Brasileiro forte é interessante para os EUA? 

Como seria possível, por exemplo, aumentar a oferta de crédito pelos bancos públicos se estes já tivessem sido privatizados pelo governo FHC? Ou como a Petrobras poderia elevar os seus investimentos, por determinação de Lula e Dilma, se a empresa também tivesse sido privatizada pelo governo de FHC? E como seria possível promover o aumento dos investimentos públicos se o país não tivesse inúmeras empresas de construção civil altamente capacitadas e em condições de construir obras de grande porte, como são os casos da Transposição do Rio São Francisco, da Ferrovia Norte-Sul (terá mais de 4150 kms de extensão quando for concluída) e da Usina de Belo Monte?

Assim, a manutenção e o fortalecimento das empresas estatais e do papel ativo do Estado Brasileiro durante os governos Lula e Dilma foi fundamental para que o país conseguisse superar os efeitos da crise mundial antes de qualquer outra nação.

Portanto, é esse protagonismo do Estado brasileiro que torna possível a promoção de políticas econômicas e sociais anti-ciclícas, tipicamente keynesianas, e de distribuição de renda e de inclusão social, que reduziram as desigualdades sociais e que permitiram a redução da pobreza e da miséria, fazendo com que 50 milhões de brasileiros ascendessem social e economicamente durante os governos Lula e Dilma (40 milhões subiram para a classe C e outros 10 milhões ascenderam para as classes AB).

Mas um Estado brasileiro forte, ativo e que seja protagonista do processo de desenvolvimento econômico e social do Brasil, sob o comando de um governo petista, nacionalista e reformista, é tudo o que os EUA não desejam.

Um governo neoliberal (como seria o do PSDB ou mesmo o de Marina Silva) enfraqueceria o Estado Brasileiro, promovendo uma série de privatizações desnacionalizantes e adotaria uma política econômica e social caracterizada pelo arrocho salarial, aumento do desemprego, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. Isso não é nenhuma calúnia, pois tais medidas foram publicamente defendidas pelos dois principais candidatos de oposição (do PSDB e do PSB) durante a campanha eleitoral de 2014. 

Poder de compra do Salário Mínimo brasileiro é o maior dos últimos 50 anos. 

Assim, com um Estado Brasileiro fraco, sem empresas públicas sólidas e ativas e sem uma Petrobras cada vez mais rica e atuante, não seria possível, por exemplo, manter o Regime de Partilha do pré-sal e o mesmo acabaria nas mãos das petrolíferas ianques e europeias. A política de conteúdo nacional, que foi adotada pelo governo Lula e mantida pelo governo Dilma, e que tornou a indústria de construção naval brasileira a quarta maior do mundo em apenas uma década, passando de menos de 7 mil funcionários para mais de 81 mil, seria extinta. 

Logo, as plataformas e os navios usados pela Petrobras para extrair petróleo passariam a ser construídas no exterior e não mais no Brasil, gerando milhares de empregos em Cingapura, Coréia do Sul, China, etc.  

Não é à toa, por exemplo, que a oposição reacionária defende, publicamente, o fim do Regime de Partilha do pré-sal e a entrega do mesmo para o capital especulativo estrangeiro, bem como deseja acabar com a política de conteúdo nacional para o setor petrolífero. 

O ex-Presidente FHC, o jornal 'O Globo' e o senador tucano José Serra já defenderam o fim do Regime de Partilha de forma pública.  

Até mesmo a política de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas brasileiras, promovida pelos governos Lula-Dilma, estaria sob risco e, muito provavelmente, seria abandonada por um governo de Direita Neoliberal entreguista e reacionário. 

Assim, as compras dos 36 caças suecos Gripen e dos navios e submarinos nucleares franceses também estariam sob risco, o que iria gerar um imenso prejuízo para o Brasil, pois ambos os contratos prevêem a transferência completa de tecnologia para o Brasil. E no caso dos caças suecos, a partir da 5a. unidade todos os aviões serão produzidos no Brasil, gerando milhares de empregos altamente qualificados para os brasileiros. 

A construção do novo avião de transporte, civil e militar, o KC-390, que recentemente fez o seu primeiro vôo em caráter experimental, também iria correr sérios riscos, pois é fruto de um acordo que o Brasil fechou com vários outros países (Argentina, Venezuela, Portugal, República Tcheca). 

Afinal, tal modernização das Forças Armadas está intimamente relacionada com a descoberta das imensas reservas do pré-sal, com a manutenção da Amazônia sob controle nacional e com a defesa dos interesses nacionais, que estão sendo permanentemente ameaçados pela atuação dos EUA como promotor de processos de desestabilização de governos democráticos e nacionalistas. 

Os Golpes de Estado no Brasil ocorrem sempre contra governos nacionalistas, reformistas e trabalhistas!

Basta estudar um pouco sobre a história do Brasil para ver que sempre que tivemos governos de feições nacionalistas e reformistas (Vargas, JK, Jango, Lula e Dilma) ocorreram movimentos políticos de caráter nitidamente golpistas e anti-democráticos visando desestabilizar e derrubar tais governos.  

Getúlio Vargas foi derrubado em 1945, por meio de um Golpe de Estado, num momento histórico em que se aproximava do PCB (liderado por Luiz Carlos Prestes, uma das lideranças mais populares do Brasil naquela época) e do movimento operário (criando o PTB para representar o mesmo) e enfrentou uma tentativa de Golpe de Estado para impedir a sua posse, como Presidente eleito democraticamente, em 1950, e acabou derrubado, por outro Golpe de Estado, em 1954, e que resultou no seu suicídio.

Uma nova tentativa de Golpe de Estado ocorreu, no final de 1955, e a mesma tentou impedir a posse de JK-Jango na Presidência e Vice-Presidência da República, logo após terem sido eleitos democraticamente pelo povo brasileiro. Foi necessário um Contra-Golpe preventivo, comandado pelos Generais do Exército brasileiro, para impedir que o mesmo se consumasse. O governo JK sofreu mais duas tentativas de Golpes de Estado, em 1956 (Jacareacanga) e em 1959 (Aragarças). 

E externamente, um Estado Brasileiro fraco seria totalmente dependente do capital e da tecnologia importada dos países ricos e transformaria o Brasil numa virtual neo-colônia dos EUA. Isso obrigaria o país a virar as costas para os governos progressistas da América Latina e a deixar de fazer parte dos BRICS. 

E as estatais, que hoje são fortes e atuantes, seriam privatizadas e desnacionalizadas, tal como aconteceu durante o governo FHC, que praticamente doou as empresas públicas do país ao capital estrangeiro.

Classes ABC passaram a englobar a maioria absoluta da população durante os governos Lula e Dilma, devido ao crescimento econômco e às políticas de distribuição de renda e de inclusão social adotadas em seus mandatos. 

Exemplos: 

A) A Embratel foi vendida para uma empresa dos EUA e, hoje, pertence ao mega-empresário mexicano Carlos Slim;

B) O Banespa foi vendido para o Santader (espanhol);

C) A Telesp foi vendida para a Telefónica, que agora se chama 'Vivo'.

E por aí vai... 

Assim, com o eventual triunfo dessa política neoliberal, reacionária, desnacionalizant e entreguista, o Estado Brasileiro ficará tão enfraquecido que o mesmo não poderá mais vir a ser utilizado para levar adiante um projeto nacional de desenvolvimento econômico e social que tenha como metas promover a distribuição de renda, a inclusão social, a intervenção na economia para evitar ou amenizar efeitos de graves crises externas, se proponha a desenvolver e assimilar novas tecnologias (por meio de transferência, como que está prevista no acordo de compra dos caças suecos e das embarcações francesas, por exemplo), bem como promover uma inserção internacional do país que seja soberana e independente e que atenda prioritariamente aos interesses do Brasil e do seu povo. 

Portanto, o que essa campanha midiática e reacionária maciça que está sendo feita contra a Petrobras, o governo Dilma e o PT visa é, essencialmente, destruir o Estado Nacional Brasileiro e a sua capacidade definir e executar políticas de desenvolvimento econômico, social, cultural, científico e tecnológico que possam levar à construção de uma Nação soberana, justa, democrática, moderna e desenvolvida. 

Então, esse cenário internacional altamente conflituoso e que passa por um processo de grandes mudanças, ajuda e muito a entender as razões que levam as forças da Direita Reacionária brasileira e latino-americana, cujos interesses estão intimamente entrelaçados aos do Império Ianque, no mínimo, desde o final da Segunda Guerra Mundial, a tentar promover um contínuo e permanente processo de desestabilização dos governos progressistas da América Latina.

É por isso que mesmo tendo sido reeleita com o voto de 54.501.118 eleitores, Dilma continua sendo alvo de uma maciça campanha midiática e oposicionista que tenta, por todos os meios (legais e ilegais) derrubá-la da Presidência da República. Até em Impeachment de Dilma a oposição reacionária, golpista e midiática chegou a falar. 

O ex-Presidente FHC chegou a encomendar um parecer jurídico de Ives Gandra Martins, notório membro do Opus Dei e um jurista extremamente conservador politicamente, para poder vir a justificar um eventual pedido de Impeachment da Presidenta Dilma, a mesma que acabou de ser reeleita com o voto de 54,5 milhões de brasileiros.

Este fato demonstra, claramente, o quanto a oposição direitista e reacionária possui um DNA profundamente anti-democrático e elitista, mostrando que os seus membros não estão dispostos sequer a respeitar o resultado das urnas recentemente apuradas. 

Os neoliberais brasileiros já levaram o país à falência durante o governo FHC, devido ao fracasso de seu projeto neoliberal. Mas quem disse que eles desistiram? 

Tudo isso está acontecendo porque os interesses em jogo são gigantescos e não são apenas e exclusivamente dos brasileiros, como esse texto procurou demonstrar.

Não tenham qualquer dúvida a respeito: Se o governo Dilma fracassar ou a mesma vier a ser derrubada da Presidência da República, não será apenas o Brasil e o seu povo que irão sofrer as consequências, mas toda a América Latina e, até mesmo, as forças políticas progressistas de outros continentes, como são os casos do Syriza na Grécia e do Podemos na Espanha, cujos programas de governo são muito parecidos com iniciativas e políticas adotadas pelos governos progressistas e da América Latina.

Exemplos: Aumentos de salários e elevação dos investimentos públicos na produção e na área social são propostas defendidas pelo Syriza grego e pelo Podemos espanhol e que foram colocadas em práticas pelos governos de Lula, Dilma, Chávez, Rafael Correa, Kirchner (Nestor e Cristina) e de Evo Morales.

As dificuldades e os obstáculos a serem superados pelo governo Dilma em seu segundo mandato são muitos, sim, mas não podemos desistir.

Unidos, Venceremos!

Não Passarão!

A luta continua!


Links:

O Porto de Mariel e o Brasil:


Brasil repudia Golpe de Estado contra Evo Morales na Bolívia (em 2008):


Unasul condena tentativa de Golpe de Estado na Bolívia (2008):


Mauricio Funes (FMLN) vence a eleição presidencial em El Salvador (em 2009):


Sanchéz Ceren (FMLN) vence eleição presidencial em El Salvador (2014):


Resultado da eleição no Brasil é determinante para o resultado eleitoral no Uruguai, diz Pepe Mujica:


Os números impressionantes do novo Canal da Nicarágua:


O novo Canal da Nicarágua:


Popularidade de Putin bate recorde e atinge os 80%:


Banco dos BRICS tem o potencial para mudar o cenário financeiro internacional:


BRICS criam banco e fundo de reservas para enfrentar crises:



Transferência de tecnologia pesou na escolha de caças suecos:


Novo avião de transporte civil e militar, o KC-390 é apresentado ao público:


Este é o KC-390, o novo avião que será produzido no Brasil, gerando milhares de novos empregos altamente qualificados. 

Brasil terá submarino nuclear até 2023:


Exército brasileiro recebe a centésima unidade do novo e moderno blindado (o Guarani):


BRICS estudam abandonar o dólar nos negócios entre si: 


Produção de petróleo e gás natural brasileira atinge quase 3,1 milhões de barris diários:


A Globo não ataca apenas o Governo Dilma, mas o Estado Nacional:


Advogado de FHC solicitou parecer jurídico para justificar eventual pedido de Impeachment de Dilma:


O PNAC: Projeto para um Novo Século Americano:


Os EUA e o PNAC:


Moniz Bandeira, o Império Ianque e o PNAC:


George Soros admite que sua fundação ajudou a derrubar o governo democraticamente eleito da Ucrânia:


Este é o novo blindado que irá equipar o Exército brasileiro, que já adquiriu 100 unidades do mesmo. O total adquirido pelo Exército ultrapassará as 2000 unidades. 

Gastos militares dos EUA representam metade do total mundial:


Poder de compra do Salário Mínimo é o maior dos últimos 50 anos:


Plano Safra 2014/2015 destina R$ 24,1 bilhões para financiar a agricutura familiar:


Agronegócio tem acesso a R$ 156 bilhões em financiamento do Plano Safra:


IBGE estima que safra de grãos irá ultrapassar os 201 milhões de toneladas em 2015:


Plano de governo de Aécio defende o fim do Regime de Partilha do pré-sal:


FHC defende a privatização da Petrobras: