domingo, 31 de agosto de 2014

Porque os EUA teriam assassinado Eduardo Campos? - por Marcos Doniseti!

Porque os EUA teriam assassinado Eduardo Campos? - por Marcos Doniseti!


Com, a morte de Eduardo Campos, Marina Silva tornou-se a candidata do PSB. E o seu programa de governo está inteiramente de acordo com os interesses dos EUA para o Brasil e a América Latina, pois prevê a imposição de políticas neoliberais e privatistas no Brasil, bem como o afastamento do Brasil do processo de integração latino-americano, abandonando o Mercosul, a Unasul, e passando a priorizar as relações com países ricos, em especial com os EUA, tal como ocorreu durante o governo FHC.


Eu acredito que foi a CIA e o governo dos EUA que mataram Eduardo Campos, sim! 

E afirmo isso por vários motivos:

1) Marina é pau-mandada do EUA e do sistema financeiro ianque. Quem controla a candidatura dela é a Neca Setúbal, do Banco Itaú, do qual George Soros é um dos acionistas. E Soros é um dos maiores financiadores de movimentos de protestos contra governos de países que não se submetem aos interesses dos EUA. 

2) Aécio é outra marionete dos EUA, mas o tucano não tinha chance alguma contra Dilma. Isso era claro. 

Armínio Fraga, que dirigiu o Soro Fund Management por 6 anos antes de ser escolhido presidente do Banco Central por FHC, no início de 1999, já foi anunciado como o futuro ministro da Fazenda por Aécio, caso este venha a ganhar a eleição. 

Logo, ambos, Aécio e Marina, são ligados ao megaespeculador e megagolpista George Soros.

Portanto, as vitórias de Aécio ou de Marina nesta eleição presidencial representará um triunfo gigantesco para George Soros e para o capital financeiro especulativo global, que estão por trás das duas candidaturas. 

3) Além disso, a candidatura de Campos estagnou em torno de 8% a 9% nas pesquisas. 

4) Com Campos e Aécio de candidatos contra Dilma, esta caminharia para vencer a eleição no 1o. turno.

5) Somente havia um jeito de impedir a vitória de Dilma no 1o. turno, que era introduzir uma nova candidatura, com muito mais força eleitoral do que Campos. 

6) Pesquisa Datafolha de Abril de 2014 mostrava Marina com 27% e Aécio com 16%. E as pesquisas de Julho de 2013 já mostravam Marina como sendo uma candidata com forte potencial eleitoral, capaz de provocar um segundo turno. Então, desde aquela época, pelo menos, sabia-se que Marina era a candidata capaz de levar a eleição para o 2o turno. 

7) A Marina Silva de hoje não tem nada a ver com a líder ambientalista que condenava os transgênicos e as privatizações do governo FHC, e ainda atacava os bancos (vorazes por lucros, dizia ela em 1997, quando era Senadora pelo PT). Hoje ela diz que o governo Dilma é 'bolivariano', reproduzindo o discurso mais reacionário da direita troglodita tupiniquim. E o programa de governo dela mostra, claramente, uma radical conversão ao neoliberalismo mais xiita possível.

8) Neste cenário, a única maneira de levar a eleição para o segundo turno era sustituindo Campos por Marina. E é claro que o governo ianque e a CIA sabiam disso. 

9) Não é à toa, portanto, que o programa de governo de Marina defende uma radical mudança de orientação da política externa brasileira, abandonando o Mercosul e priorizando as relações bilateriais com os países ricos, EUA em especial. Assim, com um governo Marina o Brasil irá virar as costas para o processo de integração latino-americana e sendo tão submisso aos EUA é mais do que evidente que, caso ela seja eleita, o país deixará de fazer parte dos BRICS.

Desta forma, com Marina governando, teríamos um governo neoliberal e privatista e totalmente submisso aos interesses dos EUA. Isso é mais do que Obama e o Império Ianque poderiam desejar.


Portanto, ninguém lucrou mais com a morte de Campos do que os EUA. 

10) Vários países (EUA, China, Rússia, Coreia do Norte) já desenvolveram armas de pulso eletromagnético, que inutilizam equipamentos eletrônicos. Assim, seria possível derrubar o avião de Campos sem que fosse necessário disparar um míssil. Bastaria inutilizar os equipamentos eletrônicos do avião para provocar a sua queda. Os EUA já pesquisavam sobre isso na época da Segunda Guerra do Golfo, em 2003. E os ianques, bem como vários outros países, já possuem tais armas.


Em 2010, o fundo de investimentos de George Soros tornou-se acionista do Itaú. E o megaespeculador admitiu a sua participação no Golpe de Estado que derrubou o governo ucraniano, pró-Rússia, em Fevereiro deste ano. Sua organização 'Open Society' financia inúmeros grupos de protesto pelo mundo afora, sempre em países nos quais os EUA possuem grandes interesses e existem governos que não se submetem aos interesses do Império Ianque.  


E vejam as informações que encontrei em vários textos a respeito de armas de pulso eletromagnético, entre os quais cito: 

1) Bombas eletromagnéticas: E-boms, PEM, EMP: link (http://agendaglobal21.wordpress.com/2011/10/22/bombas-eletromagneticas-e-bombs-pem-emp/).  Neste texto encontrei algumas informações interessantes, como: 

A) 'Muito provavelmente, os Estados Unidos possuem armas MPF montadas em mísseis e prevêem a instalação de outras em aviões com ou sem pilotos.'. 


B) Tais armas de pulso eletromagnético permitiriam 'a criação de uma gama variada de e-bombas a serem integradas em obuses, mísseis, aviões, caminhões, satélites, valises etc. Seus alvos? Os cabos e as redes de eletricidade, servidores, comunicações eletrônicas, computadores...'..

Em outro texto, intitulado 'Forças Armadas dos EUA investem em arma eletromagnética de alta destruição' (ver link abaixo), é dito o seguinte: "Forças Armadas dos Estados Unidos divulgaram um investimento de 10 milhões de dólares para melhorias que possam tornar ainda mais potente a “Rail Gun”. Trata-se de um canhão eletromagnético capaz de atirar projéteis em altas velocidades, o que resulta em uma arma de alta destruição, capaz de atingir objetos muito distantes.".


Portanto, não seria muito difícil para os EUA derrubarem o avião em que se encontrava Eduardo Campos sem usar de foguete ou míssil. Uma arma de pulso eletromagnético, instalada nas proximidades do local em que o mesmo voaria, já seria suficiente para fazer o serviço.

E então, o que vocês pensam a respeito desta possibilidade? 

Eu deixo bem claro a minha opinião de que foram, sim, os EUA os grandes responsáveis pela morte de Eduardo Campos, pois ninguém mais do que eles se beneficiariam com isso. 

E em termos de matar líderes políticos que, de alguma forma, representem algum tipo de obstáculo à imposição dos interesses ianques, os EUA são craques e já fizeram isso muitas vezes. 

Exemplos: 

1) Assassinato de Rafael Trujillo, ditador da República Dominicana; 
2) Assassinato de Omar Torrijos, governante do Panamá; 
3) Assassinato de Patrice Lumumba, líder revolucionário marxista do Congo. 

Isso só para citar alguns. 

É isso,. 

Links:


Tudo sugere ação da CIA e assassinato de candidato à presidência, no Brasil


http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/08/tudo-sugere-acao-da-cia-e-assassinato.html?spref=tw

Interesses dos EUA e Globalistão de Soros na América Latina

http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/08/marina-silva-george-soros-e-mais-um.html

George Soros admite que ajudou a promover o Golpe de Estado na Ucrânia em Fevereiro de 2014:


http://www.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/408-direitos-nacionais-e-imperialismo/48889-multimilion%C3%A1rio-george-soros-admite-sua-responsabilidade-no-golpe-de-estado-da-ucr%C3%A2nia.html

Forças Armadas dos EUA investem em arma eletromagnética de alta destruição

http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/18772-forcas-armadas-dos-eua-investem-em-arma-eletromagnetica-de-alta-destruicao.htm

Bombas de pulso eletromagnético (artigo de 2003)

http://www.hsw.uol.com.br/framed.htm?parent=bombas-eletromagneticas.htm&url=http://www.villagevoice.com/issues/0306/smith.php

Coreia do Norte desenvolve armas de pulso eletromagnético

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/11/coreia-do-norte-cria-armas-de-pulso-eletromagnetico-diz-coreia-do-sul.html

EMP: Armas capaz de destruir computadores:

http://www.newtoncbraga.com.br/index.php/artigos/49-curiosidades/2190

China constrói armas de pulso eletromagnético:

http://codinomeinformante.blogspot.com.br/2011/07/china-esta-construindo-armas-de-pulso.html

Fundo de George Soros torna-se acionista do Itaú:

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/fundo-de-george-soros-sai-de-santander-e-compra-itau-unibanco

A CIA, George Soros e os Golpes de Estado:

http://www.vermelho.org.br/noticia/236931-9

Deputado Federal Protógenes Queiroz quer provar que a morte de Eduardo Campos não foi acidente!

http://noticias.terra.com.br/eleicoes/protogenes-quer-provar-que-morte-de-campos-nao-foi-acidente,90125663c7588410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

Quem irá dar sustentação política e social ao governo Marina? - por Marcos Doniseti!

Quem irá dar sustentação política e social ao governo Marina? - por Marcos Doniseti!


Neca Setúbal e Marina Silva: A representante dos bancos e do sistema financeiro manda e a candidata obedece. Então, quem irá governar, mesmo?


Notícia do 'Estadão' de hoje diz que se for eleita, Marina não irá governar com apoio dos partidos políticos, abandonando a política de coalizão que deu sustentação aos governos de Itamar, FHC, Lula e Dilma entre 1992-2014, e que ela dependerá muito do PSDB.

Mas tudo aponta para o fato de que o PSDB sairá desta eleição com uma bancada inferior à que possui, atualmente, no Congresso Nacional. E o DEM já encolheu bastante. E grande parte dos parlamentares serão eleitos por uma infinidade de legendas de pequeno e médio porte (PP, PR, PSC, PTB, PSB, PDT). 

E como o PT fará oposição e o PMDB será colocado para fora do governo por Marina, será impossível desfrutar de maioria estável, no Congresso Nacional, que possa dar sustentação a um eventual governo dela apenas com essas legendas. 

Então, como ela irá conseguir aprovar os projetos de interesse do seu governo, caso venha a ganhar a eleição. Entendo que ela governará com o apoio dos setores mais influentes e poderosos da sociedade e que controlam a maior parte do Congresso Nacional, que são a Mídia, Igrejas Cristas e Evangélicas conservadoras, Bancos e o Agronegócio.

Se for eleita, Marina irá depender, muito, dos cristãos e evangélicos fundamentalistas, que deverão eleger cerca de 100 deputados federais, segundo previsões. Será a 'Bancada de Deus' que ajudará Marina a governar. Malafaia sabe disso e por isso falou grosso com Marina, mandando que ela tirasse as propostas favoráveis ao movimento LGBT do seu programa de governo. 

Depois, ela irá depender da 'Bancada dos Bancos' (neoliberal e entreguista), que já comanda e controla  a sua campanha (via Itaú) e da 'Bancada dos Ruralistas' (a turma do agronegócio), a qual ela já está fazendo de tudo para agradar e conquistar. 

E é claro que ela terá apoio total da Grande Mídia e de seus associados. A 'Bancada da Mídia' é extremamente poderosa, pois além dos grandes grupos midiáticos nacionais e regionais (Globo, SBT, Record, Band, RBS) ela também é formada por centenas de políticos que são proprietários de veículos de comunicação (rádios, tvs, jornais, portais de internet), como são os casos de Sarney, Collor, Agripino Maia, Jáder Barbalho, etc. 

Então, entendo que, na verdade, Marina não irá governar sustentada pelos partidos políticos (como fizeram Itamar, FHC, Lula e Dilma), mas com base nas bancadas que representam setores conservadores organizados e extremamente poderosos e influentes da sociedade brasileira: Bancos, Agronegócio, Igrejas Evangélicas e Mídia. 

Assim, ela imagina que conseguiria governar ignorando os partidos. 

Quem vai governar, junto com ela, é o que Marina chama de 'Sociedade', ou seja, os setores mais influentes e poderosos do país (é a turma da grana, da religião, da mídia e do agronegócio).  

E como será possível fazer isso com um sistema político que exige apoio e sustentação não apenas do Congresso Nacional, mas também de governos estaduais e municipais, bem como articulações junto ao Ministério Público, Poder Judiciário (STF, STF, TSE)?.

Sem falar dos partidos políticos e dos movimentos sociais mais tradicionais (sindical, estudantil, sem-teto, sem-terra, etc), que deverão ser colocados para fora do governo caso Marina seja eleita. 

A questão é: Ela conseguirá conciliar os interesses de todos esses segmentos da sociedade, os quais darão as cartas em seu governo? Ela conseguirá promover um loteamento do governo e implantar políticas que agradem a todos, ao mesmo tempo? E os movimentos e partidos políticos sociais tradicionais, que serão marginalizados em seu governo, como irão reagir à essa marginalização que irão sofrer? 

Não sabemos. Mas parece que é exatamente isso que Marina tentará fazer. Daí vem uma boa parte do caráter imprevisível e aventureiro da sua candidatura.

É isso.

Link:

Se eleita, Marina deixará de governar com o apoio dos partidos políticos:

http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,se-eleita-marina-deve-por-em-xeque-modelo-de-coalizao,1552209

sábado, 30 de agosto de 2014

Programa de governo de Marina Silva: Recessão brutal, forte aumento nas tarifas de serviços públicos, corte de programas sociais e redução de investimentos produtivos! - por Marcos Doniseti!

Programa de governo de Marina Silva: Recessão brutal, forte aumento nas tarifas de serviços públicos, corte de programas sociais e redução de investimentos produtivos! - por Marcos Doniseti!

Política recessiva, juros altos, corte de investimentos produtivos e Real supervalorizado dobraram a dívida pública no governo FHC.


O Plano de Governo de Marina Silva defende um aumento brutal de tarifas públicas, corte drástico nos gastos públicos e fim de empréstimos de bancos públicos, com juros baixos, para investimentos produtivos! 

Traduzindo: Teremos uma recessão brutal pela frente caso ela ganhe a eleição. 

Abaixo, comento algus itens do plano de governo de Marina:

1) O Plano de Governo de Marina diz que irá corrigir "os preços administrados que foram represados pelo governo atual". 

Traduzindo: Lá vem um baita de um Tarifaço nos preços dos combustíveis, energia, telefone, etc. Preparem os seus bolsos, brasileiros, pois eles serão esvaziados. 

2) Outro item diz que "Acesso a recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional, por meio dos bancos públicos, não pode ser o fator principal de sucesso das nossas empresas". 

Logo, empréstimos do BNDES, do Banco do Brasil e da CEF, com juros baixos, para programas sociais e investimentos produtivos, irão acabar. 

Se isso acontecer, até mesmo programas sociais poderão terminar, como o Minha Casa Minha Vida, que cobra juros menores dos compradores. 

Aumento do desemprego, recessão brutal: Manchetes como essas poderão voltar a ser rotineiras num futuro governo Marina. 


Desta maneira, investimentos produtivos na indústria, infra-estrutura, agricultura, entre outros, serão duramente afetados, pois com juros maiores os custos de se investir no Brasil irão crescer fortemente e isso irá tirar competitividade das empresas brasileiras, o que irá prejudicar as exportações e impedir que elas possam competir com os produtos importados;

3) O plano de governo de Marina diz que 'um governo seu buscaria reduzir o domínio dos estatais Banco do Brasil na oferta de empréstimos ao setor agrícola e Caixa Econômica Federal no crédito imobiliário.'. 

Assim, tais programas serão privatizados e, é claro, os juros serão maiores e a oferta de crédito para a produção de alimentos e para o MCMV será substancialmente reduzida. 

A produção de alimentos irá diminuir, os preços dos mesmos subirão e as importações terão que crescer para atender a demanda (se bem que esta também irá diminuir), o que irá provocar um imenso déficit comercial. E haverá fome, é claro. 

4) O programa de Marina coloca no papel a promessa já feita pela candidata de assegurar a independência do Banco Central, "o mais rapidamente possível, de forma institucional, para que ele possa praticar a política monetária necessária ao controle da inflação".

Marina se rendeu incondicionalmente aos interesses do mercado financeiro, aos quais ela criticava duramente na época  do governo FHC. Ela dizia que os bancos eram 'vorazes por lucro' e não tinham nenhum compromisso com o povo. 


Traduzindo: O Banco Central terá autonomia total para elevar fortemente a Taxa de Juros (para, digamos, 30% ou 40% ao ano) e, com isso, provocar uma recessão brutal que reduza a inflação para o patamar de 3% ao ano, que será a meta de um futuro governo Marina, o que já foi até anunciado pela Neca Setúbal, do Itaú, que é a coordenadora do plano de governo de Marina.  

5) Sobre a questão fiscal, o programa diz que é necessário gerar um superávit primário (a economia feita pelo governo para o pagamento de juros da dívida pública) "para assegurar o controle da inflação". No médio prazo, "os superávits devem ser não só suficientes como também incorporados na estrutura de operação do setor público, de tal maneira que possam ser gerados sem contingenciamentos", diz o documento.

Traduzindo: Teremos um arrocho fiscal brutal, com corte drásticos nos gastos sociais e nos investimentos públicos, pois somente assim será possível elevar o superávit primário.

Marina já garantiu: Se for eleita, o Banco Central será independente e poderá elevar os juros fortemente, até 40% ou 50% ao ano, levando o país a uma crise profunda, sem que o Presidente possa fazer coisa alguma. 


6) Finalmente, sobre o câmbio, o programa promete manter a taxa livre, sem intervenção do BC. Mas deixa a porta aberta para que isso ocorra "ocasionalmente... para eliminar excessos pontuais de volatilidade, com vistas a sinalizar para o mercado que políticas fiscais e monetárias serão os instrumentos de controle de inflação de curto prazo".

Traduzindo: Como a taxa de juros irá subir muito e os gastos públicos sofrerão cortes imensos, essa combinação irá, ao mesmo tempo, promover um forte aumento da entrada de capital especulativo no Brasil (para aproveitar os juros brutais que serão oferecidos aos especuladores), derrubando a cotação do dólar (o que irá prejudicar as exportações brasileiras) e levando a uma forte redução nos investimentos produtivos, pois são justamente os gastos públicos elevados (em infra-estrutura, por exemplo) que impedem o Brasil de afundar numa crise profunda, como a que atinge a União Europeia e os EUA atualmente.

O aumento brutal da taxa Selic também irá elevar fortemente a dívida externa, pois os bancos e as empresas irão preferir fazer empréstimos no exterior, onde os juros serão bem inferiores em relação aos que serão praticados no Brasil. E com o aumento da dívida externa, os gastos do Brasil com juros irão subir fortemente, pois a dívida será muito maior. 

Aumento brutal nas tarifas dos serviços públicos,  medida que agora é defendida por Marina Silva, foi uma das marcas principais do goverrno FHC.


Tal política será, provavelmente, financiada com o uso das reservas internacionais, que hoje chegam a US$ 380 bilhões, mas que poderão virar pó caso ela seja mantida por muito tempo, como deverá ocorrer, aliás. 

Além disso, o grande aumento da taxa Selic irá elevar significativamente o valor da dívida pública, que irá disparar. Com isso, os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública crescerão substancialmente. E isso irá levar a um grande aumento nos lucros dos bancos, que são os principais credores do Estado brasileiro. 

E para compensar o aumento dos gastos com juros, o governo Marina terá que cortar fortemente os gastos sociais e os investimentos produtivos, aprofundando a recessão. 

Eventualmente, o Banco Central poderá intervir no mercado de câmbio, para reforçar as políticas de arrocho fiscal e monetário. É provável que o BC de um governo Marina deixe a cotação do dólar despencar e somente intervenha, posteriormente, para estabilizá-lo num patamar menor. 

Desta forma, o dólar deverá se desvalorizar muito, pois isso ajudará a derrubar a inflação. Desta maneira, com o Real supervalorizado, teremos uma enxurrada de produtos e bens importados inundando o mercado interno brasileiro, o que irá provocar a falência e o fechamento de muitos produtores nacionais, gerando um forte aumento do desemprego.

Um dos principais assessores econômicos de Marina Silva é André Lara Resende, um economista e banqueiro que convenceu Collor a confiscar o dinheiro do povo brasileiro que estava depositado nas contas correntes e nas cadernetas de poupança.


Essa combinação de medidas provocará uma recessão brutal, um forte aumento do desemprego, um imenso arrocho salarial, aumento da concentração de renda, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria. 

Além disso, governos estaduais e municipais também serão duramente afetados, pois com a arrecadação de impostos irá diminuir e, além disso, a política de arrocho fiscal e monetário irá fazer com que os convênios e as transferências de recursos do governo federal para estados e municípios venham a ser fortemente reduzidos, prejudicando imensamente a realização de investimentos em saúde, educação, transporte coletivo, saneamento básico, segurança pública, etc. 

É bom lembrar que tudo isso já foi feito no governo FHC e o resultado foi desastroso para o país: o Brasil acumulou um déficit comercial de US$ 8,7 bilhões entre 1995-2002 e a dívida externa cresceu fortemente, chegando a atingir os 45% do PIB, a dívida pública dobrou (passou de 30% para 60,4% do PIB), os salários foram brutalmente arrochados, o número de desempregados no país aumentou 120%, direitos sociais e trabalhistas foram reduzidos (via terceirizações generalizadas) e a pobreza e a miséria eram imensas. 

Eduardo Gianetti, assessor econômico de Marina Silva, critica fortemente os gastos sociais (com aposentadorias, funcionalismo e programas sociais) do Estado brasileiro.


http://www.brasil247.com/+rk07b

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Marina Silva é Jânio/Collor de saias! - por Marcos Doniseti!

Marina Silva é Jânio/Collor de saias! - por Marcos Doniseti!

Marina Silva, Collor, Zé Dirceu, Fernando Rodrigues e o vídeo fraudulento de Lula: Tudo a Ver! 


Motivos para não votar em Marina: Precisa de mais ou já é suficiente?

Minha opinião: O motivo pelo qual Fernando Rodrigues inventou essa mentira, de que Zé Dirceu teria dito que 'Marina é a Lula de saias', é que a visão de Marina como sendo uma candidatura aventureira e irresponsável e que reproduziria os casos de Jânio Quadros e Fernando Collor (cujos governos fracassaram e terminaram em renúncia e impeachment, respectivamente) estava pegando, grudando na imagem dela. 

Muitos eleitores, principalmente aqueles que estão acompanhando com mais atenção à campanha presidencial, já devem estar coçando a nuca e se indagando se, de fato, Marina não poderá repetir os casos de Jânio e Collor, devido à fragilidade política dos partidos que a apoiam e devido aos discursos vazios e generalizantes dela a respeito dos principais  problemas do país, sem apresentar uma proposta concreta de governo, que possa dar ao eleitorado uma visão clara do rumo que um eventual governo dela terá.

E qual é a melhor maneira de anular isso? 


Um presidente sem partido político e na ausência de uma base aliada forte para lhe dar apoio no Congresso Nacional, bem como sem nenhuma base social organizada, que implantou uma política neoliberal recessiva, imposta para atender aos interesses do capital especulativo internacional e ao grande capital privado estrangeiro com presença no Brasil, e que acabou derrubado devido à uma grave crise política, institucional, econômica e social que ele mesmo gerou. Qualquer semelhança com Marina Silva não é mera coincidência. 

Ligando a candidatura de Marina à figura de Lula. Este tem origem popular, se elegeu Presidente, governou pelo PT, e saiu do governo com um índice aprovação inédito na história do país (87% de aprovação). 

Assim, ao reforçar a ligação entre a imagem da ex-petista Marina Silva e a do ex-Presidente Lula, os defensores da candidatura de Marina, que é bancada pelo Itaú, Natura, setores especulativos do capital nacional e internacional, conseguiria-se neutralizar essa visão de que um eventual governo de Marina seria uma aventura e poderia jogar o Brasil numa grave crise política, econômica, social e institucional, tal como fizeram os então Presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor. 


Da mesma maneira que Jânio e Collor, Marina Silva tem um profundo desprezo pelos partidos políticos, que são essenciais ao bom funcionamento de qualquer Democracia Representativa. 

Isso explicaria o motivo de se fraudar um vídeo no qual Lula declarava apoio à uma candidata do PT pelo Senado em Goiás (Marina Santana) como se fosse declaração de apoio à Marina Silva.

E isso também explicaria a razão de Fernando Rodrigues, da 'Folha', ter atribuído à Zé Dirceu a declaração de que 'Marina é Lula de saias', o que jamais aconteceu, segundo o ex-ministro do governo Lula. 

Com esses fatos, o vídeo fraudulento e a falsa declaração de Zé Dirceu, os defensores da candidatura de Marina (na mídia, nos meios políticos e empresariais) neutralizariam a ideia de que 'Marina é Collor de saias', que já deve estar se espalhando entre um número cada vez maior de eleitores. 

É isso.


Jânio Quadros não tinha sustentação política-partidária (era do PDC, um partido pequeno, e teve o apoio da UDN, mas o PSD e o PTB, de oposição, eram majoritários no Congresso Nacional) e tampouco nos movimentos sociais. Com isso, ficou isolado, não conseguindo implementar as suas políticas e, para tentar se fortalecer politicamente, tentou o Golpe da Renúncia, que foi um retumbante fracasso. 

Link:

Zé Dirceu: Artigo de Fernando Rodrigues é uma Fraude:

http://www.zedirceu.com.br/artigo-de-fernando-rodrigues-e-uma-fraude/

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Marina Silva, Jânio Quadros e Fernando Collor: Tudo a Ver! - por Marcos Doniseti!

Marina Silva, Jânio Quadros e Fernando Collor: Tudo a Ver! - por Marcos Doniseti!

A 'Santa' Marina Silva, Jânio, Collor, a Constituição de 1988 e o governo de Coalizão! 


Na época do governo FHC, Marina Silva atacava duramente a mesma política Neoliberal que ela, agora, defende com entusiasmo.

Afinal, será que um eventual governo de Marina Silva seria viável? Entendo que não. E neste texto eu vou procurar explicar os motivos desta afirmação.

Em primeiro lugar, Marina Silva está investindo tanto na imagem de Santa, que estaria acima do bem do mal e que não iria se mesclar com a política mundana e com a qual ela não precisaria se misturar, que se ela ganhar a eleição e fracassar, seu governo não irá durar um ano, tal a decepção que irá provocar. 

Será algo comparável às decepções provocadas por Jânio Quadros e Fernando Collor, que também se apresentaram na campanha eleitoral (de 1960 e 1989) como sendo lideranças que iriam varrer com a corrupção (Jânio) ou acabar com os 'marajás' (Collor), que não se misturavam. 

Em ambos os casos, e tal como acontece agora com Marina Silva, eles se elegeram sem possuir uma base política-partidária e social organizada suficientemente forte para dar sustentação ao seu governo. 

A UDN, que apoiou Jânio (que era do PDC) em 1960, era minoritária no Congresso Nacional, possuindo bem menos parlamentares do que o PSD e o PTB, de oposição, que tinham a maioria absoluta.

Não foi à toa que um dos principais argumentos usador por Jânio para justificar a sua renúncia à Presidência da República era o de que era impossível governar o Brasil com aquele Congresso Nacional, claramente oposicionista. 


Muitos direitistas e neoliberais que sempre votaram no PSDB em eleições presidenciais agora estão dispostos a votar em Marina, a qual vêem como uma espécie de plano alternativo para derrotar o PT e permitir a volta do PSDB ao comando do governo federal. 

E no caso de Collor, o seu minúsculo PRN jamais teve condições de lhe dar o apoio necessário no Congresso Nacional e o resultado é que grande parte das medidas que o jovem e inexperiente Presidente enviou ao mesmo, sob a forma de projetos de lei ou de medidas provisórias, jamais foram aprovadas pelos parlamentares. 

Tanto no caso de Jânio, em 1961, como no de Collor, em 1990-1992, a ausência de uma base parlamentar sólida, que lhes desse maioria para governar, foi fatal para ambos os governos. O primeiro renunciou muito em função disso e o segundo teve o seu governo bastante dificultado e o seu Impeachment aprovado pelo mesmo motivo. 

Até porque é impossível governar o Brasil sem o apoio da maioria absoluta do Congresso Nacional. E o motivo disso é a Constituição de 1988. 

A Constituição de 1988 é, claramente, Parlamentarista e exige que TODAS as medidas do Presidente da República sejam aprovadas pelo Congresso Nacional para que possam começar a vigorar. 


Marina Silva fala em criar uma 'Nova Política'. Mas como será possível fazer isso estando junto, no PSB, com Heráclito Fortes e Jorge Bornhausen? Fala sério, vai...

Exemplos: reajuste do salário mínimo, nomeação do presidente do Banco Central, nomeação de embaixadores e de diretores do BC, Orçamento da União, criação de algum programa social. Até mesmo os vetos do Presidente da República podem ser derrubados pelo Congresso Nacional. 

Assim, com as atuais regras do sistema político democrático representativo que vigora no Brasil é literalmente impossível governar sem o apoio da maioria absoluta do Congresso Nacional.

Mas parece que Marina Silva não sabe disso. Ou então é pior: Ela sabe, mas não liga a mínima para isso. Ou então, sabe disso e está disposta a fazer todas as alianças necessárias para poder governar, incluindo partidos conservadores (PSDB, DEM, PPS) e extremamente fisiológicos (PMDB, PTB, PP, PR, PSC) e que reúnem cerca de 80% dos parlamentares. 

Assim, o discurso a respeito de uma suposta 'Nova Política' que a candidatura de Marina encarnaria é mera conversa fiada para enganar trouxa. 

Somente com a realização de uma profunda Reforma Política é que seria possível levar adiante a ideia de se aprofundar a democracia brasileira, tornando-a muito mais clara e transparente, bem como acessível à população, que deveria ter novos mecanismos participação, controle e de fiscalização das atividades dos governantes. 

Mas a respeito deste assunto, não se vê qualquer comentário de Marina. 


Neca Setúbal, uma das maiores acionistas do Itaú, e Marina Silva, estão afinadas na defesa da adoção de uma política econômica neoliberal. 

Além disso, Marina adotou, claramente, a defea das teses neoliberais de FHC-PSDB-Consenso de Washington, que defendem o Estado Mínimo, as privatizações, o corte drástico de investimentos e de gastos públicos, o arrocho salarial, o aumento do desemprego e a diminuição dos gastos sociais. E ela também chegou ao extremo de defender a autonomia do Banco Central. 

E isso significa que se o mesmo decidir elevar a taxa Selic para, digamos, 50% ao ano, o Governo Federal e o Congresso Nacional nada poderão fazer contra um absurdo desses. Na prática, a independência do Banco Central significa entregar o controle da política econômica para o sistema financeiro privado, principalmente para o Itaú, que é o principal financiador de Marina Silva e que tem em uma de suas acionistas, Neca Setúbal, a principal coordenadora da candidatura de Marina. 

Enfim, a política econômica cuja implementação Marina defende é a mesma política que o governo FHC implantou em seu governo e que foi um fracasso total, tanto que ele terminou o seu mandatou com uma taxa de desemprego de 12,6% (média anual de 2002), recorreu três vezes ao FMI (do qual emprestou US$ 86,5 bilhões entre 1998-2002), o salário mínimo era de apenas R$ 200 (US$ 56) e deixou o país com apenas US$ 17 bilhões de reservas internacionais, o que era suficiente para garantir apenas pouco mais de 4 meses de importações. 


Economistas neoliberais, Luiz C. Mendonça de Barros (ligado ao PSDB) e Eduardo Gianetti da Fonseca (que assessora Marina Silva), defendem políticas econômicas recessivas e dizem, claramente, que Aécio e Marina tem propostas econômicas semelhantes.

E também não podemos esquecer que foi essa política Neoliberal a responsável por levar à falência do sistema financeiro da UE e dos EUA, na crise de 2007-2009, o que jogou os países ricos na pior crise econômica desde a Grande Depressão dos anos 1930. 

E para reforçar a conexão entre Marina Silva, Jânio Quadros e Fernando Collor, é bom lembrar que Jânio e Collor também adotaram políticas econômicas recessivas. 

Jânio Quadros chegou a fechar um acordo com o FMI, que teve consequências econômicas e sociais desastrosas, e promoveu um violento corte de subsídios aos alimentos e combustiveis, que sofreram gigantescos reajustes de preços, e aumentaram fortemente a inflação. 

Coerência é isso aí...

O rápido aumento da inflação (mais do que dobrou após o acordo do governo Jânio com o FMI) diminuiu o valor real da arrecadação do Estado e elevou fortemente o déficit e a dívida públicas (isso aconteceu porque na época não existia a correção monetária e quando o dinheiro dos impostos entrava nos cofres do governo, o valor dos mesmos já tinha passado por uma violenta desvalorização).

Assim, Jânio acabou o seu governo de forma trágica e deixou um legado econômico e financeiro catastrófico para Jango, que foi o seu sucessor.

E Collor também promoveu a adoção de uma política neoliberal que foi semelhante, em tudo, às medidas que Marina se propõe a adotar caso venha a ganhar a eleição: arrocho salarial, corte drásticos de investimentos e gastos públicos, privatizações, etc. 


Jânio Quadros e Fernando Collor: Dois políticos que se apresentavam como renovadores, sem base política e social organizada para dar sustentação aos seus governos e que adotaram políticas econômicas recessivas. Qualquer semelhança com Marina Silva não é mera coincidência. 

Assim, um eventual governo de Marina Silva possuiria todos os ingredientes necessários para ser um retumbante fracasso: Uma candidata inexperiente, prometendo o que não poderá cumprir (governar adotando uma 'Nova Política') e que irá gerar uma violenta crise econômica e social com a adoção de uma política econômica neoliberal e recessiva. 

Marina Silva, Jânio Quadros e Fernando Collor: Tudo a Ver! 

Links: 

Marina Silva promete dar autonomia ao Banco Central:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/poderepolitica/2014/08/1504058-entrevista-com-neca-setubal.shtml

Aécio e Marina tem propostas semelhantes na economia:

http://www.tribunadabahia.com.br/2014/08/25/aecio-neves-marina-silva-tem-propostas-parecidas-na-economia

PSDB irá apoiar Marina no segundo turno e participará do governo dela:

http://www.blogdokennedy.com.br/psdb-deve-apoiar-marina-em-eventuais-2o-turno-e-governo/


domingo, 24 de agosto de 2014

A hegemonia conservadora em São Paulo! - por Marcos Doniseti!

A hegemonia conservadora em São Paulo! - por Marcos Doniseti!




São Paulo nunca elegeu um único governador de esquerda em toda a sua história. 

O mais progressista foi, sem piada, Franco Montoro, um político moderado e centrista (e que na década de 60 foi do pequeno e moderado PDC, Partido Democrata Cristão), que até fez um bom governo (principalmente levando-se em consideração o caos administrativo e financeiro que herdou do governo Maluf), mas que nunca foi de Esquerda.

Isso acontece porque São Paulo é o principal feudo político, eleitoral, econômico, cultural e ideológico da retrógrada burguesia brasileira, que ainda tem uma mentalidade essencialmente escravocrata. Afinal, a imensa maioria da mesma era de antigos proprietários de escravos. E as chamadas classes médias surgiram e se desenvolveram no estado como forças auxiliares ou dependentes dos Senhores Escravocratas. 


E esse processo vem, pelo menos, desde que o café transformou São Paulo no estado mais rico e populoso do país.

A concentração da produção industrial brasileira no estado (inclusive sob os governos de Vargas e JK, embora tal concentração venha desde o início da industrialização do país) reforçou ainda mais esse poder dos segmentos mais conservadores da sociedade paulista.

Aliás, mesmo Getúlio Vargas, somente conseguiu ser vitorioso no estado de SP, na eleição presidencial de 1950, porque fez uma aliança com o principal político do estado, que era Adhemar de Barros. O acordo previa que, em 1955, Vargas apoiaria a candidatura presidencial de Adhemar. E em 1950, um político do PSP adhemarista (Café Filho) foi colocado na chapa de Vargas, como candidato a Vice-Presidente.

Assim, não é nenhum pouco surpreendente que os valores, ideias e princípios dominantes no estado sejam todos conservadores. Mídia, Economia, Justiça, Ministério Público, Polícias, a imensa maioria dos governos municipais, a Assembleia Legislativa e as Câmaras Municipais estão todos sob o controle das forças mais conservadoras do estado. 





E duvido que isso vá mudar.

Mas não vamos culpar Padilha por isso, embora ele e o PT paulista também acabem se adaptando ao arraigado e hegemônico conservadorismo paulista, como o Breno corretamente apontou em seu texto.

Isso tem causas históricas e já era uma realidade mais do que consolidada no estado muito antes do PT existir ou até do Padilha nascer, tanto que até Vargas teve que se compor politicamente com a burguesia hegemônica e conservadora do estado para vencer em 1950.

Atualmente, a maior força política e eleitoral do estado de SP é o anti-petismo (mesmo com o PT paulista sendo um partido moderado) e para impedir que o mesmo venha a ganhar a eleição para o governo do estado, os conservadores paulistas (que estão presentes em todas as classes sociais, sendo dominante mesmo entre as classes médias intermediária e baixa e até entre os mais pobres) se unem totalmente na hora de derrotar o PT.

E nesta eleição para o governo do estado, me parece que essa união dos segmentos conservadores de SP se fortaleceu devido à perspectiva de uma provável reeleição de Dilma e da vitória de Haddad na capital paulista em 2012.

Aliás, a vitória de Haddad somente foi possível devido ao voto maciço que o mesmo recebeu nas periferias da capital, pois se dependesse dos votos das regiões onde predominam a classe média e intermediária da cidade, Serra teria sido o eleito.

O mesmo acontece em outras grandes cidades do estado onde o PT é forte (Campinas, Guarulhos, Osasco, Santo André, S.Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, etc). As vitórias petistas sempre se concentram nos bairros e regiões mais pobres e periféricas das principais cidades industriais do estado e onde há uma forte tradição de lutas políticas populares, principalmente (mas não apenas) do movimento sindical.

Já nas regiões do interior do estado de SP, onde a produção industrial é menor e a dependência do agronegócio e da pecuária de grande porte é muito maior, o PT também é minoritário e as forças conservadoras predominam até com certa facilidade.

E também quero chamar a atenção para o fato de que mesmo nas eleições presidenciais, mesmo Lula ou Dilma jamais venceram uma eleição no estado de SP. Desde 1989, quando Collor e Maluf foram os mais votados no estado, que nenhum candidato de Esquerda conseguiu vencer uma eleição presidencial em São Paulo. Ele até consegue vencer em algumas cidades industriais que possuem uma classe trabalhadora com tradição de luta e nas periferias das mesmas, onde se concentra a população de menor renda. No estado, não.

Então, me parece que será necessário muito mais do que um racionamento de água para se poder derrotar o PSDB no estado de SP. Até porque, depois do colapso do malufismo e do quercismo, os tucanos colocaram praticamente todas as principais forças conservadoras do estado sob as suas asas.

Então, não quero ser pessimista, mas será muito difícil derrotar Alckmin nesta eleição.

Infelizmente.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O Brasil antes de Lula e Dilma e o atual! - por Marcos Doniseti!

O Brasil antes de Lula e Dilma e o atual! - por Marcos Doniseti!


Lula e Dilma: Em seus governos o Brasi acumulou uma série de avanços e melhorias econômicas e sociais, como a forte redução do desemprego, o aumento do poder de compra dos salários e a elevação das exportações e das reservas internacionais.

Antes dos governos de Lula e Dilma o Brasil era um país muito, mas muito pior do que aquele que temos hoje. Desemprego gigantesco, salários baixos, inexistência de oferta de crédito para a economia, juros escorchantes, ausência de investimentos públicos em infra-estrutura e na área social, dívidas imensas com o FMI, reservas internacionais baixíssimas, salário mínimo arrochado eram algumas das principais características do país no final de 2002. 

Agora, temos um país muito mais forte, rico, justo e soberano. Muito ainda está por ser feito, mas se isso acontece é porque os governos anteriores aos de Lula e Dilma não fizeram a sua parte.

Se alguém duvida disso, então publico abaixo alguns dados comparativos, nas mais variadas áreas, sobre a situação do Brasil antes de 2002 e aquela que temos atualmente.

1) Exportações:

2002: US$ 60 bilhões;
2013: US$ 242 bilhões (crescimento de 303%);

2) Reservas Internacionais:

2002: US$ 17 bilhões;
2014: US$ 380 bilhões (crescimento de 2135%);

3) Produção de Veículos:

2002: 1.700.000;
2013: 3.500.000 (crescimento de 105,9%);

4) Vendas de Veículos:

2002: 1.500.000;
2013: 3.500.000 (crescimento de 133,3%);

5) Safra de Grãos:

2002: 97.000.000 de toneladas;
2014: 192.500.000 de toneladas (98,5%);

6) Salário Mínimo:

2002: R$ 200;
2014: R$ 724 (reajuste de 262%);

7) PIB:

2002: US$ 459 bilhões;
2013: US$ 2,2 Trilhões (crescimento de 379,3%);

8) Balança Comercial:

1995-2002: Déficit de US$ 8,7 bilhões;
2003-2013: Superávit de US$ 311 bilhões;

9) Inflação Anual:

2002: 12,5%;
2013: 5,9% (redução de 52,8%);

10) Taxa de Desemprego (média anual):

2002: 12,6%;
2013: 5,4% (redução de 57,1%);

11) Oferta de Crédito:

2002: 23% do PIB:
2013: 56,5% do PIB (crescimento de 145,7%);

12) Taxa de Juros (Selic):

2002: 25% ao ano;
2014: 11% ao ano (redução de 56%);

13) Empregos Formais Criados:

1995-2002: 5.000.000;
2003-2014: 20.000.000 (crescimento de 300%);

14) Petrobras - Faturamento:

2002: R$ 97 bilhões;
2013: R$ 281 bilhões (crescimento de 189,6%);

15) BNDES - Desembolsos:

2002: R$ 38 bilhões;
2013: R$ 190 bilhões (crescimento de 400%);

16) Bolsa Família - Orçamento anual:

2002: Zero (não existia);
2014: R$ 24 bilhões;

17) ProUni (estudantes beneficiados):

1995-2002: Zero (não existia);
2003-2012: 1.560.000;

18) Pronaf - Orçamento Anual:

2002: R$ 2 bilhões;
2014: R$ 21 bilhões (crescimento de 950%);

19) Pronatec (número de beneficiados):

1995-2002: Não Existia;
2003-2014: 8.000.000;

20) Minha Casa Minha Vida (moradias entregues):

1995-2002: Zero (Não Existia);
2003-2014: 1.700.000; Outras 1.700.000 já foram contratadas;

21) Salário Mínimo (em US$):

2002: US$ 56;
2013: US$ 325 (crescimento de 480,4%);

22) Reajuste da Tabela do Imposto de Renda:

1995-2002: 17,5%;
2003-2014: 67,7%;

23) Renda Per Capita:

2002: US$ 2.500;
2013: US$ 11.000 (crescimento de 340%);

24) PIB - Ranking Mundial:

2002: 15a. economia mundial;
2013: 6a. economia mundial;

25) Déficit Público Nominal:

2002: 4% do PIB;
2013: 3,28% do PIB (redução de 18%);

26) Dívida Pública Líquida (em % do PIB):

2002: 60,4% do PIB;
2013: 33,6% do PIB;

27) Dívida Pública Líquida (em Reais):

2002: R$ 3,0 Trilhões;
2013: R$ 1,6 Trilhão (redução de 46,7%);

28) Universidades Federais construídas:

1995-2002: 1;
2003-2014: 14;

29) Escolas Técnicas Federais construídas:

1995-2002: 11;
2003-2014: 422 (crescimento de 3736%);

30) Taxa de Inflação (média anual):

1995-2002: 9,1%;
2003-2014: 6% (redução de 34,1%);

31) Número de empregos formais:

2002: 28.600.000;
2014: 49.000.000 (crescimento de 74,8%);

32) Inflação Acumulada:

1995-2002: 100,6%;
2003-2013: 79,4%.