segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Porque Antonio Palocci e Henrique Meirelles são dois injustiçados! - por Marcos Doniseti!

Porque Antonio Palocci e Henrique Meirelles são 
dois injustiçados! - por Marcos Doniseti!

Palocci e Meirelles fizeram um trabalho fundamental de recuperação da economia brasileira durante o governo Lula. 
Nas últimas décadas, a economia brasileira passou por inúmeras dificuldades, que somente a partir do governo Lula foram superadas.
O governo Collor, por exemplo, afundou o Brasil na maior recessão da sua história. E entre outros absurdos, ele mais do que dobrou a taxa de desemprego, confiscou o dinheiro até da poupança e da conta corrente (levando muitas pessoas ao suicídio), provocou a maior recessão da história do país, com o PIB caindo mais de 4% em 1990 e reduziu o poder de compra dos salários em cerca de 40%. 
O processo de empobrecimento da população em seu governo foi tão significativo que muitas famílias de classe média tiveram, na época, que transferir seus filhos das escolas particulares para as escolas públicas, pois não conseguiam mais pagar as mensalidades. 
Quanto ao governo FHC, ele recebeu do governo Itamar Franco um país cuja economia crescia mais de 5% ao ano, com as contas públicas e externas equilibradas, com superávit comercial de mais de US$ 10 bilhões anuais, com os salários crescendo e o desemprego em queda. 
Mesmo tendo todas as condições para fazer um bom governo, pois recebia o país com a 'casa arrumada', FHC perdeu inúmeras oportunidades de fazer algo de positivo pelo Brasil.
Assim, em seu governo ele tentou colocar em prática políticas que provassem que a sua versão da 'Teoria da Dependência' estava correta. 
Resumidamente, tal 'teoria' diz que mesmo um país que faça parte da periferia do Capitalismo Globalizado poderia conseguir se desenvolver, caso copiasse (como todos os bons alunos fazem) as mesmas políticas que teriam sido responsáveis pelo desenvolvimento dos países ditos desenvolvidos: EUA, Alemanha, França, etc.
Logo, para FHC,  bastava copiar o modelo supostamente 'liberal' dos países ricos e o Brasil conseguiria se desenvolver. 
Assim, FHC preferiu aprofundar o processo de dependência do Brasil em relação aos EUA, deu um Golpe de Estado 'branco' para aprovar a reeleição (com a famosa compra de votos) a fim de concluir a sua obra e , desta maneira, conseguiu jogar fora os avanços que haviam começado no governo de Itamar.
Resultado: 
1) A dívida pública e o déficit público dispararam, pois não havia nenhuma política de controle de gastos públicos;
2) As privatizações prejudicaram o país, principalmente com o racionamento de energia elétrica, o aumento da remessa de lucros para o exterior (pois grande parte das estatais foram vendidas para empresas dos EUA, França, Espanha, etc) e com a demissão de mais de 700 mil trabalhadores qualificados das empresas que foram vendidas, a preço de banana, ao setor privado;
3) O déficit externo e a dívida externa dispararam devido à supervalorização do Real e aos altíssimos juros externos, pois era muito mais barato pégar dinheiro emprestado nos EUA, na Europa, etc, do que no Brasil;
4)  O aumento brutal da dívida externa e do déficit externo assustaram credores e investidores externos. Estes já estavam muito preocupados devido às crises anteriores do México, em 1994-1995, e dos países da periferia asiática (Malásia, Filipinas, Tailândia, Indonésia, Coréia do Sul ) que afundaram na crise em 1997-1998 e quando viram que o Brasil tinha indicadores econômicos e financeiros muito ruins, eles não pensaram duas vezes e tiraram o seu capital rapidamente do Brasil, principalmente no segundo semestre de 1998. 
Com isso, as reservas internacionais líquidas do Brasil viraram pó em poucos meses, terminando o governo FHC em apenas US$ 16 bilhões;
5) Com essa crise, a taxa Selic chegou a inacreditáveis 45% ao ano e o Plano Real, criação do governo Itamar  Franco (afinal, ele foi lançado em 01/07/1994, quando Itamar era o presidente da República), foi para o beleléu no 2o. semestre de 1998. 
Com tudo isso, a economia brasileira estagnou, o número de desempregados cresceu mais de 120%, grande parte da indústria quebrou com a abertura irresponsável da economia (acelerada pela supervalorização cambial) e o nível de emprego na indústria brasileira despencou 31% em seu governo. 
Quanto à Antonio Palocci e Henrique Meirelles, eles foram bem conservadores, principalmente nos quesitos inflação e contas públicas, nos três primeiros anos de governo Lula.
Mas o fato concreto é que eles conseguiram tirar o Brasil da falência em que FHC o havia deixado.
Palocci e Meirelles conseguiram iniciar um processo de redução da dívida pública, do déficit externo e do déficit público. A inflação, que chegou a atingir cerca de 30% anualizados no último trimestre de 2002, foi reduzida, terminando 2006 com uma inflação de apenas 3,1% ao ano. A taxa Selic também começou a ser reduzida já no segundo semestre de 2003. O país recuperou prestígio no exterior e, assim, o risco-país começou a cair e os investidores externos voltaram a acreditar no país. A cotação do dólar, que havia disparado em 2002, chegando a quase R$ 4,00, voltou a cair em 2003. E o dólar caiu tanto que obrigou o Banco Central a comprar quantidades crescentes de dólares no mercado, a fim de evitar uma valorização ainda maior do Real. 
Era o preço que o país pagava pelo sucesso. 
Mas o crescimento expressivo das reservas internacionais, que chegaram a US$ 205 bilhões em 2008, criou um colchão de liquidez que foi fundamental, depois, para que o governo Lula pudesse combater, e com grande sucesso, os efeitos da gigantesca crise financeira que se abateu, inicialmente, sobre o sistema financeiro dos EUA e, posteriormente, o da União Europeia. E a crise foi tão grave que as duas maiores economias mundiais ainda estão longe de se recuperar plenamente da mesma. Muito pelo contrário.
Todo esse trabalho desenvolvido quando Antonio Palocci e Henrique Meirelles comandavam a economia brasileira foi extremamente importante para o país, pois eles acabaram criando as condições para que se iniciasse a retomada do crescimento econômico, para o lançamento do PAC, para a ampliação dos programas sociais (Bolsa-Família, Luz Para Todos, etc), para a adoção de políticas de aumento real do salário mínimo, de geração de empregos com carteira assinada e para o lançamento do Minha Casa Minha Vida. 
Este conjunto de políticas é a principal responsável pela melhoria da distribuição de renda que tivemos a partir do governo Lula e que, agora, tem continuidade no governo Dilma.


Afinal, como seria possível promover a melhoria das condições de vida dos assalariados e dos mais pobres com uma inflação descontrolada, com as contas públicas e externas desequilibradas e com o país dependendo do FMI para continuar honrando com os seus compromissos internacionais? 

Sem chance.
Assim, Palocci e Meirelles foram dois dos principais pedreiros que criaram os alicerces das políticas pró-crescimento e de distribuição de renda que o governo Lula adotou e que intensificou a partir de 2006, em especial. 
Por isso, considero que as críticas das quais eles são, frequentemente, vítimas são profundamente injustas. Eles foram muito importantes naquele momento específico da história brasileira, em que era fundamental recuperar a credibilidade, a capacidade de investimento do Estado brasileiro e restaurar a estabilidade da economia. 
E foi exatamente isso que Palocci e Meirelles fizeram. Quando o país precisou deles, ambos se saíram muito bem. 
Por isso entendo que Brasil e o seu povo tem uma dívida com Palocci e Meirelles e, portanto, reconhecer a importância do trabalho desenvolvido pelos dois é o mínimo que se pode fazer. 
Valeu, Palocci!
Valeu, Meirelles! 

Governo Dilma mudou inteiramente a política econômica! - por Marcos Doniseti!

Governo Dilma mudou inteiramente a política econômica! - por Marcos Doniseti!


A popularidade de Dilma já começa a se aproximar da do ex-presidente Lula, que terminou o seu governo com 87% de aprovação. 

O governo Dilma mudou inteiramente a política econômica nestes seus dois primeiros anos de mandato, ao mesmo tempo em que deu continuidade e aprofundou uma série de mudanças graduais que já haviam começado durante o governo Lula. 

Quais foram as mudanças que aconteceram? E qual é a política que vigora a partir de agora?

Bem, para resumir, o governo Dilma enterrou a política econômica cujo tripé vinha do segundo mandato de FHC e que se baseava em 'juros altos, câmbio flutuante e metas de inflação'. 


Essa política foi imposta pelo FMI ao governo FHC depois que o Plano Real desmoronou, durante o ano de 1998, quando as reservas internacionais do país viraram pó.


Com isso, o então governo do sociólogo poliglota (que sabe falar muitas línguas, embora demonstre ter muitas dificuldades com a Língua Portuguesa) recorreu ao mesmo FMI, em Setembro de 1998, pois o país ficou sem reservas internacionais suficientes para conseguir honrar os seus compromissos externos: pagamento de juros da dívida externa, remessa de lucros ao exterior, pagamento de royalties, gastos de turistas brasileiros no exterio, etc. 


Daí, para viabilizar a liberação de um gigantesco empréstimo, no valor de US$ 41,5 bilhões, o FMI exigiu um conjunto de medidas que o governo FHC teria que adotar, senão o dinheiro não seria liberado. 


Entre as medidas impostas pelo FMI, estavam a adoção das políticas de câmbio flutuante (que foi apenas adiado para depois da eleição, a fim de garantir a vitória de FHC), de uma política de superávit primário e de metas de inflação. 


Esse tripé de política econômica vigorou até o final 2005, quando o governo Lula decidiu não renovar o acordo com o FMI. Daí, o mesmo passou a ter uma margem de manobra muito maior para promover mudanças, mesmo que graduais, na política econômica. E as mudanças foram aceleradas a partir do início da crise financeiro global que atingiu em cheio as economias dos países ricos (EUA, UE, Japão) e que ainda estão longe de se recuperar da mesma. 


Uma das principais inovações do governo Lula, em 2006, foi a criação do PAC, que visava aumentar os investimentos públicos em infra-estrutura e na área social. Os programas de inclusão social, que já existiam, como o Bolsa-Família, foram ampliados, aumentando substancialmente o número de famílias beneficiadas e o valor médio pago às mesmas. A política de aumento real do salário mínimo, adotada desde 2003, foi intensificada. 


Além disso, a taxa Selic, que era de 25% ao ano no final do governo FHC, foi sendo reduzida, terminando 2010 em 12,5% ao ano, metade do que era em 2002, portanto. A política de valorização do salário mínimo, com aumentos reais anuais garantidos por lei, e a criação de 15 milhões de empregos com carteira assinada contribuíram decisivamente para aumentar o poder de compra dos salários e elevar a massa salarial no país. 


Ainda no governo Lula, o superávit primário foi reduzido em 0,5% do PIB e a criação do PAC, elaborado em 2006 e adotado em 2007, elevou os investimentos públicos, inclusive com parte deles sendo abatido do superávit primário, o que levou a uma nova queda do mesmo. 


Tudo isso gerou melhoria da distribuição de renda, com a renda do trabalho aumentando a sua participação na renda nacional (passou de 39% para 43% do PIB, segundo o economista Marcio Pochmann).


Essas políticas distributivas foram responsáveis pela ampliação do poder de compra dos trabalhadores e aumentaram significativamente o tamanho do mercado consumidor do país, que passou a incluir mais de 65% da população. 



Lula iniciou um processo de mudanças que, agora, é intensificado no governo Dilma, beneficiando os trabalhadores e fortalecendo o país. 
Segundo a FGV, 50 milhões de brasileiros subiram de classe sócio-econômica durante o governo Lula: Quase 10 milhões passaram a fazer parte das classes A/B e outros 40 milhões subiram para a Classe C. E esta passou a incluir a maioria absoluta da população brasileira, algo inédito na história do país. 

Porém, apesar destas políticas terem resultado em melhorias significativas no padrão de vida da população assalariada e dos mais pobres (o que explica a elevada popularidade do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma). 


Mas o tripé de política econômica ainda permanecia, embora de forma atenuada, a partir do fim do acordo com o FMI, no final de 2005. Entre as mudanças graduais promovidas na época tivemos  a redução do superávit primário e a queda da taxa real - Selic - em quase 50% durante o governo Lula, caindo de 12,5% para 6,5% ao ano entre 2003-2012. Porém ainda um terceiro elemento dessa política que precisava ser resolvida, que era a excessiva valorização do Real frente ao Dólar. 


Em Dezembro de 2002, o dólar estava cotado a R$ 3,54, enquanto que em Julho de 2011 ele havia caído para R$ 1,56, o que representou uma queda de 56% no valor da moeda americana. Isso encareceu os produtos exportados pelo Brasil e barateou as importações. 


Junto com a forte valorização do Real entre 2003-2011, tivemos a adoção (a partir da crise financeira global de 2008) de uma política de juros reais negativos e de maxidesvalorização de suas moedas adotadas pela China, EUA e, mais recentemente, pela União Européia.


Com isso, vimos setores importantes da indústria brasileira (principalmente o de bens intermediários) passarem a sofrer muito com essa combinação de fenômenos, acarretando a perda de mercado para a mesma, tanto no Brasil, como no exterior, inclusive na América Latina (está é o maior mercado de exportação da indústria brasileira). 


Os maiores beneficiários dessa combinação de políticas, que eram prejudiciais para a indústria brasileira, foram os extremamente baratos produtos industriais chineses, que contam com os benefícios gerados por uma mistura de descarado dumping cambial (graças a uma moeda chinesa extremamente desvalorizada) com um deslavado dumping trabalhista (que é viabilizado graças os baixos salários pagos aos trabalhadores chineses). 


Estes salários reduzidos dos trabalhadores chineses são possíveis também devido à excessiva oferta de mão-de-obra (afinal, a população chinesa chega a 1.500.000.000 habitantes), à intensa repressão governamental contra o movimento sindical e também graças à  inexistência de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. 


E tudo isso acontece num país que se diz 'Comunista'. Acredite, se quiser.... 


Mas, nestes dois primeiros anos do governo Dilma, o fato concreto é que esse tripé de política econômica foi inteiramente abandonado, o que resultou na adoção de uma nova política econômica.

Como já vimos, o governo Lula já vinha atenuando essa política, mas ela ainda estava em pé ao final do seu governo.


Mas o governo Dilma aprofundou esse processo de mudanças e enterrou, de forma definitiva, a política econômica herdada dos tempos em que o FMI governou o Brasil, a partir de 1998, quando FHC recorreu ao mesmo, e que se baseava, como já afirmei em 'juros altos, câmbio flutuante e metas de inflação'. 


Várias medidas adotadas pelo governo Dilma deixam bem claro que esse tripé foi abandonado e é sobre isso que irei comentar agora. Vamos lá, então:



Classes A-B-C tiveram um crescimento expressivo durante o governo Lula, enquanto a D-E diminui rapidamente, caminhando para a extinção.

1) Superávit Primário:


O FMI criou essa expressão para designar os recursos usados pelos governos para pagar os juros e as amortizações da dívida pública. Mas, de fato, não existe superávit primário nenhum. 


Superávit somente existe quando o Estado arrecada mais do que gasta e isso não acontece, praticamente, em nenhum país do mundo. Quase todos os governos do mundo tem déficit público nominal, ou seja, gastam mais do que arrecadam. 


Assim, superávit primário é apenas um nome que se deu para o pagamento do serviço da dívida pública. 


No Brasil, o governo FHC não praticou política alguma de superávit primário em seu primeiro mandato e, com isso, o déficit público nominal foi gigantesco. A média anual deste, no período de 1995-1998, foi de espantosos 6,7% do PIB. 


Para efeito de comparação, entre 2004-2009, a média anual foi de apenas 2,6% do PIB. Nos últimos 12 meses (Dezembro de 2011 a Novembro de 2012), ele ficou em 3% do PIB. 


Somente no segundo mandato (1999-2002), e por imposição do FMI, é que o governo FHC trabalhou com uma política de superávit primário, o que aconteceu a partir do acordo feito com o FMI no final de 1998. Inicialmente,  o governo tucano procurou atingir uma meta anual de 3,25% do PIB e, depois, a elevou para 3,75% do PIB.




O governo Lula, em seu primeiro mandato, elevou o mesmo para 4,25% do PIB. Depois, ele voltou a ser reduzido para cerca de 4% do PIB. E mais recentemente ele caiu para 1,9% do PIB (Dezembro de 2011 a Novembro de 2012). 

Entre 1995 e 2012, o superávit primário acumulou os seguintes resultados (em % do PIB):


1995 - 0,4%;
1996 - 0,1%;
1997 - 1,0%;
1998 - 0,0%;
1999 - 3,3%;
2000 - 3,5%;
2001 - 3,6%;
2002 - 4,0%;
2003 - 4,3%;
2004 - 4,6%;
2005 - 4,4%;
2006 - 3,9%;
2007 - 3,9%;
2008 - 4,1%;
2009 - 2,1%;
2010 - 2,8%;
2011 - 3,1%.
2012 - 1,9% (Dezembro de 2011 a Novembro de 2012). 

Nota-se que durante o primeiro mandato de FHC, o superávit primário virtualmente não existiu, atingindo uma média anual de apenas 0,38% do PIB. Apenas no segundo governo FHC, é que o mesmo procurou praticar uma política de superávit primário, cuja média anual foi de 3,55% do PIB entre 1999-2002. 


Já no primeiro governo Lula, no período de 2003-2005, o superávit primário médio anual foi de 4,4% do PIB. Daí, ele sofreu uma pequena redução para 4% do PIB (entre 2006-2008). E ele foi novamente reduzido, para 2,45% do PIB (no período 2009-2012).


Assim, a redução do superávit primário, ainda de forma gradual, começou justamente DEPOIS que o governo Lula decidiu não renovar o acordo com o FMI.


E uma nova redução do superávit primário, mais significativa, aconteceu depois da grave crise financeira global que começou em 2008 e que atingiu inicialmente os EUA e, mais recentemente, a União Européia;


Desta maneira, o superávit primário caiu de 4,4% do PIB (entre 2003-2005) para 2,45% do PIB (entre 2009-2012), acumulando uma queda de 44.3% entre um período e outro.

E como a prioridade do governo Dilma para 2013 é o de acelerar o crescimento econômico, dificilmente este superávit primário, de 1,9% do PIB, será elevado no próximo ano. O mais provável é que ele permaneça neste mesmo patamar, que já é suficiente para se promover a redução da dívida líquida do setor público. Mesmo com este superávit primário reduzido de 2012, a dívida pública caiu de 36,4% do PIB, em 2011, para 35% do PIB em 2012. 


E um dos motivos dessa queda do endividamento público foi a forte queda da taxa Selic, que caiu para o menor patamar da sua história, 7,25% ao ano, o que caracteriza um juro real negativo se levarmos em consideração o IGP-M de 2012, que foi de 7,82%. Essa queda da Selic continuará se refletir em 2013, permitindo aumento dos investimentos públicos, pois o gasto com juros da dívida pública irá diminuir com a queda da mesma. 


Portanto, está encerrada a 'era do superávit primário' na economia brasileira. 


A atual combinação de uma taxa Selic real próxima de zero ou negativa e a redução da dívida pública (que caiu de 51,5% do PIB, em 2002, para 35% do PIB atualmente) permitem ao governo Dilma reduzir o superávit primário e elevar os investimentos públicos, sem que isso resulte no aumento da dívida pública. Até porque, com mais investimentos a economia brasileira crescerá mais e isso irá aumentar a arrecadação de impostos, o que permitirá a continuidade da redução do endividamento público. 



Embora sejam muito criticados, o fato é que Palocci e Meirelles tiveram um papel importante na recuperação da economia brasileira, que estava virtualmente falida no final do governo FHC. Eles reduziram a inflação, os juros, a dívida pública e o déficit externo, criando condições para a retomada do crescimento econômico.  Sem tais medidas, o PAC e os programas sociais não existiriam ou teriam uma dimensão muito reduzida. 

2) Câmbio Flutuante:

A partir do acordo com o FMI, em Setembro de 1998, o governo FHC se comprometeu com uma política de câmbio flutuante, abandonando a política de valorização do Real que implantou-se no país a partir do Plano Real, em 01/07/1994. 


A razão fundamental para a mudança foi a fuga de capitais que o país sofreu durante o ano de 1998 e que foi provocada pelo brutal aumento da dívida externa (que atingiu 45% do PIB) e do déficit em transações correntes que ocorreu no primeiro governo de FHC. 


Os resultados do déficit externo entre 1994-2002 foram (em % do PIB):


1994 - 0,3% 

1995 - 2,4%;
1996 - 2,8%;
1997 - 3,5%;
1998 - 4,0%;
1999 - 4,3%;
2000 - 3,8%;
2001 - 4,2%;
2002 - 1,5%.
2003 - 0,75%;
2004 - 1,8%;
2005 - 1,6%;
2006 - 1,25%;
2007 - 0,11%;
2008 - 1,7%;
2009 - 1,5%;
2010 - 2,2%
2011 - 2,1%.
2012 - 2,3% (Janeiro-Novembro).



Notem que no último ano do governo de Itamar Franco, as contas externas brasileiras estavam equilibradas. 


Foi a partir do governo FHC (que começou em 1995) que o déficit externo teve um crescimento muito rápido, chegando a 4% do PIB justamente em 1998, quando ocorreu a fuga de capitais. E esta dá justamente porque os credores e investidores externos estavam muito bem informados sobre essa deterioração das contas externas do país e passaram a temer que o Brasil decretasse moratória, o que acarretaria gigantescos prejuízos para os mesmos. 


Isso ocorreu até porque o rumo que a economia brasileira tinha tomado, a partir do Plano Real, era semelhante ao de países como o México, Tailândia, Indonésia, Filipinas, Malásia e Coréia do Sul. Nestes, também tivemos uma forte valorização da moeda nacional, que gerou imensos déficits nas balanças comercial e em transações correntes. 


Com isso, as contas externas destas nações também passaram por um rápido processo de deterioração nos anos anteriores (no México aconteceu depois que o mesmo abriu a sua economia para aderir ao NAFTA, o que se deu entre 1988-1994), razão pela qual também eles também sofreram com uma rápida fuga de capitais que jogou essas economias em uma crise econômica e social gravíssima nos anos seguintes. 


Este processo se repetiu no Brasil e fizeram com que as reservas  internacionais acumuladas até aquele momento se transformassem em pó em poucos meses. No fim de 2002, o Brasil contava com apenas US$ 16 bilhões em reservas internacionais líquidas. 


Sem reservas, não havia mais como manter os compromissos internacionais em dia e isso obrigou o governo FHC a se comprometer com a mudança da política cambial. 



Acima, o exato instante em que o brilhante ministro Guido Mantega respondia ao estúpido editor da revista britânica 'The Economist', que pediu a sua demissão, e que é o mesmo panfleto vagabundo que defende o Neoliberalismo suicida e criminoso. 
Mas, por pressão do então presidente dos EUA, Bill Clinton, a política cambial do governo brasileiro somente foi alterada em Janeiro de 1999, pois se a alteração fosse promovida aina durante a campanha eleitoral, isso poderia provocar a derrota de FHC para Lula na eleição presidencial que se realizou em Outubro de 2002. 


No governo Lula, a adoção de uma política externa e comercial que aproximou o Brasil de países emergentes cujas economias cresciam rapidamente (e, logo, as suas importações também, principalmente de minérios e alimentos, como ferro, soja, suco de laranja, carnes, etc), como a China e a Índia, acabou por levar a um rápido processo de expansão das exportações do país. 

A China começou o seu processo de integração ao mundo do Capitalismo Globalizado ainda no governo de Mao Tse-Tung, quando este recebeu Richard Nixon de braços abertos. E a partir da década de 1980, as reformas econômicas iniciadas por Mao foram aprofundadas e aceleradas no governo de Deng Xiaoping, veterano líder revolucionário e o mais capaz e respeitados dos líderes do Partido Comunista Chinês. Suas reformas transformaram a China na grande locomotiva da economia mundial. 

O governo Lula teve a capacidade de perceber a importância dessa mudança que se processava  na economia mundial naquela época e estabeleceu uma parceria estratégica com a China e, também, com a Índia (outra economia que começou a crescer rapidamente, embora com um certo atraso em relação à China). Com isso, o governo Lula abriu novos mercados para as exportações brasileiras, que cresceram rapidamente. 

Desta maneira, as exportações do Brasil passaram de apenas US$ 60 bilhões, em 2002, para mais de US$ 202 bilhões em 2010. E em 2011 elas atingiram os US$ 256 bilhões. 


E o superávit comercial acumulado no governo Lula chegou a US$ 259 bilhões. No governo Dilma, entre Janeiro de 2011 e Novembro de 2012, o superávit comercial brasileiro já chega a quase US$ 47 bilhões. 

Assim, desde 2003, o Brasil já atingiu um superávit comercial de US$ 306 bilhões de dólares. 


Além do superávit comercial, os investimentos externos diretos (produtivos) também cresceram muito no Brasil durante o governo Lula. 

Veja os números:


2003 - US$ 10,1 bilhões;

2004 - US$ 18,2 bilhões;
2005 - US$ 15,2 bilhões;
2006 - US$ 18,8 bilhões;
2007 - US$ 37,4 bilhões;
2008 - US$ 45,0 bilhões;
2009 - US$ 22,8 bilhões;
2010 - US$ 48,4 bilhões;
2011 - US$ 66,6 bilhões;
2012 - US$ 60,0 bilhões (Janeiro-Novembro).

Nota-se que, a partir do governo Lula, tivemos um crescimento expressivo do superávit comercial e do investimento externo direto no país, o que permitiu um forte crescimento das reservas internacionais líquidas, que passaram de US$ 16 bilhões (2002) para US$ 378,6 bilhões atualmente. 


Com reservas internacionais tão imensas, o governo brasileiro passou a ter condições de controlar a cotação do dólar. E foi exatamente isso que o governo Dilma. 


Assim, a partir do segundo semestre de 2011, o governo brasileiro passou a estimular a valorização do Dólar e a desvalorizar o Real. Entre Julho de 2011 e Dezembro de 2012, o dólar passou de R$ 1,56 para R$ 2,05. 


Assim, o Real sofreu um desvalorização significativa neste período, o que estimula as exportações e a substituição de importações. O objetivo principal desta medida é beneficiar o setor industrial brasileiro, principalmente aqueles setores que mais sofriam com a concorrência de produtos importados. 


Atualmente, fica claro que o Banco Central controla a cotação do Dólar, jamais permitindo que ele cai abaixo do patamar de R$ 2,00 e tampouco tolerando que ele ultrapasse os R$ 2,10. E como ele tem reservas internacionais de US$ 378 bilhões em suas mãos, é claro que nenhum especulador, por mais doido que seja, terá a ousadia de enfrentar a autoridade do governo. 


Tal política pode muito bem ser considerada como de 'câmbio administrado', onde o Banco Central é que determina qual é a cotação máxima e a mínima que ele considera como benéfica para o país. 


Assim, a política de 'câmbio flutuante' também chegou ao fim. 


3) Metas de Inflação:


Tal como aconteceu com as políticas de superávit primário e de câmbio flutuante, as metas de inflação também foram impostas pelo FMI ao governo FHC. 



O Presidente Lula direcionou a política externa brasileira no sentido de fortalecer as relações com a América Latina e com os demais países emergentes, beneficiando as exportações do país, que cresceram quase 327% entre 2003-2011.

O objetivo de tal política era manter a inflação sob controle, estabelecendo-se um piso (2,5% ao ano), um centro (4,5% ao ano) e um teto (6,5% ao ano) para a mesma. 

Porém, a política do Banco Central sempre foi bastante conservadora, visando sempre atingir o centro da meta, que há vários anos é de 4,5% ao ano.


E para isso, o BC tratava de usar, principalmente, a taxa Selic, elevando-a sempre que a inflação não convergisse para o centro da meta determinada. E isso era feito mesmo quando a inflação era provocada não por um processo de rápido aumento de demanda, mas por fatores como a especulação desenfreada com o valor das commodities (minérios, alimentos) no mercado financeiro internacional e que acabavam chegando ao país, provocando o aumento dos preços e, é claro, a elevação da inflação.


No governo Dilma, tal política também foi abandonada.


Primeiro que o BC passou a trabalhar não mais para atingir o centro da meta (4,5% ao ano), mas com o teto da meta de inflação. Assim, atualmente, o BC procura fazer com que a inflação fique, no máximo, sempre próxima dos 6,5% ao ano ano. 


Assim, não existe mais a obrigação de levar a inflação para o patamar de 4,5% ao ano, que era política adotada na época de Henrique Meirelles. E isso abriu espaço para uma política mais agressiva de redução da taxa Selic. 


Desta maneira, a taxa Selic foi substancialmente reduzida no governo Dilma, caindo de 10,75% ao ano, no final de 2010, para os atuais 7,25% ao ano. E mesmo assim, a inflação ficou em 6,5% em 2011 e acumula 5,5% nos últimos 12 meses (Dezembro de 2011-Novembro de 2012). 


E isso aconteceu mesmo com o Dólar passando de R$ 1,65 (cotação de 03/01/2011) para R$ 2,04 no dia 28/12/2012. Logo, nos dois primeiros anos do governo Dilma, o Dólar se valorizou em torno de 23,6%. 


Uma forte queda da taxa Selic e uma significativa valorização do Dólar não resultaram, entretanto, no aumento da inflação. 


O IPCA fechou o último ano do governo Lula em 5,9%, passando para 6,5% em 2011 e 5,5% nos últimos 12 meses. 


Assim, a taxa média de inflação dos dois primeiros anos do governo Dilma, de 6% a.a., é virtualmente igual à inflação do último ano do governo Lula. 


Portanto, a desvalorização do Real e a forte queda da taxa Selic que tivemos no governo Dilma não provocaram o aumento da inflação, que se manteve no mesmo patamar daquele em que ela se encontrava no último ano do governo Lula. 


E porque isso aconteceu? 


Porque o governo Dilma passou a controlar a inflação usando de mecanismos diferentes, como a redução de impostos e a desoneração da folha de pagamento, bem como adotando uma forte redução dos juros nos bancos públicos, o que levou os bancos privados a acompanhar esse processo (pois passaram a sofrer uma forte concorrência dos bancos públicos). 


Agora, para 2013, uma nova medida adotada pelo governo Dilma, que é a redução das tarifas de energia elétrica entre 19% e 28%, também irá contribuir para a redução de custos das empresas e, logo, também ajudará no controle da inflação.


Portanto, depois dos processo de mudanças graduais que tivemos no governo Lula, e que melhoraram consideravelmente a situação econômica-financeira do Brasil (aumentando as exportações e o superávit comercial, elevando fortemente as reservas internacionais, aumentando o salário mínimo, criando políticas de inclusão social, gerando 15 milhões de empregos com carteira assinada, reduzindo a inflação, o desemprego e os juros) o governo Dilma teve como implementar medidas ainda mais fortes no sentido de reduzir juros, diminuir os custos de produção, desvalorizar o Real, e mesmo assim, dar continuidade às políticas que o governo Lula havia implantado.


Assim, no governo Dilma, o salário médio real dos dos trabalhadores cresceu 7% desde Janeiro de 2011, passando de R$ 1.690,00 mensais para R$ 1.808,00. O número de empregos formais criados em 2011-2012 já passa de 3.620.000 e a taxa de desemprego atingiu o seu menor nível em Novembro deste ano (4,9%, a menor taxa para o mês em toda a história). 



O governo Lula aproximou o Brasil das grandes potências emergentes, criando os BRICS, política essa à qual o governo Dilma deu continuidade. Submissão aos EUA? Isso é coisa de tucano que adora tirar os sapatos para entrar na terra de Tio Sam. 

Não é à toa, portanto, que a popularidade de Dilma já chegou aos 77% e ela é a favorita disparada para vencer a eleição presidencial de 2014, tendo quase 60% e 64% dos votos válidos na pesquisa  mais recente do Datafolha.

Logo, o governo Dilma cumpre com a sua missão histórica, que é a de dar continuidade ao governo Lula e aprofundar e acelerar o processo de mudanças que o mesmo havia iniciado. 



Links:


Para entender o jogo da economia - por Luis Nassif:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-entender-o-jogo-da-economia


Taxa de desemprego cai para 4,9% em Novembro, a menor da série histórica para o mês:


http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/12/taxa-de-desemprego-cai-para-49-em-novembro-mostra-ibge.html


Pesquisa Datafolha mostra Dilma com 60% a 64% dos votos válidos:


http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2012/12/datafolha-dilma-vence-no-1o-turno-com.html


Resultados da Balança Comercial brasileira entre 1993-2012:


http://www.portalbrasil.net/economia_balancacomercial.htm


Superávit comercial brasileiro chega a US$ 18 bilhões até meados de Dezembro de 2012:


http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=567


Exportações do Brasil chegam a US$ 202 bilhões em 2010:

http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/01/03/exportacoes-brasileiras-fecham-2010-com-recorde-historico


Exportações brasileiras chegam a US$ 256 bilhões em 2011:


http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2012/01/exportacoes-brasileiras-registram-crescimento-de-27-em-2011.html


Governo Dilma reduz tarifas de energia entre 19% e 28%:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-18/senado-aprova-mp-que-reduz-conta-de-energia


Desoneração da folha de pagamento já beneficia 42 setores da economia:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-19/comercio-varejista-sera-beneficiado-com-desoneracao-da-folha-de-pagamentos


Classe C passa a incluir 54% dos brasileiros:


http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-22/classe-c-passou-ser-maioria-da-populacao-brasileira-em-2011-mostra-pesquisa


Poder de compra do salário mínimo cresce 92,6% desde 2003:


http://guerrilheirodoanoitecer.blogspot.com.br/2012/12/governos-lula-e-dilma-reajustam-salario.html


Cotação do dólar desde 2001 (valor médio mensal):


http://www.acsp.com.br/indicadores/IEGV/IEGV_DOLAR.HTM


Dívida Pública cai para 35% do PIB em 2012:


http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=202253


Superávit Primário entre 1999-2003:


http://www.uel.br/projetos/ssrede/SuperavitPrimario.pdf


Superávit Primário em 2011:


http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20geral,governo-cumpre-superavit-primario-cheio-em-2011-depois-de-2-anos,101175,0.htm


Superávit Primário despenca 42% em 2012:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-31/em-ano-de-crise-governo-reduz-superavit-primario-e-passa-olhar-para-resultado-nominal-das-contas-publ


Juros bancários caem para menos de 30% ao ano, menor patamar da história:


http://www.pbagora.com.br/conteudo.php?id=20121028120159&cat=economia&keys=juros-bancos-caem-ao-nivel-mais-baixo-mas-inadimplencia-segue-alta


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Governos Lula e Dilma reajustam salário mínimo em 239%, contra inflação de 76%! - por Marcos Doniseti!

Governos Lula e Dilma reajustam salário mínimo em 239%, contra inflação de 76%! - por Marcos Doniseti!

Presidentes Lula e Dilma aumentaram fortemente o poder de compra do salário mínimo, ampliando o mercado consumidor e o padrão de vida da população.

Aumento real do salário mínimo (comparando com a inflação acumulada), no período 2003-2012, chega a 92,6%; Entre 2003-2012, o salário mínimo passou de US$ 56,50 para US$ 330,73, acumulando um aumento real de 485,4%!

Com o reajuste para R$ 678, o aumento real do salário mínimo (descontada a inflação acumulada entre 2003-2012) chega a 92,6%. Em dólares, o aumento foi ainda maior: 485,4%. 

Desde o ano de 2003, o salário mínimo brasileiro acumula um reajuste de 239% (já considerando o aumento de 9% para o ano de 2013, que elevará o seu valor para R$ 678).

Enquanto isso, a taxa de inflação oficial acumulada (IPCA) desde 2003 atinge os 76%. E se usarmos o INPC, que é utilizado para reajustar o salário mínimo, a inflação acumulada chega aos mesmos 76%. 

Assim, o salário mínimo teve um reajuste 3,1 vezes maior do que a inflação do período (reajuste de 239%, contra inflação de 76%). 

Assim, o aumento real do salário mínimo acumulado no período 2003-2012 foi de 92,6%. 

Já se fizermos o mesmo cálculo em US$ dólares, o aumento do salário mínimo também foi muito significativo. Senão, vejamos:

No final de 2002, o salário mínimo era de R$ 200 e o dólar fechou cotado a R$ 3,54. Assim, o valor do salário mínimo em dólares era de US$ 56,50 dólares.

Hoje, o dólar está cotado em torno de R$ 2,05. Como o salário mínimo subirá para R$ 678 a partir de 01 de Janeiro próximo, mantida a cotação atual do dólar, o salário mínimo chegará a US$ 330,73 dólares.

Isso representa um aumento real de 485,4% do valor do salário mínimo brasileiro quando o mesmo é cotado em dólares.  

Valeu, Lula!

Valeu, Dilma!

Links:

http://www.portalbrasil.net/indices.htm

domingo, 23 de dezembro de 2012

Porque a oposição não tem chance alguma de vencer em 2014! - por Marcos Doniseti!

Porque a oposição não tem chance alguma de vencer em 2014! - por Marcos Doniseti!


A Presidenta Dilma é aprovada por 78% dos brasileiros e as pesquisas a mostram com mais de 60% dos votos válidos no Ibope e no Datafolha.


A oposição representada pelo trio PSDB-DEM-PPS não tem chance alguma de vencer a eleição presidencial de 2014. 

E afirmo isso por vários motivos, como:

1) Aécio Neves é fraco demais, tanto que fica bem atrás de Marina Silva nas pesquisas. E olha que ela sumiu da Mídia e do cenário político desde a eleição presidencial de 2010, hein!. Aécio chega a ficar tecnicamente empatado com o Joaquim Barbosa. Nestas condições, é muita pretensão dos tucanos querer derrotar Dilma;

2) Dilma tem uma aprovação pessoal de 78%. Seu governo é tido como ótimo-bom por 62%. Segundo a pesquisa mais recente do Datafolha, ela tem cerca de 60% a 64% das intenções de voto, o que permitirá liquidar a eleição já no primeiro turno. 

Já vi muita coisa na vida, mas uma (um) governante tão popular perder uma eleição, isso eu ainda não vi, não. E nem verei tão cedo;

3) Mesmo com a economia desaquecida em 2012, o desemprego continua em queda (em Novembro, tivemos a menor taxa da história para o mês, de 4,9%), a renda média da população cresce num ritmo superior a 5% ao ano, a pobreza e a miséria continuam sendo reduzidas, a inflação está controlada (acumulado em 12 meses é de 5,45%, abaixo do teto da meta, que é de 6,5% anuais) e as contas públicas (déficit público e dívida pública estão diminuindo) e externas (o déficit externo não chega a 2% do PIB) estão totalmente sob controle. 

E a economia brasileira já cresceu a um ritmo anualizado de 2,4% no 3o. trimestre de 2012, mostrando que se iniciou um processo de retomada, pois no primeiro semestre o crescimento foi praticamente nulo. 

As medidas tomadas pelo governo federal neste ano (redução dos juros e de impostos, aumento dos investimentos públicos, etc) irão surtir bastante efeito justamente em 2013-2014, que serão os dois últimos anos do governo Dilma. Daí, a atual presidenta deverá chegar a um nível de popularidade ainda maior, garantindo a sua reeleição e já no primeiro turno.

Assim, quem apostar numa crise econômica para 2013-2014 irá quebrar a cara; 

4) A oposição partidária ao governo Dilma-PT-Lula, de fato, caminha para a extinção, ao menos se depender do voto popular.

Oposição ao governo Dilma-Lula-PT, mesmo, quem faz, é a Grande Mídia. O trio formado PSDB-DEM-PPS é absolutamente ridículo. Ninguém os leva à sério e eles não possuem uma única liderança nacional que caia no gosto do povão, dos assalariados e dos mais pobres, que aprovam Lula e Dilma e que decidem eleição no Brasil;

5) O principal baluarte do PSDB, que é o governo do estado de São Paulo, está seriamente ameaçado de cair em mãos petistas em 2014. Isso porque o governo Alckmin tem um nível muito baixo de aprovação (29% na capital paulista. A grave crise de Segurança Pública poderá ser o grande ponto fraco a ser explorado pelo PT e pela oposição (PMDB, PCdoB) em 2014. 

Além disso, Dilma é muito mais popular do que o governador em todo o estado, Haddad venceu a eleição na cidade de São Paulo e o PT ainda irá governar 7 das maiores cidades do estado a partir de 2013 (São Paulo, Guarulhos, Osasco, S.André, S.B. do Campos, S.J. dos Campos e Mauá), estando muito bem posicionado para arrancar os tucanos do governo do estado.

Assim, a prioridade do PSDB em 2014 não deverá ser a presidência da República, mas preservar o controle do governo de SP, sem o qual o PSDB caminhará para a extinção. 

Então, os tucanos que coloquem as barbas de molho, pois não apenas poderão sofrer uma fragorosa derrota na eleição presidencial, como ainda poderão vir a ser derrotados em São Paulo, o que levaria o tucanato para um processo irreversível de esvaziamento. 


Resumindo: É a distribuição de renda, estúpido!

Links:

Reservas internacionais passam de US$ 378 bilhões:

http://www.bcb.gov.br/?RP20121220

Desemprego cai para 4,9% e renda média sobe 5,3% em Novembro:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-12-21/desemprego-atinge-menor-taxa-para-meses-de-novembro-desde-2002

Inflação acumulada em 12 meses chega a 5,45% em Outubro:

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/11/07/inflacao-oficial-registra-aumento-e-fecha-outubro-em-059-aponta-ibge.jhtm

Gastos com juros da dívida pública caem para 4,89% do PIB; Dívida pública cai para 35,2% do PIB e déficit público nominal diminuiu para 2,47% do PIB:

http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOLFISC


sábado, 8 de dezembro de 2012

Porque a 'The Economist', pateticamente, pediu a demissão de Guido Mantega! - por Marcos Doniseti!

Porque a 'The Economist', pateticamente, pediu a 

demissão de Guido Mantega! - por Marcos Doniseti!


Guido Mantega deveria enviar um presente de Natal ao 

pateta da 'The Economist' que sugeriu a sua demissão, 

pois isso garantiu o seu emprego por muitos e muitos 

anos!

Editor da 'The Economist', bíblia do Neoliberalismo, política que arrebentou com a economia dos países desenvolvidos. 


A 'The Economist', que pediu a demissão do ministro Guido Mantega, é uma publicação que defende o Neoliberalismo, que é a mesma política que provocou a falência do sistema financeiro privado dos EUA e do Reino Unido. Neste último, todos os bancos privados falidos foram estatizados, senão a economia britânica entraria em Depressão. Nos EUA, o Citigroup teve parte do seu capital acionário comprado pelo governo Obama. 

Resultado: a dívida pública dobrou e, daí, jogaram a conta para os povos americano e britânico (e, agora, europeu) pagar, com políticas de aumento de impostos, corte de gastos públicos, desemprego, arrocho salarial, eliminação de direitos sociais e trabalhistas, enfim, aumentando a concentração de renda e a pobreza do povo. 

Se é isso que a 'The Economist' quer para o Brasil, então está explicado porque ela pediu a demissão do ministro Guido Mantega. 

Afinal, no Brasil não tivemos nada disso, muito pelo contrário. 

Mesmo com a crise mundial fazendo estragos desde 2008, no Brasil os salários continuaram subindo, o desemprego caiu, a dívida pública diminuiu, as reservas internacionais líquidas subiram e o Brasil se tornou credor externo líquido, tanto que, agora, até o FMI deve para o Brasil.

Portanto, nós, brasileiros, é que devíamos pedir a demissão do editor-chefe da 'The Economist' (John Micklethwait), que apoiou as políticas neoliberais que arrebentaram com as economias dos países desenvolvidos, que patinam na recessão e na estagnação econômica desde 2008. 

Além disso, é interessante notar que esse ataque da bíblia do Neoliberalismo contra Guido Mantega (um economista de linha desenvolvimentista) acontece, justamente, depois que o governo Dilma reduziu fortemente a taxa Selic (para apenas 7,25% ao ano, o que dá menos de 2% ao ano em termos reais), reduziu os spreads bancários e os juros dos bancos públicos, enfrentou os planos de saúde e as empresas de telefonia, desvalorizou o Real. 

Desta maneira, o governo Dilma, na prática, enterrou a política de 'câmbio flutuante' e passou a praticar uma política de câmbio administrado, com o dólar tendo, claramente, um piso (R$ 2,00) e um teto (R$ 2,10) que, quando são rompidos, levam à intervenções do Banco Central no mercado cambial. 

O governo Dilma também aumentou as tarifas de importação e tomou medidas significativas para fortalecer a indústria e as empresas brasileiras (redução de impostos, da taxa de juros, desoneração na folha de pagamento, etc) e elevou as barreiras (com a forte elevação do IOF) para a entrada de capital especulativo de curto prazo no Brasil. 

Tudo isso representa uma clara reação do governo Dilma às políticas de emissão desenfreada de moeda praticada pelos governos dos EUA, China e da Zona do Euro nos últimos anos. 

Tais medidas, adotadas pelos países desenvolvidos, para sair da crise, levou a uma forte desvalorização de suas moedas e a uma redução dos preços dos produtos dos mesmos, além, é claro, de levar à busca de lucros fáceis, por parte dos especuladores, em países cuja economia tem ótimas perspectivas de expansão, como é o caso do Brasil. Afinal, qual o lucro que é possível obter em economias com juro zero e com a economia estagnada, não é mesmo? 

Mas as ações de Guido Mantega, com o integral apoio da presidenta Dilma, fecharam essa porta de entrada para o capital especulativo globalizado proveniente dos países ricos (incluindo o Reino Unido, que tem um dos mais fortes mercados financeiros do mundo, dedicado a especular com tudo: alimentos, títulos públicos e privados, moedas, etc) que, anteriormente, entravam livremente no Brasil para especular, lucrar horrores e, depois, iam embora. 

Pèdido imbecil da 'The Economist' para demitir o ministro da Fazenda fortaleceu Guido Mantega, que deve estar rindo muito da barbeiragem da revista britânica. 

As iniciativas de Guido Mantega fecharam essas porteiras para o capital especulativo globalizado lucrar no Brasil e fortaleceram a capacidade da economia brasileira de resistir à crise e, também, de competir com as dos demais países, incluindo, é claro, o Reino Unido.

Assim, fica claro que o Brasil possui um governo soberano, que toma as medidas necessárias para defender os interesses do país e de seu povo. 

E é justamente isso que a 'The Economist' não perdoa e que explica esse patético pedido para que a presidenta Dilma demita o competente, sério e íntegro ministro Guido Mantega. 

E é claro que a resposta de Dilma só poderia ser a que ela deu, ou seja, que não é uma revista estrangeira que irá interferir na escolha  dos seus ministros. 

A verdade é que a 'The Economist' perdeu uma excelente oportunidade de ficar calada e o fato é que Guido Mantega ficou ainda mais forte, dentro do governo, com esse episódio. 

Depois dessa imbecilidade da 'The Economist', o mais provável é que o atual ministro da Fazenda se mantenha no cargo enquanto Dilma for a presidenta da República, tanto neste mandato, como num eventual segundo governo, já que as pesquisas mais recentes.

Assim, o ministro Guido Mantega deve ter adorado essa barbeiragem da 'The Economist'. 

E se eu fosse o ministro, mandava um belo presente de Natal para o pateta do editor-chefe da revista britânica em agradecimento por tamanha estupidez, junto com um cartão de Natal dizendo "Graças a você o meu emprego está garantido por muitos anos. Muito Obrigado". 

Link:

A Inglaterra que demita o seu ministro das Finanças - por Zé Dirceu:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2012/12/a-inglaterra-que-demita-seu-ministro.html