segunda-feira, 28 de outubro de 2013

As críticas equivocadas ao Regime de Partilha do pré-sal! - por Marcos Doniseti!

As críticas equivocadas ao Regime de Partilha do pré-sal! - por Marcos Doniseti!



Entre as críticas que foram feitas ao leilão do Campo de Libra, está a de que a Petrobras, sozinha, poderia extrair todo o petróleo do pré-sal, sem necessidade de fazer parcerias com outras empresas, tal como aconteceu. 

Daí, os defensores desta tese apresentaram dois argumentos principais para sustentá-la, que são:

1) Com a Petrobras sendo a única empresa a atuar no pré-sal, as suas ações iriam se valorizar tanto que ela não precisaria fazer parcerias com ninguém;

2) Ainda assim, caso faltasse capital para a realização dos investimentos, a Petrobras poderia obter o mesmo por meio de empréstimos, visto que os credores (do mundo inteiro) estariam ansiosos por emprestar dinheiro à uma empresa que seria a única a atuar no pré-sal brasileiro.

O grande problema destes argumentos é que eles são muito fracos e insustentáveis. 

E porque afirmo isso? 

Simples: A valorização das ações da empresa somente geraria recursos (para investimentos) para a Petrobras caso as mesmas fossem vendidas para particulares. 

Afinal, não adianta nada você comprar uma ação que vale, digamos, R$ 10 e, daí, ela passa a valer R$ 100, se você mantiver a ação em seu poder. 

A valorização da ação somente irá reverter em lucro para o seu dono (ou seja, o Estado) se as ações forem vendidas. Daí, sim, a empresa se beneficiaria com esta valorização.

Logo, essa primeira alternativa, que é defendida por muitos ditos 'esquerdistas' e 'nacionalistas', implicaria no aumento da participação do setor privado, e também estrangeiro, no capital total da Petrobras, o que vai na contramão do discurso nacionalista e estatizante dos seus defensores. 

Assim, caso essa medida fosse adotada, a maior parte dos lucros que a Petrobras tivesse com a exploração o pré-sal seriam apropriados pelos acionistas particulares e estrangeiros da empresa e não pelo Estado.

Logo, tal medida implicaria num grau muito maior de privatização e de desnacionalização das riquezas geradas pelo pré-sal do que os seus defensores imaginam. O efeito disso seria exatamente o contrário do que eles desejam. 

Quanto ao endividamento da empresa: Neste início de ano a Petrobras pegou US$ 11 bilhões emprestados no exterior para, justamente, viabilizar os seus investimentos, no pré-sal em especial. 

Porém, a oferta de recursos por parte dos credores, para empresa, foi muito maior, atingindo os US$ 42 bilhões. E a Petrobras somente não pegou todo esse valor porque ela não quis. 

Logo, não é porque a Petrobras deixa de ser a única produtora do pré-sal que ela é prejudicada na obtenção de empréstimos, visto que é uma empresa eficiente e altamente lucrativa. 

Tanto isso é verdade que a oferta de empréstimos para a empresa é muito maior do que o valor que ela pega emprestado. E nenhum investidor ou credor do mundo faria isso para uma empresa que fosse ineficiente ou mal administrada, certo?

A competência da empresa, inclusive, pode ser comprovada pelo fato de que somente no período de Janeiro a Setembro deste ano, por exemplo, o lucro da Petrobras cresceu 29% em relação ao mesmo período do ano passado, ultrapassando os R$ 17 bilhões. 

Além disso, com a solução defendida pelos ditos 'esquerdistas', teríamos uma grande chance de que o valor que a Petrobras emprestasse (para viabilizar os investimentos gigantescos no pré-sal) fosse exageradamente elevado, o que acabaria acontecendo é que grande parte (ou a maior parte) dos lucros gerados pelo pré-sal terminariam ficando nas mãos dos credores e não do Estado. 

Portanto, as duas medidas defendidas pelos ditos 'esquerdistas' e 'nacionalistas' radicais, como sendo alternativas melhores do que a adoção do Regime de Partilha (criado pelo governo Lula e que foi criado para extrair o petróleo do pré-sal), resultariam na privatização e na desnacionalização da Petrobras, bem como na apropriação da maior parte dos lucros gerados pelo pré-sal pelos acionistas particulares, estrangeiros e pelos credores da empresa.

E quase nada ficaria com o Estado brasileiro, prejudicando o desenvolvimento do país e impedindo que as riquezas geradas pelo pré-sal pudessem beneficiar o povo brasileiro. 

Assim, entendo que está mais do que comprovado que as regras do Regime de Partilha, implantado pelo governo Lula para extrair o petróleo do pré-sal, é a melhor solução para que o mesmo possa contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e do seu povo.

Link:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/10/lucro-da-petrobras-ultrapassa-r-17.html

sábado, 26 de outubro de 2013

Ildo Sauer e a entrevista repleta de asneiras ao 'Viomundo' - por Marcos Doniseti!

Ildo Sauer e a entrevista repleta de asneiras ao 'Viomundo' - por Marcos Doniseti!




Se depender do Ildo Sauer, o petróleo do pré-sal ficará deitado eternamente em berço esplêndido nas profundezas do Oceano Atlântico, enquanto o Brasil continuará convivendo com pobreza e miséria em larga escala por toda a eternidade. 

Afinal, ele já afirmou que o petróleo do pré-sal somente deveria ser extraído depois que o mesmo fosse contado, barril por barril. Quanto tempo iria demorar isso? Ele não disse. 

Para o sr. Ildo Sauer, o Brasil é uma Noruega (país número 1 no IDH da ONU) e pode se dar ao luxo de 'controlar' a produção do pré-sal, deixando o mesmo guardado para um futuro incerto, no qual o petróleo, talvez, já não terá a mesma importância (e nem o mesmo valor) de hoje. 

Os argumentos que ele apresenta na entrevistas são fracos, muito fracos, pois o Estado brasileiro ficará com 85% da renda do pré-sal, como disse a Presidenta Dilma em seu discurso na TV após a realização do leilão do Campo de Libra. E os dados que ela apresentou foram confirmados pelo Fernando Brito, no Tijolaço (vide link: http://tijolaco.com.br/index.php/serra-claro-critica-o-leilao-nao-vai-dar-para-cumprir-o-prometido-a-chevron/ ).

Além disso, 60% dos investimentos no Campo de Libra serão feitos pelas empresas estrangeiras, mas o Estado ficará com 2/3 da produção. 

E a PetroSal, de grande importância e sobre a qual nada se fala, terá o poder de vetar qualquer decisão dos consórcios produtores. 

A PetroSal (ou seja, o Estado brasileiro) é que determinará qual será o grau mínimo de nacionalização dos equipamentos usados no pré-sal e que terá a palavra final em todos os assuntos relacionados ao mesmo. 

Mas Sauer nem comenta isso. Porque será, hein? 

A exploração do pré-sal também dará um impulso imenso ao processo de industrialização do país. Será algo comparável, e muito maior em escala, ao que representou a criação da Petrobras, da CSN, da Vale e do BNDES durante a Era Vargas. 

Assim, teremos o início de um novo ciclo de desenvolvimento econômico e social no Brasil e que impulsionará o crescimento do país por várias décadas seguidas. Estimativas já apontam para a criação de 87 milhões de empregos gerados no país durante os próximos 30 anos. 

Quando tivemos algo assim em nossa história? Nunca, é claro. 

E tudo isso acontecerá porque as regras do Regime de Partilha, criadas pelo governo Lula, entregaram ao Estado (e não às empresas privadas) as decisões, de fato, a respeito do pré-sal. 

Aliás, foi justamente por isso (e a revista neoliberal 'Exame', da Editora Abril, confirmou) que a Exxon, Chevron, Mobil, BP e BP ficaram de fora do leilão. 

Elas agiram assim porque sabem que as regras do Regime de Partilha beneficiam muito mais ao Estado brasileiro do que às empresas estrangeiras. 

E os chineses, como qualquer pessoa bem informada sabe, não estão preocupados com o preço do petróleo, pois tem mais de US$ 3 trilhões em reservas (e dinheiro para comprá-lo, portanto, não falta), mas sim com a garantia de fornecimento do produto, que é essencial para a continuidade do seu processo de crescimento econômico. 


Como se percebe, possuir um 'currículo invejável' não impede ninguém de sair falando asneiras a granel por aí, como fez o sr. Ildo Sauer. 


Links:

http://www.viomundo.com.br/denuncias/ildo-sauer.html

http://oglobo.globo.com/economia/investimentos-no-pre-sal-para-os-proximos-30-anos-movimentarao-us-17-trilhao-10440618

http://tijolaco.com.br/index.php/serra-claro-critica-o-leilao-nao-vai-dar-para-cumprir-o-prometido-a-chevron/

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/os-perigos-do-campo-de-libra

http://tijolaco.com.br/index.php/dilma-quem-quer-mudar-a-regra-do-petroleo-que-mostre-a-cara-assista/

domingo, 20 de outubro de 2013

Agência Brasil confirma: Estado Brasileiro terá participação mínima de 75% na renda liquida gerada pelo petróleo do pré-sal! - por Marcos Doniseti!

Agência Brasil confirma: Estado Brasileiro terá 

participação mínima de 75% na renda liquida gerada


pelo petróleo do pré-sal! - por Marcos Doniseti!





Escrevi e postei um texto neste blog no qual eu demonstrei que com as regras do Regime de Partilha do pré-sal criadas pelo governo Lula, o Estado brasileiro teria uma participação mínima de 74,35% na renda líquida gerada pela produção de petróleo do pré-sal.

Ver link: http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2013/10/leilao-do-campo-de-libra-regras.html

Agora, leio um texto da 'Agência Brasil' onde ela confirma exatamente o que eu escrevi, ou seja, que o Estado ficará com a maior parte (75%) da renda gerada pelo petróleo do pré-sal.

Vejam o que a 'Agência Brasil' publicou: 'Pelas regras, o governo terá uma participação total de, no mínimo, 75% na receita do projeto, levando-se em consideração todos os tipos de retornos previstos.'.

Assim, a 'Agência Brasil' confirmou exatamente o que escrevi aqui no blog.

E vejam que os 74,35% da renda do pré-sal a que o Estado terá direito são o percentual MÌNIMO. 


No entanto, se a oferta do consórcio vencedor para entrega de óleo ao Estado superar os 41,65% (que são o percentual mínimo estabelecidos pela lei), então, a participação do Estado na riqueza gerada pelo pré-sal será ainda maior.

Quero ver alguém contestar o que escrevi, agora.


Link:

http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2013/10/entenda-como-funcionara-o-leilao-de-libra

O Pré-Sal, o presente e o futuro do Brasil! - por Marcos Doniseti!

O Pré-Sal, o presente e o futuro do Brasil! - por Marcos Doniseti!



Em entrevista concedida ao 'Correio da Cidadania', Ildo Sauer defendeu que, antes de começar a extrair o petróleo do pré-sal, é preciso saber quanto petróleo, exatamente, tem nesta área.

Mas de que adianta deixar o petróleo embaixo do sal, por anos a fios, até ter certeza de quanto petróleo tem lá embaixo, como defende, inexplicavelmente, o Ildo Sauer? E quando este trabalho iria terminar? Daqui a muitos anos, com certeza. Até lá o país continuaria convivendo com pobreza, miséria e desigualdades em escala e dimensão inaceitáveis. 

Temos é que transformar esses recursos em riquezas e benefícios, imediatos e futuros, para o povo brasileiro, usando-os para construir um país mais rico, justo, desenvolvido e sustentável, oferecendo uma vida digna para todos os brasileiros.

E isso tem que ser feito desde já. 

E como qualquer pessoa minimamente bem informada sabe, a Petrobras, sozinha, não tem os recursos necessários para investir no pré-sal. Somente nos próximos 12 anos terão que ser feitos US$ 500 bilhões em investimentos no pré-sal. Nem a Petrobras, nem qualquer outra empresa de energia do mundo, poderia fazer algo desta dimensão sozinha. 

Endividar a Petrobras para viabilizar isso (como também defende o Ildo Sauer) é o mesmo que querer levar a empresa à falência. Daí, quem ficará com os lucros do pré-sal serão os credores da empresa e não o Estado, e muito menos o povo brasileiro.

Com o 'Regime de Partilha', criado pelo governo Lula, no mínimo 74,35% da renda líquida do pré-sal (descontado os gastos necessários para extrair o petróleo) ficará com o Estado, que poderá usar tais recursos para construir um país melhor e mais justo para todos. 

E com os investimentos no pré-sal começando a aumentar fortemente isso poderá ser feito a partir de agora e não em um futuro incerto, onde já poderemos estar sendo governados por neoliberais que irão entregar essa riqueza imensa para as 'Chevrons' da vida, tal como José Serra prometeu que o faria caso tivesse sido eleito Presidente da República em 2010. 

Portanto, vamos começar a construir imediatamente esse país onde todos possam viver com dignidade.

Afinal, quem sabe faz a hora, não espera acontecer, como já dizia Geraldo Vandré. 

Links:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/10/pre-sal-exigira-investimentos-de-us-500.html

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/10/leilao-do-campo-de-libra-regras.html

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2013/10/revista-neoliberal-exame-reconhece.html

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2013/10/algumas-das-vantagens-do-regime-de.html

http://www.viomundo.com.br/denuncias/ildo-sauer-chineses-vao-lucrar-muito-e-ainda-garantir-suprimento-seguro-de-petyr.html

Revista neoliberal 'Exame' reconhece: Regras do 'Regime de Partilha' para o pré-sal fortalecem a presença do Estado brasileiro no setor! - por Marcos Doniseti!

Revista neoliberal 'Exame' reconhece: Regras do '

Regime de Partilha' para o pré-sal fortalecem a presença 

do Estado brasileiro no setor - por Marcos Doniseti!




Vejam o que a insuspeita (no pior sentido da expressão, pois ela jamais poderá ser acusada de ser 'lulo-dilmo-petista') publicação da Editora Abril, a 'Exame', publicou sobre o tema das regras do Regime de Partilha que o governo Lula criou para o pré-sal:


"Ao contrário dos leilões anteriores, o modelo em Libra é o de partilha de produção, e não concessão. O vencedor será o grupo que oferecer ao governo a maior fatia de "óleo lucro" – petróleo produzido depois de pagos os investimentos iniciais feitos pelas empresas - para vender por conta própria.

O lance mínimo é de 41,65% de participação, mas o governo espera que as ofertas cheguem a 75% ou mais.

O novo modelo é mais atrativo financeiramente para o governo, mas não para as empresas. O problema é que a alta taxa de participação do Estado nos lucros, somada a operação obrigatória e exclusiva da Petrobras, deixou as grandes petrolíferas internacionais receosas com o pré-sal.".


Link:

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/os-perigos-do-campo-de-libra

sábado, 19 de outubro de 2013

Algumas das vantagens do Regime de Partilha do petróleo do pré-sal - por Marcos Doniseti!

Algumas das vantagens do Regime de Partilha do 

petróleo do pré-sal - por Marcos Doniseti!


Com a adoção do Regime de Partilha para o petróleo do pré-sal, os Governos de Lula e Dilma garantiram que, no mínimo, 74,35% da renda líquida obtida com o petróleo do pré-sal fique com o Estado Brasileiro, beneficiando ao país e ao seu povo. Este percentual é maior do que a participação do Estado existente na China(71%) e na Rússia (69%).


1) No mínimo, 74,35% da renda líquida obtida (descontado os gastos com a extração do petróleo) ficará com o Estado Brasileiro. Para efeito de comparação, na China o percentual é de 71% e na Rússiá de 69%.

Esse percentual (de 74,35%) poderá ser ainda maior, dependendo de quanto petróleo os consórcios oferecerão ao Estado nos leilões. 

O percentual mínimo estabelecido pelo marco regulatório do pré-sal é de 41,65%, mas em muitos casos haverá vários concorrentes nos leilões e, daí, é praticamente certo que o percentual oferecido ao Estado será muito maior, podendo chegar a até uns 60%-65% do petróleo extraído. 

E quanto maior for o percentual ofertado pelos consórcios, melhor será para o Estado e para o povo brasileiro;

2) Foi criada a PetroSal, que irá gerir os contratos do sistema de produção dos campos do pré-sal. E a empresa terá o poder de vetar qualquer decisão dos consórcios produtores que possa vir a ser prejudicial ao país;

3) Dos royalties (que representam 15% do total do faturamento obtido com a extração do petróleo do pré-sal) arrecadados com o petróleo do pré-sal, 25% irão para a Saúde e 75% para a Educação;

4) A Petrobras será a única operadora de todos os campos do pré-sal, facilitando o controle e a fiscalização sobre  as atividades dos consórcios produtores;

5) Por lei, 41,65% do petróleo extraído pelos consórcios será obrigatoriamente entregue ao Estado;

6) Haverá um aumento enorme de encomendas para as indústrias nacionais que são fornecedoras da Petrobras (para a construção de navios, plataformas, etc), gerando centenas de milhares de empregos em toda a cadeia produtiva de fornecedores da empresa;

7) Grande parte dos empregos gerados na cadeia produtiva de fornecedores da Petrobras exigirá trabalhadores com maior qualificação e, é claro, pagarão bons salários;

8) Mesmo não fazendo parte dos consórcios vencedores dos leilões do pré-sal, a Petrobras terá direito a 30% do lucro líquido dos mesmos (já descontados o IR e o CSLL);

9) 34% dos lucros obtidos pelos consórcios produtores (já descontados os royalties e os gastos com os custos de extração) ficarão com o Estado, que cobrará 25% de IR e 9% de CSLL sobre os mesmos;

10) Em 2010, o governo Lula promoveu a capitalização da Petrobras, por meio da qual aumentou a participação do Estado no capital total da empresa de 38% para 48%. 

Com isso, garantiu-se que uma parcela maior dos lucros obtidos pela Petrobras na exploração do pré-sal ficassem com o Estado brasileiro.

Leilão do Campo de Libra: Regras garantem ao Estado Brasileiro uma participação mínima de 74,35% na renda líquida! - por Marcos Doniseti!

Leilão do Campo de Libra: Regras garantem ao Estado Brasileiro uma participação mínima de 74,35% na renda líquida! - por Marcos Doniseti!


Capitalização da Petrobras, feita no governo Lula, elevou a participação do Estado no capital total da empresa para 48%.

Usando dos dados publicados pelo Fernando Brito no 'Tijolaço' (ver link abaixo), fiz alguns cálculos que mostram que as regras do 'Regime de Partilha', e que foram aprovadas pelo Congresso Nacional, durante o governo Lula, garantem ao Estado Brasileiro uma participação mínima de 74,35% da renda líquida obtida com a extração do petróleo do pré-sal. 


Senão, vejamos:

Obs: A participação mínima do Estado Brasileiro, pelas regras do leilão, é de 41,65%.

A participação mínima da Petrobras no consórcio vencedor (não importando qual seja o mesmo) é de 30%, certo? 

E é claro que esta participação será ainda maior se a Petrobras fizer parte do consórcio vencedor do leilão.

Mas o objetivo aqui deste texto é pensar sempre nas piores possibilidades, ou seja:

1) A de que a Petrobras não integrará o consórcio vencedor do leilão (o que dificilmente acontecerá, pois a empresa se preparou muito para o mesmo);

2) A oferta do consórcio vencedor para a participação do Estado Brasileiro no Campo de Libra for de apenas 41,65%, que é o mínimo exigido pelas regras do leilão.

Então, nestas condições, que são as piores possíveis, qual seria a participação total do Estado Brasileiro na renda líquida obtida com a extração do petróleo do Campo de Libra?

Ela seria de 74,35%. 

Isso mesmo!


Regras do 'Regime de Partilha', criadas pelo governo Lula, garantem ao Estado Brasileiro uma participação mínima de 74,35% na renda líquida do petróleo do pré-sal. Na China o índice é de 71% e na Rússia é de 69%.

Levando em consideração as condições acima, qual seria a participação do Estado Brasileiro com o barril de petróleo cotado a US$ 100? 

É o que iremos calcular a partir de agora (a partir de dados retirados do 'Tijolaço'):

Receita bruta por barril (A) US$ 100:

Royalties (15%) - US$ 15;
Custos de Extração  - US$ 30;
Receita Líquida - US$ 55;
Óleo do Governo (participação de 41,65%) – US$ 23;
Óleo do Consórcio - US$ 32;
Imposto de Renda (de 25%, cobrado sobre a renda líquida do consórcio, que é de US$ 32 - US$ 8;
CSLL (9%, também cobrado sobre os US$ 32 de renda líquida do consórcio) - US$ 2,88. 

Assim, o governo ficará com US$ 10,88 dos US$ 32 que será a parte do consórcio produtor. 

Lucro Final do Consórcio - US 21,12 (30,2%). 

Para saber como calcular o lucro final do consórcio basta somar o IR e o CSLL e abater o valor alcançado (US$ 10,88) dos US$ 32 de renda líquida do consórcio. 

Então, 34% (US$ 10,88) dos US$ 32 obtidos pelo consórcio ficarão com o Estado Brasileiro, frutos da cobrança do IR e da CSLL. 

Mas também temos uma participação mínima da Petrobras no consórcio vencedor (não importando qual seja o mesmo) e que é de 30%. 

Logo, a Petrobras ficará com US$ 6,34 destes US$ 21,12 de renda líquida (já descontados o IR e o CSLL) que o consórcio vencedor terá.

E também não podemos esquecer que quando o Presidente Lula capitalizou a Petrobras, a participação do Estado no capital total da empresa subiu para 48%. 

Logo, destes US$ 6,34 de lucro líquido (que é a parcela mínima que a Petrobras terá no Lucro Líquido do Consórcio vencedor) a parcela do Estado Brasileiro será de US$ 3,17. 

Somando tudo (ou seja: 

1) Royalties; 
2) IR;
3) CSSL; 
4) Participação mínima de 41,65% do Estado Brasileiro sobre todo o petróleo extraído; 
5) Participação mínima de 30% da Petrobras no consórcio vencedor; 
6) Participação de 48% do Estado no capital total da Petrobras;

A fatia TOTAL do Estado brasileiro na renda obtida com a extração do petróleo no Campo de Libra, nas condições descritas acima (e que são as mais pessimistas possíveis), será de (no mínimo) US$ 52,05. 

Isso representa uma participação total de 74,35% do Estado Brasileiro sobre a Receita Líquida (que é de US$ 70, pois temos que descontar os US$ 30 de custo para extrair o petróleo) obtida com a extração do petróleo do pré-sal do Campo de Libra. 


Participação do Estado na renda obtida com a extração de petróleo nos países acima. Somente a Venezuela e o Cazaquistão tem percentual maior do que aquela que é garantida ao Estado Brasileiro, que é de, no mínimo, de 74,35%. 

Assim, repito: As regras do Leilão, conforme o regime de Partilha (aprovado pelo Congresso Nacional durante o governo Lula) garantem ao Estado Brasileiro uma participação mínima de 74,35% sobre a Receita Líquida obtida com a extração do petróleo do pré-sal.  

Para se ter uma ideia do que isso significa, isso é mais do que a participação do Estado na China (que é de 71%) e na Rússia (de 69%) na produção de petróleo. E ninguém é louco de dizer que os governos destes dois países são entreguistas, não é mesmo?

E o Fernando Brito, do 'Tijolaço', calculou que se a oferta de participação do Estado Brasileiro, feita pelo consórcio vencedor do leilão, for de 65%, então a participação Estatal total na renda obtida com o petróleo do pré-sal será de 86,2%, pouco distante dos 88% da Venezuela Bolivariana. 

Então, é por isso que colunistas da reacionária 'Veja' (como o Rodrigo Constantino) e a neo-entreguista Marina Silva falam tanto em querer acabar com o 'Chavismo' do governo Lula-Dilma, pois estes adotam regras e programas que beneficiam muito mais ao Brasil e ao seu povo do que qualquer governo anterior. 

Logo, somente alguém totalmente desinformado, ou que pratique uma deslavada desonestidade intelectual, pode dizer que a realização do leilão do Campo de Libra representa algum tipo de 'entreguismo' das riquezas do país para o exterior. 

Muito pelo contrário. 




As regras do "Regime de Partilha", que foram aprovadas pelo Congresso Nacional durante o Governo Lula, foram feitas justamente para elevar substancialmente a parcela do Estado Brasileiro (e do seu povo, é claro) na renda obtida com a extração do petróleo do pré-sal.

E é justamente porque o Governo Lula elevou fortemente o percentual mínimo a que o Estado Brasileiro terá direito com a extração do petróleo do pré-sal é que as forças mais reacionárias, entreguistas, traiçoeiras e vende-pátrias da Nação desejam cancelar e inviabilizar o leilão do Campo de Libra. 

Com isso, estas forças retrógradas (que são 'os de sempre' – PIG-PSDB-DEM-PPS-Bancos estrangeiros – mais os novos integrantes das mesmas, que são Marina Silva e Eduardo Campos) poderiam, caso vençam a eleição presidencial de 2014, alterar totalmente as regras de extração do petróleo do pré-sal, em prejuízo do Estado e do Povo Brasileiros. 

E é claro que tal mudança iria ser feita no sentido de acabar com o regime de Partilha e não no sentido de fortalecê-lo.

Assim, teríamos a volta do 'Regime de Concessão' implantado pelo governo FHC, que possuía regras muito mais benéficas ao setor privado estrangeiro. 

E isso iria levar a uma substancial redução da participação do Estado na renda obtida com a extração do petróleo do pré-sal. 

E os maiores beneficiados com um eventual adiamento do leilão do Campo de Libra seriam justamente as grandes multinacionais petrolíferas estrangeiras (dos EUA, Reino Unido, etc) que ficaram de foram do leilão justamente porque sabem que as regras adotadas pelo 'Regime de Partilha' são muito mais atraentes para o Estado Brasileiro (que ficará com, no mínimo, 74,35% da renda líquida obtida com a extração do petróleo do pré-sal) do que para elas. 

Assim, da forma como o 'Regime de Partilha' foi concebido e planejado pelo governo Lula, teremos uma participação estatal mínima de 74,35% na renda obtida com o petróleo do pré-sal.

E esta é, (como vimos aqui), uma participação maior do que aquela que o Estado obtém na China (71%) e na Rússia (69%) com a extração do petróleo.

Assim, somente um total desinformado pode afirmar que o leilão do Campo de Libra representa algum tipo de 'entreguismo'.

Na verdade, acontece exatamente o contrário, ou seja, com o 'Regime de Partilha' a participação do Estado na renda líquida é muito maior (de elevadíssimos 74,35%, como vimos) do que seria no 'Regime de Concessão'.

E é justamente por isso que as forças mais retrógradas do país lutam arduamente para inviabilizar o leilão do Campo de Libra. 

E se isso acontecer, inevitavelmente o 'Regime de Partilha' estará sob sério risco.




E é claro que tal fato iria resultar num brutal fortalecimento dos defensores do “Regime de Concessão' que vigorava antes do governo Lula (ou seja, no governo FHC) e cujas regras eram muito mais benéficas ao setor privado estrangeiro do que ao Estado Brasileiro. 

Foi a criação do 'Regime de Partilha' (junto com a 'Capitalização da Petrobras', que elevou a participação do Estado no capital total da empresa de 38% para 48%) que permitiu esse brutal aumento da participação do Estado Brasileiro na renda líquida obtida com a extração do petróleo do pré-sal. 

Logo, destruir com o 'Regime de Partilha' (criado pelo governo Lula) e voltar com o 'Regime de Concessão' (implantado pelo governo FHC) é tudo o que os verdadeiros entreguistas, traidores e vende pátrias realmente desejam.

Não Passarão!  

Link:

http://tijolaco.com.br/index.php/libra-os-numeros-que-mostram-o-equivoco-de-cancelar/


Comentário Adicional:

Obs1: A oferta ´mínima de petróleo que o consórcio vencedor terá que oferecer ao Estado no leilão do Campo de Libra é de 41,65%. Por isso, a parte da renda líquida obtida com o petróleo do pré-sal que ficará com o Estado brasileiro passou de 73,35%, como eu havia estimado anteriormente, para 74,35% da mesma, ok? Mas isso não altera o essencial, que é o fato de que o Estado brasileiro será o maior beneficiado com geração de riqueza proporcionada pelo petróleo do pré-sal. 


Obs2: Revista 'Exame' critica o Regime de Partilha criado pelo governo Lula para o pré-sal!


Esse comentário que posto a seguir eu retirei de um texto da 'Exame' (neoliberal, da Editora Abril) e confirma o que eu disse a respeito das regras do Regime de Partilha criadas pelo governo Lula não serem favoráveis às grandes petroleiras estrangeiras, mas sim ao Estado brasileiro: 

"Ao contrário dos leilões anteriores, o modelo em Libra é o de partilha de produção, e não concessão. O vencedor será o grupo que oferecer ao governo a maior fatia de "óleo lucro" – petróleo produzido depois de pagos os investimentos iniciais feitos pelas empresas - para vender por conta própria. 

O lance mínimo é de 41,65% de participação, mas o governo espera que as ofertas cheguem a 75% ou mais. 

O novo modelo é mais atrativo financeiramente para o governo, mas não para as empresas. O problema é que a alta taxa de participação do Estado nos lucros, somada a operação obrigatória e exclusiva da Petrobras, deixou as grandes petrolíferas internacionais receosas com o pré-sal.": 

Link: