domingo, 17 de novembro de 2013

Lula, Dilma e a nomeação de ministros para o STF! - por Marcos Doniseti!

Lula, Dilma e a nomeação de ministros para o STF! - por Marcos Doniseti!



Muitos criticam o governo Lula e Dilma porque teriam sido os responsáveis pela nomeação de vários dos atuais ministros do STF e que tiveram uma atuação desastrosa (no aspecto legal e constitucional) no julgamento da AP 470.

Bem, primeiro é preciso destacar que, depois que muitas pessoas chegam a uma posição tão elevada (e ser ministro do STF me parece ser o ápice para qualquer juiz, advogado ou promotor), muitas delas acabam mudando radicalmente o seu comportamento. Antes de chegar lá eram uma pessoa e, depois que chegam, se transformam em outra.

Exemplo: Como é que se poderia imaginar que um ministro do STF pudesse chegar ao ponto, como fez Luiz Fux (nomeado por Lula), de afirmar que o 'o ônus da prova cabe ao acusado e não ao acusador'. Isso é um absurdo total, é claro, mas o que na vida e na carreira deste ministro poderia levar a acreditar que chegaria a dizer tamanho absurdo?

E a ministra Rosa Weber, que disse reconhecer que não havia provas contra Zé Dirceu mas que iria condená-lo, mesmo assim, porque uma tal de 'literatura jurídica' permitia que ela fizesse isso? Isso é outra asneira monumental, é claro. O que, na vida e na carreira dela, poderia fazer alguém acreditar que ela se comportaria desta maneira durante um julgamento no STF?

Então, entendo que é muito difícil acreditar que somente porque eles tinham uma trajetória correta ao longo de sua vida profissional, não significa que eles manteriam essa postura durante um julgamento feito com uma inédita cobertura midiática (e totalmente a favor da condenação dos réus, mesmo que não houvesse prova alguma contra eles) não apenas na história brasileira, como na mundial. 



Além disso, o julgamento da AP 470 foi, claramente, uma exceção na história brasileira. 
Afinal, em toda a história brasileira, o STF NUNCA havia punido ninguém. 


Todos os casos que chegavam lá, acabavam em pizza. Sempre foi assim. 

E no caso do STJ sempre foi a mesma coisa. 

Ou vocês já se esqueceram de Collor, Quércia, Maluf, Daniel Dantas, e tantos outros poderosos que tiveram sempre o beneplácito dos tribunais superiores e puderam cottinuar livres, leves e soltos?

Quando é que, antes do julgamente da AP 470, o STF puniu alguém? Sinceramente, não me lembro.

Aliás, foi justamente por isso que o FHC criou o tal do 'Foro Privilegiado'.

Essa iniciativa do FHC foi fruto da seguinte forma de pensar:

'Levem os casos de irregularidades para o STF, que ali a impunidade está garantida'.'.

O julgamento da AP 470 é a exceção que confirma a regra, porque atinge o PT, que as elites mais retrógradas não engolem e não aceitam.

E assim continuará sendo.

Quem viver, verá.

A falta de votos da Direita, as Esquerdas Radicais, o Golpe de 64 e os Governos Lula-Dilma - por Marcos Doniseti!

A falta de votos da Direita, as Esquerdas Radicais, o Golpe de 64 e os Governos Lula-Dilma - por Marcos Doniseti!

Lula e Dilma promoveram melhorias que beneficiaram dezenas de milhões de brasileiros, que passaram a ter emprego com carteira assinada, acesso ao crédito, ao consumo e a bens e serviços que antes nem sonhavam que poderiam usufruir.



Um dos principais argumentos usados pelos reacionários e direitistas estúpidos para justificar o Golpe de 1964, que derrubou o governo legítmo e constitucional de João Goulart, era a de que havia muita corrupção no país, que Jango estava conduzindo o Brasil para o Comunismo e que a baderna havia tomado conta do país.

Para mim, todo esse papo de 'comunismo', 'corrupção', 'baderna' é tudo conversa fiada para boi dormir. Até porque nada contribui mais para a expansão do comunismo do que a miséria da população. John Kennedy sabia disso, aliás. E por isso ele criou a 'Aliança para o Progresso'.  

Quanto à corrupção, nenhuma força política e social organizada é mais corrupta do que a Direita. Basta ver o verdadeiro festival de corrupção que tivemos durante a Ditadura Militar (1964-1985), por exemplo, para confirmar isso. 

Tivemos tanta roubalheira durante o periodo da Ditadura Militar que inúmeras obras faraônicas iniciadas pela mesma nunca ficaram prontas (9 Usinas Nucleares, Transamazônica, Ferrovia do Aço) ou somente ficaram prontas após o fim da Ditadura (exemplo: Usina Hidrelétrica de Itaipu). 

Ditadura Militar investiu cerca de US$ 30 bilhões no projeto nuclear e não conseguiu concluir nenhuma usina em 21 anos. Haja incompetência e corrupção. 

Quanto à baderna, grande parte desta foi criada pelas próprias forças golpistas. Elas criaram a baderna no país (infiltrando agentes provocadores em movimentos sociais) e depois a usaram como pretexto para o Golpe.

Qualquer semelhança com os Black Blocs e assemelhados não é mera coincidência.

Diogo Costa resumiu bem, em seu texto, quando disse que:

"O golpe de 64 foi 'preventivo', foi utilizado para barrar o avanço das forças populares que só faziam crescer, de forma ininterrupta, desde 1946. E é injustificável sob qualquer ponto de vista por onde se queira analisá-lo.".

E como seria possível, para as forças mais conservadoras, barrar esses processo cada vez mais forte de lutas populares se:

1) Não havia apoio político e nem popular suficiente para se promover um processo de Impeachment contra Jango, que era um presidente bastante popular e cujas 'Reformas de Base' tinham a simpatia de, pelo menos, 80% dos brasileiros da época?

2) Em eleições diretas, previstas para Novembro de 1965, os grandes favoritos eram JK e Jango? E depois deles vinha Brizola. Somente daí é que apareciam Lacerda, Adhemar de Barros...

Já imaginaram se Jango, mesmo não sendo candidato, decidisse apoiar JK ou mesmo Brizola? A derrota da Direita na eleição presidencial de Novembro de 1965 estava mais do que garantida, portanto. 

Aliás, já nas eleições parlamentares de 1962 (nas quais a CIA e o governo dos EUA injetaram muitos milhões de dólares para eleger políticos conservadores e direitistas) o PTB tinha sido o partido que mais crescera, elegendo quase o mesmo número de deputados federais que o PSD. 

E a UDN estava em franco processo de enfraquecimento (qualquer semelhança com o que ocorre, hoje, com o PSDB-DEM-PPS também não é mera coincidência). 

Vendo que caminhavam, inevitavelmente, para sofrer mais uma derrota fragorosa na eleição presidencial de 1965, as Direitas apelaram para o Golpe de Estado, oras.

Afinal, quem não tem voto (seja popular ou no Parlamento) apela para Golpes. 

Agora, o Golpe era inevitável? O Golpe em si, era, pois o mesmo já havia sido tentado anteriormente em 1954, 1955, 1956, 1959 e em 1961 e já tinha sido decidido e vinha sendo planejado pelo governo John Kennedy desde 1962. E após o assassinato de Kennedy o seu sucessor, Lyndon Johnson, deu sequência aos planos golpistas contra Jango.

Mas entendo que a vitória do Golpe somente se deu porque as Esquerdas Radicais da época (CGT, UNE, Ligas Camponesas, PTB Brizolista) atuaram no sentido de enfraquecer o governo Jango. E conseguiram. E foi isso que abriu caminho para a vitória do Golpe. 

Obs: Qualquer semelhança com o que o PSOL-PSTU tentam fazer, hoje, com o PT-Lula-Dilma também é não é mera coincidência. 

A diferença é que, felizmente, atualmente as Esquerdas Radicais tem uma penetração ainda reduzida junto aos movimentos sociais e aos trabalhadores e a sua expressão política e eleitoral ainda é ridícula (quando comparada com a do PT-PCdoB, por exemplo) para que possa ter maior impacto sobre os destinos do país. 

Já no período 1961-1964 essas mesmas Esquerdas Radicais vinham se fortalecendo bastante, tanto na sua influência juntos aos movimentos sociais (sindicatos, estudantes, camponeses, intelectuais), bem como também estava crescendo política e eleitoralmente. As Esquerdas Radicais daquele período, embora tivessem outro projeto de Nação (o que as Esquerdas Radicais de hoje sequer possuem, limitando-se a praticar um lacerdismo neo-udenista de quinta categoria), eram muito mais fortes e influentes na sociedade do que as atuais. 

Movimentos sociais tiveram um cresimento expressivo durante o periodo 1945-1964. O Golpe de 64 e a implantação da Ditadura Militar tiveram neles os seus principais alvos. 

Quando chegou às vésperas do Golpe, o fato é que Jango não era mais a principal liderança política e popular junto aos movimentos sociais organizados, mas ele ainda era o político progressista (Trabalhista e Nacionalista) mais popular do país. 

Mas sem uma base política própria e organizada, que fosse suficientemente forte para promover as 'Reformas de Base' de maneira legal e constitucional (que era o grande objetivo de seu governo), Jango ficou sem sustentação popular organizada que pudesse levar o seu governo a bom termo. E isso na verdade não apenas inviabilizou o projeto Janguista (promover as 'Reformas de Base' dentro do marco legal da época), como abriu caminho para a sua derrubada por forças das Direitas Golpistas. 

Aliás, pesquisas feitas na época, pelo Ibope, mostravam que a estratégia Janguista era a preferida da maioria absoluta da população brasileira. Esta apoiava as 'Refomas de Base' de forma maciça (em torno de 70% a 80% concordavam com elas), mas queriam que elas fossem feitas dentro da lei. E era exatamente isso que Jango queria. 

Porém, a estratégia das Esquerdas Radicais era outra: 'Reformas de Base na Lei ou na Marra' era o seu lema. Tal política tornou-se a preferida dos movimentos sociais organizados e dominados pelas Esquerdas Radicais (estudantil, camponês, intelectuais, sindical), mas não encontrava apoio junto à maioria da população, que discordava do processo de radicalização promovido pelas mesmas. A imensa maioria dos brasileiros apoiava a estratégia janguista (Reformas dentro da Lei). 

Assim, por exemplo, a defesa do fechamento do Congresso Nacional e a sua substituição por uma Assembleia Constituinte exclusivamente formada pelos esquerdistas e nacionalistas radicais, era a grande bandeira de luta das Esquerdas Radicais. Mas tal ideia era repudiada pela imensa maioria da população.

Daí, ficamos na seguinte situação: Um presidente da República muito popular, afinado com a vontade da maioria absoluta da população (que desejava as 'Reformas de Base'), mas que não tinha mais a liderança junto aos movimentos sociais organizados.

Reforma na Lei ou na Marra: Esse era o lema fundamental das forças esquerdistas radicais no período 1961-1964. Mas a maioria da população brasileira não concordavam. Daí, os movimentos sociais se afastaram da população, facilitando a vitória dos Golpistas em 1964.

E, simultaneamente, tínhamos movimentos sociais organizados promovendo uma estratégia de crescente radicalização em defesa das 'Reformas de Base', mas que não tinha apoio popular mínimo para levar adiante tal política. 

Com isso, entendo que surgiu uma espécie de 'vazio de poder' na República Democrática brasileira da época, com um Presidente da República popular, mas que não mais governava (suas ordens não eram mais obedecidas por vários dos seus ministros, que eram ligados às Esquerdas Radicais), e Movimentos Sociais radicalizados que haviam se tornado hegemônicos dentro das forças progressistas do período, mas que haviam se distanciado muito da vontade da maioria da população, que repudiava a radicalização defendida pelos mesmos. 

Foi nessa situação de 'vazio de poder' que as Direitas Golpistas aproveitaram erros brutais cometidos pelas Esquerdas Radicais, como a de apoiar movimentos de insubordinação dentro das Forças Armadas (o que jogou a imensa maioria da oficialidade, que era legalista até aquele momento, no braços das Direitas Golpistas) para derrubar um Presidente que não mais governava, embora fosse muito popular e estivesse afinado com a vontade da maioria dos brasileiros de sua época. 

Felizmente, hoje, as forças das Esquerdas Radicais não tem sequer uma fração mínima daquela que os grupos esquerdistas e nacionalistas radicais do período 1961-1964 possuíam. Digo felizmente porque, se isso acontecesse, não tenho a menor dúvida de que o Presidente Lula sequer teria concluído o seu primeiro mandato.

No fim das contas, foi a manutenção do apoio popular organizado (sindical, camponês, estudantil, sem-teto, LGBT, negro, mulheres, etc), junto com a simpatia pelo governo por parte da 'maioria desorganizada' da população (o subproletariado que odeia baderna e bagunça, como diz o André Singer em seu estudo 'Os Sentidos do Lulismo'), que fez a diferença em favor de Lula e que faz o mesmo, agora, em benefício do Governo Dilma. 

Embora fosse um Presidente com elevado índice de aprovação popular, Jango ficou sem movimentos sociais organizados que pudessem dar sustentação à sua política de promover as 'Reformas de Base' dento do marco legal e constitucional da época. Infelizmente.


Lembro de uma entrevista concedida pelo Tasso Jereissatti, meses após a decisão da oposição de não pedir o Impeachment de Lula (optando por fazer o governo deste 'sangrar'), na qual ele explicava o porque eles haviam feito isso (não pedir o Impeachment de Lula) e a resposta dele foi bem esclarecedora: É que não havia apoio popular, de fato, para tal iniciativa. 

E na verdade, reconhecia Tasso na entrevista, entre os mais pobres o Presidente Lula mantinha-se extremamente popular. E ele concluía que se a oposição conservadora pedisse o Impeachment de Lula, os pobres nunca os perdoariam. 

Tasso reconhecia que a oposição jamais voltaria a ganhar uma eleição (presidencial, é claro), já que os mais pobres são a maioria da população e eles ficariam com ódio pelo fato deles, oposição conservadora, derrubarem um governo que, no fim das contas, beneficiava os segmentos mais pobres da população com uma combinação de políticas de inclusão social (Bolsa Família, Luz Para Todos, ProUni), geração de empregos com carteira assinada, aumento real de salário mínimo, entre outras. 

Desde tempos imemoriais que o país não tinha um governo que olhasse para os mais pobres, e que adotasse políticas que os beneficiavam e, agora que isso acontecia, derrubavam esse governo? Isso era demais para a oposição, por mais que esta desejasse propor o Impeacment de Lula. 

Onde termina Lula e onde começa o Povo? Vá saber... O apoio decisivo dos mais pobres deu ao Presidente Lula as condições para resistir à ofensiva golpista da Direita Reacionária, se reeleger em 2006 e ainda conseguir eleger Dilma em 2010. 

Então, que a história sirva de lição e que as Esquerdas, os movimentos sociais e os partidos e lideranças progressistas brasileiras não se esqueçam de uma frase que era dita e pichada nos muros das cidades chilenas durante o governo de Salvador Allende, que era: 'Este governo pode ser uma merda, mas é meu!'. 

E penso que os governos de Lula e Dilma estão, de fato, muito, mas muito longe, mesmo, de serem 'uma merda'. 

Suas realizações na área social, por exemplo, são muito mais significativas do que as de qualquer governo brasileiro do período pós-Golpe de 64. Redução da taxa de desemprego pela metade, inflação controlada (está em 6% ao ano, em média, desde 2005), aumento do poder de compra do salário mínimo em mais de 70%, geração de 20 milhões de empregos com carteira assinada, redução da concentração de renda (medida pelo índice de Gini) para o menor patamar da história do país, são algumas das principais realizações de ambos. 

E mesmo os governos anteriores (Vargas, JK e Jango) a este, embora tenham tido realizações impressionantes na área econômica-industrial, não conseguiram promover, em momento algum, benefícios sociais tão amplos quanto os que os governo de Lula e Dilma já conseguiram. 

As leis trabalhistas da época, por exemplo, que foram uma grande e fundamental conquista dos trabalhadores (e após décadas de luta pela criação das mesmas) nunca chegaram a beneficiar a maioria absoluta dos trabalhadores, pois elas ficaram restritas aos trabalhadores urbanos, que eram uma minoria da população, visto que a maior parte dos brasileiros ainda vivia na área rural (a população urbana somente superou a rural em 1965, após o Golpe que derrubou Jango, portanto).

O ProUni já beneficiou mais de 1.700.000 estudantes que, de outra maneira, não teriam como cursar uma faculdade.
E quando o governo Jango decidiu levar adiante um processo de inclusão social e política em beneficio dos trabalhadores rurais (criando o Estatuto do Trabalhador Rural, estimulando a sindicalização dos trabalhadores do campo - o que resultou na criação de mais de 1500 sindicatos de trabalhadores rurais durante o seu governo) o mesmo foi derrubado pelos golpistas direitistas e que incluía entre os seus principais segmentos os... latifundiários, é claro. 

Então, as realizações dos governos Lula-Dilma (redução da pobreza e da miséria, melhoria da distribuição de renda, política externa soberana, fortalecimento da integração latino-americana, melhoria substancial da situação econômica e financeira do país, etc) não devem ser negligenciadas. 

Quem não valoriza o que já conquistou, e por mais que ainda tenha que ser feito no país para oferecer uma vida digna a todos os brasileiros, acaba ficando sem nada. 

Assim, a Luta Continua!

Link:

http://jornalggn.com.br/noticia/sobre-as-teses-dos-golpistas-de-64

sábado, 16 de novembro de 2013

O desespero da oposição e o vale-tudo na eleição presidencial de 2014! - por Marcos Doniseti!

O desespero da oposição e o vale-tudo na eleição presidencial de 2014! - por Marcos Doniseti!

Pesquisa Ibope de Outubro deste ano mostra Dilma com 41% das intenções de voto, muito à frente dos candidatos oposicionistas (Aécio e Eduardo Campos). Em votos válidos, Dilma chega aos 63,1%. 

Segundo o Banco Central divulgou nesta semana, a economia brasileira diminuiu 0,12% no terceiro trimestre deste ano, mostrando uma estabilidade na atividade econômica do país.

Porém, é bom lembrar que a economia brasileira tem sido uma das que mais está crescendo no mundo em 2013. No primeiro trimestre deste ano o crescimento do PIB brasileiro ficou atrás apenas do da China, Japão e Coréia do Sul. E no segundo trimestre, somente a China cresceu mais do que o Brasil no mundo inteiro.
E é bom lembrar, também, que toda a economia mundial enfrenta, desde 2008, um período de forte desaceleração do seu ritmo de crescimento.

Na China, por exemplo, a atual taxa de crescimento econômico é de 7,7% ao ano, enquanto no começo de 2010 ela era de 10,9%. Portanto, o ritmo de crescimento da economia chinesa despencou quase 40% neste período de tempo.

Mesmo assim, num ambiente econômico extremamente ruim para toda a economia mundial, o fato mais importante é que a econimia do Brasil manteve uma trajetória de crescimento, mesmo que em um menor ritmo.

Evitar uma recessão foi o principal, o mais importante, para o país, nestes últimos anos.

Assim, a grande conquista do Brasil, neste período de tempo, foi o de preservar o crescimento (mesmo que moderado) e, mais do que isso, manter reduzida a taxa de desemprego, aumentar a renda da população e, logo, continuar diminuindo a pobreza e a miséria.

Com isso, na prática, o que de fato aconteceu é que, para a população brasileira, não houve crise alguma, pois a renda familiar continua crescendo num ritmo muito superior ao do crescimento do PIB.

Parodiando o Ditador Assassino e Fascista da época da Ditadura Militar, Garrastazu Médici, podemos dizer que, hoje, 'A economia não está tão boa, mas a situação do povo vai muito melhor' (eu digo 'É a distribuição de renda, estúpido!').

Economia chinesa, que é a que mais cresce no mundo nas últimas décadas, teve uma forte queda no seu ritmo de crescimento nos últimos anos. O mesmo fenômeno ocorreu com a economia mundial, afetando o crescimento do Brasil, é claro. 

Assim, mesmo durante a pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão dos anos 1930 (avaliação esta que é feita pelo FMI), o Brasil manteve a estabilidade econômica, controlou a inflação, diminuiu a dívida pública (está em 35% do PIB, contra 60% do PIB em 2002), reduziu o desemprego (4,6% em Dezembro de 2012, contra 10,5% em Dezembro de 2002), aumentou a renda real dos trabalhadores e preservou e reforçou as políticas econômicas e sociais que foram adotadas no governo Lula com a finalidade de combater e reduzir a pobreza e a miséria.

Assim, o orçamento do Bolsa Família continuou crescendo; o Minha Casa Minha Vida é um sucesso, já tendo entregue mais de 1,3 milhão de novas moradias; o desemprego está no menor patamar da história; o salário mínimo continua aumentando acima da inflação todos os anos, a oferta de crédito na economia continua em expansão, já tendo chegado a 54% do PIB, a taxa de inflação continua dentro das metas (e em 2013 ela deverá ficar no mesmo patamar de 2012, ou seja, em 5,8% ao ano).

Tudo isso explica o motivo de Dilma ser a grande favorita para vencer a eleição presidencial no 1o. turno em 2014, tal como demonstram todas as pesquisas eleitorais mais recentes (Ibope, Vox Populi, Datafolha e CNT-MDA).

E muito diferente do que diz a Grande Mídia desonesta e manipuladora, não há nenhuma perspectiva de que a atual situação econômica e social brasileira irá se deteriorar nos próximos anos, a ponto de colocar em risco a vitória de Dilma no próximo ano. E é claro que a Grande Mídia golpista e a oposição reacionária sabem disso.

Noticiário midiático sobre o país adota um tom catastrofista, tentando convencer aos brasileiros de que o mesmo vai de mal a pior. Mas as previsões nunca se confirmam... E a credibilidade da Grande Mídia vai para o vaso sanitário, é claro. 

E é justamente por isso que a Grande Mídia ainda faz um esforço gigantesco para tentar gerar uma grave crise econômica e social que pudesse provocar uma reviravolta política e eleitoral a ponto de Dilma ser derrotada. Mas todo esse esforço está sendo em vão, até o momento, pelo menos.

Vejam o que aconteceu em 2013: No início deste ano, a Grande Mídia disse que teríamos um racionamento de energia elétrica. Ele não aconteceu. Depois, essa Grande Mídia manipuladora e golpista apostou num descontrole inflacionário que também não ocorreu, usando do tomate como exemplo (e ignorando que o aumento do preço do mesmo se deu em função de uma forte diminuição da safra que ocorreu por causa de fatores climáticos, sendo fruto de um problema meramente conjuntural e temporário, portanto).

E agora essa Mídia reacionária, medíocre e patética aposta as fichas num inexistente 'descontrole fiscal', escondendo a informação de que a dívida pública líquida atual é de 35% do PIB, contra 60% do PIB em 2002, como já afirmei aqui; o déficit público anual estabilizou-se em torno de 2,5% nos últimos anos; na Espanha, por exemplo, ele é 6,6% do PIB; nos EUA é de 5,5% do PIB.

E é claro que esse 'descontrole fiscal' também não irá acontecer.

Assim, qual é o cenário mais realista e previsível para o Brasil nos próximos anos e que deverá se manter enquanto a economia mundial continuar crescendo num ritmo moderado (e grande parte dela, extremamente importante, continuar estagnada ou crescendo num ritmo muito lento, como são o caso dos EUA, Japão e da UE)?

A economia brasileira deverá manter a atual trajetória, com as seguintes características:

1) Crescimento do PIB em torno de 2% a 2,5%. Depois, com a expansão dos investimentos em infra estrutura (com as concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos), no pré-sal e na ampliação dos serviços públicos urbanos (saúde e transporte coletivo, em especial) o ritmo de crescimento econômico brasileiro deverá se acelerar, talvez chegando a 3,5% a 4% ao ano;

2) Taxa de inflação dentro da meta, em torno de 6% ao ano, o que acontece desde 2005;

3) Continuidade da redução da dívida pública líquida, que caiu de 60% do PIB (em 2002) para 35% do PIB em 2013 e que deverá se aproximar cada vez mais do patamar de 30% do PIB, que era o que o Brasil tinha antes do governo FHC;

4) Aumento da oferta de crédito, tornando-o cada vez mais acessível para a população e para a economia como um todo;

O aumento real do salário mínimo superou os 70% entre 2003-2013, o que contribuiu fortemente para melhorar o padrão de vida dos trabalhadores mais pobres, além de beneficiar cerca de 19 milhões de pensionistas do INSS. No total, cerca de 46 milhões de pessoas tem a sua renda atrelada ao valor do salário mínimo, representando uma importante fonte de redução da pobreza e da miséria no país. 

5) Elevação da renda real dos trabalhadores, que continua aumentando num nível muito maior ao do PIB brasileiro;

6) Desemprego reduzido, com uma média anual de 5% a 5,5%;

7) Diminuição da concentração de renda, das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria, levando à continuidade da expansão do mercado consumidor brasileiro. Entre 2003-2011, 50 milhões de brasileiros ascenderam das classes D-E para as classes A-B-C. E em função de todo este cenário que foi explicado aqui, tal processo deverá ter continuidade nos próximos anos.

Realmente, num cenário desses, somente um louco poderá acreditar que Dilma será derrotada na próxima eleição presidencial.

Porém, a oposição (midiática-partidária-judiciária) está totalmente desesperada e usará de todos os recursos disponíveis para tentar derrotar Dilma em 2014.

O jogo será muito sujo e pesado, como nunca se viu na história do país.

Tudo será usado contra Lula-Dilma-PT para convencer os brasileiros de que o país vai de mal a pior:

A) Um noticiário catastrofista permanente;

B) Mensalão e corrupção como sendo 'invenções petistas';

C) Mentiras deslavadas sobre a real situação da economia brasileira;

D) 'Protestos' e 'manifestações' que desaguem em casos brutais de violência (os fascistas dos Black Blocs e os imbecis e inocentes úteis da pseudo-esquerda do PSTU e do PSOL estão aí para isso mesmo).

E) E muito provavelmente essa oposição reacionária irá tentar jogar alguns cadáveres no colo do governo Dilma, o que poderá gerar um clima de revolta no país que possa levar à derrota desta na eleição presidencial.

Assim, todo cuidado é pouco.

Em circunstâncias normais, Dilma estaria eleita e já poderia encomendar a roupa da posse. Mas quem foi que disse que vivemos em 'tempos normais'?

A oposição elitista, golpista e reacionária sabe que com os gigantescos investimentos que serão feitos no pré-sal, nos próximos anos e décadas, haverá uma nova fonte de geração de riquezas, empregos e de impostos para o Estado brasileiro.

O petróleo do pré-sal representa uma nova e gigantesca fonte de recursos para a economia, a sociedade e o Estado brasileiros. Segundo estimativas, somente nos primeiros 10 anos terão que ser investidos cerca de US$ 500 bilhões para viabilizar a produção desta imensa riqueza. E serão gerados cerca de 87 milhões de empregos nos primeiros 30 anos. 


Com esses recursos, será possível aumentar substancialmente os investimentos públicos nos mais variados setores da economia e da sociedade brasileira. E é claro que a disputa política e eleitoral que se trava no país, atualmente, tem como foco principal justamente a busca pelo controle desta imensa fonte de riquezas que é o pré-sal.

E é claro que os partidos políticos e as forças sociais organizadas que estiveram no comando do Estado brasileiro quando a riqueza do pré-sal começar a jorrar na economia e nos cofres públicos terão uma gigantesca vantagem em relação aos que estiverem na oposição.

E é evidente que o controle de tais recursos, será possível investir muito mais em educação, saúde, infra estrutura, ciência e tecnologia, proteção ambiental, etc. E é claro que quem estiver governando o país, neste momento, será imensamente beneficiado com isso e poderá colher os frutos, políticos e eleitorais, por muitos anos seguidos, talvez décadas, desta situação.

Também não se pode esquecer que os principais partidos de oposição aos governos Lula-Dilma estão, gradualmente, se enfraquecendo no Brasil. PSDB, DEM, PPS estão cada vez mais perdendo espaço nas eleições. Os resultados da última eleição municipal foram muito ruins, por exemplo, para os tucanos em 4 estados que são fundamentais para a sua sobrevivência política (SP, MG, PR em GO). Qualquer derrota para o governo destes estados irá enfraquecer ainda mais os tucanos. O DEM e o PPS também estão caminhando para se tornarem partidos muito menores do que são atualmente. Somados, estes três partidos deixaram de administrar centenas de municípios nas mais recentes eleições e sofreram derrotas significativas em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde tivemos a vitória de Haddad e a reeleição de Eduardo Paes.

Não seria exagero, portanto, dizer, que a oposição tradicional e conservadora (PSDB-DEM-PPS) joga, na próxima eleição, a sua sobrevivência enquanto força política e eleitoral relevante no país.

Vitórias de Eduardo Paes, no RJ, e principalmente a de Haddad na capital paulista simbolizaram a fraqueza do PSDB-DEM-PPS nas eleições municipais, nas quais perderam o controle da maior cidade brasileira e foram derrotados em centenas de municípios, enquanto o PT e o PSB (bem como a nova legenda de Kassab, o PSD) cresceram de maneira significativa. 

Uma nova derrota na eleição presidencial e em alguns estados importantes nas quais governa atualmente (os 4 citados anteriormente) irá provocar um significativo esvaziamento destas legendas nos próximos anos, fazendo com que deixem de ser uma alternativa viável de poder. E isso é fatal para qualquer partido político que se preze. Partido político que não é alternativa de poder vai para o beleléu. Acaba, pura e simplesmente.

Caso isso aconteça, a oposição não deixará de existir, é claro, mas novas forças políticas e partidárias irão ocupar o espaço da mesma, tais como a futura 'Rede' de Marina-Itaú-Natura e o PSB de Eduardo Campos.

E no caso da Grande Mídia, o maior medo vem da expansão da internet banda larga no Brasil e do desenvolvimento das novas tecnologias de informação, pois ela sabe que esse processo irá prosseguir e se acelerar nos próximos anos e décadas.

A verdadeira mina de ouro do pré-sal... Disputas políticas e eleitorais atualmente, no Brasil, passam pelo desejo de controlar toda essa gigantesca fonte de recursos e de riquezas para o país. 

Com isso, a própria sobrevivência dos grandes grupos empresariais de comunicação privados de tradicionais famílias brasileiras (Marinho, Saad, Abravanel, Frias de Oliveira, Sirotsky, Civita) estará sob risco.

Basta ver o que está acontecendo, neste momento, com o tradicional e reacionário 'Estadão' (que foi contra a Lei Áurea e a criação das Leis Trabalhistas), que está à venda e sequer encontra um comprador.

Por isso é que a Grande Mídia estará usando de tudo o que for possível para derrotar Dilma e poder voltar a ter no governo federal a presença de forças políticas e sociais que sejam submissas aos seus interesses e privilégios.

As novas tecnologias de informação estão transformando em pó muitos negócios lucrativos e tradicionais que a Grande Mídia explorava há muito tempo. Medo das mudanças no setor explica grande parte do seu oposicionismo histérico contra os governos petistas, pois os mesmos recusam-se a ajudar a Mídia tradicional neste processo. Já o PSDB-DEM-PPS são bem amigáveis nestas horas...

Assim, ela acredita que poderá manter sob o seu controle direto a velocidade e a natureza das mudanças que se desenvolvem no setor de tecnologia de informação, que está tornando obsoletas as mídias tradicionais, como os jornais e as revistas, e que está promovendo uma forte redução na audiência das principais emissoras de TV.

Nesta semana, mesmo, vimos que o 'Jornal Nacional' está alcançando meros 23 pontos no Ibope, o que representa os menores índices de audiência da sua história. E dizer que na época da Ditadura Militar esse percentual beirava os 100%, já que a 'Rede Globo' foi a grande beneficiária da expansão do sistema de telecomunicações brasileiro durante o regime ditatorial, tendo sido, durante muito tempo, a única rede de TV a ser sintonizada em, praticamente, 100% do território nacional, configurando-se num virtual monopólio midiático.  

Essa época acabou e é claro que a Grande Mídia sabe disso. E é por isso que ela precisa ter, no comando do país, aquelas forças políticas e sociais que sempre foram aliadas e submissas aos seus interesses, pois daí ela poderá conduzir o processo de mudanças numa direção e numa velocidade que sejam convenientes para os Latifundiários da Mídia tupiniquim.

Logo, temos no Brasil, hoje, uma oposição midiática, partidária que está virtualmente desesperada com a, neste momento, provável vitória de Dilma na eleição presidencial de 2014. E é claro que, neste contexto, ela irá fazer de tudo e mais um pouco para conquistar o Palácio do Planalto no próximo ano, custe o que custar.

Além das oposições midiática e partidária, uma outra se desenvolveu no Brasil, nos últimos, que é do Poder Judiciário e do Ministério Público.

É bom lembrar que o Poder Judiciário sempre foi o mais conservador dos três poderes do Estado e seus membros são, na sua grande maioria, originários das camadas de maior renda e conservadora da população. E o mesmo vale para o Ministério Público, que se tornou uma outra fonte de renda e de ascensão social e econômica para estudantes originários de famílias de classe média de perfil mais tradicional e conservador.

A criação do CNJ pelo governo Lula, com o apoio decisivo de Zé Dirceu, irritou o mais conservador e avesso à transparência dos poderes do Estado, que é o Judiciário. Isso explica e muito a ira da Justiça contra Zé Dirceu, Genoíno e outras lideranças do PT. 
Assim, não é à toa que uma das principais palavras de ordem das manifestações organizadas por setores de classe média, durante o mês de Junho, e que tinha total apoio da Grande Mídia, era pela derrubada da PEC 37, que diminuía o poder de investigação do Ministério Público. Aliás, pela Constituição, ele não têm, de fato, tal poder, mas o utiliza com fins políticos, partidários, propagandísticos e midiáticos que são interessantes para pessoas originárias das classes médias tradicionais do país.

Logo, não é à toa que vários promotores bem relacionados com a Grande Mídia passaram a se projetar e a se eleger para cargos como o de deputado estadual e federal nos últimos anos. Eles se apresentaram como defensores da moralidade e guerreiros que lutam contra a corrupção, agradando à classe média conservadora e tradicional, que passa a votar nos mesmos.

Isso explica muito da ira que se abateu sobre Zé Dirceu, Genoíno e o PT nos últimos anos, pois o governo Lula estimulou a criação do CNJ e do CNMP, duas entidades destinadas a fiscalizar e controlar a atuação do Poder Judiciário e do Ministério Público, a fim de coibir os privilégios e abusos dos mesmos e que não são poucos. 

A criação do Regime de Partilha pelo governo Lula garantiu ao Estado brasileiro que o mesmo, mesmo investindo menos (via Petrobras) acabe ficando com a maior parte da renda gerada pela produção de petróleo do pré-sal.

E o PT ainda queria aprovar a PEC 37, irritando os membros do Ministério Público (Obs: Enquanto isso, o governador Geraldo Alckmin nomeou a esposa do Procurador-Geral de Justiça do estado de SP para trabalhar no Palácio dos Bandeirantes... E qual é a função do Procurador-Geral? Justamente a de investigar o governo de SP... Como são espertos esses tucanos, não é mesmo?).

E daí, nesta situação de virtual desespero, a oposição midiática-partidária-judiciária irá usar, em 2014, do famoso 'vale tudo':

1) Black Blocs e descerebrados do PSOL-PSTU depredando tudo, o que irrita a população cada vez mais, que põe a culpa no governo de plantão pela situação;

2) Atrapalhar a organização da Copa do Mundo, com protestos e quebra-quebras diários, visando divulgar uma imagem negativa do Brasil para o mundo;

3) Torcer contra uma vitória da Seleção na Copa;

Black Blocs usam de métodos violentos, muito semelhantes aos da SA, as tropas de assalto do Partido Nazista alemão. 

4) Promover um noticiário catastrofista sobre o país, divulgando as mentiras mais deslavadas sobre a situação econômica e social brasileira, dizendo mentiras e imbecilidades como a de que o desemprego e a inflação irão disparar, o racionamento de energia é inevitável, as contas públicas estão em péssima situação, a cotação do dólar irá fugir do controle e todas as mentiras mais patéticas e ridículas que puderem inventar para jogar a população contra o governo Dilma e, assim, poder derrotá-la.

Portanto, a oposição está, virtualmente, desesperada e, nestas circunstâncias, todo cuidado é pouco por parte de Dilma, Lula e o PT.


A luta continua!

Links:

Audiência do 'Jornal Nacional' é a menor da história:


Pesquisa Ibope de Outubro de 2013: Dilma lidera com 41% das intenções de voto:


Pré-Sal irá gerar 87 milhões de empregos em 30 anos:


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

As Esquerdas Radicais e o Golpe de 64! - por Marcos Doniseti!

As Esquerdas Radicais e o Golpe de 64! - por 

Marcos Doniseti!




Pouco se comenta, hoje em dia, mas a inviabilização do governo Jango (1961-1964) se deu, em grande parte (e hoje muitos se esquecem disso), pela oposição histérica das Esquerdas Radicais (CGT, UNE, PTB Brizolista, Ligas Camponesas) ao seu governo na época. 

Elas ajudaram, e MUITO MAIS DO QUE SE PENSA, a derrubar Jango. 


Assim, por exemplo, enquanto o governo Jango pretendia promover as 'Reformas de Base' dentro dos marcos legais e constitucionais, as Esquerdas Radicias defendiam que elas fossem feitas 'Na Lei ou na Marra'.

Um caso concreto que demonstra isso é o da Reforma Agrária. 

O governo Jango queria promovê-la seguindo e respeitando um processo legal. Já as Ligas Camponesas diziam que ela devia ser feita de qualquer forma, 'na Lei ou na Marra'. E para financiá-la, o Presidente Jango defendia que as desapropriações de terra fossem feitas com o pagamento de uma indenização (usando-se de títulos públicos para isso). Tal proposta chegou até a ser defendida pelo PSD. Já as Esquerdas Radicais eram contrárias ao pagamento de qualquer indenização. 

Essa radicalização dos grupos esquerdistas acabou prejudicando a Reforma Agrária, pois é claro que o Congresso Nacional (com grande presença de proprietários de terra) não aprovou tal proposta. 

As Esquerdas Radicais também defendiam que o Congresso Nacional fosse fechado e uma Assembleia Constituinte, exclusivamente formada por membros das Esquerdas Nacionalistas Radicais, começasse a funcionar, com a tarefa de elaborar uma nova Constituição para o Brasil. Brizola vivia dizendo para Jango fazer isso e este sempre se recusou, pois defendia que as Reformas de Base fossem feitas de acordo com as leis do país.

Aliás, essa era a posição da maioria absoluta da população brasileira na época. Cerca de 80% dos brasileiros apoiavam o projeto das 'Reformas de Base', dentro da Lei, que era a proposta do governo Jango. 




Mas as Esquerdas Radicais discordavam desse caminho e fizeram de tudo para inviabilizar o governo Jango, como se o mesmo fosse um inimigo dos trabalhadores. 


Aliás, essas Esquerdas Radicais fizeram o mesmo no Chile, durante o governo de Salvador Allende, e também contribuíram para que o mesmo fosse derrubado por um Golpe da Extrema-Direita que, tal como no Brasil, foi devidamente apoiado e financiado pelo governo dos EUA.

Assim, as Esquerdas Radicais fizeram tudo o que era possível para INVIABILIZAR o governo Jango. E conseguiram, infelizmente.

Então, não foram apenas as forças da Direita Golpista e Reacionária que agiram no sentido de derrubar o governo Jango, não.

As Esquerdas Radicais, que trataram Jango como um inimigo a ser derrotado, também ajudaram muito neste sentido.

E quem tomou o poder depois disso? Não precisa dizer, né?

E hoje nós vemos o PSOL-PSTU-PCB fazer o mesmo com os governos do PT (Lula-Dilma).

São os mesmos inocentes úteis de sempre, supostos esquerdistas, à serviço da Extrema-Direita neofascista e eternamente reacionária e golpista.

Esse povo nunca aprende nada, não?

Haja burrice!


Obs: Para um melhor entendimento do assunto sugiro a leitura do livro do historiador Jorge Ferreira, 'João Goulart - Uma Biografia'.




Links:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2011/09/afinal-qual-o-governo-que-foi-derrubado.html

http://www.revistadehistoria.com.br/secao/entrevista/jango-o-conciliador

domingo, 10 de novembro de 2013

A inação de Kassab e o desvio de R$ 500 milhões na prefeitura de SP! - por Marcos Doniseti!

A inação de Kassab e o desvio de R$ 500 milhões na 


prefeitura de SP! - por Marcos Doniseti!


A 'Folha', com o seu pseudo-jornalismo de araque, tenta proteger Kassab e culpar Haddad, que foi o responsável por mandar investigar a corrupção na prefeitura de SP quando criou a Controladoria Geral do Município, comandada por Mario Spinelli. 


Não há como um esquema criminoso de desvio de dinheiro público, como o que funcionou na prefeitura de São Paulo, funcionar durante tanto tempo sem algum tipo de 'conivência' do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (que nunca deixou de ser o Pitta do Serra). 

Essa conivência pode se dar de várias maneiras. 

Uma delas é não investigando nada, deixando de criar mecanismos de fiscalização e controle para coibir tais práticas desonestas, o que é uma obrigação de todo e qualquer governante. 

A partir do momento que tais mecanismos não existem, daí é que a corrupção come solta. Foi isso que Kassab fez, no mínimo. 

Logo, ele também tem culpa no cartório, sim. 

A grande novidade da gestão Haddad é que ele criou um órgão somente para investigar as práticas ilegais e criminosas de funcionários públicos e de seus corruptores, órgão este que é a Controladoria Geral do Município, comandada por Mario Spinelli. 

Em pouco mais de 6 meses de atuação este já conseguiu desbaratar uma das maiores máfias que atuou na prefeitura paulistana desde que José de Anchieta fundou a cidade, em 1554. 

E daí faço a pergunta: Porque Kassab não mandou fazer o mesmo? 

Deixar de fiscalizar o que estão fazendo os funcionários da prefeitura, e os seus corruptores, foi uma maneira de deixar a corrupção e a desonestidade tomarem conta da prefeitura de SP, mesmo que isso parta de um pequeno número de funcionários. 

Mesmo que Kassab não tenha qualquer envolvimento direto no desvio destes mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos (e até o momento não há nenhuma prova neste sentido), a questão é: O que ele fez para descobrir as falcatruas? Quais mecanismos de controle e de fiscalização ele criou para coibir tais práticas criminosas? 

O fato concreto é que a inação de Kassab foi tão danosa e prejudicial aos cofres púbicos quanto a dos envolvidos diretamente nos desvios. 


Link:

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/11/haddad-afasta-mais-tres-servidores-acusados-de-desvio-na-gestao-kassab-6858.html