domingo, 21 de julho de 2013

O Reino Unido e as suas inúmeras Bolsas! - por Marcos Doniseti!

O Reino Unido e as suas inúmeras Bolsas! - por Marcos Doniseti!

Harry e Kate, herdeiros do trono britânico. Reino Unido oferece inúmeras bolsas aos mais pobres, mesmo sendo um país muito mais rico e menos desigual do que o Brasil. E agora, neoliberais?

Vejam o que o sociólogo Alberto Carlos Almeida escreveu em seu artigo 'O Bolsa Família e outras bolsas' (ver link abaixo):

"O Brasil adotaria políticas sociais que resultariam na dependência, ao passo que, por exemplo, o Reino Unido pós-Thatcher seria o exemplo de dinamismo e de alocação eficiente de recursos. A maioria dos críticos do Bolsa Família também idealiza o que acontece em outros países. Nada mais distante da realidade do que achar que somente no Brasil os mais pobres recebem algum tipo de auxilio do governo para sobreviver. Na verdade, o Brasil é um dos países que menos auxílio presta aos mais pobres. Mais uma vez, o exemplo do Reino Unido é paradigmático: lá existe até mesmo o bolsa funeral.".


No texto de Almeida, ficamos sabendo que entre alguns dos principais benefícios sociais (Bolsas) oferecidos pelo governo britânico aos pobres, estão:
- Bolsa Funeral (R$ 2100 para ajudar no enterro de seu familiar, incluindo pagar flores, caixão, uma viagem de algum parente para o velório, etc);
- Bolsa Aquecimento no Inverno (média de R$ 2400 por mês para ajudar as pessoas a se aquecerem no inverno);
- Bolsa Necessidades Especiais (para deficientes ou idosos, no valor de até R$ 1500 mensais);
- Bolsa Cuidados de quem tem necessidades especiais ( R$ 720 mensais);
- Bolsa Aquecimento por painéis solares (até R$ 3600 mensais);
- Seguro-Desemprego (R$ 720 mensais).

E vejam que isso acontece mesmo com o Reino Unido sendo um país muito mais rico do que o Brasil. 
A renda per capita britânica é de US$ 38.600 anuais (2012), contra cerca de US$ 12.800 anuais do Brasil (dados do FMI). 
E a distribuição de renda no Reino Unido também é muito melhor do que a brasileira, pois enquanto o índice de Gini do Brasil é de 0,519 (dado de 2012), o do Reino Unido é  de 0,36.
Obs: É bom lembrar que o índice de Gini vai de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade existente em um país . 
E o IDH britânico é de 0,85, bem maior que o brasileiro, que é de 0,73. Com isso, enquanto o Reino Unido está na 26a. posição no IDH da ONU, o Brasil se encontra na posição 85.
Mesmo assim, o governo britânico mantém uma série de benefícios que visam ajudar a população mais pobre em momentos de dificuldade ou de necessidade, como pudemos constatar . 

E agora, neoliberais, o que é que vocês irão dizer a respeito disso, hein?

Links:

Artigo de Alberto Carlos Almeida:

http://www.senado.gov.br/noticias/senadonamidia/noticia.asp?n=840508&t=1

Índice de Gini:


http://www.thinkfn.com/wikibolsa/Coeficiente_de_Gini


IDH da ONU:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano


Renda Per Capita:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal_per_capita


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Porque Marina Silva tem tudo para repetir Jânio e Collor! - por Marcos Doniseti!

Porque Marina Silva tem tudo para repetir Jânio e 

Collor! por Marcos Doniseti!




Marina Silva adota discurso que soa como música ao capital especulativo internacional, inclusive defendendo a 'autonomia do Banco Central'. 

Confirmando o que escrevi aqui no blog, a nova pesquisa eleitoral do Ibope/Estadão mostra que Marina Silva é a única que consegue empatar tecnicamente com a presidenta Dilma em um segundo turno. Neste, Dilma teria 35% dos votos, contra 34% de Marina.

Segundo esta pesquisa, os resultados da eleição presidencial, hoje, seriam os seguintes:

Cenário 1:

Dilma - 30%;
Marina - 22%;
Aécio - 13%;
Campos - 5%.
Nenhum - 30%.

Cenário 2:

Dilma - 29%;
Marina - 21%;
Aécio - 12%;
J.Barbosa - 6%;
Campos - 5%.
Nenhum - 27%.

Já quando se inclui o nome do ex-Presidente Lula na disputa, a situação muda completamente de figura, com a eleição sendo decidida no primeiro turno.

Cenário 3:

Lula - 41%;
Marina - 18%;
Aécio - 12%;
Campos - 3%.
Nenhum - 26%.

Cenário 4:

Lula - 39%;
Marina - 17%;
Aécio - 12%;
J.Barbosa - 6%;
Campos - 3%.
Nenhum - 23%.

É importante notar o altíssimo índice de eleitores que não escolhe nenhum dos candidatos, em todos os cenários, sendo que o mesmo chega a 30% no cenário 1. 

Neste, o percentual de Nenhum é semelhante ao de Dilma, inclusive, atingindo os 30%.

Isso demonstra, claramente, o desgaste a que toda a classe política brasileira foi submetida com os protestos que tivemos, em todo o país, em Junho passado. 

Porém, inegavelmente, a Presidenta Dilma foi aquela que mais caiu nas pesquisas, enquanto Marina cresceu nas mesmas. 

O ex-presidente Lula foi o único que não perdeu tanto apoio e caso fosse candidato acabaria sendo eleito no primeiro turno.

No cenário 3, o ex-presidente Lula teria 55,4% dos votos válidos. E no cenário 4, Lula teria 50,6% dos votos válidos, mantendo as chances de liquidar a fatura no primeiro turno.

Portanto, essa pesquisa confirma que Dilma se desgastou muito com as chamadas 'Rebeliões de Junho', que Marina foi a candidata de oposição que mais se beneficiou com as manifestações populares e que Lula seria o único candidato com chances reais de vencer a eleição no primeiro turno, mesmo em um cenário (o de número 4) com cinco candidatos e no qual o ministro do STF Joaquim Barbosa também estaria incluído. 


O ex-presidente Lula é o único candidato que venceria a eleição presidencial no primeiro turno. Enquanto isso, Dilma enfrentaria uma disputa acirrada com Marina Silva, em situação de empate técnico. 

O fortalecimento político e eleitoral de Marina Silva, pelo menos neste momento, me parece inegável, mas isso gera uma série de questionamentos, que apresentarei na sequência e que estão ligados a dois aspectos importantes:

1) As mudanças no discurso de Marina Silva para poder se eleger Presidente da República, aderindo às teses neoliberais, que são as mesmas que o PSDB-DEM-PPS defendem e que estão afundando países tradicionais da Europa numa crise monumental e para a qual não se enxerga nenhuma solução real (Espanha, Itália, Grécia, Irlanda, Portugal). Tal discurso atrairia o voto do eleitorado mais conservador, principalmente o da classe média tradicional. 

2) A imensa fragilidade política, partidária, social e institucional de um eventual governo de Marina Silva, pois o seu partido (que ainda sequer foi criado) teria uma representação muito reduzida no Congresso Nacional, fazendo com que o seu governo se tornasse inteiramente dependente das forças políticas mais conservadoras e que dominam o Congresso Nacional, bem como da Grande Mídia. 


Marina Silva assume a defesa das ideias e teses neoliberais a fim de poder chegar à Presidência da República. 


Vejam o que o site 'Brasil 247' publicou hoje:

"Depois de ganhar a rua, Marina seduz o mercado:

Maior beneficiária dos protestos no Brasil, a pré-candidata Marina Silva, que hoje está em empate técnico com a presidente Dilma, segundo o Ibope, constrói um discurso econômico que soa como música aos ouvidos dos empresários e investidores; em entrevista, ela defende a autonomia do Banco Central, um retorno maior nas concessões de infraestrutura, o corte de ministérios e até a exploração do pré-sal como um "mal necessário"; ela revela ainda que entre seus gurus estão liberais como Eduardo Giannetti da Fonseca e até André Lara Resende; será que a guerrilheira ecológica se converterá em heroína capitalista?".

Bastou ser picada pela mosca azul e Marina Silva já jogou no lixo o seu discurso natura-ambientalista? 

Agora, ela assume a defesa descarada do projeto neoliberal para o Brasil? Será que Chico Mendes gostaria disso? Entendo que não. 

Autonomia do Banco Central? Aumentar a margem de lucro do setor privado nas concessões públicas? Redução de ministérios? Essas são apenas algumas das teses neoliberais encampadas por Marina Silva em sua tentativa de chegar à Presidência da República.

Mas é muita ingenuidade acreditar que ela ficará apenas nisso. 

Com certeza, o pacote inteiro do Neoliberalismo será defendido e implantado por Marina Silva em um eventual governo comandado por ela: 1) Arrocho salarial; 2) Eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários; 3) Corte nos gastos e nos investimentos públicos; 4) Privatizações de empresas estatais (BB, CEF, Petrobras, etc); 5) Aumento da abertura comercial e financeira em benefício dos produtos, serviços e capitais especulativos externos; 6) Corte dos gastos sociais públicos, entre outras medidas defendidas pelos neoliberais do Brasil e do Mundo. 

Além das suas contradições e o abandono de suas bandeiras históricas, a fim de atrair o apoio do Grande Capital,  da Grande Mídia e da classe média conservadora e abastada, um outro grande problema da sua candidatura é que ela não terá uma legenda forte para dar sustentação, no Congresso Nacional e tampouco na sociedade, ao seu governo.



Com a fraqueza política e eleitoral dos tucanos, Marina Silva teria o perfil ideal para implantar as políticas neoliberais da época do governo FHC, inclusive aprofundando as mesmas, com a criação de um Banco Central independente. 

É bom lembrar que isso já aconteceu com Jânio Quadros e Fernando Collor. Deu no que deu...

Com isso, Marina Silva se tornaria totalmente refém dos clãs políticos conservadores que controlam o Congresso Nacional (Sarney, Collor, clã ACM, Alves, Renan, etc). 


Em função disso, é mais do que evidente que o seu governo seria muito, mas muito mais conservador do que os de Lula e até do que os de FHC. 

Afinal, Marina não conseguiria aprovar coisa alguma no Congresso Nacional se não entregasse o controle do seu governo para estas lideranças políticas tradicionais (Renan, Sarney, Collor, o clã ACM, etc) que dominam o Parlamento brasileiro.

Penso, inclusive, que este é o grande sonho do Grande Capital Financeiro internacional para o Brasil: Ter um governo cujo (a) Presidente (a) seria extremamente frágil nos aspectos partidário e social para que o mesmo fosse um mero pau-mandado (a) dos seus interesses. 


Assim, tal governo, não teria como resistir ao que eles desejam impor ao país, que é enfiar goela abaixo do povo brasileiro as mesmas políticas neoliberais da Era Collor-FHC e que afundaram com nações tradicionais da Europa como Espanha, Portugal, Grécia, Itália e Irlanda.

Vejam que mesmo os governos do PT (Lula -Dilma, é claro) que são moderadamente reformistas (de Centro-Esquerda) e que contam com o apoio de partidos com certa base social e popular organizada (PSB, PCdoB, PDT) e também de movimentos sociais organizados (CUT, MST, UNE, etc), têm imensas dificuldades para fazer aprovar os seus projetos de mudança e de reformas no Congresso Nacional. 

As gigantescas resistências colocadas pelas legendas mais conservadoras às propostas de Constituinte Exclusiva, do Plebiscito e da Reforma Política que foram apresentadas pelo governo Dilma, recentemente, após as 'Rebeliões de Junho', comprovam que quando tem os seus interesses ameaçados ou contrariados, as forças políticas e sociais mais retrógradas se unem e barram as mudanças. 

E força política e social para isso, os conservadores têm de sobra, pois as legendas mais direitistas dominam 80% do Congresso Nacional, enquanto que os partidos de Centro-Esquerda (PT, PSB, PCdoB, PDT) possuem apenas 20% dos parlamentares. E elas também tem uma força imensa na Mídia, no Poder Judiciário, entre outras instituições fundamentais ao funcionamento da Democracia Representativa no país. 

E se isso acontece com governos (Lula-Dilma) que tem um apoio político, partidário e social muito maior, então imaginem o que aconteceria com um governo, que seria o de Marina Silva, que não teria nenhuma base política e social para lhe dar o apoio e a sustentação necessárias para aprovar os projetos de interesse do seu governo? 

Como ela iria governar, sem tais apoios?


Marina Silva defendeu Feliciano. Pode isso, Arnaldo?

Aliás, é interessante notar que Marina Silva mesmo conseguindo se fortalecer com vistas à eleição presidencial de 2014, continua tendo gigantescas dificuldades para poder criar o seu partido, a Rede Sustentabilidade. 

Inclusive, para viabilizá-lo, Marina chegou ao ponto de receber a ajuda do PSDB e até dos seguidores de Silas Malafaia, o que comprova a fragilidade da sua candidatura entre a sociedade organizada e os movimentos populares de perfil mais progressista. 

Nestas condições, a candidatura de Marina Silva é, praticamente, uma candidatura avulsa. 

Em função de tudo isso, não vejo como negar que Marina Silva seria uma Presidenta que teria as suas mãos atadas, seu governo seria extremamente frágil e que o mesmo não passaria de uma reles marionete nas mãos das legendas mais conservadoras (PSDB, DEM, PPS e cia.), bem como da Grande Mídia reacionária e golpista, e da classe média tradicional e conservadora, que são forças políticas e sociais elitistas e que defendem  a adoção, no Brasil, do Neoliberalismo mais radical. 

Tal conjugação de forças políticas e sociais atende, essencialmente, apenas aos interesses do Grande Capital Financeiro Internacional, das quais estes segmentos sociais brasileiros são sócios minoritários. 

E é destes segmentos da sociedade brasileira que Marina ficaria inteiramente dependente para governar. 

Que tipo de governo surgiria dessa mistura toda, não é difícil de imaginar, não é mesmo? 

Com isso, Marina Silva seria obrigada a fazer tudo o que tais forças políticas e sociais, reacionárias e elitistas, desejassem e que é, fundamentalmente, impor o Projeto Neoliberal ao país.

Desta forma, o governo Marina Silva faria o 'trabalho sujo' que os partidos mais reacionários e elitistas (a trinca PSDB-DEM-PPS) não tem nem a força política e nem eleitoral suficiente para fazê-lo. Tais legendas estão muito desgastadas e não conseguem atrair (já há muito tempo) a maioria da população para as suas ideias anti-populares e anti-brasileiras.

Enquanto isso, Marina Silva tem um perfil muito mais adequado à conquista da Presidência da República do que o tucano Aécio Neves, por exemplo.

Marina Silva possui um histórico de participação em movimentos sociais (ambientalistas), foi do PT, é originária das camadas populares, foi ministra do governo Lula e ainda consegue, com um certo sucesso, se apresentar como sendo uma espécie de 'outsider' da política brasileira, tal como Jânio e Collor também o fizeram e com muito sucesso, pelo menos no aspecto da conquista da Presidência da República. 

E é isso que interessa às forças mais conservadoras, ou seja, derrotar Dilma e recuperar o comando do governo federal. 

Logo, a fragilidade dos apoios (político-partidário e social) organizados à candidatura de Marina faria com que ela se tornasse uma Presidenta totalmente dependente das forças políticas e sociais mais retrógradas. 

E caso ela não quisesse adotar as medidas que atendessem aos interesses destes segmentos, autoritários e elitistas, da sociedade brasileira (o que parece não ser o caso, vide a defesa que ela já está fazendo de algumas das principais ideias defendidas pelos neoliberais), então seria muito fácil derrubar o seu governo por meio de um processo de Impeachment, visto que o mesmo não teria nenhuma base parlamentar para lhe dar sustentação. 


A fragilidade gigantesca do partido de Marina Silva faria o seu governo se tornar refém das velhas e tradicionais lideranças que controlam o Congresso Nacional. 

Aliás, foi isso o que aconteceu, recentemente, no Paraguai, onde o Presidente Fernando Lugo foi derrubado porque não tinha nenhuma base política, partidária e institucional que desse sustentação ao seu governo no Congresso Nacional e tampouco nas instituições do Estado (Forças Armadas, Suprema Corte). 

Isso facilitou imensamente o trabalho dos reacionários quando os mesmos promoveram um Golpe de Estado relâmpago contra Lugo e que contou com o apoio e a participação das principais instituições estatais (Congresso Nacional, Suprema Corte, Forças Armadas). 

Com isso, com um eventual governo de Marina Silva, o Brasil teria tudo para repetir as trágicas experiências dos governos Jânio Quadros e de Fernando Collor, que também se elegeram por legendas nanicas e que não possuíam um partido forte e organizado que lhes dessem apoio no Congresso Nacional. 

A renúncia de Jânio Quadros e a recusa de Fernando Collor em se associar aos partidos políticos tradicionais foram tentativas fracassadas de superar essa fragilidade. 

E o país pagou um preço muito alto em função disso.

Como se diz: Errar é humano, persistir no erro é burrice.

Será que nós, brasileiros, estamos dispostos a cometer o mesmo erro, novamente, elegendo uma governante que não terá qualquer base política e social organizada, e muito menos parlamentar, para lhe dar sustentação, correndo o risco de repetir experiências semelhantes e anteriores que já resultaram em fracasso?

Acorda, Brasil!


Links:

Marina seduz o mercado financeiro adotando a defesa do Neoliberalismo:

http://www.brasil247.com/+1gy83

Marina Silva será a grande rival de Dilma na eleição presidencial de 2014:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2013/07/marina-silva-sera-grande-rival-de-dilma.html

Pesquisa Ibope/Estadão mostra empate técnico entre Dilma e Marina Silva no 2o. turno:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/07/lula-superaria-dilma-se-fosse-o-candidato-do-pt-aponta-ibope.html

PSDB ajuda Marina Silva a criar o seu novo partido:

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/97582/

Militantes de Marina Silva pedem apoio de seguidores de Malafaia para criar seu novo partido:

http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2013/06/05/rede-de-marina-coleta-assinaturas-em-passeata-anti-gay/

Marina Silva defende o Criacionismo:

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG81345-6010-506,00.html

Marina Silva defende Marco Feliciano:

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2013/05/15/interna_politica,439515/em-agenda-no-recife-marina-silva-sai-em-defesa-do-pastor-marco-feliciano.shtml#.UZONzRpAnAY.twitter

Marina Silva ataca movimento LGBT, que confronta Feliciano:

http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2013/05/15/marina-silva-ataca-movimento-lgbt-que-confronta-marcos-feliciano/

Inflação despencando? Você ficou sabendo antes por este blog! - por Marcos Doniseti!

Inflação despencando? Você ficou sabendo antes por 

este blog! - por Marcos Doniseti!



A presidenta Dilma foi criticada pela Grande Mídia porque disse que a taxa de inflação de Julho ficaria próxima de 0%, certo?

Agora, o IPCA-15 (IBGE), que usa a mesma metodologia do IPCA (muda apenas a data da coleta de preços, que mede a inflação oficial), ficou em apenas 0,07% em Julho.

Com isso, confirma-se o processo de desaceleração da taxa de inflação que está em andamento no Brasil. 

Mas, para quem acompanha os textos que escrevo em meus blogs e nas redes sociais (Twitter, Facebook) isso não é nenhuma novidade. 

Eu já havia comentado sobre essa forte queda na taxa de inflação nos meus blogs (vide links abaixo) no final de Maio, quando postei a informação de que a taxa de inflação apontada pelo IGP-M de Maio tinha sido de 0%, fato este que foi devidamente escondido pela Grande Mídia, tal como demonstrei naquela época. 

Inclusive, o próprio mercado financeiro prevê que a taxa de inflação de 2013 fechará em torno de 5,8%, mantendo-se no mesmo nível da inflação de 2012, quando ela ficou e, 5,84%.

Aliás, desde 2005 que o Brasil tem uma taxa de inflação anual que fica sempre dentro das metas de inflação estipuladas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), que vão de 2,5% (piso) até 6,5% (teto). Entre 2005 e 2012 a taxa média anual de inflação, no Brasil, é de 6%. 

Assim, já são nove anos consecutivos (2005-2013) em que a taxa de inflação brasileira fica dentro das metas. 

Portanto, a situação da inflação brasileira está muito, mas muito distante do cenário catastrófico mostrado pela Grande Mídia brasileira desde o início deste ano. 

Vejam o que escrevi aqui, neste blog, no final de Maio, quando a FGV divulgou que o IGP-M do mês de Maio tinha ficado em 0%:

"Uma notícia divulgada pela Grande Mídia nesta semana mostra o quanto ela adora esconder as boas notícias a respeito do país, em especial sobre a economia brasileira. A FGV divulgou que a taxa de inflação, medida pelo IGP-M, do mês de Maio foi de 0%. Isso mesmo. E a Grande Mídia não deu destaque algum para essa informação. 

Porque?


Simples: É que a Grande Mídia está, há vários meses, fazendo uma campanha brutal para convencer os brasileiros de que a inflação está crescendo rapidamente e que para combatê-la é necessário que o Banco Central aumente rápida e fortemente as taxas de juros.


Afinal, a Grande Mídia e o sistema financeiro são muito próximos, tanto quanto unha e dedo. 


Os grandes grupos empresariais de comunicação do país (Globo, Veja, Folha, Estadão) participam intensamente desta campanha e com isso eles tratam de esconder da população toda e qualquer informação que vá contra os seus interesses políticos e midiáticos. 


E uma destas informações é a de que há vários meses os índices de inflação estão apontando para uma queda sensível da mesma.  
E a queda da inflação foi tão forte que chegamos a um índice de 0% para o IGP-M de Maio. 

Mas como é que essa informação foi divulgada? Em nenhum site de notícias da Internet eu vi a notícia de que a inflação de Maio tenha sido de 0%, segundo o IGP-M. 


E como eles conseguiram fazer isso? Divulgando outro número no lugar, que é o da inflação acumulada em 12 meses. E mesmo neste caso, foi escondida a informação de que essa também caiu sensivelmente.".


E agora, Grande Mídia, o que você irá fazer? 

Ela irá continuar com o mesmo terrorismo econômico e financeiro que promoveu nos últimos anos a fim de gerar o caos no país e, assim, poder derrotar Dilma em 2014, é claro. 

E o compromisso em informar corretamente a população? Oras, isso não existe. O fato concreto é que somente os burros, desinformados, trouxas e imbecis é que dão crédito para o noticiário da Grande Mídia. 

Lembram-se da histeria midiática, no início deste ano, com relação ao 'racionamento de energia elétrica'. O 'jornal' da família Marinho ('O Globo') chegou a produzir manchetes dizendo que o racionamento já tinha começado nas indústrias...

Afinal, Rede Globo e Grande Mídia, responde aí: cadê o racionamento de energia.

Esta, sim, é a sua grande prioridade. 

O resto, para a Grande Mídia mentirosa, neofascista, reacionária e golpista, é mera perfumaria. 

E o país e o seu povo que se f...

Links:

IGP-M de Maio ficou em 0%:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2013/05/igp-m-aponta-inflacao-de-0-em-maio-e.html

IPCA-15: Inflação de Julho fica em 0,07%:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-07-19/inflacao-oficial-recua-na-previa-de-julho-e-fica-em-007

Eliane Cantanhêde: Risco de racionamento de energia faz Dilma convocar reunião de emergência:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1210891-risco-de-racionamento-de-energia-faz-dilma-convocar-setor-eletrico.shtml

Eliane Cantanhêde expõe 'Folha' ao ridículo:

http://www.blogdacidadania.com.br/2013/01/colunista-expoe-folha-ao-ridiculo-2/

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A 'Batalha das Expectativas' - Como a Grande Mídia tenta produzir uma crise no Brasil para poder derrotar Dilma em 2014! - por Marcos Doniseti!

A 'Batalha das Expectativas' - Como a Grande Mídia tenta produzir uma crise no Brasil para poder derrotar Dilma em 2014! - por Marcos Doniseti!

O governo Lula criou mais de 15 milhões de empregos com carteira assinada. 

Usando de mentiras deslavadas, que tentam convencer a população de que o Brasil enfrenta uma crise terrível, a Grande Mídia tenta criar uma grave crise econômica e social no país a fim de poder derrotar Dilma em 2014. Sobre este assunto, uma matéria da 'Folha', que distorce a notícia e mente na cara-dura para os seus leitores, é um exemplo perfeito disso!

Vejam como a 'Folha' de hoje mentiu na cara-dura para os seus leitores. 


'Comércio tem queda de até 8% nas vendas em SP' :

(link: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/07/1312168-comercio-tem-queda-de-ate-8-nas-vendas-em-sp.shtml). 

Quem se der ao trabalho de ler apenas o título da matéria pensará que as vendas do comércio despencaram 8% em São Paulo, não é mesmo?

Mas daí você lê o texto e descobre que não é nada disso, pois segundo o mesmo as vendas no comércio varejista de SP caíram, sim, mas esta queda foi de apenas 0,8% entre os meses de Janeiro e Abril deste ano. Já a divulgada queda de 8% ficou restrita apenas às grandes lojas de departamento. 

Assim, o que o título diz é uma coisa, mas o texto afirma outra, totalmente diferente. 

Qual é o nome que se dá a isso? Eu chamo de mentira, distorção, manipulação e por aí vai.

Mas para a 'Folha' isso é algo normal. 

Afinal, o que se pode esperar de um jornal que chamou a Ditadura Militar de 'Ditabranda' e publicou uma ficha falsa da Dilma, não é mesmo?

Divulgar mentiras e falsidades já é comum para a 'Folha'. A ficha falsa de Dilma está aí para provar isso.

A questão é: Afinal, porque isso está acontecendo? Simples: A Grande Mídia quer produzir uma grave crise econômica e social que derrube fortemente a popularidade do governo Dilma, tornando possível derrotá-la na eleição presidencial de 2014. 

E essa Grande Mídia já percebeu que o único jeito de conseguir isso é provocando uma crise que aumente a inflação, gere desemprego e piore as condições de vida da população. E como a Grande Mídia espera conseguir isso? Simples: Convencendo a população de que o Brasil está caminhando para uma grave crise. Assim, os brasileiros diminuiriam fortemente os seus gastos, passando a consumir menos, o que iria diminuir a atividade do comércio, da indústria, provocando uma recessão no país. 

Assim, teríamos uma profecia que se auto-realiza. E Dilma poderia vir a ser derrotada na eleição de 2014. 

Isso não é nenhuma novidade, diga-se, pois já foi feito anteriormente, no segundo semestre de 2008, quando um noticiário catastrófico feito pela Grande Mídia derrubou a economia brasileira, que vinha crescendo rapidamente até então. Como resultado disso, o PIB brasileiro encolheu 3,6% no quarto trimestre de 2008.

Na época, porém, o então presidente Lula tomou medidas muito fortes para estimular a economia e superar a crise, como: forte queda dos juros, aumentos dos investimentos públicos, redução dos impostos, aumentos reais de salários, elevação dos gastos sociais. 

Em 2008, Grande Mídia tentou produzir uma grave crise econômica e social. Mas as ações do governo Lula impediram que isso acontecesse. Entre estas ações estavam a de se comunicar com a população a fim de fazer com que a mesma continuasse otimista com o futuro do país. Com isso, o Presidente Lula venceu a 'Batalha das Expectativas' e o Brasil continuou crescendo. Dilma tem que fazer o mesmo agora. 


E o Presidente Lula também usou do seu poder de comunicação para falar com o povo brasileiro, estimulando os brasileiros a continuar consumindo, mostrando que se ele não fizesse isso, o mesmo acabaria ficando desempregado. 

Desta forma, o governo Lula fez a sua parte e o povo brasileiro fez a sua. Com isso, o Presidente Lula venceu a 'Batalha das Expectativas' e o Brasil continuou crescendo. 

Dilma tem que fazer o mesmo agora, caso contrário seu governo acabará sendo engolido e destruído pelo noticiário catastrófico produzido pela Grande Mídia e a população acabará acreditando que o país caminha para o buraco, o que é uma deslavada mentira, pois a situação econômica e financeira do Brasil, atualmente, é muito melhor do que era antes da crise de 2008. Pode-se citar vários exemplos que comprovam isso, como o fato de que o Brasil tem hoje a seguinte situação:

1) Menor taxa de desemprego da história, tendo ficado em 4,6% em Dezembro de 2012 e em 5,8% em Maio de 2013; 

Reservas internacionais do Brasil cresceram fortemente a partir de 2006 e hoje ultrapassam os US$ 372 bilhões. Obs: O valor de 2002 está inflacionado, pois a maior parte das reservas era composta por recursos emprestados pelo FMI, no valor de US$ 21 bilhões.

2) Inflação estável em 6% anuais desde o ano de 2005. A previsão para este ano, inclusive, é a de que a taxa de inflação fique em 5,8%, mantendo-se no mesmo patamar do ano passado. Logo, já são nove  anos consecutivos em que o Brasil tem uma inflação estabilizada e que sempre ficou dentro das metas estabelecidas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e que vão de 2,5% (piso) até 6,5% ao ano (teto);

3) Menor dívida pública das últimas décadas, estando atualmente em 34,8% do PIB, contra 60,4% do PIB no final de 2002. E a dívida pública líquida brasileira é uma das menores entre os países membros do G-20;

4) Maior poder de compra do salário mínimo desde 1979, segundo o Dieese;

5) Reservas internacionais liquidas de US$ 372 bilhões e que servem como um colchão de liquidez para que o Brasil possa combater os efeitos da atual crise econômica e financeira mundial, que é a pior desde a Grande Depressão dos anos 1930, segundo o FMI:

Taxa de desemprego despencou no Brasil a partir de 2003 e hoje está no seu menor nível histórico.

6) Menor taxa Selic da história (em termos reais), estando atualmente em cerca de 1,8% ao ano (afinal a Selic é de 8,5% e a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 6,7%, com tendência a cair nos próximos meses, como o próprio mercado financeiro admite, aliás);

7) O PIB do Brasil tornou-se o 6o. maior do mundo, sendo que era apenas o 15o. do mundo no final de 2002. Neste período (2003-2012), o PIB brasileiro subiu de US$ 459 bilhões em 2002 para US$ 2,4 Trilhões atualmente;

8) Ampliação do mercado consumidor do país, com a chamada 'classe C' passando de 38,64% da população brasileira em 2002 para 55,05% em 2011, acumulando um crescimento de 42,5% entre 2003-2011;

Em 2010, o Brasil foi o sétimo país que mais recebeu investimentos externos produtivos no mundo. Já em 2012, o Brasil pulou para o quarto lugar. 

9) O PIB per capita brasileiro cresceu 37,5% entre 2003-2012, passando de R$ 16.000 anuais para R$ 22.000 anuais;

10) O número atual de empregos com carteira assinada é de 48 milhões, contra apenas 29 milhões em 2002. Isso representa um crescimento de 19 milhões de empregos formais em apenas 10 anos de governo Lula-Dilma, acumulando uma expansão de 65,5% neste período;

11) Entre 2010-2012, o Brasil recebeu US$ 180,5 bilhões em investimentos externos produtivos. Como se percebe, os investimentos estrangeiros não ligam a mínima para o noticiário midiático catastrofista, que tenta convencer os brasileiros de que o país estaria afundando numa crise terrível.

Desta maneira, com as suas iniciativas, o governo Lula fez com que o Brasil fosse o primeiro país a superar os efeitos da crise de 2007-2009 que atingiu fortemente toda a economia mundial. Com isso, a retomada da economia brasileira começou já no segundo semestre de 2009 e o Brasil continuou crescendo nos anos seguintes. 

O PIB per capita brasileiro aumentou de R$ 16.000 anuais em 2002 para R$ 22.000 anuais em 2012, acumulando um crescimento de 37,5% no período.

Enquanto isso, Europa, EUA, Japão continuam em crise até os dias atuais. 

Agora, enfrentamos o mesmo tipo de situação: Uma Grande Mídia desesperada para provocar uma nova crise, ainda mais forte do que aquela que tivemos no final de 2008. E se isso acontecer, podem ter certeza de que muito dificilmente Dilma terá alguma chance de vencer a eleição presidencial de 2014. 

E é claro que isso abrirá caminho para o retorno ao poder das forças políticas e sociais mais retrógradas e reacionárias do país, seja através da candidatura do tucano neoliberal Aécio Neves,  ou então por meio de candidaturas praticamente avulsas, sem nenhuma base partidária e social organizada que lhes dê apoio e sustentação para poder governar, como são os casos de Marina Silva e de Joaquim Barbosa. 

O partido que Marina Silva está tentando criar, o tal de 'Rede Sustentabilidade', ainda é minúsculo, e mesmo que ele venha a ser criado, é óbvio que o mesmo não tem, e nem terá, num futuro governo Marina, nenhuma representação parlamentar. Sem dúvida, nestas circunstâncias, um governo Marina Silva ficaria totalmente refém dos partidos conservadores que dominam 80% do Congresso Nacional. E o mesmo raciocínio vale para Joaquim Barbosa. 

Desde o ano de 2005 que a taxa anual de inflação brasileira (IPCA) fica dentro das metas determinadas pelo CMN, cujo teto é de 6,5% ao ano. Em 2012, a taxa ficou em 5,84%, menor do que a de 2011, portanto. 

Com isso, o Brasil entraria numa nova 'Idade das Trevas' em termos políticos, econômicos, sociais e culturais, sem dúvida alguma. As políticas neoliberais, excludentes por natureza, a criminalização e a repressão aos movimentos sociais (vide o Massacre do Pinheirinho) e uma política externa de total submissão aos interesses do Imperialismo Ianque (que espiona o mundo inteiro) se tornariam a regra do novo e retrógrado governo brasileiro. 

E a América Latina, com certeza, seguiria pelo mesmo caminho nos anos seguintes, pois os governos Lula e Dilma dão um apoio extremamente importante para os governos progressistas da região, como são os casos de Pepe Mujica (Uruguai), Nicolás Maduro (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador) Cristina Kirchner (Argentina), Daniel Ortega (Nicarágua), Ollanta Humala (Peru) e Maurício Funes (El Salvador).

Além disso, com a adoção das políticas neoliberais, iríamos caminhar para a recessão, provocando um aumento brutal do desemprego, arrocho salarial, elevação da concentração de renda, redução dos direitos sociais e trabalhistas, aumento das desigualdades sociais, da pobreza e da miséria, pois é exatamente isso que as políticas neoliberais provocam no mundo todo, não importam aonde sejam colocadas em prática: EUA, União Europeia, Japão, etc.

Para Marcio Pochmann as políticas de distribuição de renda adotadas pelos governos Lula e Dilma criaram uma nova classe trabalhadora no Brasil. 


Assim, a atual 'Batalha das Expectativas' que se desenvolve no Brasil (sugiro a leitura do texto de Maria Inês Nassif sobre o assunto... ver link abaixo) está, claramente, sendo vencida pela Grande Mídia, pelo menos até este momento.

E se o governo Dilma não reagir e enfrentar essa Batalha, então as chances de que ela venha a ser derrotada na eleição presidencial de 2014 crescerão bastante.

Dilma tem que reagir, tal como o então Presidente Lula fez no final de 2008, e vencer essa Batalha.

Senão, a guerra estará perdida. 


Links:

'Folha' mente sobre as vendas do comércio varejista:


Reservas Internacionais do Brasil estão em US$ 372,6 bilhões:


Maria Inês Nassif: Queda nas expectativas para o futuro é anterior às manifestações de rua:


Governo Dilma criou mais de 4 milhões de empregos com carteira assinada:


Percentual da população que vive na pobreza tem diminuído anualmente desde 2004.


Crise atual pode ser pior que a Grande Depressão, diz Lagarde:


Bolsa-Família: Livro de socióloga comprova resultados positivos do programa:


Marilena Chauí - Formou-se uma Nova Classe Trabalhadora no Brasil: