sábado, 14 de novembro de 2015

Os brutais atentados em Paris, o Estado Islâmico e o Ocidente Imperialista! - Marcos Doniseti!

Os brutais atentados em Paris, o Estado Islâmico e o Ocidente Imperialista! - Marcos Doniseti!
O equivocado apoio dos EUA e do Ocidente Imperialista (via OTAN) aos grupos de extremistas islâmicos financiados pela Arábia Saudita-Qatar acaba criando monstros que, em um determinado momento, acabam se voltando contra o mesmo Ocidente, visto por muitos radicais islâmicos como a encarnação do Mal e como uma Civilização 'decadente e imoral'. 
A combinação de guerras imperialistas por parte da OTAN (incluindo a França, que foi atacada hoje), provocando a destruição de nações inteiras (Síria, Líbia, Iraque, Afeganistão), e as políticas de apoio (financeiro, militar) a grupos de extremistas islâmicos espalhados pelo mundo (Al-Qaeda, Boko Haram, Estado Islâmico/ISIS, etc) por parte de inúmeros países (OTAN-CCG-Israel), a disseminação de armas cada vez mais destrutivas pelo Mundo, resultam em brutais atentados, como estes que foram cometidos em Paris neste 13/11/2015.
Os mortos de hoje são as novas vítimas destas guerras criminosas e de políticas equivocadas, por parte de Nações imperialistas ou de governos interessados em espalhar as suas versões de vertentes intolerantes e extremistas defendidas por líderes religiosos e políticos que estimulam tais atrocidades (no caso, o Wahabismo, de origem saudita).
Até mesmo o ex-Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, reconheceu que a Guerra do Iraque gerou a criação do Estado Islâmico.
Depois dos atentados de hoje, o que se pode concluir, neste momento é que se a morte do garoto sírio Aylan Kurdi abriu as fronteiras da Europa para os refugiados, os atentados em Paris deverão fechá-las novamente. Grupos políticos da direita europeia já fazem discursos nesse sentido. 
E surge a dúvida: Será que OTAN irá parar de destruir nações inteiras depois dos atentados brutais em Paris? Duvido. Imperialistas não ligam para mortes.
Assim, o pior de tudo é que muito dificilmente isso irá acabar. Na verdade, a tendência é piorar. Infelizmente.
A França é um dos países membros da OTAN que dá apoio a grupos de extremistas islâmicos que desejam derrubar o governo de Assad.
A OTAN se aliou à Arábia Saudita-Qatar e apoiou os grupos de extremistas islâmicos, que seguem a ideologia do Wahabismo de origem saudita, com o objetivo de destruir países árabes com governos nacionalistas e seculares (Saddam, Ghadaffi e Assad) que não se submetiam aos interesses dos Impérios Capitalistas ocidentais.
O Wahabismo saudita (seguido por grupos como Al-Qaeda, ISIS e Boko Haram) é intolerante, violento, extremista e totalmente contrário às influências externas nas sociedades muçulmanas, principalmente às ideias, costumes e valores originários do Ocidente.
Ao apoiar tais grupos, o Ocidente Imperialista (leia-se OTAN, da qual a França é integrante) está ajudando a criar monstros que acabam se voltando contra ele mesmo.
É como dizem os espanhóis: 'Não crie corvos, pois quando eles crescerem irão comer os seus olhos'.
Basta de políticas imperialistas criminosas que fortalecem e alimentam o Terrorismo.
Obs: Organizações como o Estado Islâmico são o resultado de uma soma que reúne Malafaias, Felicianos, Bolsonaros e Kataguiris. Se nada for feito, em breve teremos organizações de fanáticos extremistas e violentas aqui no Brasil também. 

Links:

Estado Islâmico assume autoria de atentados em Paris:
EUA-CIA fornecem mísseis a 'rebeldes sírios moderados':
Kim Kataguiri, líder do MBL. Será que ele pretende criar uma organização de extremistas do tipo do Estado Islâmico aqui no Brasil? A julgar pela imagem, não é de se duvidar. 
Número de mortes em Paris chega a 129; feridos são 352:
Tony Blair reconhece que Guerra do Iraque gerou a criação do Estado Islâmico:
Ideologia do Estado Islâmico tem apelo de massa, diz autor de livro sobre o grupo extremista sunita:
Como o Estado Islâmico recruta e retém integrantes: 
Como os EUA ajudaram na criação do Estado Islâmico:
Atentados em Paris fizeram mais de 120 vítimas (a maioria na sala de espetáculos Bataclan), número que poderá aumentar ainda mais, pois há mais de 350 feridos. Elas são vítimas das criminosas e equivocadas políticas do Ocidente Imperialista, que dão apoio a grupos de extremistas islâmicos pelo mundo afora, como fizeram na Síria, onde apoiaram o ISIS e a Frente Al-Nusra. 
Thierry Meyssan - Porque quer a França quer derrubar o governo da Síria? E porque ela passou a ser tão odiada? 
Estado Islâmico surgiu da invasão do Iraque pelos EUA, diz Todd Green:
Hollande decreta estado de emergência e fecha fronteiras da França:
O Wahabismo saudita e a sua conexão com as guerras e atentados terroristas pelo Mundo:
Jason Burke explica a Al-Qaeda e o Radicalismo Islâmico: 
O conflito sírio, para além da religião:
Takfirismo, Salafismo e Wahabismo. Mas o que é isso?:

sábado, 31 de outubro de 2015

O Golpe de 64, a Ditadura Militar, a Oposição e as Guerrilhas! - Marcos Doniseti!

O Golpe de 64, a Ditadura Militar, a Oposição e as Guerrilhas! - Marcos Doniseti!
Enquanto Dilma mantém uma postura digna e altiva, os militares escondem o rosto. Afinal, eles se escondiam do que, exatamente?
De tempos em tempos, aparecem aqui no blog algumas pessoas que defendem, na cara-dura, a Ditadura Militar que tivemos em nosso país entre 1964-1985. 

O maior problema deles, no entanto, é que tais pessoas demonstram desconhecer o básico sobre o Golpe de 64 e a implantação da Ditadura Militar no Brasil. 

Então, eu elaborei um questionário básico para testar os conhecimentos de tais pessoas a respeito do assunto, ok?:

Abaixo, publico o mesmo: 

1) Quem promoveu um Golpe de Estado que derrubou o governo democrático de João Goulart, presidente legítimo do Brasil, que era o Vice-Presidente da República (eleito diretamente) quando Jânio Quadros renunciou, em Agosto de 1961?

2) Quais foram os grupos sociais brasileiros que deram apoio à instalação da Ditadura Militar no Brasil?

3) Qual foi o governo, de uma grande potência mundial, que planejou, organizou e financiou o Golpe de 64?


4) Qual foi o serviço secreto que participou decisivamente do Golpe de 64 e que é famoso mundialmente pelos Golpes de Estado, assassinatos de líderes políticos estrangeiros, entre inúmeras outras ações ilegais e criminosas que comete pelo mundo todo?
Protesto contra a intervenção da Ditadura Militar nos sindicatos. Somente nos dois primeiros anos da Ditadura, cerca de 10 mil dirigentes sindicais foram afastados de seus cargos. Isso foi feito para desarticular o movimento sindical e, assim, poder impor a política de arrocho salarial, que reduziu brutalmente o poder de compra dos salários dos trabalhadores. 
5) Qual foi o governo, de uma grande potência mundial, que reconheceu o governo golpista brasileiro, logo que ficou claro que o Golpe de Estado tinha sido vitorioso? 

6) Qual foi o governo, de uma grande potência mundial, que apoiou e financiou os parlamentares de Direita nas eleições de 1962, para ajudar a montar uma bancada conservadora que desse sustentação a um futuro Golpe de Estado que visava derrubar o governo democrático de João Goulart?

7) Quem criou e financiou o IPES e o IBAD, duas organizações golpistas, que recebiam dinheiro da CIA e de grandes empresas, e que participaram das articulações para derrubar Jango da Presidência da República e que começaram a agir desde o início do governo deste?

8) Qual foi a grande potência mundial que enviou milhares de agentes secretos para o Brasil, a fim de poder derrubar o governo de Jango, nos anos anteriores ao Golpe (1961-1964)?

9) Qual foi a potência mundial que enviou uma frota de navios para o Brasil, a fim de ajudar os golpistas que derrubaram Jango, como parte da 'Operação Brother Sam'? 

10) Quais foram os segmentos da sociedade brasileira que participaram ativamente do Golpe de 64 e que comemoraram entusiasticamente a derrubada do governo democrático de Jango?

O então presidente dos EUA, John Kennedy, e o embaixador ianque no Brasil, Lincoln Gordon, decidiram derrubar o governo Jango por meio de um Golpe de Estado. E o governo dos EUA (via USAID, CIA) enviou milhões de dólares para criar as condições necessárias à vitória do Golpe, chegando até mesmo a financiar a eleição de políticos de Direita que pudessem, mais adiante, dar sustentação ao Golpe de Estado contra Jango. 
11) Quais foram os jornais que fizeram editoriais pedindo a derrubada do governo Jango e, que, após a vitória do Golpe, voltaram a fazer editoriais comemorando a vitória do movimento golpista?

12) Qual foi o governo, de uma grande potência mundial, que liberou empréstimos de centenas de milhões de dólares para a Ditadura Militar nos meses seguintes à instalação da mesma?

13) Quem prendeu e torturou milhares de pessoas logo no início (nas primeiras semanas) da Ditadura Militar, fato este que foi denunciado pela imprensa e pela oposição na época (antes da Censura e da Repressão impedir que isso acontecesse)?

14) Quem afastou mais de 10 mil dirigentes sindicais de seus cargos, nos dois primeiros anos da Ditadura Militar, para poder enfraquecer o movimento sindical e, assim, ter condições de arrochar os salários dos trabalhadores e poder aumentar a exploração dos mesmos pelos capitalistas?

15) Quem fechou todos os partidos políticos e cassou mandatos de centenas de políticos eleitos diretamente pela população?

16) Quem reprimiu e massacrou os movimentos sociais (sindical, estudantil, camponês, de intelectuais), impedindo que os mesmos pudessem se manifestar de forma livre e pacífica?

17) Quem editou o AI-5?

A Ditadura Militar e algumas de suas brutais torturas contra prisioneiros políticos. 
18) Quem fechou todos os espaços de participação política para a população brasileira, impedindo que esta se manifestasse de forma livre, pacífica e democrática?

19) Quem mandou fechar o Congresso Nacional?

20) Quem censurou totalmente a imprensa?

21) Quem reprimia toda e qualquer manifestação popular que fosse contrária à Ditadura?

22) Quem mandou a Polícia invadir a Universidade de Brasília?

23) Quem assassinou o estudante Edson Luís, no Rio de Janeiro, em 1968?

24) Quem interviu nos sindicatos, afastando os seus dirigentes mais combativos, impedindo que os mesmos tivessem condições de mobilizar e de organizar os trabalhadores para que estes defendessem os seus direitos?

25) Quem enviou tropas das Forças Armadas brasileira para invadir um país, a República Dominicana, que havia eleito (democraticamente) um governo de Esquerda?

26) Quem matou o ex-ditador Castello Branco?

Movimentos de trabalhadores rurais e camponeses (como os Sindicatos e as Ligas Camponesas) que lutavam pela Reforma Agrária e pela Justiça Social na área rural brasileira foram massacrados pela Ditadura Militar e pelos Latifundiários. 
27) Quem prendeu, torturou e assassinou milhares de pessoas, de todos os segmentos da população brasileira (estudantes, índios, operários, camponeses, etc) e desapareceu com os corpos das vítimas?

28) Quem entregou um país falido para o governo civil instalado em 1985, quando o país possuía uma dívida externa equivalente a 50% do PIB e a inflação era de 220% ao ano?

29) Quais as forças sociais, políticas e militares que promoveram tentativas de Golpe de Estado em 1950, 1954, 1955, 1956, 1959 e 1961 a fim de se derrubar governos eleitos democraticamente? 

Se você, defensor da Ditadura Militar, conseguir responder estas questões, então já estará em condições de participar de um debate sobre o assunto.


Antes disso, jamais. 

A Ditadura Militar e os grupos guerrilheiros!

O que eu acho mais engraçado nessa crítica que se fazem aos grupos guerrilheiros que lutaram contra a Ditadura Militar é a de que eles queriam implantar uma Ditadura no país, além de acreditar na ideia de que toda a oposição à Ditadura Militar aderiu à luta armada. 

Isso é mentira e por vários motivos:

1) Enquanto tivemos um governo democrático no Brasil, que respeitava as liberdades e os direitos democráticos da população (que foi o governo de Jango), não tivemos grupos guerrilheiros atuando no país. A única tentativa neste sentido, e que foi desbaratada com extrema facilidade pelo governo Jango, foi a de Francisco Julião, em Goiás, pois o líder das Ligas Camponesas havia rompido politicamente com o governo de João Goulart;

2) Nos primeiros anos da Ditadura Militar a violência tinha origem nas ações dos militares e não da oposição. Era a Ditadura que reprimia, prendia, torturava e fechava, de forma gradual, todos os espaços de atuação política pacífica, inviabilizando a mesma;

3) Até 1968 e a adoção do AI-5 a quase totalidade da oposição à Ditadura Militar atuava pacificamente, promovendo protestos, greves e manifestações. A opção pela luta armada era limitada a alguns grupos minoritários no âmbito da oposição e mesmo no caso das Esquerdas. 


Nos primeiros anos da Ditadura não se cogitava da criação de grupos guerrilheiros para se tentar derrubar a Ditadura Militar. A prioridade total era mobilizar e organizar a população para que, por meio de greves, protestos e manifestações, o regime ditatorial pudesse vir a ser derrubado, sem a necessidade de se apelar para a luta armada;
Estas foram apenas algumas das medidas determinadas pelo AI-5, de 13/12/1968, que destruiu com qualquer resquício de liberdade no Brasil. Com o AI-5 tornou-se literalmente impossível promover qualquer protesto, greve ou manifestação contrária à Ditadura Militar. Para a oposição, restaram apenas duas saídas: Silenciar e esperar que o período de Trevas terminasse ou partir para a luta armada. 
4) Foi o total fechamento dos espaços pacíficos de atuação política ao povo brasileiro, por parte da Ditadura Militar, que levou um setor minoritário das oposições a querer partir para a luta armada, por meio da guerra de guerrilhas. 

Assim, sem espaço para atuar livremente contra a Ditadura Militar na Imprensa, no Congresso Nacional, nos partidos políticos, nos movimentos sociais, alguns segmentos da oposição passaram a namorar com a ideia da luta armada.

Mesmo assim, a imensa maioria dos oposicionistas queria lutar pacificamente contra a Ditadura, sem apelar para a violência revolucionária. Líderes oposicionistas como Miguel Arraes, Luiz C. Prestes, Jango, JK e, depois, até Carlos Lacerda (golpista de 64 que passou para o lado da oposição quando os militares se apossaram do poder estatal), priorizavam a luta política-institucional contra a Ditadura Militar e não a luta armada.  


Leonel Brizola ainda tentou organizar um Contra-Golpe que derrubasse a Ditadura Militar, mas queria fazer isso por dentro das Forças Armadas, onde existiam muitos seguidores e simpatizantes do líder gaúcho, mas que foram cassados e expulsos das mesmas já nos primeiros meses do regime ditatorial. 

Com isso, Brizola ainda tentou, com o apoio do governo de Fidel Castro, promover um movimento guerrilheiro no país, mas a fracassada tentativa da chamada 'Guerrilha de Caparaó', em Minas Gerais, o convenceu de que a guerrilha não tinha qualquer chance de sucesso no Brasil.  

De fato, foi a brutal repressão aos movimentos sociais organizados e, principalmente, a adoção do AI-5 que jogou uma parte da oposição (MINORITÁRIA) na luta armada. 

O PCB sempre adotou, durante a Ditadura Militar, uma postura contrária à luta armada para se derrubar o regime autoritário. E os principais líderes políticos civis, os mais populares da oposição (Jango, JK, Lacerda), optaram pela criação da Frente Ampla, um movimento político civil e pacífico que tentaria unir a oposição e obter apoio popular para levar adiante um processo de redemocratização do país. Mas a Ditadura Militar decretou a ilegalidade do movimento e extinguiu a Frente Ampla, cuja existência se deu entre Outubro de 1966 e Abril de 1968.

A Frente Ampla foi mais um movimento político pacífico que foi inviabilizado pela Ditadura Militar, mesmo que o mesmo fosse liderado por políticos moderados da oposição. 

5) Fala-se que os principais grupos guerrilheiros queriam implantar uma 'Ditadura do Proletariado' no Brasil. Na verdade, num primeiro momento o que se defendia era a promoção de uma Revolução Nacional-Libertadora. Basta ler os textos dos grupos guerrilheiros da época para se constatar isso. Somente num segundo momento, após a vitória desta Revolução de Libertação Nacional, é que se partiria para a adoção de um regime declaradamente Socialista;

6) A expressão 'Ditadura do Proletariado' refere-se a um tipo de Estado e de Sociedade na qual os trabalhadores, que nos países capitalistas são a maioria absoluta da população, deteriam o poder político, econômico, a hegemonia ideológica e cultural, da mesma maneira que no Capitalismo tal hegemonia está nas mãos da Burguesia. 

Oras, um governo que represente a maioria absoluta da população não é uma ditadura, mas uma democracia. Nesta forma de governo, a vontade da maioria é a que predomina. 


Ditadura, de fato, é aquilo que existe no Capitalismo, onde a riqueza e o poder político ficam nas mãos de uma minoria, de uma elite, que é a Burguesia. 

Atualmente, 1% da população do planeta possui mais riqueza do que os outros 99%. 

Isso é democrático? Brincou, né? 
'Ressurge a Democracia'! Foi desta maneira que o jornal 'O Globo' saudou o Golpe de 64, que derrubou o governo democrático de João Goulart e resultou numa Ditadura Militar que durou 21 anos. Com a exceção do jornal getulista-trabalhista 'Última Hora', toda a Grande Mídia brasileira da época apoiou o Golpe de 64. 
7) Entre as principais ações da Ditadura Militar que levaram setores minoritários da oposição a partir para a luta armada, tivemos:

A) Os Partidos Políticos que atuaram no período 1945-1964 foram fechados (PTB, PSD, UDN, etc), adotando-se o bipartidarismo de fachada (O MDB era o partido do 'Sim' e a ARENA era o partido do 'Sim, Senhor'); 

B) Centenas de políticos eleitos diretamente foram cassados, incluindo até alguns políticos da ARENA, partido que dava sustentação à Ditadura Militar;

C) A Imprensa foi totalmente censurada. E essa foi tão forte que até mesmo o jornal conservador 'O Estado de S.Paulo', que apoiou ostensivamente o Golpe de 64 e cujo dono participou ativamente das articulações que visavam derrubar o governo Jango, chegou a publicar trechos dos 'Lusíadas' e receitas de bolo para mostrar quando uma matéria havia sido censurada;

D) O Congresso Nacional foi fechado com a edição do AI-5. E o mesmo somente foi reaberto em 1969 para que pudesse 'eleger' Emílio Garrastazu Médici como o novo 'Presidente da República'. Na verdade, foram os generais mais importantes do Exército que debateram entre si e escolheram Médici para ser o sucessor de Costa e Silva. A escolha de Médici foi apenas confirmada pelo Congresso Nacional;

E) A Ditadura Militar aboliu as eleições Diretas para Presidência da República, Governos de Estado, Prefeituras de capitais e de áreas de 'Segurança Nacional' (cidades importantes como Santos, Volta Redonda, etc);

F) Sindicatos, entidades estudantis, movimentos de camponeses, de intelectuais, enfim, os movimentos sociais organizados foram brutalmente reprimidos e muitos dos seus líderes e militantes foram presos, torturados, assassinados e exilados;

G) A Tortura, o Assassinato e o Desaparecimento das vítimas foi institucionalizada pela Ditadura Militar, violando leis da própria Ditadura, que proibia tais práticas;

Em Agosto de 1968 a Ditadura Militar invadiu a Universidade de  Brasília, onde estudantes protestavam contra a repressão e a violência do regime ditatorial, que levava, inclusive, a inúmeros pedidos de demissão por parte dos professores da instituição. Menos de três meses após a invasão, a Ditadura Militar impôs o AI-5. 
Ditadura Militar fechou todos os espaços de atuação 

política pacífica e democrática!

Portanto, criticar alguns segmentos minoritários da oposição à Ditadura Militar pelo fato de ter optado pelo caminho da luta armada é algo absolutamente ridículo.

Afinal, isso somente virou uma opção viável quando se percebeu, claramente, que a Ditadura Militar não iria tolerar e permitir qualquer tipo de mobilização e organização pacífica dos setores populares contra o regime ditatorial. E isso começou a acontecer muito antes mesmo do AI-5 vir a ser adotado, o que aconteceu em Dezembro de 1968.


Algumas das organizações de esquerda, como é o caso do PCdoB, até já previam a organização de movimentos de guerrilha no país antes do Golpe de 64, mas o fato concreto é que somente levaram adiante tais planos após a implantação da Ditadura Militar, quando os canais de participação política e institucional já tinham sido devidamente submetidos ao poder do regime ditatorial e a promoção de manifestações, greves e protestos foi se tornando cada vez mais inviável. 

E é evidente que se um partido político ou movimento se proclama de Esquerda, Socialista e Revolucionário, em algum momento histórico ele poderá vir a tentar colocar tais ideias em prática, mas não era isso que acontecia no Brasil do período anterior ao Golpe de 64. A única exceção, como já vimos, foi a tentativa fracassada de Francisco Julião. 

Assim, cassações de mandatos, prisões ilegais e torturas aconteceram já nas primeiras semanas da Ditadura. 

O fechamento dos partidos políticos e a adoção do bipartidarismo, a diminuição dos poderes do Congresso Nacional, a extinção de eleições diretas para Presidente da República, Governos estaduais, capitais e áreas de Segurança Nacional, a repressão brutal aos movimentos sociais (sindical, estudantil, camponês, intelectuais, etc) também aconteceram bem antes da adoção do AI-5. 

Portanto, a Ditadura Militar já existia desde o princípio, desde o começo do governo de Castello Branco, e foi ficando cada vez mais violenta e repressiva com o passar do tempo. Mas já era Ditadura desde o início. 

Assim, culpa-se a oposição por algo que foi criado pela Ditadura Militar, ou seja, o fechamento dos espaços de atuação política e institucional, onde se poderia desenvolver uma luta política pacífica. Sem estes, quais as alternativas que sobravam para a oposição? Silenciar e esperar esse período de trevas terminar ou, então, partir para a luta armada. 
E foi o que alguns setores (minoritários) da oposição fizeram.

Aliás, aqui vai um aviso: A Carta da ONU, a Doutrina Liberal e a Doutrina da Igreja Católica defendem o direito da população de lutar com armas contra regimes tirânicos. 


Durante a Ditadura Militar o Salário Mínimo perdeu cerca de 43,5% do seu poder de compra. Tal política somente foi possível devido à brutal repressão que a Ditadura promoveu contra os movimentos sociais, principalmente o sindical. 
E um regime tirânico era exatamente o que havia sido instalado no Brasil a partir de 01 de Abril de 1964, após a derrubada do governo democrático de João Goulart. 

O que tivemos, no período de 1961 a 1964, de fato, foi que setores crescentes das classes conservadoras foram rompendo, gradativamente, com a ideia de que 'a Democracia é a pior forma de governo, com a exceção de todas as outras formas que se experimentam de tempos em tempos', como declarou Winston Churchill.

Assim, as forças conservadoras abandonaram a ideia de que o Brasil deveria se manter como um país democrático e passaram a apoiar e a se aproximar dos vários movimentos golpistas que se organizavam no Brasil naquele momento, como o do IPES-IBAD. 

Alguns direitistas e reacionários também dizem que os guerrilheiros foram 'terroristas', devido aos atos de violência que cometeram visando derrubar a Ditadura Militar. 


Bem, os índios e negros brasileiros que lutaram contra a Escravidão (por meio de revoltas, criando os Quilombos, etc) também foram perseguidos e criminalizados pelo governo colonial português e pela Monarquia brasileira. Nelson Mandela também era chamado de terrorista pelo regime racista do Apartheid na África do Sul. 

Os palestinos que lutam contra a ocupação e o roubo de suas terras pelo regime sionista israelense também são chamados de terroristas. Os líderes da Independência dos EUA (George Washington, Thomas Jefferson, entre outros) também eram tachados de terroristas pelo governo imperial britânico. Os membros da Resistência que lutaram contra o Nazi-Fascismo na Europa também eram chamados de terroristas. 

Como se percebe, os 'terroristas' brasileiros que lutaram contra a Ditadura Militar estão em boa companhia. 

Enquanto isso, os defensores da tirânica e brutal Ditadura Militar brasileira fazem companhia aos Donos de Escravos, aos Racistas sul-africanos, ao Imperialismo britânico e aos regimes Nazi-Fascistas de Hitler e Mussolini.


E você, de qual lado prefere ficar?
A dívida externa brasileira era de cerca de US$ 5 bilhões na época do Golpe de 64. Em 1984, o último ano da Ditadura, ela já alcançava os US$ 100 bilhões, vinte vezes mais. 
Links:

Ditadura Militar matou 8.350 índios (são os casos comprovados... número real foi muito maior):

http://amazoniareal.com.br/comissao-da-verdade-ao-menos-83-mil-indios-foram-mortos-na-ditadura-militar/

Ditadura Militar: 1200 camponeses mortos:

http://www.ebc.com.br/2012/09/sdh-identifica-cerca-de-12-mil-camponeses-mortos-e-desaparecidos-entre-1961-e-1988

Filme 'O Dia que durou 21 anos' releva provas de participação dos EUA no Golpe de 64:

http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-03-15/com-arquivos-e-audios-da-casa-branca-filme-revela-apoio-dos-eua-ao-golpe-de-64.html

A invasão da Universidade de Brasília em 1968:

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=581

A Frente Ampla contra a Ditadura Militar:

http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/Jango/artigos/Exilio/Articulacao_da_oposicao

A íntegra do AI-5:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/AIT/ait-05-68.htm

Ditadura Militar implantou política de arrocho salarial no Brasil:

http://www.vermelho.org.br/noticia/147757-1

Dívida Externa elevada, concentração de renda, arrocho salarial, sucateamento dos serviços públicos são algumas das heranças da Ditadura Militar: 

http://www.brasildefato.com.br/node/27945

A crise da Dívida Externa brasileira na Ditadura Militar e o acordo com o FMI:

http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/08/a-crise-da-divida-externa-brasileira-de.html

As técnicas de tortura e os assassinados pela Ditadura Militar: 

http://jornalggn.com.br/noticia/a-tortura-e-os-mortos-na-ditadura-militar

As esquerdas e a ditadura militar brasileira:

http://www.esquerda.net/dossier/esquerdas-e-ditadura-militar-brasileira/32005

Capitalismo: No mundo, 1% mais rico da população tem mais riquezas do que os outros 99%:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/150119_riquezas_mundo_lk

Coronel admite que torturou, matou e desfigurou prisioneiros políticos durante a Ditadura Militar:


http://www.esquerda.net/dossier/brasil-horrores-da-ditadura-militar-revelados-por-torturador/31950

Vídeos:

Documentário 'O Dia que durou 21 anos' (trailer):



EUA tramam apoio ao movimento golpista que derrubou Jango:



terça-feira, 27 de outubro de 2015

Movimento social argentino lutará contra o triunfo do Neoliberalismo, defendido por Macri! - Marcos Doniseti!

Movimento social argentino lutará contra o triunfo do
Neoliberalismo, defendido por Macri! - Marcos Doniseti! 
Mauricio Macri, ao lado de Domingo Cavallo, que comandou a economia argentina no governo Carlos Menem e de Fernando De La Rua, época em que o país mergulhou na pior crise econômica de sua história. Em 2001, a taxa de desemprego na Argentina chegou a espantosos 25%. Atualmente, ela está em 6,6%. 
Uma eventual vitória de Maurício Macri para a Presidência da Argentina seria péssima não apenas para o povo argentino, principalmente para os trabalhadores e para os mais pobres, como também seria catastrófico para o processo de integração latino-americana.
Macri é um empresário milionário, neoliberal e cujo eleitorado é composto, em grande parte, por eleitores das classes média e alta fortemente conservadoras.
Estas atacam duramente aos programas sociais implantados pelos governos de Nestor e Cristina Kirchner, com críticas semelhantes àquelas que se faz ao Bolsa Família, MCMV, ProUni e demais programas de inclusão social criados pelos governos Lula e Dilma e que também são duramente atacados pela Direita neoliberal troglodita brasileira, dizendo que os mais pobres que são beneficiados pelos mesmos acabaram se acomodando e que os mesmos não tem vontade de trabalhar.
Obs: Se isso é a verdade, então como é que os reacionários argentinos explicam que a Argentina tenha uma taxa de desemprego de apenas 6,6%? Enquanto isso, na Espanha, que adotou políticas de arrocho neoliberal, ela é de 21,2%. 
E esse mesmo eleitorado, reacionário e elitista de Macri, ataca até mesmo a cor da pele, a origem social e até o cabelo liso e negro de grande parte dos eleitores de Daniel Scioli, que são originários das camadas populares do país.
Por aí já é possível ter uma boa ideia de como seria um eventual governo de Macri: neoliberal, entreguista, privatista e totalmente contrário aos interesses dos trabalhadores e inteiramente submetido à vontade dos EUA e do grande capital financeiro globalizado.
O problema é que a diferença entre Daniel Scioli e Mauricio Macri foi bem menor do que até mesmo as pesquisas de boca de urna indicavam, ficando em cerca de 2,8 p.p-. (36,9% para Scioli e 34,1% para Macri; o 3o. colocado, Sergio Massa, 21,3%).
E se isso aconteceu, então isso significa que Scioli perdeu apoio entre os eleitores assalariados e de menor renda, das camadas populares, que estão demonstrando uma clara insatisfação com a situação atual do país, que sofre os efeitos de uma fortíssima crise econômica mundial, que começou em 2008 e que ainda está longe de terminar. 
A taxa de pobreza extrema na Argentina chegou a 29,2% em 2002 e a taxa total de pobreza atingiu os 45,5% no mesmo ano. Nos governos de Nestor Kirchner (2003-2007) e Cristina Kirchner (2007-2015) elas despencaram. 
É necessário que a campanha de Scioli procure entender quais são as razões dessa insatisfação e procure dialogar com essa parcela do eleitorado, a fim de recuperar o apoio perdido.
Sem isso, muito dificilmente Scioli será vitorioso. E daí teremos um governo neoliberal e submisso aos interesses dos EUA em pleno Mercosul e Unasul, enfraquecendo o processo de integração latino-americano e que poderá, também, participar do processo de desestabilização dos governos progressistas da região.
Portanto, é fundamental que o movimento social e popular argentino participe intensamente da campanha eleitoral no segundo turno, em favor de Scioli, que representa a continuidade do projeto dos Kirchner (Nestor e Cristina) de fortalecimento da soberania, de promoção do desenvolvimento econômico e da justiça social e da intensificação do processo de integração latino-americana. 
Vamos à luta, hermanos!

Links:

Movimento social argentino lutará contra o neoliberalismo, representado por Macri:

Evolução da taxa de desemprego na Argentina entre 1999 e 2013:

Argentina e a pior crise econômica de sua história:

De que maneira Scioli pretende derrotar o candidato da Direita Neoliberal no segundo turno da eleição presidencial argentina? - Marcos Doniseti!

De que maneira Scioli pretende derrotar o candidato da Direita Neoliberal no segundo turno da eleição presidencial argentina? - Marcos Doniseti!
Daniel Scioli foi Vice-Presidente de Nestor Kirchner, falecido em 2007 e que iniciou um processo de recuperação da economia e da sociedade argentina e que teve continuidade no governo de Cristina. 
Afinal, de que maneira o candidato apoiado pela Presidenta Cristina Kirchner pretende derrotar Mauricio Macri, o candidato da Direita Neoliberal, no segundo turno da presidencial?

Segundo o que diz a matéria abaixo, do site argentino 'InfoNews', Scioli irá promover um confronto de projetos políticos, tornando claro para o eleitorado do país o que diferencia o seu projeto de governo e de sociedade em relação ao projeto de Macri, que é o candidato da direita neoliberal. 

Vejam o diz a notícia abaixo:

Scioli irá "polarizar al máximo en su discurso con su adversario, Mauricio Macri, e insistir en contraponer dos modelos de país antagónicos, aunque con cambios en la comunicación, con un lenguaje más llano y frontal."

Assim, polarizando a campanha, explicitando as diferenças entre os dois projetos de país que estarão se confrontando, Scioli poderá recuperar votos que perdeu entre as camadas populares no primeiro turno. 

Pois somente a perda de votos entre os mais pobres é que permitiu que a diferença entre a sua votação e a de Macri fosse tão reduzida (2,8 p.p. a favor de Scioli, quando se esperava algo em torno de 10 p.p.).

Uma das diferenças entre os dois projetos, e que será explorada por Scioli, por exemplo, está na política de comércio exterior. 

Macri defende uma abertura comercial mais ampla para as importações. E o que a campanha de Scioli dirá a respeito disso? 

Será o seguinte:

"Vamos a decirle a la gente que si gana Macri se abren las importaciones y se quedan sin trabajo en las fábricas”.

Logo, Scioli vai explicar aos eleitores argentinos que essa proposta de Macri implicará em um aumento do desemprego no país (que é baixo... é de apenas 6,6% atualmente). 

Além disso, será usada uma linguagem mais didática e popular, explicando melhor as propostas de Scioli para governar o país. E a sua campanha também irá mostrar que as propostas de Macri representam uma volta ao passado e que elas irão aumentar o desemprego e reduzir os salários, agravando os conflitos sociais no país. 

Scioli também irá procurar se aproximar dos candidatos que ficaram de fora do segundo turno, buscando dialogar com os mesmos e incorporando algumas de suas propostas em sua plataforma de governo. Desta maneira será possível ampliar a base eleitoral de Scioli. 

Assim, pode-se dizer que Scioli irá usar uma estratégia de campanha muito semelhante com aquelas que Lula (em 2006) e Dilma (em 2010 e em 2014) utilizaram. 

No segundo turno destas campanhas presidenciais, Lula e Dilma fizeram exatamente isso, explicando de maneira bem didática para os eleitores em que as suas propostas de governo eram diferentes das de Alckmin (2006), Serra (2010) e Aécio (2014). 

E isso funcionou.

Espero que isso funcione com Scioli também.

Avante, Scioli!

Link:

Scioli define a sua estratégia de campanha para vencer a eleição presidencial:

http://www.infonews.com/nota/259066/el-sciolismo-definio-su-estrategia-electoral-confrontar-el-modelo-de-macri

Segundo turno terá 2 debates entre os candidatos à Presidência da República:

http://www.infonews.com/nota/259038/scioli-confirmo-que-ira-a-tn-y-habra-dos-debates-con-macri-antes-del-balotaje

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ibope: Mussolini vem aí! - Explode a rejeição de todos os principais lideres políticos do país! - Marcos Doniseti!

Ibope: Mussolini vem aí! - Explode a rejeição de todos os principais lideres  políticos do país! - Marcos Doniseti!

Terrorismo Midiático faz o Brasil caminhar para a desmoralização completa das suas instituições, partidos políticos, movimentos sociais, lideranças políticas, empresas públicas e privadas de capital nacional. É a destruição da Nação brasileira em andamento.
O próximo Presidente da República a ser eleito pela população brasileira poderá vir a ter um perfil muito semelhante com o de Benito Mussolini. Para que isso venha a acontecer, basta a Grande Mídia continuar com o seu Terrorismo contra a classe política brasileira por mais alguns anos. 
A nova pesquisa Ibope mostrou um crescimento explosivo do índice de rejeição de todos os principais líderes políticos do país, mesmo os da oposição (Aécio, Serra, Alckmin, Marina Silva) e até de Ciro Gomes, que é governista (até quando, não se sabe). 
Segundo a pesquisa do Ibope, a rejeição de cada um é a seguinte:

Lula 55%;
Serra 54%;
Alckmin 52%;
Ciro Gomes 52%;
Marina Silva 52%;
Aécio 47%.

O que se pode concluir disso? É o seguinte:
1) O Terrorismo midiático anti-Lula-Dilma-PT respingou fortemente na oposição, cujos líderes passaram a ter um índice de rejeição muito maior;
2) Penso que isso aconteceu porque na visão da população, a corrupção não é privilégio de um partido ou de um governo, mas é generalizada;
3) Isso faz com que todo esse noticiário sobre corrupção envolvendo os políticos leve a um forte crescimento da rejeição de todos os políticos em geral, independente do partido a que ele pertença;
4) Promove-se, assim, uma despolitização brutal e generalizada da população, que passa a colocar todos os partidos e políticos no mesmo saco;
5) Um dos efeitos de todo esse terrorismo midiático é o de abrir espaço, na vida política do país, para figuras 'folclóricas', como humoristas, apresentadores de TV, jogadores de futebol, defensores do consumidor, etc.
6) Daqui a pouco, o Brasil irá eleger um humorista para Presidente da República, tal como já aconteceu na Guatemala neste final de semana. O vencedor da eleição guatemalteca (Jimmy Morales) é humorista, conservador e religioso. Seu partido é frágil, e tem poucos representantes no Parlamento do país. E Morales teve o apoio dos militares para vencer a eleição. A receita para que ocorra uma crise política e institucional no país está mais do que pronta. 
E se o Parlamento fizer de tudo para inviabilizar o seu governo, qual o caminho que ele irá seguir? Fechar o Parlamento? Não é de se duvidar, tal o descrédito da classe política do país junto à população. Resta apenas saber se ele é, também, Fascista. Seu governo é que definirá isso. Se ele for, fechará o Parlamento do país;
7) Ou então, algo muito pior irá acontecer, e a população brasileira poderá até eleger um Fascista declarado para governar o país. Tal candidato, com esse perfil tipicamente Fascista, metido a 'Salvador da Pátria', até já existe. É o Jair Bolsonaro, é claro;
Este é o humorista Jimmy Morales. Ele é o novo presidente da Guatemala, cargo para o qual foi eleito com 60% dos votos. Seu partido é frágil no Parlamento, mas a classe política do país está desmoralizada devido à corrupção. Esta é a receita certa do desastre. Será que ele tem vocação para ser um 'Mussolini guatemalteco?'. Descobriremos em breve.
8) Se o Terrorismo Midiático contra a classe política continuar, nos próximos anos, tão forte quanto tem sido na história recente do país, o Bolsonaro não precisará nem fazer campanha em 2018 para vencer a eleição.
A Grande Mídia brasileira está, literalmente, destruindo todo o patrimônio político, cultural, histórico, simbólico do país. As lideranças políticas, as empresas estatais, os partidos políticos, os movimentos sociais, as grandes empresas do setor privado nacional (empreiteiras), estão tendo as suas imagens públicas aniquiladas pelo Terrorismo Midiático. 
Talvez as únicas instituições que se salvem, neste momento, sejam as Igrejas e as Forças Armadas. 
Então, se em breve o povo brasileiro eleger alguém com um perfil conservador, apolítico, militarista, religioso e messiânico para governar o país, não se espantem, ok?

Links:

Explode a rejeição a líderes políticos de oposição ao governo Dilma:

Comediante, conservador e religioso, Jimmy Morales é eleito Presidente da Guatemala: