domingo, 28 de abril de 2013

A Segunda Guerra Mundial no Facebook! - por Marcos Doniseti!

A Segunda Guerra Mundial no Facebook! - por Marcos Doniseti!

Os quatros líderes das potências que travaram a Segunda Guerra Mundial.: Churchill, Stalin, Rooservelt e Hitler. 
Encontrei isso no Facebook e achei muito bom. Mas também faço, logo mais abaixo, alguns comentários e observações a respeito do seu conteúdo, com o objetivo de esclarecer algumas questões mais complexas.

Obs: O responsável pela elaboração deste excelente trabalho, que reproduzo abaixo, é o professor Paulo Alexandre. 

O link de seu blog é esse aqui:

http://historiablog.wordpress.com/a-crise-de-1929/



Abaixo, publico os meus comentários a respeito deste ótimo trabalho do professor Paulo Alexandre:


1) A URSS nunca pensou em se aliar com a Alemanha Nazista para guerrear contra a Inglaterra. O acordo feito por Stalin com Hitler, em 1939, chamado de 'Pacto Germânico-Soviético', foi feito apenas para ganhar tempo, pois a URSS não estava pronta para guerrear contra a Alemanha Nazista naquele ano, até em função dos expurgos de milhares de oficiais do Exército Vermelho feito pelo próprio Stalin durante os anos de 1937-1939;

2) Stalin foi um Ditador sanguinário, sim, mas os Impérios Britânico e o Francês não eram bonzinhos, não. Índia, China e Indochina que o digam;

3) França e Grã-Bretanha tiveram inúmeras oportunidades para liquidar com a Alemanha Nazista antes que esta ficasse muito forte militarmente, mas não fizeram nada. Exemplos: Quando Hitler mandou invadir e ocupar a Renânia, em 1936 e quando rasgou o Tratado de Versalhes, em 1935; 

4) Stalin fez o Pacto com Hitler, em 1939, em função do Pacto de Munique, de 1938, assinado por França e Grã-Bretanha com a Alemanha, que entregou toda a Europa Central para o domínio alemão. Até Churchill denunciou isso em discurso no Parlamento britânico; E como eu já disse: Stalin sabia que a URSS não estava pronta para guerrear com os alemães em 1938. Assim, ele procurou ganhar tempo com esse acordo;

Hitler, Mussolini e Hiroíto lideravam a Alemanha, Itália e Japão na Segunda Guerra Mundial. 

5) O uso de Exércitos imensos, com milhões de soldados para poder derrotar seus inimigos, não era fruto de exclusiva iniciativa stalinista. Isso não começou após a Revolução Socialista. A Rússia czarista também guerreava assim. Vide a 1a. Guerra Mundial;

6) Não foi o General 'Inverno' que derrotou os alemães em 1941, mas a heróica resistência dos soviéticos (governo, povo, Exército Vermelho). Se fosse somente pelo Inverno, então os alemães deveriam ter liquidado com os soviéticos no Verão de 1942, o que não aconteceu. E o mesmo se repetiu em 1943;

7) Uma prova de que Hitler e os Generais alemães subestimaram a capacidade de luta dos soviéticos é que eles pensavam que a guerra contra a URSS duraria, no máximo, uns dois meses. Assim, até o final de Agosto de 1941 a URSS já teria sido destruída. Mas isso não aconteceu. E uma prova deste desprezo: Hitler proibiu a fabricação de qualquer item (botas, uniformes, etc) que pudesse ser utilizado no Inverno. E fez isso porque acreditava que a Guerra já estaria encerrada muito antes que o mesmo começasse. Foi por isso que quando este chegou, a Wermacht encontrava-se totalmente despreparada para lutar no frio intenso da URSS. 

Assim, a Blitzkrieg hitlerista emperrou na capacidade de resistência dos soviéticos e na incompetência alemã, incluindo a do próprio Hitler. 

Logo, foram os Generais "Resistência", 'Desprezo' e 'Incompetência' que derrotaram os alemães e não o 'General Inverno'. 

E os problemas com o clima começaram, na verdade, antes do Inverno. Eles iniciaram já no Outono russo, que é extremamente chuvoso. 

E aqui vai uma prova da incompetência alemã: Quando analisaram os mapas da URSS, antes da invasão,eles imaginaram que toda aquelas estradas que apareciam nos mesmos eram asfaltadas. Mas, na verdade, muitas delas eram de terra. E quando vieram as chuvas torrenciais do outono russo, os caminhões, blindados e canhões alemães ficaram emperrados na lama.

Assim, os alemães nem precisaram que o Inverno chegasse para ter que enfrentar sérios problemas na guerra contra os soviéticos. E o pior é que, além de tudo isso, milhões de soldados soviéticos lutavam até a última gota de sangue, resistindo até o fim. 

A cidade de Stalingrando, onde se travou o grande momento da virada na Segunda Guerra Mundial. A Alemanha Nazista jamais se recuperou desta derrota.

8) Depois da Batalha de Kursk, em meados de 1943, toda a iniciativa da guerra pertenceu aos soviéticos e os alemães limitaram-se a se defender. 

Outro fator que ajudou na derrota dos alemães é que eles pensavam que Stalin era tão odiado pelo povo que este apoiaria os alemães quando os mesmos invadissem. Mas os massacres e atrocidades cometidos pelos alemães contra os soviéticos foram tão brutais, que eles perceberam que Hitler era ainda pior que Stalin e que acabariam exterminados ou escravizados se não lutassem.contra os nazistas. 

Até mesmo os ucranianos, que odiavam os russos e que saudaram os alemães, inicialmente, como sendo libertadores de sua terra, acabaram se voltando contra os alemães quando os massacres contra os civis ucranianos começaram. 


Link:

http://historiablog.files.wordpress.com/2012/12/guerra-facebook.jpg?w=550&h=9531

domingo, 14 de abril de 2013

A Venezuela da Revolução Bolivariana! - por Marcos Doniseti!

A Venezuela da Revolução Bolivariana! - por Marcos Doniseti!


Hugo Chávez, o grande líder latino-americano que reduziu a pobreza, o desemprego, mobilizou e organizou politicamente o povo venezuelano, transformando-o em protagonista da sua própria história.

Abaixo, publico alguns dados e informações importantes a respeito do governo Hugo Chávez e da Revolução Bolivariana e que desmentem, claramente, várias das afirmações mentirosas feitas pelos trogloditas reacionários tupiniquins e assemelhados:

1) Antes do governo Chávez, 65% dos venezuelanos viviam abaixo da linha da pobreza. Hoje esse índice é inferior a 30%; 

2) O salário mínimo venezuelano é o maior da América Latina. Somando o mesmo com o ticket alimentação e mais três salários anuais que os trabalhadores recebem, o valor total do salário mínimo chega a US$ 871; 

3) Os pobres da Venezuela nunca tinham tido acesso à saúde pública. Isso começou apenas no governo Chávez, que passou a enviar petróleo barato para Cuba. Em troca, a Venezuela recebeu mais de 20 mil médicos e enfermeiros cubanos que foram trabalhar nas regiões e áreas mais pobres, nas quais não existia assistência médica alguma; 

4) A inflação na Venezuela sempre foi alta e era maior ainda antes do governo Chávez. Entre 1994-1998 a inflação média anual foi de 60%. Agora está em 26% ao ano. Logo, ela caiu no governo de Chávez;

5) Os recursos do petróleo estão sendo usados, pela primeira vez na história do país, em benefício da população e não vão mais para contas dos milionários no exterior, como acontecia antes de Chávez; 

6) Inúmeros projetos sociais melhoraram as condições de vida dos venezuelanos nas áreas de saúde, educação, reforma agrária, moradia, etc; 

7) O governo Chávez erradicou o analfabetismo, como já foi reconhecido pela Unesco; 

8) O PIB venezuelano, hoje, é muito maior do que era antes do governo Chávez, chegando a US$ 338 bilhões; 

9) As desvalorizações da moeda começaram nos países ricos (EUA, Zona do Euro, China, etc) para poder ganhar mercados de exportação. Os outros países foram obrigados a fazer o mesmo para poder continuar exportando e fazer frente ao aumento da concorrência dos produtos dos países mais ricos. Foi o caso do Brasil, Venezuela, etc;

10) Todos os jornais venezuelanos são contra Chávez e a Revolução Bolivariana. Não existe e nunca existiu censura à imprensa no governo Chávez. Isso é mentira deslavada divulgada pelos membros da SIP (Folha, Globo, Estadão, Veja, etc), entidade que foi criada pela CIA em 1947 e que apoiou todos os Golpes de Estado e Ditaduras Militares na América Latina no Pós-Guerra. Essa é a mesma entidade que paga US$ 6 mil dólares de 'salário' para Yoani Sanchéz, a blogueira cubana mentirosa e traíra;

11) As emissoras de TV venezuelanas também são oposicionistas, vide a Globovisión, que ataca Chávez e o chavismo de forma brutal e violenta. Em 2002, elas participaram ativamente do Golpe de Estado que tentou derrubar Chávez da presidência da República;

12) A maior parte da atividade econômica do país está nas mãos do setor privado; Então, é mentira dizer que a Venezuela tem uma economia estatizada. Isso não acontece, mesmo com as nacionalizações feitas pelo governo Chávez;

13) No governo Chávez, a taxa de desemprego caiu 45%, passando de 14,5% para 8%;

14) No governo Chávez, a renda per capita aumentou 61%, passando de US$ 8.200 para US$ 13.200;

15) Em 2011, a Venezuela teve um superávit comercial de US$ 46,2 bilhões, com exportações de US$ 92,6 bilhões e importações de US$ 46,4 bilhões;

16) Em 2011 o PIB da Venezuela cresceu 4,2%. Em 2012, o ritmo de crescimento da economia acelerou, com o PIB do país avançando 5,6%;

17) As reservas internacionais do país fecharam 2011 em US$ 29,9 bilhões, representando 8,9% do PIB, que é de US$ 338 bilhões;

18) O PIB da Venezuela, de US$ 338 bilhões, é o 4o. maior da América Latina, ficando atrás apenas do Brasil, México e Argentina;

19) O governo de Chávez implantou a versão venezuelana do projeto 'Minha Casa, Minha Vida', o Gran Misión Viviendas, e já construiu 350 mil moradias;

20) A proporção de médicos subiu de 18 por 10 mil habitantes para 58 por 10 mil habitantes;

21) A taxa de mortalidade infantil caiu de 25/1000 para 13/1000 durante o governo Chávez;

22) De acordo com a CEPAL, a Venezuela tem o menor índice de desigualdade da América Latina;

23) Na área da Saúde, o governo Chávez construiu 7 mil clínicas populares, 600 Centros de Diagnóstico Integral e Salas de Reabilitação Integral e mais de 20 Centros de Alta Tecnologia.

Logo, somente reacionários desinformados e trogloditas podem dizer que o governo venezuelano 'controla tudo no país, é uma ditadura que censura a imprensa', que não passa de um demagogo populista e outras asneiras monumentais. 

Parem de assistir a 'Globo' e de ler a 'Veja' e o quanto antes, pois eles estão emburrecendo vocês.

Se informem, reaças!! 


http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/03/governo-chavez-melhorou-pib-mas-aumentou-dependencia-do-petroleo.html

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?id=1348835&tit=PIB-da-Venezuela-tem-expansao-de-55-no-4-trimestre

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=181270&id_secao=7

http://www.viomundo.com.br/politica/igor-felippe.html

Obs: Vejam essa notícia - 99% das notícias em 5 jornais privados atacam Chávez!

Link:

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/24720/em+5+jornais+privados+99%25+de+1.312+mencoes+a+chavez+nas+eleicoes+foram+negativas.shtml

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Inferno está em festa: Thatcher, que ferrou com os trabalhadores, morre aos 87 anos!

Inferno está em festa: Thatcher, que ferrou com os trabalhadores, morre aos 87 anos!
Dois notórios criminosos e assassinos que, cada um a sua maneira, procuraram ferrar com os trabalhadores, a fim de facilitar a exploração dos mesmos pelos capitalistas. 

Morreu a ex-primeira-ministra britânica Margaret Thathcer.

Assim, o Inferno está em festa: Reagan, Pinochet, Hitler, Somoza, Médici, Trujillo, entre outros ditadores que foram notórios criminosos e assassinos direitistas e reacionários, a receberão de braços abertos, sem dúvida alguma. 

Essa mulher foi a responsável por começar a implantar o Neoliberalismo, que está destruindo com nações inteiras e reduzindo inúmeros povos à pobreza e à miséria. 

Vide o que acontece, hoje, em países como Itália, Espanha, Grécia, Portugal, Chipre... O mesmo aconteceu com os países da América Latina na década de 1990 com os governos de FHC, Fujimori, Menem, Salinas de Gortari, Sanchéz de Lozada, entre outros, 
que adotaram as mesmas políticas neoliberais preconizadas por Thatcher e Reagan, eliminando direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, arrochando os salários dos trabalhadores, tentando destruir com a capacidade de luta e de organização das classes trabalhadoras, precarizando fortemente as relações de trabalho.

Tudo isso foi feito com o objetivo de facilitar e de intensificar o processo de exploração dos trabalhadores pelos capitalistas. 

Além disso, Thatcher apoiou intensamente e se tornou amiga próxima do Ditador chileno Augusto Pinochet, cujo governo tirânico foi responsável pela morte de mais de 3 mil chilenos durante a sua Ditadura sanguinária, corrupta e assassina. 


Thatcher também apoiou o Apartheid, regime racista da África do Sul, e os militantes do Partido Conservador britânico chamavam Nelson Mandela e os integrantes do CNA (organização liderada por Mandela) de 'carniceiros'. 


Para Thatcher, Mandela não passava de um 'carniceiro'. 
Thatcher foi apelidada de 'Dama de Ferro': E que cada época tem a sua Dama de Ferro (para ferrar com os trabalhadores, é claro): Antes, era Thatcher. Agora, é Merkel.

Em comum, está o fato de que ambas, Thatcher e Merkel, procuraram (cada uma em seu devido período da história) prejudicar os trabalhadores, aos quais procuram destruir com a capacidade de luta e de organização, para facilitar a exploração dos mesmos pelos capitalistas.

Então, Thatcher foi tarde. 


E que Angela Merkel seja a próxima. 


Obs: Alguns estão dizendo que não devemos atacar Thatcher nesse momento em que ela morreu. 

Mas quem foi que disse que Thatcher morreu? 

A grande obra da vida dela, o Neoliberalismo, está mais vivo do que nunca e reduzindo nações e povos inteiros à miséria. 

A obra dela vive. Infelizmente. 

E por isso ela e sua obra precisam ser combatidos, do contrário irão levar à Humanidade a uma Era das Trevas.

Quem viver, verá. 


Cada época tem a 'Dama de Ferro' que é mais conveniente aos interesses do Grande Capital para ferrar com os trabalhadores. Thatcher e Merkel: Tudo a Ver!

Links:


Morte de Thatcher:

http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2013/04/morre-margaret-thatcher


Thatcher apoiou o Apartheid da África do Sul:

domingo, 7 de abril de 2013

Dilma, Eduardo Campos e a eleição presidencial! - por Marcos Doniseti!

Dilma, Eduardo Campos e a eleição presidencial! - por Marcos Doniseti!


Dilma e Lula: os dois presidentes mais populares da história do Brasil. 

O governador e presidenciável Eduardo Campos é mero fogo de palha incensado pela Grande Mídia, mas sem ressonância no eleitorado, como as pesquisas mais recentes mostram. O máximo que ele atingiu foi 6% das intenções de voto e isso se deu às custas da diminuição dos percentuais de Aécio e Marina. Enquanto isso, Dilma ganhou mais alguns pontos nas mais recentes pesquisas. 

O partido de Campos, o PSB, cresceu nas últimas eleições municipais, mas é de médio porte e está longe de possuir uma penetração de alcance nacional a fim de viabilizar uma candidatura vitoriosa em eleição presidencial. Ele teria que montar uma grande coalização a fim de ter alguma viabilidade eleitoral, conseguindo o apoio do PSDB, DEM, PPS, PV e de outras legendas que, neste momento, fazem parte da base aliada do governo Dilma. 

Além disso, não será difícil esvaziar o discurso de campanha do neto de Miguel Arraes, no qual ele irá, com certeza, mostrar as suas realizações como governador, pois praticamente todas elas somente foram viabilizadas graças aos maciços investimentos e forte apoio dos governos Lula e Dilma. 

Na prática, e como as pesquisas mais recentes já mostraram, Eduardo Campos brigará com Aécio e Marina pelos 40% dos votos que a oposição terá em 2014. Este é o piso do voto conservador em eleição presidencial (vide Serra em 2002 e Alckmin em 2006). Em 2010, Serra chegou a 44%, um pouco acima das eleições anteriores, muito em função de uma certa desconfiança que havia por parte do eleitorado em relação à Dilma, que era uma novata em disputas eleitorais, sendo uma ilustre desconhecida dos brasileiros antes da eleição. 

Agora, as incertezas e desconfianças em relação à Dilma já não existem mais. Os brasileiros já sabem que ela é capaz de fazer um bom governo, tanto que o seu índice de aprovação pessoal, de 79%, já se aproxima do patamar do ex-presidente Lula ao fim de 8 anos de governo, que foi de 87%. 

Logo, o discurso de que Dilma não teria o que mostrar, que seria uma incógnita ou qualquer bobagem desse tipo, não poderá mais ser usado. Espalhar boatos sobre aborto ou qualquer outro tema polêmico também não terá qualquer impacto significativo junto aos eleitores, com exceção de meia-dúzia de idiotas fanatizados e que jamais votariam nela, é claro. 

Já os outros 60% dos votos válidos serão de Dilma, que é a candidata única de um governo extremamente popular. E essa popularidade não irá diminuir, muito pelo contrário, ainda mais agora que a economia brasileira já iniciou um processo de aceleração do crescimento econômico, que se iniciou no quarto trimestre de 2012 e que se intensificou no primeiro trimetre de 2013. 

A inflação permanece sob controle, em torno de 6% ao ano (mantendo a mesma média anual desde o governo Lula), o desemprego continua caindo, os salários reais continuam aumentando e o consumo das famílias cresce sem parar. A tabela do IR continua sendo reajustada, todos os anos, em 4,5% e o salário mínimo tem aumento real também todos os anos. Com isso, o mesmo já foi aumentado em 239% (de R4 200 para R$ 678) entre 2003-2013, contra uma inflação acumulada de 76,5% no mesmo período. 

Nunca os brasileiros compraram tanto carro zero km (foram 3,8 milhões em 2012) e viajaram tanto para o exterior como atualmente (as despesas de turistas brasileiros estão em torno de US$ 25 bilhões anualizados). 


Eduardo Campos cresceu nas pesquisas mais recentes e, com isso, tirou votos de Aécio. Assim, fica a dúvida se eles permanecerão tão amigos e sorridentes como aparecem na imagem acima. 

As decisões do governo Dilma no sentido de reduzir juros, tarifas de energia, impostos, desonerar a folha de pagamento, estender os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas e ampliar os investimentos públicos e em infra-estrutura irão garantir a continuidade do ciclo de crescimento econômico de longo prazo que começou em 2004 e que tem tudo para continuar por, pelo menos, uns 25 a 30 anos, desde que os demotucanos neoliberais, entreguistas e vende-pátrias jamais voltem a governar o Brasil, é claro. 

E justamente por tudo isso é que ela será reeleita no 1o. turno. 

Os rearranjos ministeriais feitos por Dilma neste ano (reinstalando, de fato, o PDT e o  PR no governo) irão garantir uma base partidária forte, grande e unida em 2014. 

Com isso, a sua candidatura terá o apoio de um número ainda maior de partidos do que aquele que foi alcançado em 2010. 

Além disso, na hora H, os políticos sempre pulam na canoa de quem tem perspectiva de conquistar o poder ou de permanecer nele, como é o caso de Dilma neste momento. Afinal, porque eles abandonariam uma candidatura que, neste momento, alcança os 64% dos votos válidos, segundo a mais recente pesquisa do Datafolha? 

Políticos podem ser incoerentes, demagogos, mas de bobos eles não tem absolutamente nada. Eles sabem muito bem em qual direção o vento sopra. E não são muitos os que sonham em ficar na direção oposta, certo?

Inclusive, na reta final da próxima eleição, veremos muitos tucanos, demos, psbistas, embarcar na canoa da candidatura de Dilma quando ficar claro que ela será reeleita e com certa facilidade.  

Segundo Eduardo Campos, 'a crise está chegando ao Brasil'. Os números acima comprovam que esse discurso não cola...

Quem viver, verá. 

Links:

Gastos de turistas brasileiros no exterior bateram recorde histórico em 2012, passando de US$ 22 bilhões:

http://economia.uol.com.br/noticias/valor-online/2013/02/22/gastos-de-turistas-brasileiros-no-exterior-batem-recorde-em-janeiro.htm

Vendas de veículos novos passa de 3,8 milhões em 2012:

http://g1.globo.com/carros/noticia/2013/01/brasil-fecha-2012-com-novo-recorde-de-vendas-aponta-fenabrave.html

sábado, 6 de abril de 2013

A crise global do neoliberalismo, o crescimento econômico e o futuro do Brasil! - por Marcos Doniseti!

A crise global do neoliberalismo, o crescimento econômico e o futuro do Brasil! - por Marcos Doniseti!

Dilma e Lula: Os presidentes que estão transformando, com significativo apoio popular, a realidade brasileira. 

O governador de Pernambuco e presidenciável (mesmo que negue), Eduardo Campos, disse que a crise econômica ameaça chegar ao Brasil. 

Isso é uma asneira monumental. 

O governo Lula enfrentou e derrotou a crise de 2008-2009, que foi muito pior do que a atual (embora esta seja continuidade daquela), pois durante a mesma todo o sistema financeiro privado dos EUA e da Grã-Bretanha faliu. E isso levou a que seus governos (Obama e Gordon Brown, respectivamente) tomassem medidas drásticas para salvá-los. 

Enquanto o governo de Gordon Brown estatizou todo o sistema financeiro do país, o governo de Obama optou pela injeção de trilhões de dólares nos bancos americanos a fim de garantir a existência dos mesmos. E o governo ianque também estimulou a fusão de vários destes bancos, criandos as famosas instituições financeiras que são 'grandes demais para quebrar' (obs: há um filme com esse título sobre a crise financeira de 2008-2009; recomendo que assistam)

Neste processo, as dívidas públicas dos EUA e do ex-Império Britânico dobraram, como resultado do virtual colapso das políticas neoliberais que vigoraram no mundo desde os governos de Margaret Thatcher e Ronald Reagan.

E dizer que ambos (EUA e Grã-Bretanha) eram tidos como os exemplos a serem seguidos pelo mundo todo, com suas políticas neoliberais de desregulamentação econômica, privatizações, eliminação de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários, enfim, de criação do Estado Mínimo.

Mas quando se tratou de ter que salvar o sistema financeiro privado, daí eles pegaram todo esse arcabouço teórico neoliberal e jogaram na lata de lixo, apelando para o uso maciço de recursos públicos a fim de salvar a própria pele e manter a economia funcionando.

No início de 2012, o Banco Central Europeu liberou empréstimos no valor de 1 Trilhão de Euros para o sistema financeiro privado da União Européia e cobrando a espantosa taxa de juros de 1% ao ano. 

Na prática, isso representou uma gigantesca doação de dinheiro público para os bancos do Velho Mundo, feito com o claro objetivo de salvá-los da quebradeira generalizada que ameaçava atingir aos mesmos devido à falência dos governos dos PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha). 

Assim, o Estado 'ineficiente e corrupto' salvou da falência generalizada ao setor privado 'moderno e eficiente'. E com isso evitou-se uma nova Grande Depressão, que teria sido ainda mais catastrófica do que aquela que tivemos nos anos 1930. 

Pelo fato de ter criado o New Deal, Roosevelt era chamado de comunista pelos reacionários ianques. E olha que ele tirou o Capitalismo global da sua pior crise, hein! Como se percebe, a ignorância e o reacionarismo das Direitas são genéticos. 


No Brasil, o enfrentamento da crise de 2008-2009 se deu de maneira distinta. 

Em vez de injetar dinheiro público em bancos privados, como se fez nos EUA e na UE, o governo Lula optou por combater a crise por meio de políticas de redução dos juros, aumentos dos gastos públicos, redução de impostos, aumentos de salários reais e elevação da oferta de crédito pelos bancos públicos. Uma receita tipicamente keynesiana e que Franklin D. Roosevelt, criados do New Deal, também teria aprovado. 

Desta maneira, tal crise foi enfrentada e derrotada pelo governo Lula. 

O que temos hoje é uma economia brasileira crescendo menos do que antes da crise, é claro, afinal essa forte desaceleração do crescimento ocorreu no mundo inteiro e não apenas em terras tupiniquins. Na China aconteceu o mesmo... Até meados de 2010 o PIB chinês crescia quase 12% ao ano e agora cresce apenas 7,5% a.a.. No resto do mundo aconteceu a mesma coisa, com muitas economias importantes desacelerando ou mesmo entrando em recessão (EUA, UE, Japão). 

E o processo de agravamento da crise da Zona do Euro está longe de terminar. O episódio de Chipre é apenas o caso mais recente, sendo mais um elemento a tornar a situação internacional muito mais instável e perigosa. 

Como se percebe, a administração da UE e da Zona do Euro não são muito populares, não...

Porém, no caso do Brasil, o mais importante é que o ciclo de crescimento de longo prazo no qual o país ingressou em 2004 não foi interrompido mesmo com o mundo enfrentando a pior crise econômica mundial desde a Grande Depressão. Ocorreu uma desaceleração, sem dúvida alguma, mas a economia do país continuou crescendo. 

E é isso que explica porque o Brasil tem, hoje, a menor taxa de desemprego de sua história recente, os salários dos trabalhadores continuam tendo aumentos reais todos os anos, a inflação permanece no patamar de 6% ao ano (o que já acontece há uma década, pelo menos) e as contas públicas continuam equilibradas. 

O déficit oúblico nominal caiu de 4% do PIB em 2002 para cerca de 2,8% do PIB atualmente e a dívida pública foi reduzida de 51,5% do PIB em 2002 para 35,7% agora. O déficit externo, que chegou a ultrapassar os 4% do PIB durante o governo FHC, estabilizou-se em torno de 2,3% do PIB nos últimos anos. 

E caso a economia global consiga manter o seu crescimento por um longo período de tempo, mesmo que em um ritmo menor e que este crescimento esteja inteiramente concentrado nos países emergentes, nos BRICS em especial, e as bases do atual processo de crescimento da economia brasileira forem mantidas, teremos pelo menos uns 25-30 anos de crescimento contínuo para o Brasil. 

Para isso, o Brasil precisa manter a inflação sob controle, o que está conseguindo, aliás, pois desde 2005 que a taxa de inflação não ultrapassa os 6,5% ao ano (naquele ano ela foi de 5,7%). Nos dois primeiros anos do governo Dilma a taxa de inflação média foi de 6,17%, abaixo do teto da meta, que é de 6,5% ao ano. 

Logo, não temos nenhum problema mais sério com a taxa de inflação no Brasil, o que demonstra que o cenário do país neste aspecto é totalmente diferente deste 'terror inflacionário' que tomou conta do noticiário da Grande Mídia, que adora mentir e manipular o tempo inteiro. O inexistente racionamento de energia elétrica, que a mesma Grande Mídia disse que iria acontecer em 2012, comprova a sua inegável vocação para enganar a população. 

Além disso, as contas externas e as contas públicas não podem ficar desequilibradas, principalmente as primeiras: o governo deve ficar atento para impedir que o déficit em transações correntes cresça, atuando decisivamente para que ele não ultrapasse os 3% do PIB e ambos necessitam continuar sendo financiados sem maiores dificuldades. 

Os investimentos produtivos precisam continuar aumentando. Tivemos uma importante retomada dos mesmos no último trimestre de 2012 e os dados sobre o primeiro trimestre de 2013 são muito animadores com relação à produção de máquinas e equipamentos. A defesa da produção industrial do país precisa continuar e ser intensificada, garantindo um câmbio mais competitivo, reduzindo a carga tributária e os custos de produção, investindo na qualificação da mão-de-obra e em inovação. 

A produção do petróleo do pré-sal já passou de 300 mil barris diários e deverá chegar a 1 milhão em 2017, o que irá contribuir fortemente para a continuidade do crescimento econômico brasileiro, pois dentro de mais alguns anos o Brasil se tornará um dos maiores exportadores mundiais de petróleo. 

A infra-estrutura do país tem que continuar sendo ampliada e modernizada, o desemprego continuar caindo (o governo Dilma já criou 3,7 milhões de empregos formais), os salários reais aumentando, as políticas de inclusão social (como o ProUni, Luz Para Todos, a política de Cotas, a PEC das Empregas Domésticas, etc) tem que ser mantidas, aperfeiçoadas e aprofundadas. 

Enfim, precisamos continuar com a atual política de inclusão social, política, econômica e cultural dos setores historicamente abandonados pelos governantes brasileiros, e que foi iniciada pelo governo Lula e que tem, agora, sua continuidade e aprofundamento com o governo Dilma. 

A produção de petróleo do pré-sal irá crescer continuamente nos próximos anos, graças aos investimentos crescentes da Petrobras. 

O abandono a que os trabalhadores brasileiros foram relegados pelos seus governantes, e que aconteceu principalmente durante a 'Era das Trevas' representada pela Ditadura Civil-Militar (1964-1985) e pelo período de hegemonia neoliberal (1990-2002), gerou uma sociedade brutal, violenta, injusta, fortemente desigual e que atingiu, no final do governo FHC, a triste e lamentável condição de país com a segunda maior concentração de renda do mundo. 

Somando-se os dois períodos (1964-1985; 1990-2002), tivemos 48 anos de predomínio de governos que viraram as costas para as necessidades mais básicas dos trabalhadores brasileiros e do seu povo, como o de ter um emprego, ganhar um salário decente, ter acesso à educação e saúde pública gratuitas e de qualidade, comer 3 refeições diárias, ter acesso à cultura e lazer, entre muitas outras. 

Neste processo histórico que está em pleno andamento em nosso país, o principal para o Brasil será criar uma sociedade muito mais justa, democrática, moderna e igualitária do que aquela que temos hoje. 

Se isso não for alcançado, tal fato representará o nosso fracasso enquanto Povo e Nação e não podemos permitir que isso aconteça. 

Links:

Dilma desonera folha de pagamento de indústria e serviços:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/04/dilma-sanciona-lei-que-desonera-folha-de-pagamento-para-industria-e-servicos

Governo zera IOF para financiamento de projetos de infra-estrutura:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/04/governo-zera-iof-para-financiamento-de-projetos-de-infraestrutura

Governo mantém redução de IPI para setor automobilístico até o fim de 2013:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/03/reducao-de-ipi-para-carros-e-caminhoes-vai-ate-o-fim-o-ano

Taxa de Desemprego é a menor da história para Fevereiro e Renda cresce 2,4%:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/03/estavel

Vendas de veículos tem alta de 20,8% em Março:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/04/vendas-de-veiculos-tem-alta-de-208-em.html

Economia brasileira cresceu mais de 4% no 1o. trimestre de 2013:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/03/economia-brasileira-cresceu-mais-de-4.html

Inadimplência cai para 7,7% em Fevereiro:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/03/bc-taxa-de-inadimplencia-cai-para-77-em.html

Crédito imobiliário cresceu 15,7% no 1o. bimestre de 2013:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/03/credito-imobiliario-cresceu-157-no.html

Dieese: 95% dos acordos salariais proporcionaram ganhos reais em 2012:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2013/03/dieese-aponta-95-das-negociacoes.html

Desembolsos do BNDES cresceram 39% no 1o. bimestre de 2013:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/03/bndes-diz-que-alta-de-39-nos-desembolsos-este-ano-indica-retomada-da-economia

Se não fosse pelo BNDES, criado em 1952, no governo democrático de Vargas, o Brasil ainda seria uma imensa fazenda...
Governo Dilma já criou 3,7 milhões de empregos formais:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/03/para-ministerio-do-trabalho-caged-de-fevereiro-pode-ser-sinal-de-reacao-do-mercado

Produção de petróleo do pré-sal ultrapassou os 300 mil barris diários:

http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2013/02/28/producao-no-pre-sal-bate-novo-recorde-e-alcanca-300-mil-barris-de-petroleo-por-dia/

Produção do petróleo do pré-sal irá superar 1 milhão de barris diários em 2017:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/economia/2013/03/producao-do-petroleo-no-pre-sal-brasileiro-deve-superar-1-milhao-de-barris-em-2017