quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Massacre do Pinheirinho desnuda a verdadeira essência do PSDB! - por Marcos Doniseti!

Massacre do Pinheirinho desnuda a verdadeira essência do PSDB! - por Marcos Doniseti! 

Para os pobres e movimentos sociais, a política dos governos do PSDB é uma só: repressão brutal, tratando a todos como se fossem criminosos.
Considerei muito pertinente o post do PHA, no Conversa Afiada, a respeito do Massacre do Pinheirinho, no qual mostra que o governador Geraldo Alckmin procurou evitar de aparecer para a Mídia e para o público, na missa que celebrou o aniversário da cidade de São Paulo, pois um protesto bastante numeroso se realizava no local contra o Massacre do Pinheirinho, promovido pela PM sob o comando do governador tucano.

Este fato, por si, já mostra o quanto o Massacre do Pinheirinho afetou negativamente a imagem de Alckmin e do PSDB.

O fato de Alckmin se esconder do povo e da Mídia, do reacionário Tio Rei culpar o PT pela tragédia do Pinheirinho (afinal, é o PT que comanda a PM de SP, não é mesmo) demonstram, mesmo que a tucanada não admita isso publicamente, é claro, que eles já perceberam que erraram feio no caso do Pinheirinho.

O Massacre do Pinheirinho, promovido pela PM tucana paulista, foi resultado ds mesma política de criminizalização e de repressão aos movimentos sociais que os governos tucanos de SP promovem desde que passaram a governar o estado, em 1995.

Professores, estudantes, policiais, funcionários públicos em geral, sempre tiveram negada qualquer possibilidade de diálogo pelos diferentes governadores tucanos do estado de SP e isso acontece desde 1995.

Mário Covas se recusou a dialogar com os professores grevistas em 1995. Serra fez o mesmo em 2010 e ainda mandou a mesma PM, que promoveu o Massacre do Pinheirinho neste final de semana, espancar os professores grevistas. Estudantes da USP, supostos 'maconheiros' (como se estes existissem apenas na USP...) também foram reprimidos pela PM tucana. Os usuários de crack da Cracolândia também foram sentiram na pela a violência abusiva da PM paulista, em vez de se oferecer a eles a possibilidade de se tratar e de superar o vício, como seria o correto.

Agora, é Alckmin quem manda a PM baixax o sarrafo nos moradores pobres do Pinheirinho, mesmo com várias lideranças políticas, como o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Teixeira, e o senador Eduardo Suplicy, que estavam atuando no sentido de se encontrar uma solução negociada para o assunto.


Toda essa repressão, ao longo de mais de 17 anos de governos tucanos em SP, mostra que não se tratam de 'casos isolados', fruto de improviso ou de situações que fogem momentaneamente ao controle do governo. Nada disso. Trata-se de uma política definida e previamente elaborada no sentido de se promover a criminalização e a repressão de todos os movimentos sociais, sem nenhuma distinção: professores, estudantes, trabalhadores pobres, estudantes universitários, todos eles são vítimas desta sanha repressiva por parte dos diferentes governos do PSDB no estado de São Paulo.

Porém, tudo aponta para o fato de que o Masscre do Pinheirinho contou com uma forte desaprovação junto à população. E isso não seria nada surpreendente.

Porque, na 'cabeça do povão’, uma coisa é você espancar ‘filhinhos de papai maconheiros da USP’ e dependentes de crack, pessoas que são, muitas vezes, vistas de maneira negativa por parcelas expressivas da opinião pública, até porque a opinião delas acaba sendo, em grande parte, formada por uma Grande Mídia reacionária e discriminatória e que procura reforçar esses preconceitos junto à população.

Outra coisa, bem diferente, é espancar e massacrar com trabalhadores pobres , donas de casa e crianças, adolescentes e jovens que estudam e estão tentando sobreviver, apenas ganhar a vida, e que construíram as suas casas, colocaram os filhos na escola, enfim, decidiram levar adiante uma luta diária pela sobrevivência.

Essa é a história de vida de quase toda a população brasileira (não incluo aqui os Naji Nahas e Daniel Dantas desse mundo, que vivem da miséria alheia ...) que acaba por se identificar com essa população pobre trabalhadora e batalhadora.

O massacre do Pinheirinho revelou, para o 'povão', para as ‘classes C e D’, qual é a verdadeira natureza, a essência verdadeira, do PSDB, que antes a tucanada conseguia esconder ou, pelo menos, disfarçar com palavras e discursos bonitos e ensaiados ou adotando algumas medidas de caráter supostamente 'social', mas que não resolviam coisa alguma, de fato.

A essência real do PSDB é a de um partido que está se lixando para as necessidades dos trabalhadores assalariados e dos mais pobres e que fez uma opção preferencial e total na defesa dos interesses dos mais ricos.

O PSDB ressuscitou a política pré-histórica, do período anterior à chamada 'Revolução de 30', de que 'a questão social é um caso de polícia'. 

O fato concreto é que o PSDB é o partido dos ricos, que criminaliza e reprime aos trabalhadores e aos mais pobres.

Antes, os tucanos conseguiam disfarçar isso. Agora, não dá mais. O Pinheirinho não deixa.

O PSDB é o partido que espanca os pobres para poder ajudar os milionários, como o Naji Najas, tal como aconteceu no caso do Pinheirinho. Simples, assim.

Foi isso que o Pinheirinho mostrou, desnudou, deixou de forma explícita para toda a população.

Assim, com o Massacre do Pinheirinho, o PSDB e o governador Alckmin saíram com a sua imagem fortemente manchada, como disse o Nassif.

Mas também tiveram a sua verdadeira natureza sendo exposta para a população. Agora, que eles vivam com isso.


Links:

Alckmin foge da Mídia e do público:

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/01/26/pinheirinho-alckmin-foge-e-se-esconde-no-pig/

Alckmin e prefeito tucano de São José dos Campos não cumpriram acordo para impedir repressão no Pinheirinho:

http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/01/22/alckmin-e-prefeito-de-sao-jose-nao-cumpriram-acordo-diz-suplicy/

Pinheirinho, Cracolândia e USP mostram a Polícia no lugar da Política:

http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9679

Caso Pinheirinho expõe diferenças entre PT e PSDB:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19435&alterarHomeAtual=1

Após repressão da PM, moradores do Pinheirinho se transformam em sem-teto e procuram um local para viver:

http://sul21.com.br/jornal/2012/01/apos-repressao-policial-moradores-de-pinheirinho-procuram-um-lugar-para-viver/

Especialista da ONU diz que moradores do Pinheirinho sofreram uma violação drástica do seu direito à moradia:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/01/120124_entrevista_pinheirinho_pu.shtml

Governos Alckmin e Kassab são denunciados na ONU por uso de repressão policial abusiva na Cracolândia:

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/01/entidades-denunciam-abusos-da-acao-policial-na-cracolandia-a-onu

O feriado de 9 de Julho e o Golpe Contra-Revolucionário e Reacionário de 1932! - por Marcos Doniseti!

O feriado de 9 de Julho e o Golpe Contra-Revolucionário e Reacionário de 1932!  - por Marcos Doniseti


Com a vitória da 'Revolução de 30', o estado de São Paulo perdeu a hegemonia política que desfrutou no Brasil durante a Primeira República (1889-1930).

Ao contrário do que uma certa historiografia oficial ensinou durante muito tempo, a chamada 'Revolta Constitucionalista de 32' não tinha nada de 'Constitucionalista'.

Ela não passou de uma tentativa de Golpe de Estado que tinha a finalidade de derrubar o então governo Vargas, que mal havia se instalado no poder através da 'Revolução de 30'.

Isso tanto é verdade que, antes mesmo que a 'Revolução de 32' estourasse, Getúlio Vargas já havia concordado com a realização de eleições para uma Assembléia Constituinte e que seriam (e como de fato aconteceu) realizadas no ano seguinte, em 1933.

Portanto, o pretexto utilizado pelos segmentos mais reacionários da sociedade paulista, para tentar derrubar Vargas, já não existia quando a tentativa de Golpe começou, em Julho de 1932. Vargas já havia concordado com as principais exigências dos paulistas, nomeando um interventor paulista para governar o estado e também já tinha aceito a idéia de convocar as eleições para a Assembléia Constituinte.

Logo, não havia mais pretexto para se iniciar uma revolta para derrubar o governo de Vargas.

E é bom não esquecer que estes mesmos segmentos paulistas (golpistas, reacionários e contra-revolucionários) que se levantaram contra Vargas nesta tentativa de Golpe, foram os mesmos que, junto com os mineiros, controlaram o poder federal durante várias décadas, a partir de 1893, quando Prudente de Morais se elegeu Presidente da República.



Segmentos da população e da sociedade paulista chegaram a defender o separatismo durante a Contra-Revolução de 1932. 
E o controle do poder federal pela aliança de SP e MG (através da famosa política do 'café-com-leite') se deu com o uso de fraudes eleitorais descaradas, da cassação de mandatos de oposicionistas eleitos diretamente pela população e da violência institucionalizada praticada pelo Estado contra qualquer movimento de oposição, principalmente contra o nascente e crescente movimento operário e também contra revoltas autenticamente populares.

Exemplos perfeitos desta política de violência institucionalizada contra os movimentos populares, neste período, foram as Guerras de Canudos (1893-1897) e do Contestado (1912-1916) e a violentíssima repressão contra as Revoltas da Vacina (1904) e da Chibata (1910).

Esta foi a época em que a questão social era tratada como um 'caso de polícia' e não como um caso de política, ou seja, de diálogo e de atendimento das principais reivindicações dos trabalhadores brasileiros.

Portanto, o que tivemos no Brasil entre 1893-1930 foi, de fato, uma Ditadura Civil.

A chamada 'República Oligárquica' ou 'República Velha' chegou até a construir um campo de concentração no Amapá, em Clevelândia, para onde enviava grande parte dos seus adversários e dos oposicionistas. Nisto, ela se antecipou até ao Nazismo e à Hitler.

Logo, esta patética 'Revolta de 32' não passou de uma Contra-Revolução reacionária e de uma tentativa golpista, que visava restabelecer o poder dos segmentos mais retrógrados e primitivos das elites políticas paulistas e que haviam sido defenestrados do poder pela chamada 'Revolução de 30'.

Após a derrota para o governo Vargas, tais setores reacionários da política paulista acabaram cooptados pelo mesmo Vargas e participaram ativamente dos preparativos e da efetivação do Golpe de Estado que implantou a Ditadura do Estado Novo (1937-1945).

Tais segmentos da política paulista eram tão retrógrados, política e ideologicamente, que muitos deles simpatizavam publicamente com o Nazi-Fascismo.

Armando de Sales Oliveira, que se tornou o principal líder destes segmentos reacionários das elites políticas de SP, chegou a fazer discursos elogiando Hitler, do qual era um grande admirador.

Portanto, o caráter classista, elitista, retrógrado e reacionário desta tentativa golpista e contra-revolucionária, que foi a chamada 'Revolta Constitucionalista de 32', é mais do que evidente.

E isso fica claro quando se sabe que um dos principais objetivos do movimento contra-revolucionário paulista era acabar com a legislação trabalhista que o governo de Vargas tinha começado a adotar no país já a partir de 1931, quando criou o Ministério do Trabalho e que, pela primeira vez, na história do Brasil, havia reconhecido direitos pelos quais os trabalhadores brasileiros já lutavam há muito tempo, como a criação da previdência social, a adoção da jornada de 8 horas diárias, o pagamento de horas-extras, as folgas e férias remuneradas, entre outros.


O que se pode esperar de um estado onde os Bandeirantes (notórios assassinos, genocidas e estupradores da pior espécie que botavam fogo nas aldeias indígenas, aos quais escravizavam sem dó e nem piedade)  são glorificados?
Aliás, este foi o motivo principal pelo qual os operários paulistas se recusaram a participar do movimento golpista de SP. Eles sabiam, melhor do que ninguém, que se o Golpe contra-revolucionário paulista fosse vitorioso os direitos trabalhistas recentemente reconhecidos pelo governo Vargas seriam extintos, voltando-se à situação que vigorava no período da chamada 'República Velha', quando os trabalhadores não tinham direito a coisa alguma.

Portanto, qualquer pessoa que se dê ao trabalho de rememorar e de relembrar, de forma elogiosa, a tal movimento golpista, equivocadamente chamado de 'Revolução Constitucionalista' (não foi nem uma coisa e nem outra), e que possuía uma natureza contra-revolucionária e reacionária, estará defendendo um movimento político que tinha um caráter notoriamente retrógrado. E mesmo que não saiba disso, tal pessoa estará manifestando clara simpatia pelo que havia de mais atrasado, primitivo e pré-histórico na sociedade brasileira daquela época.

Por isso, não há nada como conhecer a própria história.


Links:

História do Sindicalismo no Brasil:

http://www.sintet.ufu.br/sindicalismo.htm

Governo Lula dá continuidade aos governos de Vargas e Jango:

http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com/2011/08/governo-lula-da-continuidade-aos.html

Vargas e o movimento popular:

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=739

Getúlio e Lula - O mesmo combate:

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=524

Revolução de 30 reconheceu direitos políticos e sociais dos trabalhadores:

http://meuartigo.brasilescola.com/historia-do-brasil/a-era-vargas-revolucao-30-estado-novo.htm

A eleição para a Assembléia Constituinte de 1933-1934:

http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos30-37/Constituicao1934

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Dilma e as perguntas estúpidas de um representante da Grande Mídia!

Respondendo às perguntas que o Noblat postou em seu blog! - por Marcos Doniseti!

(texto originalmente publicado no blog Guerrilheiro do Entardecer no dia 07/09/2010)

O Ricardo Noblat postou, em seu blog, uma série de perguntas que ele gostaria de ver a Dilma responder.

Bem, decidi responder cada uma destas questões como se eu fosse a Dilma, ok?

Vamos lá, então:

Perguntas para Dilma - por Ricardo Noblat

O Globo entrevistará nesta semana os principais candidatos à sucessão de Lula. Dilma fugiu da entrevista. Serra e Marina irão.

Pedi no twitter do blog perguntas que os leitores gostariam de fazer a Dilma. Selecionei algumas. Se a candida quiser respondê-las aqui, terá toda o espaço que precisar.

1) O que a senhora faria se descobrisse que gente ligada ao PSDB quebrou o sigilo fiscal de sua filha?

R - O mesmo que eu fiz agora, no caso da filha do Serra, ou seja, pediria para que o caso fosse investigado pelas autoridades que tem a devida competência para isso. E que depois que tudo fosse descoberto, caso ficasse comprovada a prática de algum crime, que os responsáveis pelo mesmo pagassem por isso.

Afinal, eu fiz parte de um governo, o do Presidente Lula, no qual a Polícia Federal mais realizou operações especiais e nas quais prendeu milhares de pessoas (como políticos, industriais, comerciantes, banqueiros, funcionários públicos, entre outros) envolvidas em todo tipo de crime, como corrupção, tráfico de drogas, formação de quadrilha, entre muitos outros.

2) Como e onde contruiria as seis mil creches anunciadas se em oito anos de governo não construiu nenhuma?

R - No Brasil, mesmo. Afinal, não sou candidata a presidente de outro país.

Além disso, o fato de não termos feito algo no governo anterior não significa que deixaremos de fazer agora, pois teremos mais 4 anos para governar.

E outra coisa importante é que, hoje, a situação econômica e financeira do Brasil está muito melhor do que quando o Presidente Lula tomou posse, em 2003, e ela continua melhorando a cada ano.

Assim, teremos mais recursos públicos para investir nos próximos anos, o que não aconteceu, principalmente no período de 2003-2005, visto que tivemos que consertar os estragos feitos na gestão FHC, como o brutal aumento da dívida pública, o rápido crescimento da inflação em 2002, os juros escorchantes e o imenso déficit público, só para citar alguns dos problemas que o Presidente Lula recebeu do governo anterior.

Como o Brasil melhorou muito nos últimos anos, o próximo governo herdará uma situação muito melhor do que aquela que o Presidente Lula recebeu do seu antecessor e justamente por isso ele poderá fazer muito mais. E eu irei fazer muito mais e justamente em função dessa melhoria considerável que tivemos na situação do país durante o governo Lula, do qual eu fiz parte e com muito orgulho.

3) Como a senhora, se eleita, pretende se relacionar com o Irã, onde apedrejam mulheres e enforcam homossexuais? Será amiga, como é Lula?


R - Da mesma forma que nos relacionamos com os EUA, que invadiram o Iraque sob mil pretextos falsos e mentirosos, destruíram com o país e ainda mataram mais de 1 milhão e 200 mil iraquianos. E nem por isso rompemos relações diplomáticas com o governo dos EUA ou tampouco iniciamos uma guerra contra eles. E no Iraque não morreram apenas mulheres e homossexuais, mas idosos, crianças, doentes, heterossesxuais, enfim, morreram pessoas de todo o tipo.

Além disso, o fato de mantermos relações diplomáticas e de dialogarmos com o governo de um outro país não significa que estejamos de acordo com tudo o que esse governo faz.

Afinal, dialogar é uma coisa e concordar é outra completamente diferente.

E o Irã não é o único país onde ocorrem violações de direitos humanos, infelizmente.

Na Colômbia, por exemplo, todos os anos, mais de 300 membros de movimentos sociais são assassinados e os criminosos ficam totalmente impunes. Nem por isso vamos romper relações diplomáticas com a Colômbia e tampouco iniciar uma guerra contra o país.

Assim, questiono: Porque você não me questionou sobre a Colômbia, em vez de me perguntar sobre o Irã??

4) Lula disse que era "futrica" essa história de quebra de sigilo. A senhora concorda com ele?

R - Sim, pois até o momento não se concluíram as investigações que já se iniciaram a respeito do caso. Quando estas terminarem daí, sim, poderemos tirar conclusões a respeito do assunto. Até lá, fazer barulho e tentar tirar proveito político e eleitoral do caso, como faz o meu adversário, é futrica, sim.

Além disso, no RS, no governo da Yeda Crusius, do PSDB (que é do mesmo partido do meu adversário, sr. José Serra) estourou um caso muito mais grave, no qual já foi comprovado que tivemos milhares de pessoas com seus sigilos quebrados e que foram espionadas por um funcionário do governo gaúcho e que trabalhava no próprio Palácio Piratini, que é a sede do governo do RS.

Apesar disso, está se dando muito menos atenção a este caso do RS, e que é de uma gravidade muito maior, do que ao da filha do meu adversário.

5) A senhora acredita em Deus? E que a Bíblia é a palavra de Deus?

R - Acredito. Mas, também penso que essa é uma questão de foro íntimo. E o Brasil é um Estado laico. Aqui, não misturamos política com religião, tal como acontece na Arábia Saudita e no Irã, por exemplo.

Além disso, considero estranho e incoerente da sua parte que você critique o governo do Irã, que é teocrático (ou seja, comandado por autoridades religiosas), e ao mesmo tempo me faça uma pergunta sobre Religião, sendo que eu sou candidata a Presidente da República de um país laico, como é o Brasil, e não a Papa.

6) No que a senhora é melhor do que Serra? Por que eu deveria lhe dar meu voto?

R - Não se trata de ser melhor ou pior do que ninguém. Não sou candidata a Presidente da República por ambições pessoais ou por me considerar melhor do que os outros.

Apenas que me considero preparada para governar o país e, assim, terei condições de dar sequência a um projeto de país, que foi implantado pelo Presidente Lula, e que promove o crescimento econômico, a distribuição de renda, a justiça social e a melhoria contínua das condições de vida do brasileiro e que procura reforçar a nossa independência e a nossa soberania, fazendo do Brasil um país cada vez mais forte, democrático, justo e soberano.

7) Para qual candidato a senhora acha que O Globo faz campanha?


R - Acredito que a imprensa deveria se pautar por uma postura isenta na cobertura da campanha eleitoral, sem beneficiar ou prejudicar nenhum candidato, mas infelizmente isso não acontece.

Quanto ao jornal 'O Globo', cabe a você ler o jornal e tirar as suas conclusões a respeito.

Eu sou inteiramente favorável à liberdade de imprensa e lutei contra uma Ditadura Militar que censurou totalmente essa mesma imprensa.

Logo, não tente tirar de mim alguma declaração que possa me intrigar com a imprensa.

Entendo que essa pergunta deveria ser feita a quem, porventura, foi a favor da Ditadura Militar, que censurou a imprensa e não a mim, que lutou contra a mesma.

8) Qual a diferença entre rubrica e assinatura?

R - Isso não é pergunta que se faça em uma entrevista séria com um candidato (a) à presidência da República no qual deveríamos estar debatendo as soluções para os principais problemas do país.

Por que você, até o momento, não fez nenhuma pergunta sobre os meus planos de governo e sobre quais serão as minhas prioridades caso eu seja eleita?

Afinal, não é para isso que estamos aqui? Eu vim a este debate para isso, mas até agora não me questionaram a respeito do que pretendo fazer caso o povo brasileira me dê a honra de me escolher para governar o país nos próximos 4 anos.

Eu juro que pensei que isso aqui era um debate presidencial e não um programa que só fica perdendo tempo com futricas.

Chega de trololó e vamos debater os problemas do país e as possíveis soluções para os mesmos, ok?

9) O que acha do fato de Collor pedir votos para a senhora?


R - Isso faz parte da Democracia. A Ditadura Militar, felizmente, acabou há muito tempo e eu não posso impedir que ele, ou qualquer outro líder político ou cidadão brasileiro, faça isso.

E se eu fizesse tal coisa, seria um comportamento autoritário da minha parte. O Senador Fernando Collor foi eleito diretamente pelo povo de Alagoas e exerce o seu mandato de maneira legítima.

Veja que o meu adversário, por exemplo, também tem o apoio de líderes como o Quércia, a Yeda Crusius, o Leonel Pavan, o FHC, e ninguém o questiona a respeito disso. Por que será?

10) Cadê o dinheiro do cofre do ex-governador Adhemar de Barros que a senhora, na época da ditadura, ajudou a roubar?

R- Eu não participei de roubo nenhum!

Além disso, esse dinheiro era fruto de corrupção, o que você parece ignorar. Ele não pertencia, portanto, ao ex-governador Adhemar de Barros, mas ao povo brasileiro. Este dinheiro foi roubado pelo Adhemar.

Aliás, caso você não saiba, o próprio Adhemar de Barros admitia isso publicamente, tanto que o slogan dele era "Rouba, mas Faz!".

Se você tivesse se dado ao trabalho de estudar um pouco a respeito da história do Brasil, você saberia disso.

11) Se José Dirceu e Antonio Palocci não tivessem saído do governo, a senhora acha que seria a candidata do PT à sucessão de Lula?

R - Não cabe a mim responder a essa pergunta, mas ao Presidente Lula.

Foi ele que viu em mim as qualificações necessárias para dar continuidade aos projetos e obras do seu governo e eu fiquei muito honrada com essa escolha do Presidente Lula, com quem eu aprendi muito e que ensinou, para nós, o rumo correto que o país deve seguir.

Eu fui a pessoa responsável por coordenar alguns dos mais importantes projetos do governo Lula, como o Minha Casa, Minha Vida, o do petróleo do pré-sal, o Luz Para Todos e o PAC.

E assumo publicamente o compromisso de dar continuidade a todos estes programas do governo Lula, que é o Presidente mais popular da história do Brasil. Aliás, ele é tão bem avaliado que até o meu adversário tentou se utilizar da imagem do Presidente Lula em seu programa eleitoral e o próprio Presidente já o criticou publicamente por isso, pois foi a mim que ele escolheu para dar continuidade ao seu governo e não ao meu adversário.

12) A senhora acha que grandes jornais como O Globo, a Folha de S. Paulo e o Estado de São Paulo conservaram ou perderam sua credibilidade nos últimos anos?


R - Como eu já afirmei aqui, eu sou inteiramente a favor da liberdade de imprensa. Inclusive eu já disse, publicamente, prefiro uma imprensa totalmente livre, mesmo que ela minta, distorça os fatos, divulgue informações sem fundamento, como já aconteceu inúmeras vezes, do que uma imprensa censurada, como ocorria na época da Ditadura Militar.

Eu já fui vítima, tal como o Presidente Lula, muitas vezes, de críticas e acusações que considero injustas e equivocadas por parte da imprensa, sim, mas não é por isso que deixarei de respeitar integralmente a liberdade de imprensa. A continuidade desta estará garantida caso o povo brasileiro me dê a honra de ser a Presidenta da República.

Muito Obrigada e Boa Noite!

Obs: Gostou, Noblat (o 'Rei das Barrigas')???

Link:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2010/09/perguntas-para-dilma-o-globo.html

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SP: Ditadura neofascista tucana e ditadura midiática são os lados de uma mesma moeda! - por Marcos Doniseti!

SP: Ditadura neofascista tucana e ditadura midiática são os lados de uma mesma moeda! - por Marcos Doniseti! 

 
O regime tucano neofascista que vigora em São Paulo tem o total e completo apoio da Grande Mídia reacionária e golpista e isso acontece por vários motivos. 

Um destes motivos é que a Grande Mídia recebe dezenas de milhões de reais anualmente em contratos sem licitação feitos pelo governo tucano de SP, principalmente na aquisição de milhares de assinaturas de jornais e revistas para serem oferecidas, por exemplo, nas escolas do estado.

Publicações como a Época, Veja, Folha, Estadão e IstoÉ são os maiores beneficiados por este verdadeiro Mensalão da Mídia. É um autêntico cala-a-boca dos tucanos na Grande Mídia. Eles dizem para a Grande Mídia algo como 'Olha, está aqui a grana que vocês queriam... Agora, nos defendam, senão a mamata acaba, ok?".

Já publicações como a CartaCapital, a Caros Amigos, o Brasil de Fato e a Fórum, os tucanos nem pensam em beneficiar com contratos semelhantes, é claro, pois são publicações com forte espírito crítico em relação às políticas e medidas dos governos tucanos paulistas. 
Este esquema funciona como um verdadeiro Mensalão da Mídia, que reforça esta aliança com os tucanos, cuja incompetência e mediocridade na hora de governar é acobertada pela ditadura midiática.

Além do Mensalão Midiático, existe uma forte identidade de classe entre os proprietários da Grande Mídia e os tucanos, que defendem, incansavelmente, os interesses da burguesia reacionária de SP, que é a mesma que enriqueceu e sempre viveu às custas do trabalho escravo e semi-escravo. 

Esta é a mesma burguesia que, em 1932, pegou em armas para derrubar o governo de Getúlio Vargas porque este havia criado inúmeras leis trabalhistas, como a jornada de 8 horas diárias, as férias e folgas remuneradas, a Previdência Social, a carteira de trabalho e as restrições ao trabalho infantil e das mulheres. 

Nem todos se lembram ou sabem disso, mas a grande meta da retrógrada burguesia paulista, com esta tentativa golpista de derrubar Vargas, era justamente a de acabar com essas leis trabalhistas, que reconheciam direitos pelos quais os trabalhadores, através do movimento sindical, já vinham lutando desde o final do século XIX. 
Assim, existe uma aliança de classe entre a Grande Mídia e os tucanos paulistas (como diria Marx: 'É a luta de classes, estúpido'!) e a mesma se reforça através de medidas que estes últimos tomam para beneficiar os proprietários dos grandes veículos de comunicação que atuam no estado. 

E é por isso que, mesmo quando fica clara a total incompetência tucana para governar o estado mais rico do país, a Grande Mídia sempre dá um jeito de escamotear o fato, seja responsabilizando a população ou atribuindo tudo a fenômenos naturais, ou ainda culpando a maldição do Faraó ou o alinhamento dos planetas. Responsabilizar os tucanos pela sua notória e total incompetência para governar? Como diz a propaganda: 'Nem a pau, Juvenal!".

A total e absoluta incapacidade administrativa dos tucanos em SP é explicíta: segurança pública, educação, saúde, combate às enchentes, transportes coletivos são de péssima qualidade, mesmo com os tucanos estando à frente do governo paulista desde 1995. 

Portanto, eles não podem dizer que não tiveram tempo para, pelo menos, melhorar a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população, que paga um caminhão de impostos pelos mesmos. E os tucanos também não podem dizer que não há dinheiro suficiente, afinal, como eles mesmos dizem, São Paulo é o estado mais rico do país e sua arrecadação anual ultrapassa os R$ 156 bilhões.

Além disso, já são 17 anos consecutivos de governos do PSDB em SP, sem que nada tenha, de fato, melhorado para o seu povo. 

Nada. Muito pelo contrário. 

Mas a Grande Mídia não faz nenhuma critica aos governos do PSDB em SP em função deste completo fracasso governamental e administrativo. 

E quando apontam os problemas, os grandes veículos de comunicação privados jamais os atribuem à inépcia e incapacidade tucana de governar. Nenhuma organização privada da Grande Mídia questiona, de fato, os governos tucanos de SP pelo completo fracasso de todas as suas administrações, desde 1995.

Quando ocorrem enchentes em SP, por exemplo, a Grande Mídia faz inúmeras reportagens dizendo que 'choveu mais do que o previsto' (ou seja, colocam a culpa em São Pedro) ou mostrando que a população joga lixo nas ruas, responsabilizando-a pela situação.

Já quando acontecem enchentes em outros estados, como no Rio de Janeiro, cujo governador, Sérgio Cabral (PMDB), é um aliado muito próximo do governo Dilma (como já havia sido do governo Lula) a Grande Mídia responsabiliza a inépcia dos governantes pelas enchentes. 

Mais claro do que isso é impossível: Para a Grande Mídia, o pau que bate em Chico (Sérgio Cabral, aliado de Lula-Dilma) não bate em Francisco (os governos tucanos de SP, que financiam a Grande Mídia com contratos milionários e sem licitação).  

Hipocrisia pouca, é bobagem, pensam os grandes veículos de comunicação tupiniquins. 

Na verdade, é a ausência de investimentos por parte do governo do estado de SP que provoca as enchentes. 

O governo Serra, por exemplo, ficou quase três anos sem fazer a limpeza do Rio Tietê. Com isso, a sujeira foi se acumulando no fundo do rio e o nível das águas sobe tanto, quando ocorrem fortes chuvas, que as Marginais Pinheiros e Tietê voltaram a sofrer com os alagamentos. 

Eu comentei o caso das enchentes, mas se observarmos outros casos, como os dos movimentos sociais e os de corrupção, o comportamento da Grande Mídia em relação aos governos tucanos de SP se repete. 

Temos vários exemplos disso, como a repressão feita contra os professores de SP, na greve de 2010, contra os estudantes da USP, na Cracolândia e, agora, na ocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos. 

Em todos estes casos, a Grande Mídia apoiou e estimulou uma política repressiva, que promovesse a criminalização destes movimentos sociais. 

E os governos tucanos, de Serra e Alckmin, obedeceram inteiramente às ordens que recebiam dos grandes proprietários da Mídia reacionária e golpista, mandando a PM, principalmente a sua famosa Tropa de Choque, baixar o sarrafo em todos estes movimentos.

No caso do livro 'A Privataria Tucana', do jornalista Amaury Ribeiro Jr., o comportamento da Grande Mídia foi, no mínimo, escandaloso e vergonhoso. Quanto tratou de comentar sobre o bombástico livro, a Grande Mídia se preocupou apenas com duas coisas: 

A) Tentar desqualificar o autor do livro; 

B) Tentar desqualificar as provas, documentadas, apresentadas por Amaury em seu livro. 

Fora isso, mais nada. 

Se o livro fosse contra o governo Lula ou Dilma, teríamos matérias de 10 minutos de duração, todos os dias, no Jornal Nacional, umas 'trocentas' capas de Veja', e manchetes diárias da Folha e do Estadão divulgando novas informações a respeito do mesmo. 

Mas, como o livro 'A Privataria Tucana' trata de um escândalo envolvendo o ex-governador José Serra, do PSDB paulista, e de seus aliados, amigos e parentes, então o comportamento da Grande Mídia foi totalmente diferente. 

Como dizia Rubens Ricúpero: 'O que é bom a gente mostra e o que é ruim a gente esconde'.

Outro exemplo deste tratamento privilegiado que a Grande Mídia dá aos governos tucanos de SP e ao PSDB, foi o gravíssimo escândalo da venda de emendas parlamentares na Assembléia Legislativa de SP e que envolve, segundo denúncias de um deputado estadual aliado dos governos tucanos, Roque Barbiere (PTB), dezenas de parlamentares. 

Porém, a Grande Mídia não se preocupou, em momento algum, em divulgar amplamente os fatos para a opinião pública e tampouco em aprofundar as investigações,  e nem quis ficar dando publicidade aos fatos novos que surgiam, diariamente, a respeito do caso, que é o que acontece quando surgem denúncias contra, por exemplo, ministros do governo Dilma. 

Nesta última situação, a Grande Mídia massacra com o ministro e aceita como válidas até informações fornecidas por pessoas que tem, no mínimo, uma reputação duvidosa. Exemplos perfeitos disso são Rubens Quícoli, durante a campanha presidencial de 2010, e o PM João Dias, que participou de uma campanha de linchamento midiático contra o então ministro Orlando Silva, que sofreu uma verdadeira tortura moral por parte da Grande Mídia reacionária e dos demotucanos golpistas. 

Mas, quando se trata dos governos do PSDB, a total e completa responsabilidade do governo tucano por fatos que os desmoralize, não é mostrada pela Grande Mídia. O motivo? É o Mensalão da Mídia. E é a luta de classes, também, é claro. 

Assim, a ditadura neofascista tucana paulista é reforçada pela ditadura midiática de uns poucos grandes grupos empresariais privados de comunicação e vice-versa. Uma ditadura alimenta a outra.

E ambas as ditaduras, a tucana e a midiática, que estão sempre unidas e coesas em torno de um mesmo ideal, vão destruindo com o estado mais rico da federação, que vive um franco processo de decadência.

E desta maneira o povo de São Paulo sofre cada vez com sucessivos governos tucanos, um mais incompetente e medíocre do que o outro. 

Como diz o grupo de rock Ira!: Pobre São Paulo, Pobre Paulista!

Acorda, São Paulo!

Links:

PSDB transforma São Paulo em uma Ditadura neofascista:


Orçamento do governo de SP chega a R$ 156,6 bilhões em 2012:


Governo Serra ficou 3 anos sem limpar o Rio Tietê:


NaMaria News mostra o funcionamento do Mensalão da Mídia tucano em SP:


Pinheirinho, Cracolândia e USP: Em vez de Política, Polícia:
  
Deputado estadual do PTB denuncia esquema de vendas de emendas parlamentares na Assembléia Legislatativa de SP:

Vendas de emendas parlamentares usou laranjas, diz Ministério Público:


Ministério Público acusa ex-deputados de participar de esquema de vendas de emendas parlamentares em SP:

Grande Mídia esconde "A Privataria Tucana", mas livro faz sucesso mesmo assim:

A Mídia não sabe o que fazer com 'A Privataria Tucana':

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PSDB transforma São Paulo em uma Ditadura neofascista!- por Marcos Doniseti!

PSDB transforma São Paulo em uma Ditadura neofascista!- por Marcos Doniseti!



A brutal repressão desencadeada pelo governo tucano de Geraldo Alckmin aos movimentos sociais (de estudantes, moradores em áreas abandonadas, de usuários de drogas, sem-terra, entre muitos outros) em sua atual gestão mostram, claramente, que o PSDB decidiu que não pode perder o apoio do eleitorado de Direita, conservador, do estado de SP.

A própria sobrevivência do PSDB está sob sério risco caso o partido perca o controle do governo do estado de SP na próxima eleição, daqui a dois anos, em 2014.

A hegemonia tucana entre esses eleitores conservadores paulistas vem desde o brutal enfraquecimento pelo qual passaram os ex-governadores Paulo Maluf e o já falecido Orestes Quércia.

E a partir de 1995, com a posse de Mário Covas no governo do estado de SP, o PSDB passou a ter a clara preferência do eleitorado de Direita paulista que, anteriormente, votava em políticos bastante conservadores, como Ademar de Barros, Jânio Quadros, Maluf e Quércia.

Este domínio tucano entre o eleitorado direitista de SP se deu principalmente depois que o governo de FHC também promoveu uma brutal repressão aos movimentos sociais durante a sua gestão, o que resultou, entre outros fatos deprimentes, na repressão à greve dos petroleiros, em 1995, e no massacre de Eldorado dos Carajás, em 1997.

No caso do estado de SP, mesmo o então governador Mário Covas, que tinha um passado político mais progressista, tendo sido, inclusive, cassado pela Ditadura Militar quando era deputado federal, por suas críticas à mesma, acabou adotando uma política extremamente conservadora com relação aos movimentos sociais, escolhendo o caminho da repressão, em vez do diálogo e da tentativa de se chegar a acordos com os mesmos. 

Um exemplo perfeito dessa escolha foi a greve dos professores, em 1995, quando Covas recusou-se a dialogar com as entidades representativas dos professores paulistas e chegou, até, a entrar em choque com os professores estaduais acampados em frente à secretaria da Educação. 

Essa postura de Covas, logo no início do seu governo, mostrava que o PSDB já não sabia mais, ou não queria, dialogar com os movimentos sociais.



Nos anos seguintes, essa repressão se intensificou e resultou numa política cada vez mais violenta e de recusa ao diálogo com os principais movimentos sociais do país, seja, de sem-terra, sem-teto, ocupantes de áreas urbanas abandonadas, trabalhadores assalariados, estudantes, etc. 

Portanto, há todo um histórico de repressão por parte dos governos do PSDB desde que o mesmo chegou ao poder, em 1995, com as vitórias de FHC na eleição presidencial e de Covas no governo do estado de SP, bem como de outros tucanos em MG, RJ, PA, GO, entre outros estados. 

Desta maneira, o PSDB se transformou num partido fortemente Conservador, retrógrado, direitista e passou a agir, com os movimentos sociais, exatamente da mesma maneira como a Ditadura Militar o fazia: recusa ao diálogo, criminalização e repressão indiscriminada aos movimentos sociais.  

A criminalização dos movimentos sociais, cujos integrantes, na visão dos tucanos, são todos baderneiros e agitadores, é uma característica marcante do PSDB atual. Os tucanos paulistas passaram a atuar de maneira que em nada os diferencia de outros partidos e movimentos de Extrema-Direita, neofascistas ou neonazistas. 

Não foi à toa, aliás, que na última campanha eleitoral o tucano José Serra tenha sido escolhido como o candidato do partido à presidência da República, pois o seu governo no estado de SP se adotou a mesma política de repressão e de criminalização dos movimentos sociais que vinha desde os governos de FHC e de Covas. Essa política foi adotada em relação aos estudantes, professores e até com relação aos policias, o que quase gerou uma guerra civil entre a PM e a Polícia Civil do estado.

 
Durante a campanha presidencial de 2010, Serra fez uso, inclusive, de um discurso flagrantemente reacionário com relação aos movimentos sociais e extremamente conservador com relação aos temas de sua campanha. Seu discurso religioso foi tão forte e presente na campanha eleitoral que em determinado momento ficou-se na dúvida: Afinal, Serra era candidato à presidente da República ou a Papa? Será que ele queria se transformar no primeiroAiatolá tupiniquim?

Agora, no governo Alckmin, vemos a continuidade dessa política do PSDB de criminalizar os movimentos sociais e os segmentos populares da sociedade. Isso ficou patente quando seu governo decidiu reprimir os estudantes da USP, os usuários de crack e, agora, os moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos. 

Desta maneira, o atual governador tucano de SP mostra para o eleitorado conservador e de direita do 'Texas brasileiro' que ele não mudou em um milímetro sequer a política de criminalizar e de reprimir os movimentos sociais e que os reacionários paulistas podem continuar confiando totalmente nele para dar sequência à tal política.

O PSDB paulista enfrenta, na eleição municipal deste ano, um sério problema na capital paulista, que é a virtual ausência de um candidato suficientemente forte e que tenha chances reais de vitória. Com a desistência de Serra, que é rejeitado por 35% dos paulistanos, não sobrou nenhum nome tucano de expressão para disputar a eleição paulistana. Com isso, as chances de uma derrota humilhante por parte do PSDB cresceram fortemente.

E isso acontece por vários motivos, como o fato do PT ter escolhido Fernando Haddad, ministro da Educação por seis anos e em cuja gestão deixou muitos marcas e realizações importantes, como são o caso do ProUni, do SISU, do ENEM, da construção de 14 universidades federais e de 214 escolas técnicas federais.

Além disso, pesquisas recentes, como a do Datafolha, mostram que o presidente Lula terá um papel decisivo na eleição deste ano, pois 48% dos eleitores paulistanos dizem que poderão votar em um candidato apoiado por ele. 

Logo, mesmo sendo inexperiente em campanhas eleitorais e quase que totalmente desconhecido pelo eleitorado paulistano, o fato concreto é que Haddad terá grandes chances de vitória. No mínimo, ele deverá ir para o 2o. turno tendo alcançado uma grande votação no primeiro turno da disputa. 


Além disso, o atual prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, se propõe a fazer uma aliança com Haddad, pela qual ele  indicaria o vice-prefeito do candidato petista. E daí, em 2014, na eleição para o governo do estado, Kassab e o PT estariam novamente juntos.

Caso essa aliança venha a se formalizar, o PSDB estará correndo o sério risco de perder as duas eleições, tanto na capital paulista em 2012, como para o governo do estado em 2014.

Afinal, Kassab consegue atrair para si o apoio de uma parcela expressiva dos eleitores conservadores da capital e do estado, conquistando muitos votos que, normalmente, se destinariam aos candidatos do PSDB. Aliás, foi isso que aconteceu na última eleição para a prefeitura de SP, onde os bairros paulistanos mais ricos, que sempre votam em candidatos de Direita, votaram maciçamente em Kassab. Neles, o atual prefeito de SP chegou a obter até 80% dos votos válidos, em alguns casos.

E é neste cenário de crescimento de Kassab, que ameaça conquistar uma parte do eleitorado conservador paulista, e do virtual enfraquecimento do PSDB no estado de SP, que não tem nenhum candidato forte para a eleição paulistana em 2012 e com um José Serra fortemente desgastado, que o governo de Alckmin intensificou a política de criminalização e de repressão aos movimentos sociais e aos setores populares da sociedade.

Os eleitores conservadores adoraram essa política repressiva e não se cansam de defendê-la publicamente, inclusive nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook.

Com isso, os tucanos acreditam que poderão evitar uma grande perda de votos conservadores para Kassab nas duas próximas eleições, neste ano e em 2014. É como se o PSDB estivesse adotando uma política de demarcação de território e dizendo algo como "os eleitores conservadores de SP são nossos".

Desta maneira, o PSDB pensa que poderá enfraquecer Kassab, impedindo que o mesmo conquiste votos do eleitorado mais conservador.

Até porque, por mais conservador que seja o atual prefeito paulistano, é literalmente impossíve para ele conseguir competir com os tucanos em matéria de repressão e de criminalização dos movimentos sociais e dos segmentos populares. 

Afinal, para concorrer com o PSDB, hoje, neste aspecto, somente conseguiriam isso ditadores genocidas e assassinos como Hitler, Pinochet, Somoza, Médici e Mussolini, mesmo. Mais ninguém.

O PSDB sabe  que a sua sobrevivência política, inclusive como um partido de alcance nacional, depende fundamentalmente de manter o governo do estado de SP sob o seu controle. 


Sem o governo de SP em suas mãos, o PSDB iria se esvaziar rapidamente e caminharia para se tornar um partido cada vez menor. Provavelmente, caminharia para a extinção.

Assim, é neste sentido, de preservar a sua hegemonia junto ao eleitorado conservador no estado de SP e garantir a hegemonia no estado, que deve ser compreendida a escolha de intensificar a política de criminalização e de repressão aos movimentos sociais e aos segmentos populares da sociedade.

Essa política, como vimos aqui, não começou hoje, mas ela se tornou essencial para garantir a hegemonia dos tucanos no estado de SP. E dela depende, hoje, a sobrevivência do próprio PSDB enquanto partido nacional.

Triste fim, esse, o do PSDB: Em vez de um partido social-democrata moderno, de Centro-Esquerda, defensor da democracia, dos direitos humanos e da justiça social, ele transformou-se num partido reacionário, neofascista, de extrema-direita, e cujo discurso e políticas que adota, hoje, refletem essa escolha feita já há muitos anos e que, agora, está sendo reforçada para evitar o naufrágio do partido.

Links:

Serra reprime professores paulistas em greve:

http://www.youtube.com/watch?v=_0OVc7fHLFw

Massacre de Eldorado dos Carajás em 1997:

http://www.abcdeluta.org.br/materia.asp?id_CON=544

Mário Covas entra em choque com os professores paulistas em 1995:

http://www.youtube.com/watch?v=wIFy-OuZVFg

Kassab propõe aliança com o PT em SP para eleição de 2012 e 2014:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1031724-gilberto-kassab-propoe-alianca-com-pt-em-sao-paulo.shtml

A repressão tucana no Pinheirinho em 2012:

http://www.youtube.com/watch?v=D-vUahC2QA4

http://www.youtube.com/watch?v=ZwRITkDD02Y&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=kWaCCk7gvF4&feature=related

A greve dos petroleiros em 1995:

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/quem-usou-o-exercito-para-reprimir-petroleiros.html


Governo Alckmin reprime moradores pobres do Pinheirinho:

http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=article&id=23644:pinheirinho-governo-paulista-ignora-federacao-e-barbariza-contra-mais-de-7-mil-moradores&catid=257:repressom-e-direitos-humanos&Itemid=131

sábado, 21 de janeiro de 2012

Brasil vive ciclo de crescimento econômico de longo prazo! - por Marcos Doniseti!

Brasil vive ciclo de crescimento econômico de longo prazo! - por Marcos Doniseti!




O Orçamento da União para 2012 mostra que o Estado brasileiro gastará cerca de 7% do PIB com o INSS. Esse valor, sozinho, já supera o que é gasto com o pagamento dos juros da dívida pública, que deverá ficar em torno de 5% do PIB. 

É claro que os financiadores do Estado são aqueles que detém grandes quantidades de capital disponível para isso (fundos de investimento, bancos, fundos de pensão, etc). 


Afinal, como é que um pensionista do INSS que ganha R$ 622 irá comprar títulos públicos, não é mesmo?
Então, a concentração dos títulos públicos nas mãos de poucos financiadores não deve surpreender ninguém. 


A classe média ainda tem recursos para comprar títulos públicos, mas não tem a tradição de fazer isso diretamente. Ela os compra apenas indiretamente quando, por exemplo, aplica os seus recursos em fundos de investimentos, pois os mesmos possuem grande quantidade de títulos públicos em sua carteira de investimentos. Ou então quando contribui para fundos de pensão (inclusive os das empresas estatais, como o Centrus, Previ, Petrus, etc), que também detém grandes volumes de títulos públicos. 

Muitas pessoas reclamam dos gastos elevados com o pagamento de juros da dívida pública e defendem o fim da política de superávit primário. Aliás, este não é superávit coisa nenhuma. 


O que se chama (sabe-se lá o motivo disso...) de 'superávit primário' é apenas o fato do Estado separar uma parte do que ele arrecada para pagar os juros da dívida pública. 


Cadê o superávit nessa história? Não existe. Superávit público existe, apenas, quando o Estado arrecada mais do que gasta e isso já não acontece, no Brasil, há várias décadas. Desde o governo de JK, pelo menos. 


Porém, é bom esclarecer, também, que se o governo não pagasse os juros da dívida pública o valor dos mesmos (em torno de R$ 200 bilhões em 2012) seria incorporado ao principal da dívida e, com isso, a mesma iria crescer feito uma bola de neve. 


Como resultado disso, seria apenas uma questão de tempo para que o Estado brasileiro ficasse inadimplente e quebrasse, literalmente.


A quebra do Estado, por sua vez, impediria que ele continuasse não somente a pagar os juros da dívida (pois o valor dos mesmos seriam infinitamente maiores em relação ao patamar atual), como também teria que cortar brutalmente todos os seus investimentos públicos, tanto na infra-estrutura, como na área social e nos gastos com funcionalismo.

Com isso, políticas e programas sociais importantes, e que contribuem para a melhoria da distribuição de renda e das condições de vida dos assalariados e dos mais pobres (como o Bolsa-Família, a política de aumento real permanente para o salário mínimo, o Luz Para Todos, o ProUni, entre muitos outros), bem como os investimentos públicos em infra-estrutura (rodovias, ferrovias, aeroportos, etc) teriam que ser interrompidos, pois não haveria mais recursos públicos suficientes para financiá-los. 

Assim, o Estado brasileiro entraria em colapso e nenhum credor mais iria querer emprestar um centavo que fosse para que o mesmo financiasse as suas atividades e os seus investimentos. E se fosse concordar em emprestar, ele exigiria juros tão elevados que o financiamento se inviabilizaria. Na prática, o Estado ficaria sem fontes de financiamento para cobrir o seu déficit e pagar a sua dívida, quebrando.

Até mesmo o pagamento de salários e de benefícios aos funcionários públicos estaria sob sério risco de serem interrrompidos.

Essa situação de falência completa do Estado brasileiro, também levaria a um brutal processo de fuga de capitais para o exterior e não apenas de investidores estrangeiros, mas também de brasileiros, que prefeririam levar seus recursos para países mais seguros, nos quais o Estado honra os seus compromissos e contratos. 




Desta forma, as reservas internacionais do país diminuiriam rapidamente, gerando uma maxidesvalorização do Real. Como consequência disso, o país teria que declarar moratória no pagamento da dívida externa, teríamos que recorrer ao FMI, a inflação iria disparar, aconteceria uma recessão brutal (e chegaríamos a uma Depressão, com certeza), um grande número de empresas iria à falência, o desemprego cresceria rápida e fortemente, aumentando brutalmente a pobreza e a miséria no país. 


Essas seriam algumas das principais consequências de uma política irresponsável no trato das contas públicas e da dívida do Estado.


Portanto, a política de pagamento de juros da dívida pública é fundamental para se manter o endividamento do Estado sob controle, impedindo que ele dispare, e até para que o mesmo possa ser reduzido, tal como aconteceu durante o governo Lula, e continua em andamento no governo Dilma. Em 2011, a dívida pública caiu de 38% para 36,6% do PIB. 


Durante a campanha eleitoral de 2010, a nossa  atual presidenta da República disse que pretendia reduzir a dívida pública para 30% do PIB até 2014. Embora esta seja uma tarefa muito difícil de ser alcançada, seria muito bom que isso acontecesse. Porque? Simples. 
Com uma dívida pública menor (cujo pagamento, no entanto, não impeça o crescimento da economia), o Estado terá vários benefícios, tais como:

A) Reduzir a taxa real de juro cobrada sobre a dívida pública;
B) Reduzir o percentual do Orçamento e do PIB que é usado para pagar os juros da dívida pública;

C) Aumentar o percentual do Orçamento e do PIB que é usado para fazer investimentos públicos, principalmente em infra-estrutura e na área social.


D) Com investimentos públicos maiores, teremos mais crescimento econômico, com geração de empregos, melhorias dos salários, redução da pobreza e da miséria, entre outros inúmeros benefícios para o país e o seu povo.  


Aliás, foi exatamente isso que aconteceu nos governos  de Lula e Dilma, entre os anos de 2003-2011. Neste período, a dívida pública foi reduzida de 51,5% para 36,6% do PIB (queda real de 29%) e o valor gasto com o pagamento de juros da dívida pública foi reduzido de 7,5% do PIB (em 2003) para 5,3% do PIB (2010), acumulando uma redução real de 29,3% no período (2003-2010).  

E o próprio déficit público nominal (que inclui os gastos com juros) diminuiu de 4% do PIB, em 2002, para 2,3% do PIB em 2011 (acumulado de Janeiro a Novembro).  
No mesmo período, de 2003 a 2010, os investimentos públicos aumentaram 93,3%, passando de 1,5% do PIB para 2,9% do PIB, segundo o IPEA (obs: os números relativos a 2011 ainda não foram fechados).


Sem essa redução do endividamento público, teria sido impossível criar e lançar o PAC, ampliar os programas de inclusão social e tampouco reduzir a taxa Selic. 

Assim, a redução da dívida pública permitiu que o Estado brasileiro quase dobrasse os seus investimentos como proporção do PIB durante o governo Lula. E é claro que isso colaborou para a retomada do crescimento da economia brasileira, que ingressou num novo ciclo de crescimento de longo prazo desde 2004. 


E essa diminuição do endividamento público também contribuiu para que a taxa real juros (Selic menos a inflação acumulada) fosse reduzida de 12,5% ao ano em 2002 para os atuais 4% ao ano (10,5% de taxa Selic, contra inflação anual de 6,5% em 2011). 
O mais importante de tudo, portanto, é que esse processo de redução da dívida pública tenha continuidade no governo Dilma, sem que isso impeça o crescimento da economia brasileira, é claro. 
 
Desta maneira, os investimentos públicos, principalmente na área social e na infra-estrutura, poderão continuar crescendo cada vez mais, o que é fundamental para que o atual ciclo de crescimento econômico do país tenha continuidade. 




Esse ciclo de crescimento econômico começou em 2004, como já afirmei aqui, e o mesmo tem tudo para durar, pelo menos, de 25 a 30 anos. O atual momento econômico brasileiro é extremamente favorável, tanto que transformou o país na 6a. maior economia mundial, e tem como seus principais pilares de sustentação as seguintes características:
A) Distribuição de renda, com aumentos reais de salários (tanto no setor público, como no setor privado) e elevação dos gastos sociais públicos, fazendo com que a participação da renda do trabalho na renda nacional aumentasse de 39% do PIB para 43% do PIB entre 2004-2010. 


Com isso, 50 milhões de brasileiros ingressaram no mercado consumidor e até mesmo a chamada 'classe D', de menor nível de renda, consegue participar do mesmo (seu patamar de consumo chegará a R$ 400 bilhões em 2012);
B) Controle da inflação, mantendo-a dentro das metas determinadas pelo Conselho Monetário Nacional,  e que vão de 2,5% a 6,5% ao ano. Aliás, desde 2005 que a taxa de inflação brasileira fica dentro das metas;
C) Saneamento das contas públicas, com a redução constante da Dívida e do Déficit públicos, liberando mais recursos para investimentos públicos, principalmente na infra-estrutura e na área social, que ainda tem carências imensas devido ao quase que total abandono a que foram relegadas no período da Longa Estagnação que atingiu a economia brasileira e que durou de 1981 a 2003;
D) Exportações crescentes, que aumentaram 327% no período 2003-2011 (elas passaram de US$ 60 bilhões em 2002 para US$ 257 bilhões em 2011). Em função disso, a participação das exportações brasileiras passou de 0,96% para 1,38% do total mundial entre 2002-2010. Isso resultou na conquista de um crescente e elevado superávit comercial, somando US$ 290 bilhões no período 2003-2011;
E) Recuperação da capacidade de investimento do Estado brasileiro, com o aumento dos investimentos públicos em infra-estrutura e na área social, comprovado pela criação do PAC (1 e 2) e pela significativa ampliação dos programas sociais. Entre 2004-2010 os investimentos públicos tiveram um crescimento real de 16,2% ao ano. 
F) Contas externas sob controle, com o déficit externo em transações correntes permanecendo estável nos últimos, sempre girando em torno de 2% do PIB , sendo facilmente financiável, graças ao aumento das exportações e ao forte crescimento dos investimentos externos diretos (produtivos) na economia brasileira.


Para manter o atual ciclo de crescimento de longo prazo da economia brasileira, basta que os governos de nosso país, neste período de tempo (nos próximos 25 a 30 anos), não venham a fazer nenhuma bobagem monumental.


Uma bobagem monumental seria, por exemplo, dar um calote no pagamento da dívida pública e acabar com a política de 'superávit primário' (na verdade, de pagamento dos juros da dívida pública... O superávit primário não existe, como já foi dito aqui), como defendem amplos setores das Esquerdas radicais tupiniquins, que nunca administraram nada na vida, nem carrinho de pipoca.
Outra bobagem monumental seria a de privatizar os bancos públicos (BB, CEF, BNDES, Banco do Nordeste), o FGTS, o FAT e as estatais como a Petrobras e a Embrapa, como defendem os patéticos, medíocres e incompetentes demotucanos. Estes já administraram, e ainda administram, infelizmente, muitas cidades e estados do país, mas não conseguem fazer um governo que preste em parte alguma. 


Para eles, os demotucanos, as privatizações (ou melhor, a privataria) é a solução para todos os problemas do país. Eles são um bando de patetas incompetentes e medíocres e que não tem capacidade nenhuma de governar ou de administrar o que quer que seja, nem uma escola de samba que fosse, com todo o respeito que as escolas de samba merecem. 


Será esse ciclo de crescimento econômico de longo prazo, que já está em pleno andamento, que fará do Brasil, finalmente, um país rico, desenvolvido, justo, soberano e que o transformará em uma Nação onde todo o seu povo poderá viver com dignidade, deixando de viver 'deitado eternamente em berço esplêndido' e sempre sob o domínio de grandes potências externas ou de retrógradas e pré-históricas elites internas (as mesmas que dizem que as leis trabalhistas e os programas sociais estimulam a vagabundagem). 


Que assim seja. 

Links:


Orçamento da União para 2012 prevê 7% do PIB para o INSS:


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2012/01/orcamento-da-uniao-2012-inss-tera.html


Esposa de José Serra chama Bolsa-Família de Bolsa-Vagabundagem:


http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/08/23/para-mulher-de-serra-%E2%80%9Cbolsa-familia%E2%80%9D-e-o-%E2%80%9Cbolsa-vagabundagem%E2%80%9D/


Investimentos estrangeiros no Brasil quadruplicam entre 2005 e 2010:



http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2011/12/15/investimentos-estrangeiros-no-brasil-quadruplicam-em-5-anos.jhtm
 
Evolução da taxa de inflação no Brasil:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Infla%C3%A7%C3%A3o#Hist.C3.B3rico_do_Quadro_Inflacion.C3.A1rio_no_Brasil



Evolução da taxa de juros (Selic) no Brasil:


http://www.bcb.gov.br/?COPOMJUROS


Déficit em transações correntes (contas externas) brasileiro é de apenas 2% do PIB entre Dezembro de 2010 e Novembro de 2011:


http://www.bcb.gov.br/?ecoimpext


Evolução do Comércio Exterior Brasileiro entre 1950-2010:


http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=1486&refr=608


Investimentos públicos cresceram 16,2% ao ano entre 2004-2010:


http://economia.ig.com.br/governo-ve-no-pac-base-para-estimular-crescimento-em-2012/n1597573398568.html



Brasil se torna a 6a. maior economia mundial:


http://www.cartacapital.com.br/economia/brasil-sexta-economia-do-mundo/


Consumo da classe D chegará a R$ 400 bilhões em 2012:


http://www.cartacapital.com.br/economia/consumo-da-classe-d-ira-superar-r-400-bilhoes-em-2012/


50 milhões de brasileiros ingressaram no mercado consumidor entre 2003-2010:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2011/09/mercado-consumidor-brasleiro-ganhou-50.html


Classe C cresce e representa 53% da população brasileira:
 
http://economia.ig.com.br/classe+c+cresce+e+representa+53+da+populacao+brasileira/n1238185353304.html


Classes médias do Brasil, Índia e China irão mover o consumo global:


http://economia.ig.com.br/classes+medias+do+brasil+india+e+china+vao+mover+consumo+global/n1237993521926.html