sábado, 21 de julho de 2012

Datafolha: 'Serra, o Enganador', tem 30% de intenção de voto e 37% de Rejeição!! - por Marcos Doniseti!

Datafolha: 'Serra, o Enganador', tem 30% de intenção de voto e 37% de Rejeição!! - por Marcos Doniseti!

Alckmin tem rejeição de 46% na capital paulista, maior do que a de Lula e Dilma, que é de 40%



A mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada hoje, mostra um cenário preocupante para o candidato tucano José Serra, pois ele estagnou nos 30% e daí não passa.

E esse percentual é muito baixo para um candidato que tem uma longa carreira política e que já foi candidato à Presidente da República por duas vezes, Deputado Estadual e Federal, Prefeito de SP, Senador e Governador de estado.

Enquanto isso, o segundo colocado na pesquisa, Celso Russomano (PRB, partido ligado à Igreja Universal, de Edir Macedo, proprietária da Rede Record),  que está empatado tecnicamente com Serra (30% para o tucano e 26% para Russomano) nunca governou nada e é bastante conhecido do eleitorado, sim, mas jamais ocupou qualquer cargo público importante.

Russomano é uma pessoa da Mídia (apresenta um programa na rede Record, embora esteja fora do ar devido à campanha eleitoral, mas até pouco tempo atrás ainda o apresentava), o que o ajuda muito, pois tem boa retórica e sabe se comunicar com o 'povão', com essa nova classe média que se criou no governo Lula, quando 40 milhões de pessoas entraram para o mercado consumidor e 50 milhões subiram para as classes ABC (10 milhões foram para a classe AB e outros 40 milhões para a classe C). Ainda mais que ele se apresenta como um defensor dos direitos do consumidor, algo que atrai a classe C, que passou a consumir muito mais a partir do governo Lula.

Porém, Russomano terá pouco mais de dois minutos no horário eleitoral, bem menos do que Serra e Haddad, e embora ele seja um pessoa da Mídia, isso poderá prejudicá-lo, é claro. 

Tudo indica, também, que Russomano se beneficiou com a retirada da candidatura de Netinho, do PCdoB, pois embora este tenha decidido apoiar Haddad, o candidato petista ainda é muito desconhecido do eleitorado e é ainda maior o percentual de pessoas que desconhecem o fato dele ser o candidato do PT e que tem o apoio de Lula (e terá o de Dilma, também, mas no segundo turno, caso ele passe para o mesmo, é claro).

Inclusive, o diretor do Datafolha disse, em texto no qual comentou a pesquisa, que muitos simpatizantes de Lula escolhem Russomano pelo fato de que ainda desconhecem o fato de que Haddad é o candidato apoiado pelo ex-Presidente da República. Eles querem votar no candidato de Lula, mas não sabem que é essa pessoa.

Dentre os demais candidatos, Chalita (PMDB) é o que tem maior potencial para crescer, pois terá 4 minutos e 30 segundo no rádio e na TV, tem boa presença na Mídia, se comunica bem, e tem o apoio de setores importantes da Igreja, pois é ligado à Canção Nova.

Mas, penso que Haddad é o que tem maior potencial de crescimento. Ele tem 7%, o mesmo percentual de Soninha, que já disputou várias eleições consecutivas, e que também é uma pessoa que vem da Mídia, o que parece ser cada vez mais importante, pelo menos em eleições municipais.

Porém, Haddad terá o importante apoio do Presidente Lula.

E segundo o Datafolha, 40% dos eleitores da capital paulista estão dispostos a votar, COM CERTEZA, em um candidato apoiado por Lula. E a presidenta Dilma, por sua vez, garante o voto de 33% dos eleitores para o candidato que receber o seu apoio.

E aqui há um fato importante: Dilma tem maior popularidade do que Lula na classe média paulista e, assim, poderá atrair, para Haddad, votos deste segmento que o ex-Presidente não conseguiria.

Para ajudar um pouco mais ao candidato do PT, 21% dos eleitores se dispõe a votar no candidato apoiado por Lula e outros 27% dizem o mesmo no caso dele ser apoiado pela Presidenta Dilma.

Somando-se o voto de origem mais popular, garantido pelo Presidente Lula, com o de setores da classe média, garantido por Dilma, Haddad se torna, assim, um fortíssimo candidato para vencer a eleição, embora isso não seja uma certeza absoluta, é claro, pois ainda tem muita água para rolar embaixo da ponte dessa campanha eleitoral, principalmente depois que começar o horário eleitoral no rádio e na TV e tivermos a realização de debates nas principais redes de TV (Band, Record e Globo, principalmente).

Enquanto isso, Alckmin garante o voto, com certeza, de apenas 27% dos eleitores, o que é menos do que os 30% que Serra já tem.

Outro dado interessante da pesquisa é que mesmo Lula e Dilma tem uma rejeição menor do que a do governador paulista, ficando em 40%. Enquano isso, Alckmin é rejeitado por 46% dos paulistanos, o que mostra a forte desaprovação dos mesmos ao seu governo.

E Lula e Dilma ainda influenciam mais o voto dos paulistanos do que Alckmin (40% Lula, 33% Dilma e 27% Alckmin).

Assim, Serra dependerá apenas de si para se eleger. Por isso mesmo é que as chances dele vir a ser derrotado são muito grandes, sem dúvida alguma.

E como a pesquisa Datafolha mostra, Serra tem 30% de intenção de voto e 37% de REJEIÇÃO.

Logo, ele tem um saldo negativo de 7 p.p.... Com uma rejeição tão elevada, será quase impossível para o candidato tucano conseguir vencer a eleição, a não ser que o seu adversário, em um eventual segundo turno, tenha uma rejeição tão elevada ou maior do que a dele, Serra.

Aliás, a idéia de um 'Serra, o Enganador', como transmitiu o jornalista Josias de Souza, poderá ter um certo efeito na eleição se os adversáriios insistirem muito neste discurso.

Afinal, se essa idéia de que Serra estará tentando enganar, novamente, o povo de São Paulo for assimilada pelos paulistanos (afinal, na eleição de 2004, Serra prometeu cumprir o mandato de prefeito até o fim e abandonou o cargo depois de apenas 15 meses de governo) então as coisas ficarão bem complicadas para o candidato tucano à prefeitura de SP.


Links:

Josias de Souza: Serra, o Enganador:


http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/07/21/datafolha-informa-que-serra-vive-a-crise-dos-30/

Horário eleitoral será decisivo, diz Mauro Paulino:


http://www1.folha.uol.com.br/poder/1123797-desempenho-na-propaganda-na-tv-sera-decisivo-em-sp.shtml

domingo, 8 de julho de 2012

Eduardo Campos, Lula, Dilma e a eleição presidencial de 2018! - por Marcos Doniseti!

Eduardo Campos, Lula, Dilma e a eleição presidencial de 2018! - por Marcos Doniseti!


Eduardo Campos concede entrevista para a 'Folha' e diz que em 2018 começa um novo ciclo geracional na política brasileira (link abaixo)

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1116879-o-pt-cria-mais-problema-para-dilma-do-que-o-psb.shtml

Analisando a entrevista que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, concedeu para a 'Folha', concluo que ele é candidatíssimo à Presidente da República, sim, mas apenas em 2018.

Ele sabe que em 2014 Dilma vencerá facilmente  a eleição presidencial e, daí, ficará ao lado dela, inclusive levando crédito por ajudá-la a vencer a eleição. E como ele já apoiou Lula em 2002 e em 2006, e a própria Dilma em 2010, então, ninguém jamais poderá dizer que ele não foi leal a ambos. 

Logo, não haverá como em transformá-lo, futuramente, em adversário de qualquer um dos dois, seja de Lula, ou mesmo de Dilma.

Mas, entendo que as suas articulações com Kassab-PSD, Aécio e com outros partidos e lideranças políticas mostram que ele tentará alçar vôo próprio em 2018, ao final do mandato da presidenta Dilma. 


Até lá, pensa Campos (mas ele jamais dirá isso, é claro) Lula já não estará entre nós ou então estará com a saúde tão frágil que não terá como interferir na eleição. 


Além disso, como Eduardo Campos sempre apoiou Lula, este não terá como agir no sentido de impedir ou prejudicar qualquer pretensão presidencial do atual governador pernambucano.

Para mim, é isso que ele quis dizer com o tal 'ciclo geracional', ou seja, que a partir de 2018, as lideranças mais antigas, do governo e da oposição, estão aposentadas ou até enterradas, e que daí, com o fim do governo Dilma, o jogo político brasileiro terá novos protagonistas, com ele, é claro, incluído nesse processo, ao lado de outros não tão novos, como Aécio, Kassab, entre outros, mas que terão uma longa vida política pela frente.


E talvez Campos pense que, em 2018, Dilma não terá tanta força para fazer o sucessor quanto Lula teve, embora a sua crescente popularidade possa modificar essa situação, é claro. 


Daí, nestas circunstâncias (de uma Dilma superpopular que elegerá quem ela apoiar, tal como aconteceu com Lula em 2010) talvez Campos venha a trabalhar com um cenário alternativo, ou seja, de ser, no mínimo, o Vice-Presidente da República numa chapa de um candidato petista em 2018. 

Mas, penso que a sua prioridade, mesmo, é a Presidência do país.

E até lá (2018) a oposição mais radical ao governo Dilma (PSDB-DEM-PPS) estará tão enfraquecida que não terá alternativa a não ser apoiar a sua candidatura, até para evitar uma nova vitória presidencial do PT, com um quinto governo consecutivo do partido no governo federal. 

Assim, Campos poderá atrair este segmento (mais conservador) da política e do eleitorado brasileiros, que estarão doidos para tirar o PT do comando do país.

Desta maneira, Eduardo Campos deve contar (na análise que faz do cenário político pós-2018) com o progressivo e inevitável esvaziamento da oposição radical feita pelo PSDB-DEM-PPS, cada vez mais fracos. E talvez ele pense que conseguirá atrair muitos dos líderes e membros destes partidos anti-lulistas. 

Com isso, na falta de uma candidatura própria viável à Presidência da República, os demotucanos irão preferir (por pura falta de opção) apoiar a candidatura dele, Campos, do que ver o PT eleger o presidente da República pela quinta vez consecutiva.

Esta seria a única forma de PSDB-DEM-PPS impedir o PT de eleger o Presidente da República pela quinta vez consecutiva e de conseguir, mesmo que pela porta dos fundos, voltar a participar do governo federal. 

Assim, Eduardo Campos, muito provavelmente, pensa que, em 2018, estará aberto o caminho para uma candidatura presidencial que é bastante próxima de Lula-Dilma (afinal, terá apoiado os governos dos dois por 16 anos e, logo, jamais poderá ser acusado de deslealdade), e que se apresentará como um candidato presidencial que será um continuador dos governos de ambos e que, ao mesmo tempo, conseguirá atrair os líderes, partidos e eleitorado anti-petistas.


Além disso, Eduardo Campos também apostará num desejo de mudança e de renovação de uma parte do eleitorado e de muitas lideranças políticas e empresariais, que acreditarão que 16 anos de governo do PT já está muito bom e que chegou a hora da mudança, recebendo o apoio dos mesmos.


Provavelmente, os seus aliados irão dizer que o PT governando o país por tanto tempo será algo ruim para a Democracia brasileira e que o PT poderá vir a se tornar um PRI brasileiro e que isso não será bom para o país. É claro que isso é besteira, mas com certeza esse discurso deverá vir a ser utilizado pela oposição anti-petista, sim.

Assim, Campos poderá vir a tentar, com o apoio de Aécio, Kassab e de numerosas dissidências do PSDB-DEM-PPS e dos demais partidos que, hoje, são aliados do governo Dilma, se viabilizar como um forte candidato à Presidente da República em 2018, isolando o PT, o que permitirá levá-lo à governar o país a partir de 2019.


Portanto, embora muita 'água ainda irá passar por baixo da ponte' do cenário político brasileiro, é bom que o PT e os seus aliados (principalmente o PMDB) fiquem de olhos bem abertos com os movimentos políticos do atual governador pernambucano, pois entendo que ele é candidatíssimo à Presidência da República em 2018. 

E mesmo que não o seja, ele tentará se viabilizar, no minímo, como um possível Vice-Presidente da República numa chapa com um candidato do PT ao fim do segundo mandato de Dilma.

De qualquer forma, o futuro político do Brasil passará por Pernambuco, ou seja, está atrelado ao projeto político de Eduardo Campos, sem dúvida alguma. 

Links:

Entrevista de Eduardo Campos para a 'Folha':

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1116879-o-pt-cria-mais-problema-para-dilma-do-que-o-psb.shtml

Kassab, o PSD, o lulismo, a classe C e Jânio Quadros! - por Marcos Doniseti!

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2011/10/kassab-o-psd-o-lulismo-classe-c-e-janio.html

PSB X PT!

http://www.psbnacional.org.br/art_det.asp?det=266