domingo, 28 de outubro de 2012

PT se fortalece no estado de SP! - por Marcos Doniseti!

PT se fortalece no estado de SP! - por Marcos Doniseti!



Com o resultado da eleição deste ano, o PT saiu fortalecido no estado de São Paulo.

Afinal, o PT governará 6 das 7 maiores cidades do estado a partir de 2013: São Paulo, Guarulhos, S.B. do Campo, Santo André, Osasco e S. José dos Campos. 

Somente Campinas ficou nas mãos dos PSB, mas um candidato do PT, Marcio Pochmann, chegou ao 2o. turno e alcançou significativos 42,3% dos votos. 

Portanto, o PT mostrou a sua força, também, nesta que é a terceira maior cidade do estado. 

Se levarmos em consideração a lista das 16 maiores cidades paulistas, o PT governará 8, acrescentando Mauá e Carapicuíba às outras 6 anteriores. Além disso, o PT elegeu o vice-prefeito de Jundiaí, onde Pedro Bigardi, do PCdoB (um antigo aliado do PT no estado de São Paulo), foi o vitorioso. 

Em Ribeirão Preto, que é a 8a. maior cidade do estado, o PT apoiou a candidata vitoriosa, Dárcy Vera, do PSD, cujo partido está virtualmente fechado com o PT para a eleição ao governo do estado de SP em 2014. 

Em Sorocaba, onde o PSDB venceu, o candidato do PMDB, Renato Amary, chegou perto da vitória, sendo que no 2o. turno ele teve apoio do PT.

Assim, o PT está muito fortalecido para disputar a eleição ao governo do estado de São Paulo em 2014.

Te cuida, Alckmin!

Eleições 2012 - Resultados do 2o. Turno por Partido Político - por Marcos Doniseti!

Eleições 2012 - Resultados do 2o. Turno por Partido 

Político - por Marcos Doniseti!


Fernando Haddad (PT) é o novo prefeito de São Paulo.


O mais provável resultado desta eleição municipal, por partidos políticos, 

nas 50 cidades em que se realizou o segundo turno, foi o seguinte:


PT – 8: São Paulo, Santo André, Guarulhos, Mauá, Niterói, João Pessoa, Rio Branco, Vitória da Conquista.

PSDB – 9: Taubaté, Sorocaba, Franca, Manaus, Belém, Campina Grande, Teresina, Pelotas, Blumenau.

PMDB – 6: Guarujá, Juiz de Fora, Uberaba, Nova Iguaçu, Volta Redonda, Joinville.

PSB – 6: Campinas, Fortaleza, Cuiabá, Petrópolis, Duque de Caxias, Porto Velho.

PSD – 3: Londrina, Ribeirão Preto, Florianópolis.

PDT – 3: Curitiba, Cascavel, Natal.

PCdoB – 3: Jundiaí, Contagem, Belford Roxo.

PPS 3: Vitória, Cariacica, Ponta Grossa.

PP – 2: Campo Grande, Maringá.

DEM – 2: Salvador, Vila Velha.

PV – 1: Diadema.

PR – 1: São Gonçalo.

PTC – 1: São Luís.

PRB – 1: Montes Claros.

PSOL – 1: Macapá.


PT X PSDB: Afinal, o povo está com quem? - por Marcos Doniseti!

PT X PSDB: Afinal, o povo está com quem? - por Marcos Doniseti!

Vejam, nas imagens abaixo, a pequena diferença que existe entre o PT e o PSDB. A imagem de cima é a de uma manifestação convocada pelos tucanos para a nova Praça Roosevelt e que foi realizada ontem à noite. 

A foto de baixo, era a da semana anterior, convocada por movimentos culturais e sociais que apóiam a candidatura de Haddad e que foi realizada no mesmo local. Foi a 'ExisteAmoremSP'. 

No Facebook, Lino Bochini escreveu o seguinte:

Tinha 4 pessoas com camisetas amarelas do PSDB no "Mega Festival" convocado pela juventude reaça "contra o mensalão". Montaram um palco gigante na Roosevelt, bem maior que o do #ExisteAmorEmSP e não conseguiram atrair nem 10 pessoas. Como disse o Bruno Torturra: presença marcante da Soninha e do cover do Metallica. Amanhã a 'Folha' dá que foram 2 mil pessoas, fácil. As duas fotos foram tiradas no mesmo horário, 20hs. De que lado você tá?


Na imagem acima, a manifestação tucana em defesa de Serra e do PSDB. Embaixo, vemos a manifestação de movimentos culturais  e sociais progressistas da capital paulista que apoiaram Haddad. 

Precisa dizer mais alguma coisa?

A dupla Serra-Kassab e a total incompetência para governar! - por Marcos Doniseti!


A dupla Serra-Kassab e a total incompetência para 

governar! - por Marcos Doniseti!

O PP de Maluf faz parte da base aliada do governo Alckmin, controlando a CDHU.


Alguns casos demonstram a total incapacidade da dupla Serra-Kassab para governar, tais como:

1) No governo Serra-Kassab, São Paulo conseguiu ficar atrás de Teresina no IDEB, que avalia a educação básica brasileira, mesmo com a capital do Piauí sendo bem mais pobre do que a capital paulista.

Logo, o problema não é falta de dinheiro, que São Paulo tem de sobra, mas de incompetência dos demotucanos para governar. 

2) Serra-Kassab prometeram que iriam construir três novos hospitais neste segundo mandato do ex-vice do tucano, mas nenhum deles foi construído. Os outros dois (Cidade Tiradentes e M'Boi Mirim) foram de responsabilidade exclusiva do governo de Marta. Esta fez o Hospital Cidade Tiradentes e deixou tudo pronto (terreno comprado, licitação feita e dinheiro no Orçamento) para construir o hospital do M'Boi Mirim.

3) Kassab prometeu construir 66 kms de corredores exclusivos de ônibus. Não fez nenhum. 

4) Como se não fosse suficiente esse festival de incompetência para governar São Paulo, a campanha de Serra mentiu na cara-dura em várias oportunidades durante a campanha, como:

A) Serra disse que Marta fez escolas de lata. Mentira! Todas as escolas de lata que existiam na cidade foram feitas no governo de Celso Pitta, do qual Kassab foi secretário. Na verdade, foi Marta quem começou a substituir as escolas de lata por escolas novas de alvenaria. 

B) Serra atacou Haddad pelo fato deste ter recebido o apoio de Maluf. No entanto, o próprio deputado federal do PP disse que o tucano foi duas vezes à casa dele para conseguir o seu apoio nesta eleição. Além disso, o PP de Maluf faz parte do governo Alckmin, controlando a CDHU.

Como se percebe, os ataques dos tucanos à Maluf são demonstração clara de uma total hipocrisia.

sábado, 27 de outubro de 2012

Vitória de Haddad enfraquece, mas não destrói com forças conservadoras de SP! - por Marcos Doniseti!

Vitória de Haddad enfraquece, mas não destrói com forças conservadoras de SP! - por Marcos Doniseti!
Grande Mídia e oposição conservadora não darão trégua alguma à Haddad!
Sucesso do governo de Haddad pode ameaçar hegemonia política tucana no estado de São Paulo!
Haddad derrota Serra em 2010, essencialmente, pelo mesmo motivo que Marta derrotou Maluf no ano 2000:
Ambos os candidatos do PT enfrentaram políticos conservadores muito enfraquecidos e bastante desgastados devido ao fato de que eles estavam umbilicalmente ligados a governos bastante impopulares na capital (Pitta, no caso de Maluf; Kassab, no caso de Serra).
Kassab foi o Pitta de Serra e por isso este está sendo derrotado. Da mesma forma que o desastre que foi o governo de Pitta levou Maluf a ser derrotado por Marta na eleição de 2004, o fracasso do governo Kassab está fazendo com que Haddad consiga derrotar Serra, agora, em 2012.
Portanto, a vitória de Haddad não aumenta e nem diminui a hegemonia política conservadora em São Paulo, que é histórica, vindo desde tempos imemoriais. 
Entendo que somente se poderá afirmar que esse domínio conservador foi quebrado se Alckmin for derrotado na eleição para o governo do estado daqui a dois anos.
Logo, a derrota de Serra abala e enfraquece, mesmo que momentaneamente, as forças conservadoras paulistas, sim, mas daí a dizer que estas estão definitivamente enterradas é um grave equívoco. 
Se for essa a leitura que as forças progressistas estão fazendo da vitória de Haddad, então o risco de que Alckmin se reeleja em 2014 aumenta bastante. E até mesmo um possível retorno da Direita ao governo da capital paulista não poderá ser descartado caso se considere que a Direita paulista foi destruída. Não foi. Está muito longe disso acontecer. 
Não se esqueçam: Depois do governo de Erundina, tivemos 8 anos de governos conservadores na cidade (Maluf e Pitta) e o mesmo aconteceu após o governo de Marta (com Serra e Kassab sucedendo à petista).

Aliás, caso as pesquisas Ibope e Datafolha estejam corretas, até mesmo a diferença em favor de Haddad  é igual àquela com que Marta derrotou Maluf em 2004 (Marta 58,5% X 41,5% Maluf). 

Não podemos nos iludir: As forças conservadoras paulistas não irão dar trégua ao futuro governo de Haddad. Este terá que ter um forte apoio do governo federal, recebendo muitas verbas do mesmo para que ele possa colocar em prática tudo o que falou durante a campanha, como a construção de três hospitais, de 150 kms de corredores de ônibus e a de 55 mil moradias do Minha Casa Minha Vida. 
Qualquer erro ou falha será impiedosamente jogada no colo dele.
A Grande Mídia, em especial, vai fazer de tudo para desgastá-lo e enfraquecê-lo, principalmente nos dois primeiros anos da administração, que sempre são os mais difíceis, pois é preciso reorganizar a administração, mexer no Orçamento (modificando as prioridades de governo), botar a máquina para funcionar novamente. E as obras e realizações, geralmente, demoram um pouco para começar a aparecer (uns dois anos pelo menos).
A Direita sabe, e muito bem, que um governo bem sucedido de Haddad na capital paulista poderá representar o começo do fim da sua hegemonia não apenas na maior cidade do país, mas também no estado mais rico do Brasil. 
Assim, Haddad terá que fazer um governo com muitas realizações e que venha a ser muito bem avaliados pelos paulistanos para poder se firmar politicamente no estado de São Paulo.
Além disso, ele terá que comandar um governo com um apoio político e social bastante amplo, na mesma linha do que aconteceu com o governo Lula e, agora, acontece com o governo de Dilma, que montaram amplas coalizões de governo, com cerca 10 a 11 partidos políticos fazendo parte de ambos. 
Neste aspecto, os movimentos políticos e sociais de extração popular, bem como os blogueiros progressistas, terão um importante papel na defesa da gestão de Haddad, a fim de refutar os ataques virulentos de que o mesmo será vítima, tanto por parte da oposição, como da Grande Mídia. E estes ataques irão acontecer, por melhor que seja o governo de Haddad. 
Afinal, estamos tratando com uma oposição conservadora e com uma Grande Mídia que ataca Lula e Dilma com extrema violência, mesmo com ambos tendo altíssimos níveis de popularidade. 
Então, as forças progressistas que se preparem, pois a guerra pelo domínio político da capital paulista e do governo do estado de São Paulo está apenas começando.
A Luta Continua!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Tracking do PT (26/10): Haddad 59% X 41% Serra! - por Marcos Doniseti!

Tracking do PT (26/10): Haddad 59% X 41% Serra! - por Marcos Doniseti!


Segundo o site 'Brasil 247', o mais recente tracking do PT deu o seguinte resultado:

Haddad 59%;
Serra 41%.

A pesquisa foi feita por telefone nesta manhã de sexta-feira. É bom lembrar que os trackings do PT, no primeiro turno, antecipavam aos resultados mostrados, posteriormente, pelo Datafolha e, principalmente, pelo Ibope, e se aproximaram bastante do resultado final. 

Exemplo: Na véspera do primeiro turno, o tracking do PT mostrou Haddad, Serra e Russomanno com 22% (o mesmo resultado do Ibope divulgado depois), colocando Haddad em clara tendência de ascensão e já empatado tecnicamente com os candidatos do PSDB e do PRB.

Portanto, entendo que esse resultado do trackin petista é um retrato bastante fiel da realidade eleitoral da disputa na capital paulista neste momento. 


Link:

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/83997/Haddad-59;-Serra-41-Tracking-de-hoje-do-PT.htm

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Porque Serra foi o verdadeiro poste desta eleição! - por Marcos Doniseti!


Porque Serra foi o verdadeiro poste desta eleição! - por Marcos Doniseti!


Serra: O candidato invisível!

Ataques de Serra contra Haddad foram ignorados pelo eleitorado do candidato petista.



As três pesquisas realizadas pelos dois institutos, Ibope e Datafolha, neste segundo turno da eleição municipal em São Paulo, mostraram os seguintes resultados:

1a. Pesquisa:

Ibope Haddad 48% X 37% Serra;
Datafolha Haddad 47% X 37% Serra.

2a. Pesquisa:

Ibope Haddad 49% X 33% Serra;
Datafolha Haddad 49% X 32% Serra.

3a. Pesquisa:

Ibope Haddad 49% X 36% Serra;
Datafolha Haddad 49% X 34% Serra.

Quando fazemos uma análise mais detalhada das três pesquisas, verificamos o seguinte:

1) Haddad manteve-se estável durante as três semanas deste segundo turno. Ele saiu de 47%-48% para 49% na segunda semana e continuou com este mesmo índice até o final.

Assim, é possível concluir que todos os virulentos ataques desferidos pela campanha de Serra contra o candidato do PT não resultaram em absolutamente nada. O efeito foi zero. Haddad não perdeu um único voto sequer, durante todo o segundo turno, em função desse festival de baixarias promovido por Serra.

É como se o eleitorado de Haddad tivesse ignorado a existência de Serra durante todo o segundo turno e o candidato do PT estivesse disputando a eleição contra um mero poste. É como se Serra não existisse para esse eleitorado que se dispôs a votar em Haddad.

Parece que os 49% de eleitores paulistanos que manifestam intenção de voto em Haddad pensaram assim: 'Meu voto é do Haddad e ponto final. E o resto não existe'.

Desta maneira, Serra foi o verdadeiro poste desta eleição. Aliás, mais do que um poste, Serra foi o candidato invisível.

E o eleitorado também ignorou, totalmente, o circo midiático montado para divulgar o julgamento da AP 470, no STF, em Brasília. É como se o mesmo estivesse acontecendo em Marte e fosse do interesse de apenas meia-dúzia de advogados e juristas fanáticos por julgamentos e mais ninguém.

Logo, aqueles longos e intermináveis dezoito minutos usados pelo 'Jornal Nacional', em sua ridícula edição do dia 23/10/2012, para atacar o PT, representaram uma enorme quantidade de tempo e de dinheiro jogados na lata de lixo.

Obs: não vi essa matéria, pois não assisto ao 'JN' nem que me paguem, mas li textos e comentários na Internet sobre a edição e um amigo comentou sobre o mesmo comigo.

Os tempos em que bastavam uma edição mal intencionada de uma edição do 'Jornal Nacional' para ajudar a modificar o resultado de uma eleição (como aconteceu no segundo turno da eleição presidencial de 1989, entre Collor X Lula) acabaram.

A dona Rede Gloebbels não é mais tão poderosa quanto pensa que é. Ela até pode conseguir influenciar o comportamento de ministros do STF amedrontados pelo seu poder de 'desconstruir' reputações, mas junto ao eleitorado isso parece que não funciona mais.

Ainda bem.

Entendo que isso aconteceu porque, nesta campanha eleitoral, os paulistanos se preocuparam, de forma exclusiva, com os problemas de sua cidade e com o fato de que a mesma foi, literalmente, abandonada por Serra e por Kassab nos últimos oito anos, o que sacrificou brutalmente a qualidade de vida dos cerca de 11.400.000 habitantes da capital paulista.

E é a recuperação e reconstrução da cidade que interessa, hoje, e mais do que tudo, para o eleitorado da capital paulista, e não um julgamento viciado e altamente suspeito a respeito de fatos ocorridos há sete anos.

E é justamente por isso que Fernando Haddad tem liderado com folga todas as pesquisas eleitorais neste segundo turno e tem tudo para vencer a eleição no próximo domingo e até com uma boa diferença sobre o candidato tucano.

2) A única oscilação significativa que ocorreu nas três pesquisas realizadas, neste segundo turno, pelo Ibope e Datafolha, se deu com a candidatura de Serra. E ela aconteceu justamente em função da participação de Silas Malafaia na campanha tucana.

Bastou este pastor intolerante e de mentalidade medieval entrar na campanha, ao lado de Serra, e atacar Haddad usando de um suposto 'kit gay' (na verdade, tratava-se de um projeto que visava combater a homofobia nas escolas públicas, o que é mais do que correto, aliás) que o candidato tucano despencou 4 pontos na pesquisa Ibope (caindo de 37% para 33%) e 5 pontos na pesquisa do Datafolha (caindo de 37% para 32%) nas pesquisas realizadas na segunda semana de campanha deste segundo turno.

Daí, vendo o estrago que Malafaia havia feito em sua campanha, Serra o mandou de volta para o seu lugar de origem e não se ouviu mais falar do dito cujo (e nem do tal 'kit gay) na campanha municipal paulistana.

Com isso, ao abandonar essa desastrada estratégia de 'Malafaia-kit gay', Serra se recuperou, parcialmente, e chegou a 36% no Ibope e 34% no Datafolha na terceira pesquisa dos dois institutos, que foram divulgadas ontem. E mesmo assim o candidato tucano ainda não voltou aos 37% que possuía na primeira semana deste segundo turno, o que mostra o estrago que a participação de Malafaia teve para Serra.

Fora essa oscilação que aconteceu com Serra, o segundo turno foi de uma estabilidade praticamente total durante as três semanas de campanha. E no caso de Haddad, ela foi notável, como se ele estivesse sozinho na disputa, como eu já disse aqui.

Aliás, essa condição de Serra como sendo um mero poste, ou até como sendo um candidato virtualmente invisível (pois tudo o que ele disse neste segundo turno foi solenemente ignorado pelo eleitorado), não é nenhuma novidade.

Vejam que, quando as primeiras pesquisas para esta eleição foram feitas, Serra alcançava cerca de 35%-36% das intenções de voto. E ele termina a campanha neste segundo turno com o mesmo percentual que possuía no final de 2011. Assim, desde aquela época, Serra não conquistou um único voto sequer, limitando-se a manter os mesmos votos que tinha há cerca de 10 meses.

Aliás, isso também aconteceu com Serra na eleição presidencial de 2010.

Na primeira pesquisa que o Datafolha realizou com o nome de Dilma, no início de 2008, a então ministra da Casa Civil aparecia com meros 3% das intenções de voto, enquanto que Serra tinha 38% (votos totais). Daí, Serra terminou o primeiro turno da eleição presidencial com cerca de 33% dos votos válidos e, no segundo turno, obteve 44% dos votos válidos, o que dá, praticamente, o mesmo percentual (em votos válidos) que ele possuía no começo de 2009.

Assim, durante quase dois anos de campanha para a presidência da República, Serra também não conquistou um único voto adicional sequer, limitando-se a manter o mesmo eleitorado que tinha no começo da disputa.

Desta forma, Serra parece ser um poste, que ilumina (e atrai) apenas cerca 40% dos eleitores (em votos válidos) mas que é totalmente ignorado pelos demais 60%, como se ele fosse invisível.

Não importa o que Serra fale ou faça, pois ele somente consegue os mesmos votos dos mesmos eleitores de sempre, sem conquistar mais nenhum voto durante as campanhas, por mais longas que estas sejam e independente do fato do noticiário da Grande Mídia ser totalmente favoràvel às suas pretensões políticas.

E isso explica porque ele foi derrotado por Dilma em 2010 e, agora, está prestes a perder a eleição municipal para Haddad de uma forma que ele sequer imaginava.

Com essa mais do que certa, e também previsível, derrota para Haddad, pode-se concluir que Serra irá se transformar num poste apagado.

domingo, 21 de outubro de 2012

Dilma, Haddad e Pochmann: As novas caras do PT e do Lulismo! - por Marcos Doniseti!

Dilma, Haddad e Pochmann: As novas caras do PT e do 
Lulismo! - por Marcos Doniseti!
Dilma e Pochmann, junto com Haddad, representam as novas caras do PT e do Lulismo, que estão recuperando o voto da classe média para o partido.
Nesta eleição municipal, as novas caras do PT e do Lulismo (Haddad e Pochmann, 

principalmente) conseguiram atrair a classe média, que havia abandonado o partido 

nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010!

Os resultados desta eleição municipal mostraram, entre outras coisas, as  consequências radicalmente distintas das diferentes estratégias políticas adotadas pelos dois principais partidos políticos brasileiros: PT e PSDB. 
Nos últimos anos o PSDB procurou reforçar a sua política, que já vem desde 2003, e que é a de, basicamente, promover uma crescente escandalização da atividade política, explorando os casos de supostas irregularidades que ocorreram no governo Lula e no governo Dilma. Já o PT escolheu um caminho distinto, procurando reforçar as políticas de inclusão social iniciadas no governo Lula (casos do Bolsa-Família, do Luz Para Todos e do ProUni). 
Porém, o presidente Lula e Zé Dirceu perceberam, já há algum tempo, o  virtual esgotamento desse confronto e decidiram apostar na renovação e na atualização das políticas sociais defendidas e adotadas pelo PT a partir de 2003 e que passaram a ser conhecidas pela denominação de Lulismo. 
Enquanto isso, nesta eleição, o PSDB ficou preso ao mesmo discurso direitista e retrógrado de sempre, de origem lacerdista e udenista e que pode ser resumido numa única palavra: mensalão. Além disso, o partido dos tucanos também procurou agir no sentido de procurar inviabilizar o governo Lula e, agora, o governo Dilma. 
Um caso que ilustra  bem essa equivocada estratégia política (e que também é incoerente e hipócrita) do PSDB, e que é liderada por FHC, foi o  caso da  extinção da CPMF. 
No blog do Nassif, um participante do mesmo postou um vídeo no qual o então presidente FHC defendia, em uma reunião com vários outros governantes, a criação de uma CPMF global com o objetivo de combater a especulação financeira maluca e  totalmente irracional que havia tomado conta economia mundial. 
E o então presidente dos EUA, Bill Clinton, deu o maior esculacho no FHC.
Mas a verdade é que o tucano estava certo ao cobrar a criação de uma CPMF global. Porém, esta não foi adotada e isso colaborou para o estouro, em 2007-2008, da crise econômica-financeira-social global atual, e que é a mais grave enfrentada pela economia mundial desde a Grande Depressão dos anos 1930. 
Se os governantes dos países ricos tivessem adotado a proposta do tucano, a crise atual não seria tão intensa e nem duraria tanto tempo, pois os recursos arrecadados com a cobrança dessa CPMF global poderiam estar sendo utilizados para combater esta crise. 
Agora, o oportunismo e a mesquinhez de FHC ficam claros quando, internamente, ele mesmo comandou o processo político que resultou na extinção da CPMF aqui no Brasil, com o mero objetivo de enfraquecer e de inviabilizar o segundo mandato de Lula, a fim de permitir o retorno dos tucanos ao poder em 2010. 
Logo, o mesmo FHC que tomou a iniciativa de propor a criação de uma CPMF global, ajudou a acabar com a CPMF tupiniquim. Aliás, esta possuía inúmeras virtudes e justamente por isso é que ela foi extinta. 
Entre estas virtudes, tínhamos:
1) Era o único imposto que os mais ricos não conseguiam sonegar, pois ela era cobrada direto na fonte, ou seja, nas movimentações financeiras feitas por pessoas físicas e jurídicas; 
2) Tinha um baixíssimo custo para ser cobrada e fiscalizada pois não era - como ICMS e IR - um imposto declaratório - que poder ser facilmente sonegado. Não era preciso preencher nenhum papel e nem criar todo um aparato burocrático, com milhares de funcionários,  para ser fiscalizada e cobrada; 
3) Permitia identificar os sonegadores de impostos pelo valor que eles movimentavam no mercado financeiro, comparando-o com o valor que as pessoas, físicas e jurídicas, declaravam a respeito do seu faturamento e do seu lucro;
4) E ainda financiava ajudava a financiar a Seguridade Social brasileira (que reúne Saúde Pública, Previdência Social e Assistência Social, incluindo o Seguro-Desemprego). 
Mesmo assim, FHC liderou o movimento (do qual participavam a Fiesp e a Febraban, além do PSOL, é claro, que é um notório adepto do 'quanto pior, melhor') que resultou na extinção da CPMF.

Dilma e Haddad: quadros técnicos qualificados que se revelaram líderes políticos sérios e competentes, atraindo  o eleitorado de classe média para o PT.
Deve-se a esse tipo de postura, totalmente hipócrita e incoerente, por parte de FHC, o fato de que Sérgio Motta dizia para que ele 'não se apequenasse'. 
Ele dizia isso porque conhecia, e muito bem, a alma de FHC. 
Mas o fato é que FHC se apequenou e, agora, ele colhe o que plantou e vê o partido que ajudou a fundar caindo pelas tabelas, sofrendo derrotas fragorosas em SP, MG, PR e GO, que são os quatro estados mais importantes governados pelo PSDB. 
Assim, o PSDB sai enfraquecido desta eleição municipal para enfrentar a eleição estadual e presidencial de 2014 e se perder o controle destes 4 estados daqui a dois anos, já era, acabou, será o fim do partido. Afinal, foi o controle de governos de estado importantes como esses que permitiu ao PSDB sobreviver mesmo depois que foi derrotado três vezes seguidas, pelo PT, em eleições presidenciais. 
E tudo isso aconteceu porque FHC se apequenou. 
Ele procurou inviabilizar o governo Lula, nunca combateu o discurso pseudo-moralista adotado por Serra na eleição presidencial de 2010 (explorando questões morais e religiosas de forma demagógica a fim ganhar a eleição a qualquer preço) e, agora, em 2012, não tentou impedir que Serra se tornasse o candidato do PSDB à prefeitura da capital paulista. Somente o governador Alckmin resistiu à mais essa tentativa fracassada de Serra, mas FHC não o ajudou em nada e, daí, Serra conseguiu vencer as prévias tucanas e tornar-se o candidato do PSDB, novamente, à prefeitura da capital paulista. E isso aconteceu mesmo com a candidatura de Serra tendo sido rejeitada por 48% dos tucanos nas prévias. 
Um líder político mais forte e ousado teria dito a Serra, naquele momento, que a votação dele nas prévias mostrava, claramente, que ele dividia o partido e que isso iria resultar em mais uma derrota do PSDB. Como o ex-presidente FHC não fez nada disso, Serra conseguiu fazer valer a sua força interna e se tornar o candidato tucano à prefeitura de São Paulo.
Enquanto isso, o presidente Lula soube lutar contra as adversidades, tantos as pessoais, como o câncer que foi descoberto no final de 2011, como as políticas, como é o caso do atual julgamento no STF. 
Mesmo com o julgamento do STF tendo sido usado para tentar enfraquecer o PT nesta eleição, visto que o mesmo foi marcado para coincidir com toda a campanha eleitoral e as condenações de dirigentes do PT sendo feitas com base numa teoria jurídica - a Teoria do Domínio do Fato - de origem Nazista, o PT foi o partido mais votado no primeiro turno da eleição municipal em todo o país e teve um significativo crescimento no número de prefeitos (14%) e de vereadores eleitos (22%). 
Assim, o tiro da oposição e da Grande Mídia reacionária e golpista, de tentar usar o julgamento da AP 470 para enfraquecer o PT e abalar a popularidade de Lula e da presidenta Dilma, saiu totalmente pela culatra. 
Desta maneira, Lula se agigantou e teve a lucidez de perceber que o PT precisava se renovar, apresentando novas lideranças políticas ao eleitorado, a fim de não se apequenar enquanto partido político representativo das demandas populares dos segmentos mais explorados  e mais perseguidos, pelas elites retrógradas (vide o Massacre do Pinheirinho) da população brasileira. 
E nessa tarefa, de levar adiante a renovação do PT e do Lulismo, o presidente Lula não temeu sequer enfrentar a principal liderança do partido na capital paulista, que é a senadora Marta Suplicy, que ansiava por ser a candidata da legenda para a prefeitura nesta eleição. E o fato de ter feito um governo com muitas realizações e que, ainda hoje, é bem avaliado pelos paulistanos, reforçava as intenções de Marta de ser a candidata do partido na capital paulista. 
Mesmo assim, Lula bateu o pé e, mesmo contra a opinião de todos os 'analistas políticos' da Grande Mídia e de muitos dirigentes do próprio PT, apostou na renovação, conseguindo convencer os dirigentes e militantes petistas de que o ex-ministro Fernando Haddad era o nome mais indicado para vencer a eleição na maior cidade do país. 
Lula percebeu que o eleitorado desejava caras novas, com posturas e discursos diferentes daqueles usados pelos políticos mais tradicionais e já bastante conhecidos e que, por isso mesmo, estavam desgastados. 
O fato de que Celso Russomanno tenha liderado as pesquisas durante tanto tempo mostravam que a avaliação de Lula estava correta e que o desejo dos eleitores paulistanos era por nomes novos para governar São Paulo, pois os mesmos desejavam mudar totalmente as políticas adotadas atualmente pelo rejeitado e impopular governo de Serra-Kassab. 
Com isso, nesta eleição, Lula e o PT começam, agora, a colher os frutos políticos e eleitorais das suas iniciativas de renovar a cara e a mensagem do partido, processo este que se iniciou com a escolha e com a vitória de Dilma em 2010, e que continua, agora, com candidatos bem sucedidos em importantes cidades do país, como são o caso de Fernando Haddad e  de Marcio Pochmann. 
O primeiro está virtualmente eleito prefeito de São Paulo, devendo ganhar a eleição com grande vantagem sobre Serra, e o segundo cresceu muito na reta final da campanha e poderá se eleger prefeito de Campinas, que é uma das cidades mais ricas do país. 
Estes novos nomes que Lula e o PT apresentaram ao país nesta eleição conciliam a preocupação, mais do que justificada por parte da população (e que é mais forte na classe média), com a eficiência na gestão do setor público, combinando-a com a manutenção do crescimento econômico e de políticas de inclusão social e de redução das desigualdades, que é mais atraente, é claro, para os mais pobres. 
Assim, não é à toa que o governo Dilma é tão popular junto à classe média e que Haddad e Pochmann também conseguiram penetrar nesta importante segmento da população e que, hoje, segundo estudos feitos pelo economista Marcelo Neri e pela FGV, é majoritária no Brasil, reunindo cerca de 55% dos brasileiros e que poderá chegar a 60% do total até 2014. 
Em seu estudo 'Os Sentidos do Lulismo', o cientista político André Singer mostrou que Lula venceu a eleição presidencial de 2002 obtendo muitos votos na classe média mais tradicional, desencantada com o fracasso do governo FHC, mas que em 2006 ocorreu uma mudança na base eleitoral de Lula, que se reelegeu graças aos votos do eleitorado de menor renda. 
E o mesmo aconteceu com Dilma em 2010. 
Agora, vemos que a popularidade de Dilma junto à classe média é muito elevada, virtualmente empatando com a popularidade dela junto à população como um todo. 
Na capital paulista, por exemplo, segundo a mais recente pesquisa do Ibope, o governo Dilma é tido como ótimo/bom por 60% da população e na classe média esse índice é de 58%, o que está dentro da margem de erro da pesquisa. 
O candidato Fernando Haddad, por sua vez, conseguiu penetrar em segmentos importantes da classe média paulistana, atingindo elevados índices de intenção de voto entre a mesma. 
Segundo o Datafolha, parte significativa do eleitorado mais conservador paulistano vota em Haddad. Ele atinge 46% dos votos entre os eleitores conservadores da cidade, contra apenas 33% de Serra. 
E para que a candidatura de Pochmann, em Campinas, tenha crescido tanto nas últimas semanas, já estando empatado tecnicamente com Jonas Donizete (com vice do PSDB e apoiado por Alckmin), é porque ele também conseguiu penetrar no eleitorado da numerosa classe média campineira. 
Assim, há várias coisas em comum ligando Dilma, Haddad e Pochmann. 
Uma delas é que os três se tornaram bem vistos pela classe média. 
Outro aspecto em comum entre eles é que, quando foram lançados pelo PT, eles eram candidatos que nunca tinham tido nenhuma experiência eleitoral anterior. 
Outra coisa que os conecta é que eles eram, essencialmente, quadros técnicos do PT e que já haviam acumulado, antes de se tornarem candidatos, uma vasta, bem sucedida e vitoriosa experiência como administradores, como gestores da coisa pública. 
Todos eles (Dilma, Haddad e Pochmann) são egressos das Universidades (USP, Unicamp), da intelectualidade de classe média e, logo, são vistos como iguais pelo eleitorado desta mesma classe média. 
Assim, esta classe média não olha para eles (Dilma, Haddad e Pochmann) com a mesma postura de desprezo e de preconceito que  manifesta em relação aos quadros petistas que são originários dos movimentos sociais de extração popular (sem-terra, sem-teto, sindical, etc), como é o caso do próprio presidente Lula, que sempre foi vítima de discriminação pelo fato de não ter diploma universitário.
E a vasta experiência administrativa, no setor público, de Dilma, Haddad e Pochmann é bastante positiva. 
Senão, vejamos: 
Dilma foi secretária de vários governos do RS (Alceu Collares, Olívio Dutra) e, depois, ministra do governo Lula por quase 8 anos (das Minas e Energia e da Casa Civil). Haddad e Pochmann já haviam participado do governo de Marta Suplicy, em São Paulo, e depois fizeram gestões bastante elogiadas no governo federal (Haddad no MEC e Pochmann no IPEA). 
Quando Lula decidiu lançá-los na vida política-eleitoral, eles já eram, portanto, administradores experientes e bastante qualificados como gestores públicos. Eles eram novatos como políticos, mas não como administradores públicos. 
Suas candidaturas representam, portanto, uma clara mudança no perfil dos candidatos do PT. Estes, tradicionalmente, sempre vinham, de algum movimento social (sindical, estudantil, de artistas e intelectuais, sem-terra, sem-teto, feminista, LGBT, etc). 
Agora, candidatos como Dilma, Haddad e Pochmann possuem um perfil mais técnico, mas que não se descuidam das preocupações e das políticas eminentemente sociais defendidas e adotadas pelo PT, muito pelo contrário.
Livro de André Singer é essencial para se entender o fenômeno político-social  que ele chamou de Lulismo.
Na verdade, os três candidatos que simbolizam a renovação do PT e do Lulismo participaram ativamente da elaboração e da implementação de várias políticas sociais importantes como gestores públicos, incluindo aí o ProUni (Haddad), o Minha Casa Minha Vida e o Luz Para Todos (Dilma) e o Bolsa-Família (Pochmann). 
Logo, esse novo trio de lideranças políticas petistas simboliza e representa a nova cara que Lula, e também Zé Dirceu, estão criando para o partido e para o Lulismo.
Em comum, Dilma, Haddad e Pochmann combinam valores típicos de classe média (ou que são muito valorizados pela mesma), como a preocupação com a competência e a capacidade técnica como gestores públicos altamente qualificados, com as questões sociais, participando ativamente da elaboração e da implementação de políticas públicas que melhoram a distribuição de renda e diminuem as desigualdades, ao mesmo tempo que procuram atender às crescentes demandas da população por serviços públicos de qualidade nas área de saúde, educação, transportes coletivos, moradia, saneamento básico, cultura, esporte, lazer, informação, entre outras. 
De certa maneira, essa eleição municipal está representando uma espécie de renovação, de atualização, do que o cientista político André Singer denominou de 'Lulismo'. 
E essa renovação do PT e do 'Lulismo' está sendo muito bem sucedida, visto que o PT está conseguindo recuperar o eleitorado de classe média que havia votado no partido em 2002, mas que não o fizera nas eleições presidenciais de 2006 e de 2010. Nestas, foram os eleitores de menor renda os grandes responsáveis pelas vitórias de Lula e de Dilma. Agora, o PT está conseguindo atrair a classe média, novamente. 
E este fortalecimento do PT na classe média ajuda muito a explicar o  rápido enfraquecimento da trinca oposicionista radical representada pelo PSDB-DEM-PPS nesta eleição. Estes três partidos, que são os principais representantes das políticas neoliberais e que se opõem fortemente às idéias e práticas dos governos petistas em todo o país, sofreram uma forte queda nas suas votações nesta eleição, principalmente o DEM e o PPS. 
A elevada popularidade do governo Dilma, com 62% de ótimo-bom e 77% de aprovação pessoal, a virtual vitória de Haddad em São Paulo, derrotando Serra até com certa facilidade, e a crescente possibilidade de que Marcio Pochmann possa se tornar prefeito de Campinas (embora a disputa lá esteja bem mais embolada, mas a tendência do candidato petista é de crescimento) mostram que Lula e Zé Dirceu acertaram em cheio ao promover a renovação do PT. 
O que fica claro a partir desta eleição municipal é que, daqui em diante, os governantes e partidos que não defenderem e não colocarem em prática esse conjunto de idéias e de práticas políticas-administrativas (representadas e defendidas por Dilma, Haddad e Pochmann) estarão condenados a desaparecer do cenário político brasileiro. 
A estratégia tucana, de procurar inviabilizar os governos adversários (exemplificada na extinção da CPMF, que foi criada pelos próprios tucanos no governo FHC) e adotando a estratégia de promover (aliada com a Grande Mídia) uma permanente escandalização da prática política (vide o caso do 'mensalão') e de adotar uma baixaria interminável nas campanhas eleitorais (vide os casos do aborto na eleição presidencial de 2010 e dos 'kits anti-homofobia' nesta eleição paulistana) chegou ao fim e não dá mais frutos nas urnas (se é que algum dia deu). 
Portanto, ou o PSDB muda radicalmente a sua forma de fazer política, preocupando-se em elaborar um conjunto de propostas viáveis que combinem preocupações sociais com capacidade administrativa, ou então a legenda dos tucanos irá caminhar para um melancólico desaparecimento. 
E como em política (bem como na natureza e na sociedade) não existe vácuo, é claro que esses espaços deixados pelos tucanos serão ocupados por outras forças políticas organizadas. 

E a julgar pelos resultados desta eleição municipal, o PT é o partido que parece estar sabendo ocupar melhor estes espaços. Outra legenda que cresceu bastante, atraindo esse eleitorado, foi o PSB de Eduardo Campos, que venceu eleições em cidades importantes, como Belo Horizonte e Recife, e que também teve um expressivo crescimento em número de prefeitos e de vereadores eleitos em todo o país. 
Este me parece ser o significado da frase do presidente Lula quando o mesmo afirmou, no comício de Marcio Pochmann (realizado em Campinas, no dia 20/10/2012) que 'De poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado'. 
Lula, Dilma e Haddad: Novas lideranças do PT renovam o partido e atualizam o Lulismo.
Logo, enquanto a energia do PSDB e dos tucanos se esvai em discursos retrógrados e de pequeno apelo popular, os novos 'postes' de Lula começam a 'iluminar' o Brasil com a sua capacidade de, ao mesmo tempo, administrar com seriedade e competência e de adotar políticas sociais de amplo alcance e que promovem uma melhoria na distribuição de renda e nas condições de vida da população, principalmente dos mais pobres. 
Abram os olhos, demotucanos, pois os 'postes lulistas' tem muito mais conteúdo e são muito mais capacitados para governar do que vocês. 

Link:
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